Diários da Princesa
4 Capítulo 4 ─ "Medo".
Notas iniciais

Capítulo 4 — “Medrosa”.
Após o beijo, a chuva não demorou a passar, para o alívio de Elena. Ela sabia que não conseguiria mais olhar para Stefan depois do que aconteceu.
Ao chegar em seu quarto e jogar-se na cama, ela permitiu-se lembrar do quanto os lábios dele eram macios e convidativos.
*~*~*~*
Após pegar no sono, Elena só acordou perto do meio dia. Mas ela queria dormir mais. Queria dormir pra sempre, para nunca ter que encarar aqueles olhos que mais pareciam duas esmeraldas profundas do guarda.
Ao sair do quarto com a barriga roncando, Elena foi direto para a pequena cozinha, logo vendo Stefan em frente ao fogão.
— Bom dia, Alteza. — Ele desejou, fazendo-a bufar pelo “Alteza”.
— Bom dia, Stefan. — Desejou de volta. — O que estás a cozinhar?
— Uma sopa de legumes, tudo bem? — Indagou e Elena assentiu.
Ao contrário do que imaginava, as coisas não estavam sendo constrangedoras ou ruins, ela estava até confortável.
*~*~*~*
Perto das três, Elena foi para a pequena sala de estar tentar bordar um pouco com o que tinha trago. Mas, ao chegar no cômodo, ela saiu correndo até o quarto de Stefan, que por algum acaso, estava trancado.
— Stefan! — Gritou, batendo na porta sem nenhuma espécie de delicadeza. — Stefaaaaaan!
Ela estava desesperada. Ainda conseguia ver os negros olhos malvados que estavam lá na sala.
— Stefan, por favor, abra essa porta! — Bateu mais algumas vezes na porta, até que ela foi aberta por um Stefan esbaforido, levemente molhado e sem camisa, o que fez a princesa corar profundamente.
— O que foi?! — Perguntou desesperado, pensando que o inimigo a havia encontrado.
— Uma lagartixa, Stefan! — Elena estava realmente desesperada.
— O quê?! Não posso acreditar nisto! Eu estava lá, tomando meu banho tranquilamente... — Quando Stefan falou isso, imagens invadiram a mente da garota, fazendo-a corar. — Quando você começa a gritar desesperada. Eu achei que era o inimigo! Já estava preparado para o pior, quando chego aqui e vejo que o escândalo é por causa de uma Marta lagartixa! Me poupe, Elena! — Apesar do sermão, a princesa estava feliz. Ele havia a chamado de Elena novamente.
— Desculpe-me, eu... — Ela tentou se explicar, mas foi interrompida por um Stefan arrependido.
— Desculpas peço eu, Alteza. Meus modos foram imperdoáveis.
— Não foi nada, Stefan.
— Mostre-me onde está o animal. Irei dar um jeito nele. — Falou. — Para me redimir.
— Tudo bem. — Ela assentiu. — Siga-me.
Ao chegarem na sala, Stefan quase explodiu numa gargalhada ao ver o tamanho do bicho. Era minúsculo.
Em pouco tempo, pegou a lagartixa nas mãos, mas como o esperado, ela soltou o rabo.
— Ah meu Deus! Vou morrer, vou morrer! — A princesa gritou. Sem conseguir se conter, Stefan gargalhou, jogando o animal janela a fora. — Não ria, foi horrível!
Mas Stefan não conseguia parar de rir.
— Pare, pare, pare! — Pediu raivosa, dando leves socos no peito do guarda. Elena simplesmente odiava que rissem dela.
— Já parei, já parei. — Falou, segurando Elena pelos pulsos, para que parasse de bater nele. — Você irritada é adorável.
— Ei! — Resmungou, tentando se soltar, e fracassando. — Se você não é meu querido, também não sou adorável para você.
— Ainda se lembra disso?
— Como eu iria esquecer?
Com a proximidade aumentando e o clima ficando mais leve, eles sabiam o que iria acontecer. Iriam se beijar, como na noite anterior.
Porém, quando seus lábios se encostaram, eles puderam escutar um barulho de cavalos se aproximando, o que fez com que se separassem.
— Oh, Deus. — Elena exclamou, vendo que era uma carruagem real da Virgínia. Era um mensageiro. A guerra havia acabado.
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