Notas iniciais
LEIAM POR FAVOR AS NOTAS INICIAIS E FINAIS! Oi Pessoas INCRÍVEIS!!! Estou muito feliz, pois, vocês são os melhores leitores do mundo! Gratidão por todos vocês que comentaram, de verdade. Gratidão pelo carinho, por cada palavra, vocês me fizeram muito feliz! Meu Domingo e Segunda foram incríveis vendo os comentários de vocês, e eu já respondi a todos: AGJ, mpneves1, Lisa Mellark, Sandy, Babi, Nanda, Bruu, Monaíza Mellark, Luli Melo, POLI, Paulo Cesar, PSRG. Gratidão a todos vocês leitor e leitoras incríveis! Eu dedico este SEGUNDO Capítulo ao carinho das lindas Lisa Mellark e AGJ. Que já recomendaram esta short fim para mim, meninas, Deus abençoe vocês! Eu pretendo continuar postando um dia sim e outro não, principalmente por que vocês me honraram com comentários e recomendações suas fofas e fofo! Tenho um Blog e outras Fics, deem uma passadinha por lá: A Garota Da Capa Vermelha - Continuação. (Henlerie Henry e Valerie) http://fanfiction.com.br/historia/165233/A_Garota_Da_Capa_Vermelha_-_Continuacao O Triunfo da Esperança Por Peeta Mellark. (Jogos Vorazes - Peetniss) http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark Meu BLOG http://dicasdamarth.blogspot.com.br Sem mais demoras, vamos ao capítulo 2, ótima leitura. Vejo vocês nas Notas Finais! Gratidão.

POV HENRY LAZAR

Eu nunca comtemplei o Spike tão feliz em minha vida, ele está livre e solto. Verdade seja dita, desde que saímos pela manhã ele está eufórico. Acredito que, o meu estado de humor, está o influenciando.

De fato, o meu dia também está incrível. Passei em um café e acabei comendo bem melhor do que o normal. Andamos pelas praças e jardins, paramos para almoçar, o que foi muito divertido também.

Já estamos caminhando para o final da tarde. E resolvo passar pela feirinha local. Estou bem relaxado, juntamente com Spike e acabando de comprar algumas coisas para abastecer a dispensa, pois, a partir da semana que vem, provavelmente eu sempre terei visitas em casa.

De repente, ouço uma risada relaxada que me chama atenção e ao olhar para o local daquela risada, descubro que ela pertence a uma pessoa improvável. Acertou se você pensou na minha inimiga!

Estou estupefato com o que vejo, ela conversando alegremente com um casal de uma barraquinha. Ela está irreconhecível, contente, sorridente, feliz. Totalmente diferente daquela Valerie que eu conheço no trabalho. E tenho que dizer, ela fica ainda mais linda daquela forma, muito mais atraente!

Escondo-me atrás de uma barraca para que eu possa observá-la sem ser visto.

Entretanto, o meu plano vai por água abaixo, quando Spike sai correndo em direção a "ela", pois, é atraído por uma bolinha fisioterápica que está em sua mão.

A princípio, como um bom covarde que sou, eu não me revelo, continuo escondido, só observando.

Logo que Spike a aborda, ela se assusta, e depois, percebe que ele está bem intencionado e começa a tratá-lo com carinho. O que ele adora e passa a se derreter para ela. Imagino qual será a sua reação, ao descobrir que Spike é meu, e temo que ela o maltrate caso descubra. E fico com mais receio ainda de intervir.

Todavia, bem neste momento, ela diz e pergunta a Spike...

— Você é um fofo. Onde está o seu dono?

Que lástima isto, pois, assim que ela, faz a pergunta a Spike, ele começa a latir me chamando. E latir em minha direção. Portanto, eu não consigo me esconder por muito tempo. Porque bem naquele instante, ela olha em minha direção.

Ela começa a procurar com a cabeça. Como eu ainda não estou visível para eles, Spike vai se aproximando e eu vou ficando cada vez mais acuado, e, ela, vai aproximando-se também, incrível isto, só pode ser brincadeira!

Enfim, quando eu vejo que não tem mais jeito, eu saio do meu esconderijo. E, de fato, eu me arrependo amargamente por ter resolvido observá-la, pois, eu bem que poderia ter ido embora. Porém, não o fiz.

No instante exato, em que ela coloca os olhos em mim, todo o seu semblante relaxado e descontraído, muda bruscamente. Ela me fuzila com o seu familiar olhar de ódio direcionado a mim e instintivamente, dá um passo para trás.

Como é impressionante o ódio e a raiva que ela tem de mim, é de uma intensidade sem tamanhos. Chego a me sentir mal quando sou atingido por seu olhar de desprezo. É algo difícil de digerir.

Como sempre, a minha educação fala mais alto, mesmo com aquela criatura, então, digo-lhe:

— Oi, boa tarde!

Ela tem no rosto uma expressão mortífera, então, diz:

— Por que você insiste em ser educado comigo? Eu já disse que eu odeio você! E é realmente uma pena que, um cão tão maravilhoso, tenha um dono como você!

Ela me diz com uma sobrecarga de ressentimento. O que me faz sentir pior ainda. Simplesmente eu fico sem reação.

Quando ela percebe que eu não irei revidar, ela sai seguindo o seu caminho. Deixando-me ali, angustiado e entristecido, com suas as atitudes e palavras.

Realmente aquela mulher mexe comigo! Tudo nela mexe comigo, o corpo, o sorriso, a beleza, o jeito, a raiva, o ódio e até o desprezo dela mexe comigo com intensidade e bem mais do que deveria. E eu gostaria de entender o por quê...

Colocando este evento desastroso, à parte, todo o fim de semana transcorre maravilhosamente bem.

No domingo, continuo o meu passeio com Spike, que afinal, está encantado com esta mudança em nossa rotina. Tudo graças a Baby. E se ela já está promovendo mudanças em mim mesmo a distância, imagina quando nos aproximarmos?

A propósito, a nossa conversa no sábado foi bem interessante, ela estava agitada e feliz, e disse-me que é o efeito da proximidade do nosso encontro. Então, eu disse a ela que eu também estou ansioso e que, por causa dela, eu resolvi mudar os meus hábitos de fim de semana.

Contei-lhe sobre os passeios com o Spike. Falhei-lhe sobre como foi gostosa a experiência. E, disse-lhe que eu estou ansioso para poder fazer aquilo junto com ela. Ela diz-me que deseja o mesmo.

No domingo à noite, a nossa conversa é bem descontraída, e por fim, encerramos falando sobre nossas carências e o quanto desejamos ter a companhia um do outro para vencermos isto.

Depois de longas horas de conversa, deito-me e durmo feliz da vida e sonho. Algo que é muito incomum para mim. Um detalhe, adivinhe com quem eu sonhei?

Errou feio se pensou na minha Baby. Mas acertou em cheio, se pensou na "minha Diaba particular"! Sim eu sonhei com ela. E o pior, foi o conteúdo do sonho: Altamente Erótico.

***

Eu estava no escritório. Na verdade, eu havia acabado de tomar o elevador e seguia descendo para ir embora, no fim do expediente.

De repente, passam-se mais dois andares e o elevador para de novo. E adivinhe só, quem está parada me encarando com aqueles pares de íris verdes intensas: ela mesma, a “Diaba”.

Quando acho que ela irá recuar, ou realizar qualquer gesto que demonstre hostilidade, ela faz o contrário. Ela entra quietamente e encosta-se à outra parede lateral, de frente para mim.

Diferentemente, de nossos outros encontros, ela não foge do meu olhar, ao contrário, fixa-se neles intensamente.

Seu gesto começa a incomodar-me. Rapidamente, os meus olhos ganham vida própria e começam a percorrer o seu corpo com ousadia, e a propósito, ela está muito gostosa vestindo uma calça skinny justa, preta, e, uma bata de renda branca, com um decote provocante nos seios, que estão cobertos por um top também branco. Como consegue ser tão linda e sexy?

Repentinamente, as luzes do elevador começam a oscilar. E, assim, o alarme de emergência começa a tocar.

O elevador para em um ímpeto. Minha primeira reação é olhar para ela, que está vermelha e assustada, suas írises, dilatadas pelo medo. Mas, aí penso, ela está com medo do elevador ter parado? Ou está com medo de estar sozinha aqui comigo? De fato, eu não sei precisar.

De repente, eu me pego olhando intensamente para ela, e bem neste momento, uma voz anuncia em meio a uma chiadeira...

— Senhoras e senhores, estamos com problemas em nossos elevadores de acesso. Informamos que a partir de agora, a previsão de conserto é de uma hora. Comunicamos que ficaremos sem radiocomunicador e sem câmeras internas durante todo este tempo.

Após o comunicado, ela me olha alarmada, e entendo exatamente aquele olhar, ela está com medo de mim, do que posso fazer com ela. A consciência deste fato, me incomoda absurdamente, então, eu digo...

— Ei, eu não vou fazer nada contra você, vê se sossega, por favor!

Ela me olha estranhamente, parecendo acreditar naquelas palavras, e de repente ela encolhe-se no cantinho e curva-se abraçando os joelhos como uma bola.

Aquilo me desarma e me assusta. Será que ela tem fobia? De lugar fechado ou sei lá, de escuro ou dos dois. Ou de mim? Aff... Deus! Só faltava esta!

No entanto, o meu lado compassivo fala mais alto, então, eu digo-lhe:

— Você está com medo?

Mesmo visivelmente fragilizada, ela ainda tenta ser hostil. Porém, a sua voz entrega-lhe.

— Por que você se importa?

Ela tenta entonar sarcasmo, no entanto, a sua voz sai como um lamento. E aí a sua pergunta, reverbera em minha mente: Sim, por que eu me importo?

Instintivamente aproximo-me dela. A princípio, os seus olhos arregalam-se e ela fica tensa, lentamente aproximo-me mais, até estar de frente para ela que ainda me olha e observa atentamente.

Assim, bem devagar ergo a minha mão em sua direção e seus olhos arregalam-se mais. Ao perceber atentamente a sua reação, paro a minha mão no ar.

Depois de algum tempo, mergulhado em seu olhar, sondando-a, desço lentamente a minha mão, tocando a dela, e momentaneamente, deixo de olhar em seus olhos para olhar para as nossas mãos. Começo a acariciar o dorso da mão dela. Porém, permaneço mudo.

Estranhamente, aquilo é reconfortante para ela e para mim... Enquanto acaricio as suas duas mãos, volto a olhar em seus olhos. Ela ainda me encara profundamente.

De repente, sua mão, prende-se à minha com força e eu devolvo o aperto na mesma proporção, e não desviamos os olhos um do outro.

Extraordinariamente, eu sinto crescer, uma intensa corrente elétrica entre nós. Sem parar pensar, puxo-a para mim, e para a minha surpresa, ela não resiste, nem muito menos hesita.

Ela prontamente vem, num impulso e senta-se em meu colo envolvendo a minha cintura com a suas pernas e o meu pescoço com seus braços.

Incentivado por sua reação, eu aperto suas coxas, puxando-a contra mim, chocando nossas intimidades, fazendo-nos gemer juntos.

Incentivados por puro desejo, colamos os nossos lábios. Num beijo, intenso, molhado, voraz e gostoso demais da conta!

Minhas mãos, agora, correm sem pudor algum por seu corpo. As suas reações, vão me servindo de guia. Pois, ela geme o tempo todo para mim, quando faço alguma carícia mais intensa. É claro que eu retribuo tudo, com a mesma proporção, ou talvez até mais.

Quando nos falta o ar, desço os meus beijos por seu queixo, seu pescoço e começo e a explorar aquela região, intercalando os beijos com mordidas leves, e, quando eu descubro um cantinho próximo ao lóbulo de sua orelha, onde eu percebo que ela é sensível a carícias, beijo e mordo mais ousadamente. Ao notar que ela está totalmente entregue, sussurro...

— Você é tão linda!

Ela somente sorri em meus lábios, e agora, começa a descer as suas deliciosas mãos de minha nuca, pelas minhas costas contornando as laterais do meu abdômen com os seus dedos provocantes, até chegar ao meu ventre.

Sinto-me completamente ofegante quando em meio aos beijos, quando ela começa a provocar o meu ventre com os seus dedos. As suas carícias, são deliciosas. Elas deixam-me ainda muito mais excitado. Principalmente quando Valerie começa a brincar com os pelos daquela região por dentro da camisa, bem próximo a divisa do cós da calça.

Neste exato momento, minha respiração torna-se descompassada, devido à expectativa. E nesta exata instância ela pega a barra de minha camisa e sobe suas mãos deslizando-a junto e no trajeto, vai provocando a minha pele, com a ponta dos seus dedos e suas unhas, me arranhando.

Afasto-me lentamente, auxiliando-a a retirar minha camisa. Aproveito a oportunidade, para beijar o seu colo exposto, pelo lindo decote da bata, enquanto subo as carícias de minhas mãos que estão em sua barriga para os seus seios apertando-os suavemente, fazendo-a gemer para mim, e em seguida, aumentando a intensidade, levando-a gritar e voltar aos meus lábios com fúria, mas, antes puxo sua bata, deixando-a apenas de top.

Ainda que coberto pelo tecido, pelos toques, eu sinto os bicos dos seus seios já totalmente rijos, o que me enlouquece de mais desejo.

Subitamente, eu afasto-me dos seus lábios e retiro com delicadeza seu top.
Ela ergue os braços me auxiliando, e fico maravilhado com aquela bela visão de seus seios, fartos, alvos, firmes e redondos e totalmente rosados ao centro.

Ela é realmente linda, e não suportando mais, volto aos seus lábios com uma fome incrível, enquanto volto a acariciar os seus seios, agora expostos, com as minhas mãos.

Ela grita em meus lábios, quando pressiono seus mamilos com os meus polegares aumentando ainda mais, a sua rigidez, e grita novamente quando, os puxo, com as pontas de meus dedos, tudo isto sem quebrar o contato dos nossos lábios. Suas reações atiçam um fogo insano em meu desejo por ela.

Após nossas línguas explorarem cada cantinho desconhecido de nossas bocas de uma forma bem íntima, lentamente eu vou descendo rastro de beijos molhados de seus lábios por seu queixo e mordo provocantemente ali, seu pescoço, e mordo mais uma vez e ela geme em meu ouvido.

Então, desço aos ombros, primeiro um, depois o outro e intercalo beijos com mordidas, levando-a estremecer violentamente. Como resposta, ela arranha as minhas costas e os meus ombros com as suas unhas nos momentos em que as sensações que percorrem o seu corpo se tornam intensas.

Volto a deslizar meus lábios agora de seu ombro para o seu colo e me perco ali naquela pele tão macia e com cheiro e sabor delicioso. Afasto-a mais um pouco para o meio de minhas pernas para continuar descendo e lentamente vou fazendo rastro de beijos molhados e famintos de seu colo até o vale de seus seios, e sinto neste momento, o meu corpo ainda mais quente e eletricidade pura irromper em mim.

Ao mesmo tempo sinto-a tensa, e digo-lhe, sem olhar em seus olhos:

— Quer que eu pare?

Ela simplesmente responde...

— Não...

E agora, percebendo que estou hesitante por sua reação, ela toma minha cabeça pelos cabelos, e conduz meus os lábios até um de seus mamilos. E entendendo o seu sinal, prontamente começo a provocá-lo com meus lábios, ora sugando, ora beijando, ou ora mordendo-o suavemente, enquanto provoco o outro com minha mão.

E assim, lentamente vejo as camadas de resistência daquela linda mulher a mim, serem desfeitas. Ela puxa-me cada vez mais de encontro ao seu corpo, evidenciando que quer mais, agora também ela explora o meu pescoço, meus ombros e minha orelha me provocando por meio de leves e morosas mordidas e beijos audaciosos.

De repente, eu inverto as carícias nos seios, meus lábios vão para um e a mão volta para o outro, e aumento a intensidade das provocações enlouquecendo de desejo a ela e a mim. Ela grita, e desta vez, solto seus seios para olhá-la, e quando abro os meus olhos para observar aquelas lindas imensidões verdes...

***

Acordo sobressaltado! Meu Deus, eu não acredito! Agora também, estou sonhando com a “Diaba”? Essa não! Era só o que me faltava.

Para completar, olho para o relógio e vejo que já estou na margem do atraso para o trabalho. Eu ainda terei de tomar banho, porque o meu pijama é puro suor e... Imagina?

Acordei naquele estado, e ainda excitado ao extremo!

Minha nossa, o que eu faço? Espero não ver aquela criatura hoje. Realmente espero.

***

Corro o máximo que posso e consigo chegar apenas cinco minutos atrasado. Graças a Deus!

Corro até o elevador, pois, vejo Peter lá dentro, creio eu que, ele desceu para pegar o meu jornal, que chega todas as manhãs aqui na portaria. Como gosto de lê-lo bem cedo, Peter sempre, busca-o para mim, para eu não ter que esperar o entregador interno da empresa fazê-lo. Porque, como o fluxo de gente para entrega é enorme, eu certamente, só o leria após o almoço.

Quando entro, cumprimento Peter, que está todo sorridente em uma animada conversa, com uma pessoa que, vagamente percebo, que está sorrido. Porém, quando me viro para cumprimentá-la e olhar quem é... Imagine só quem é? Ela mesma!

Imediatamente o meu sonho ganha foco em minha mente. Sinto o meu rosto queimar intensamente pela vergonha, mas, também, sinto o meu corpo reagir e arder de desejo.

Apenas então, eu percebo que ela me olha furiosa. Porém, desta vez aquilo não me abala, pois, eu estou lutando para fechar a parte da frente de meu casaco às pressas, para esconder uma baita de uma ereção se formando, e que já está no meio do caminho. Tudo isto, só por que minha mente insiste em me lembrar de alguns flashes daquele maldito, mas, delicioso sonho com aquela mulher!

Minha única reação no momento é ficar inerte, enquanto penso no que fazer para sair dali. Depois de passar algum tempo pensando. Minha atitude é apertar um dos próximos andares para descer, sendo que ainda estamos indo para perto do quadragésimo andar, e o meu é o quadragésimo nono. Peter se assusta não entendendo nada. Ele pergunta:

— Vai descer antes, senhor Lazar?

Respondo com a maior polidez que consigo para o momento, pois, sei que Peter não tem culpa de nada...

— Sim, tenho algo para resolver aqui, em dez minutos eu subo.

Peter me lança um olhar estranho então, diz...

— Algo para resolver no depósito?

Só aí que eu me lembro, e me dou conta de que, o quadragésimo e o quadragésimo primeiro andar, são depósitos e parte das gráficas da Editora que por sinal ocupam mais dois andares.

Mas, a minha ânsia de sair dali é tanta que simplesmente digo...

— Sim, tenho algo pessoal armazenado aqui e quero marcar uma data para retirada.

Até que foi uma boa desculpa, e era parcialmente verdade, eu tinha mesmo, mas, só precisaria dela daqui a duas semanas, portanto, poderia pegar em outro momento. Porém, o Peter disse...

— Eu poderia fazer isto para o senhor. Sem problemas...

Não o deixo terminar e respondo no susto...

— NÃO...

Fico sem graça em seguida, porque ele e a Diaba se assustam, e digo-lhe rapidamente tentando corrigir a minha indelicadeza:

— Desculpe, Peter, e obrigado por sua disposição, eu realmente agradeço. Mas, é que quero colocar uma pressão para eles, para não demorarem no prazo de me entregarem, é somente isto, me perdoe. Em seguida, eu subo.

— Tudo bem, senhor.

Na verdade, muito me aterrorizou a ideia de ficar preso com aquela criatura no elevador. Na realidade, eu estou em pânico, porque eu estou excitado só pela lembrança, imagina ficar com ela no ambiente que sonhei e sozinho ainda por cima? Não dá para brincar em uma situação desta.

Assim, desço no quadragésimo andar, e quando já estou do lado de fora, ouço-a dizer a Peter...

— Sujeito estranho, eu odeio ele! Tenho pena de você trabalhar para ele. Ele parece ser uma pessoa horrível.

Antes da porta se fechar, ainda parado no corredor, discretamente escutando... Ouço Peter dizer...

— É apenas impressão sua, ele é uma pessoa maravilhosa! E eu gosto de trabalhar com ele. E eu já conheci duas pessoas que trabalharam com ele também, que dizem a mesma coisa. Ele só é muito reservado. E inclusive estes dois, são editores também em outros lugares bem conceituados, e foi por indicação dele. Ao que parece, ele dá muitas oportunidades. Por trás desta seriedade toda, é um bom homem, e um ótimo colega de trabalho. Ele só é muito exigente, mas, também, eu creio que não dá para ser diferente ocupando a posição que ele ocupa.

E ela responde...

— É, pode até ser... Mas, eu odeio ele!

E em seguida a porta se fecha. Eu saio, mais uma vez consternado, dali.

Após este evento, o dia transcorre bem. Temos um horário de lanche pela manhã e outro à tarde. Hoje, especificamente, eu perdi o da manhã, pois já havia chegado atrasado e não quis sair para o intervalo, para não atrasar mais ainda, o meu serviço.

Portanto, eu e Peter descemos para o refeitório somente para o da tarde. Felizmente, o refeitório não estava cheio, dirijo-me para pegar e servir, minha xícara de café. Retornando para o lado de Peter em seguida, percebo que ele está tomando um suco.

A única pessoa que a presença realmente incomoda, acabara de chegar, e vinha toda alegre em direção a Peter. Porém, ela para e automaticamente congela, ao perceber minha presença junto a ele...

Bem neste instante, o entregador de correspondências internas, chega e diz...

— Sr. Lazar.

Imediatamente, eu aceno com a mão fazendo sinal para esperar um pouco, que eu irei até ele buscá-la. Assim, eu deixo a minha xícara na mesinha ao lado de Peter e saio.

Pego a correspondência, e percebo que é da empresa, e, com um selo e carimbo especial escrito: Ala Vip da Elite Editora.

Abro a correspondência, para dar-me conta que se trata de um belíssimo convite para confraternização de final de ano. Para este sábado próximo. Hum, eu já estarei com a Baby, quem sabe não posso levá-la?

Volto para perto de Peter que bem neste momento, está chegando com uma xícara de café para minha inimiga, que a recebe com toda educação agradecendo Peter e se despedindo dele, para em seguida sair de perto de nós, indo em direção a outro núcleo de funcionários, bem perto da porta de saída do refeitório.

Torno a pegar a minha xícara. No instante que dou uma grande golada de café, para matar a vontade que estava de tomá-lo, imediatamente o gosto que provo é totalmente errado: O CAFÉ É SAL PURO!

Notas finais
E aí Pessoas o que Acharam? Mereço Reviews e Recomendações? Gratidão e até o Capítulo 3.