Diários da Princesa

3 Capítulo 3 ─ "Tempestade".


Notas iniciais
HELLOOOOO! (It's me, I was wondering if after all these years...) ♥ Voltei com mais um capítulo! Thanks pelos coments e pelo favorito, além dos acompanhamentos. :D Boa leitura!

Capítulo 3 — “Tempestade”.
Elena acordou, assustando-se ao olhar ao redor. Não foi um pesadelo.
Ela só queria sair correndo e gritando o quão ruim era aquilo. Primeiro: o lugar era velho e caindo aos pedaços. Segundo: estava machucada e dolorida. Terceiro: um homem havia a visto só de camisola e não era seu marido. Realmente, as coisas estavam indo de mal a pior.

*~*~*~*

O dia ocorreu tranquilamente. Apesar das pequenas farpas trocadas, Stefan e Elena estavam convivendo relativamente bem e o tornozelo da moça estava apenas a melhorar com os cuidados dele.
Mas, no meio da noite, Elena acordou assustada com um barulho forte. Eram trovoadas, que caíam veemente junto a chuva. O pânico tomou cada célula do ser de Elena, ela tinha pavor a tempestades assim, pois por causa de uma a carruagem onde sua mãe se encontrava capotou, causando imediatamente sua morte.
Seguindo seu extinto, Elena se levantou com um pouco de incômodo no tornozelo, e saiu de seu quarto, partindo para o de Stefan, como fazia com seu pai quando o medo lhe atingia.
Claro que era errado uma moça ir ao quarto de um rapaz no meio da noite se não eram comprometidos, mas naquele momento nada disso importava.
Ao chegar em frente à porta de madeira do quarto de Stefan, Elena deu três leves batidas na madeira maciça. Aparentemente, ele continuo a dormir.
— Stefan! — O chamou, batendo um pouco mais bruscamente na porta. Outro trovão caiu, fazendo-a pular de susto. — Stefan, abra esta porta agora!
Após alguns segundos, o guarda abriu a porta, sonolento e confuso.
— O que houve? — Indagou avaliando-a, o que a fez corar por estar somente de camisola.
— Estou com medo. — Respondeu, e a confusão tomou conta da expressão do rapaz. — Medo dos trovões.
— Oh! Entre! — Deu espaço para que Elena entrasse no cômodo, e logo ela o fez.
— Me desculpe. — Ela pediu, pois estava se sentindo culpada por acordá-lo e deixá-lo preocupado por algo tão banal. “Era melhor ter ficado lá, sozinha!”, Pensou.
— Não foi nada, Elena. — Se sentou na cama e Elena pôde finalmente parar para observá-lo melhor. Os cabelos estavam bagunçados e os olhos pesados, deixando-o engraçado, mas ainda sim, lindo. — Quer desabafar?
— Melhor nã... — Outro trovão, que a fez estremecer. Uma sensação de que o teto iria desabar devido a intensidade da chuva a fez ficar ainda mais assustada do que já estava.
— Sente aqui e fale. Será melhor para você. — Disse e deu batinhas na cama, chamando-a para se sentar ao seu lado.
Apesar do constrangimento, ela o fez.
— Bem, eu tenho esse “trauma” desde que minha mãe se foi, naquele acidente. Toda vez que um raio atinge o chão, eu me lembro do mensageiro chegando e avisando a nós que minha mãe nunca chegara ao chá no reino vizinho. A culpa foi da maldita tempestade, e eu tenho medo de que algo aconteça com meus amados por causa da chuva. É assustador o medo e a aflição que sinto quando uma tempestade começa. — Despejou Elena, sentindo seus olhos marejarem. A morte da mãe ainda era algo complicado para a princesa.
— Não tenha medo, estou aqui para lhe proteger... — Stefan falou, surpreendendo ela. Após isso, ele passou seu braço por cima dos ombros dela, e a abraçou de lado.
O coração de Elena palpitava. Nunca havia tido um contato tão íntimo assim com um homem que não fosse seu pai. Era estranha a sensação que tinha de borboletas batendo as asas fortemente em seu estômago, e de que as pernas estavam fraquejando. Ela sabia que, se não estivesse sentada, cairia.
Mais um raio. Mais um susto. Mais proximidade entre os dois. Olhos conectados, pele em contato, sede por algo que nunca haviam feito.
Era estranho, mas um estranho bom, sentir a respiração de um na pele do outro. E era ainda melhor poder colar os lábios e matar a sede de um contato maior que tinham adquirido.
Elena não conseguia descrever como era beijar Stefan. Seus lábios finos eram quentes, macios e carinhosos, e, indo além do que imaginava, a língua dele, quando em contato com a sua, causava uma explosão de sentimentos que não tinha como explicar, só sentir.
E, de repente, mais um raio chegou ao chão, mas dessa vez Elena não se importava. Não enquanto estivesse nos braços de Stefan.

Notas finais
Hello ─ de novo! Agradeço novamente pelos reviews ─ mas sempre pode melhorar, né! Beijões e até o próximo capítulo. (Obs.: Acho que a fanfic irá até o capítulo 5, mais ou menos.)