DmC 5: Stairway To My Heaven
11 2º Dia, por Dante: Não Consigo Mais Ficar Longe.
Notas iniciais
Ela era meu vício particular, minha adorável desengonçada.
Era minha bonitinha. Minha Mada."
O alarme começou a apitar às nove horas como sempre, mas acordei com a cama vazia.
Me bateu uma ansiedade esquisita, e tateei a cama pra ver se não tinha sonhado. Não encontrei ninguém, e isso me fez levantar assustado olhando ao redor do trailer. Só fiquei aliviado quando vi a minha bonitinha Mada (sim, eu já dei um apelido sem ela saber, heh!) saindo do banheiro, e tava vestindo uma camiseta minha. Já me bateu aquele tesão danado, ela tava muito sexy só com aquilo...
Ela tinha pedido lanches e café da manhã pelo telefone, e eu tava morto de fome. Demorei pra perceber, mas ela tinha dado uma arrumada rápida no trailer. Fiquei sem graça, mas disfarcei e batemos um papo enquanto comíamos. Vestimos nossas roupas e a acompanhei até o hotel onde ela havia dito estar hospedada. Eu não conseguia me controlar; queria beija-la, agarrá-la e trepar com ela mais uma vez. E durante o caminho, fui um baita mão-boba filho da mãe...
A gerencia do hotel quis encrencar com Mada só por que ela não dormiu lá. Puta que pariu, as diárias estavam pagas, e os caras tendo essa frescura?!? O bom é que ela tinha traquejo pra argumentar com babacas daquele naipe, senão eu iria sentar um soco na cara daqueles boiolas. Minha mão já ficava coçando quando eu sentia cheiro de briga...
Subimos no andar que ela reservou e quando entramos no quarto, o chão e a cama forrada de sacolas enormes de compras. Puta merda, ela era do tipo riquinha filhinha de papai! Nunca tinha visto tanta sacola de loja junta, e eram cheias de roupas, sapatos e tranqueiras que só garota compraria. Me bateu uma sensação esquisita; como se tivesse sido mais um brinquedo dela, sei lá... Acho que tinha me decepcionado pela impressão que ela me passou naquela hora. Pra esconder aquele pensamento, acabei fazendo piada, como sempre:
- Olha só quem diria! É cheia das granas! Deve ser bancada pelo papai, né não?
-... Desculpe se minha família é abastada... – ela resmungou com uma expressão de nojinho; deve ter se ofendido com a brincadeira.
- Mas e aí? Como a gente vai se ver? E quando a gente vai se ver...? – enlacei a cintura dela e fiquei dando selinhos naquela boca maravilhosa.
- Eu nem sei o que farei com todas essas compras... – ela respondeu com dificuldade; eu não tava deixando-a raciocinar direito, heh. – Não posso leva-las pra casa, mas não quero me desfazer delas...
Olhei praquele monte de sacolas já pensando no que sugerir pra ela. A única idéia viável me deixava em vantagem, e não pensei muito em dize-la. Ela aguardava minha resposta a respeito com uma cara de aflição.
- Ah, então você não vai mais ter problema!
-... ?
- Suas compras vão ficar lá no meu trailer... Se quiser usar alguma coisa ou levar alguma coisa, você vai ter que vir buscar...
Ela arregalou os olhos por um instante, como se tivesse sido surpreendida pela minha idéia. Ah vá, tava óbvio, ou ela achou que eu ia responder o que? Jogar fora e tacar fogo? Se tenho chances de vê-la de novo, tenho que dar um motivo pra que ela venha né! Assim a intenção original não fica tão descarada pra ela...
Ela foi tomar uma ducha pra poder ir embora pra casa. Acabei bancando o xereta e fucei a bolsa dela; só encontrei um monte de tranqueira que só mulher tem mesmo. Deu pra notar que além de riquinha, morava com a família. Essa sim tinha sorte... Ainda tinha os pais por perto.
Achei o aparelho celular dela no meio daquele monte de coisa, e era um celular de última geração. Era minha chance de manter contato, e disquei meu número pra poder saber o número dela. Bingo! Agora eu não a perderia de vista mesmo! Salvei o número dela e apaguei o registro de chamada do celular, assim ela não teria como investigar minha xeretice. Eu tava rindo feito um moleque de nove anos que passava trote nos outros...
De repente senti um cheirinho gostoso saindo do banheiro. Aquilo me alucinou, meu raciocínio foi pra casa do cacete. O mesmo cheirinho doce de morango invadiu meu nariz, logo já senti aquela vontade louca de transar até ficar esfolado. A cada passo que eu dava, eu tirava uma peça de roupa; até que cheguei ao banheiro completamente pelado. Parecia instintivo, só me dava conta dos meus atos depois...
O box era transparente, e logo vi aquele corpinho maravilhoso todo ensaboado. A pele dela brilhava de um jeito lindo quando estava molhado, os seios enriçados pareciam um convite pra que eu caísse de boca neles. Assim que ela conseguiu abrir os olhos depois de lavar os cabelos, tomou um susto por me ver ali parado, admirando toda aquela gostosura sem o menor obstáculo. E claro, nem preciso mencionar que eu já tava daquele jeito...
- Tem lugar pra mais um nesse chuveiro?
- Não sei... – ela falou baixinho, toda sem graça, mas com cara de safada. – É um box grande, se quiser tentar...
Só me bastou uns poucos segundos: avancei pra cima dela sem a menor cerimônia. Eu estava hipnotizado, louco, talvez até chapado, pois aquela garota me tirava dos eixos muito fácil... Eu não me via com limites, muito menos conseguia me manter racional pra resistir a ela. Eu queria Mada pra mim, pra sempre...
Logo a peguei no colo, a amparei pelas coxas e a cerquei na parede do box. Fui surpreendido ao ver Mada arrepiando e encolhendo; até tremia um bocado. Logo vi que o azulejo estava gelado pra caralho... Mancada minha! Dei-lhe um beijo na testa e a desencostei da parede, e com ela ainda no meu colo, amparei minhas costas e fui deslizando até conseguir sentar no chão do box. O vapor deixou tudo mais aconchegante, e um clima mais sussa rolou entre a gente. Desta vez eu não tava na gana louca de antes, e a gente transou sem pressa, curtindo um ao outro num ritmo totalmente novo pra mim. E descobri que transar beijando era bem mais gostoso e dava bem mais tesão do que uma foda bem dada... Eu não queria que acabasse. Queria mais e mais, eu estava totalmente afim da Mada. Minha Mada...
Enquanto a gente terminava de vestir, Mada parecia que tava a ponto de chorar. Ela olhava pro chão com uma cara de derrotada, como se tivesse feito a maior cagada da sua vida. Aquilo me preocupou, e não tive como não perguntar:
- Que isso, bonitinha?!? Tá chorando por quê?
- N-não é nada... – ela tentava disfarçar, mas a voz mareada de choro a desmentia. – Acho que é só bobagem da minha cabeça oca.
- Não minta pra mim, vai... – ergui o rosto dela, queria olhá-la nos olhos. – Que é que tá pegando?
- Acho que... Acho que não saberei esconder o que fiz aos meus pais... Nunca fiz nada parecido na vida; me sinto como se tivesse matado alguém!!!
Ela desatou a chorar, e realmente era um choro de arrependimento e de tristeza. Eu sabia muito bem o peso desses sentimentos juntos e fiquei com dó, mesmo sem saber dos detalhes. Dei-lhe um abraço apertado e deixei ela chorar o quanto quisesse, e dei-lhe um beijo na cabeça Eu não tava conseguindo aturar ver minha bonitinha chorando daquele jeito...
Assim que ela se acalmou um pouco, peguei Mada no meu colo e a deitei na cama. Sentei na beirada, mas já com várias preocupações espancando minha cabeça. O que ela deve ter aprontado pode muito bem sobrar pro meu lado... E eu queria estar prevenido pra não esfolar a cara de ninguém sem saber.
- Olha, não é por nada, mas preciso saber onde meti meu pau. Além de eu ter tirado sua virgindade, pelo que deu pra notar você ainda obedece aos pais feito cachorrinho. E aí?
- Desculpa... – ela soluçava de fazer o peito pular. – Sou um fracasso, só valho alguma coisa por ter peitos e um “parquinho de diversões” no meio das pernas... Até para os meus pais eu sou uma mercadoria de troca e benefício!!!
- Ei, espera aí... Explica isso direito. – tive de pedir pausa; aquilo soou bizarro. – Você não acha que me deve satisfações? Não quero me foder nessa confusão só por que eu fodi você!
Ela olhou diretamente nos meus olhos, com uma expressão de misericórdia. Por mais que estivesse todo perdido naquele olhar, eu não ia me desarmar e mantive a expressão séria (o que foi uma dureza). Mada se viu sem opções, e decidiu contar sua história depois que enxugou as lágrimas e respirou fundo.
Ela tinha tudo que um dia também já tive antes de meus pais terei morrido num acidente de carro, eu ter contraído meningite e sofrer amnésia. Mas o mais surpreendente era o estilo de vida doente que a família dela adotava, e que simplesmente detonava qualquer chance de ser uma pessoa ser independente. O pior disso tudo era a forma como encaravam as coisas da vida; completamente babaca! Mas mesmo sendo uma vidinha de merda, era a vida dela, e o fato de eu ter me envolvido trazia um fator foda de lidar: eu comi a filha de um homem chato pra caralho com valores morais. Isso não dava pra ser ignorado, e eu já pensava no que fazer se caso viesse alguma merda bombástica do tipo “casamento”. Argh, só de pensar me dava um troço feio no estômago...
Mada estava explodindo de vergonha, e admito que tava achando engraçado. Aquelas bochechas vermelhas a deixavam parecendo uma boneca de louça... mas não ia deixa-la esperando minha resposta sobre tudo aquilo, eu tinha que me pronunciar ou senão acho que a mataria de agonia.
- Pelo visto, meti meu pau num vespeiro...
- Mais uma vez, me desculpe... Se não quiser mais me ver, eu entenderei...
- Só uma coisinha... – cruzei os braços, já pronto pra uma discussão. – Você não é daquelas que exige casamento depois da trepada, né?
Um silêncio bizarro se fez presente; e a expressão espantada que ela fez foi cômica. E num súbito, ela caiu na gargalhada, e rolava na cama de tanto que ria! Não tinha entendido o ataque de riso, o que me encheu o saco de uma forma sem tamanho.
- Ei, mas que porra é essa?! O que foi tão engraçado?
- Não, pode ficar tranquilo. Só duvido que meus pais fossem te aceitar como genro! Hahahaha!
- Ei, posso não ter grana, mas não sou bundão que nem esse seu noivo arranjado!
- E então? Como faremos daqui em diante? – ela me olhou com uma expectativa enorme.
- Comece a se programar, bonitinha. – pulei em cima dela e prendi seus pulsos. – De agora em diante seu noivinho bundão tem concorrência forte!
- Será nosso maior segredo...! Mal vejo a hora de te ver de novo!
Ela me deu um selinho provocativo, e o sorriso que se formou na minha cara devia ser o sorriso mais abobado que já se viu na vida. Ela me queria, assim como eu a queria também. Minha... E de mais ninguém.
Notas finais
Aguardem os próximos capítulos! ♥
Bjos e obrigada de ♥ os feedbacks! *corre loucamente pro trabalho*
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