Diários Do Vampiro - Entardecer
20 A Reunião
Notas iniciais
demorei muito? tudo bem, nao precisam responder. rsrsr
nessa capitulo Damon esta um pouquinho meloso e Bonnie tera que tomar uma atitude bem diferente do que ela é.
será que vai dar certo?
PDV Damon
Era exatamente meia noite, a hora que Stefan marcou para a bendita reunião. Quase todo mundo estava no pensionato. Meredith e seu namorado Matt estavam sentados no sofá, Sra. Flowers estava na cozinha e a maldita vampira, Katherine, que estava bebendo um copo de Vodca despreocupadamente olhando a janela.
Ainda faltavam chegar meu desprezível irmão, sua namoradinha perfeita e minha doce bruxinha. Bonnie. Toda vez que eu penava nela meus olhos se enchiam de lágrimas. Mas eu não podia demostrar, não aqui quando na sala tinha uma presença indesejável.
Eu não culpava Bonnie por não querer me ver, afinal o que ela presenciou foi realmente imperdoável.
Suspirei.
Acalme-se Damon, você não pode ficar assim, não com o olhar de Katherine em você. Controle-se. – Pensei. Mas era muito difícil me controlar. Eu queria mesmo era ir até minha ruivinha, pedir-lhe perdão de joelhos e dizer o quanto a amava. Mas não podia, não agora. Era a primeira vez que a veria depois da tragédia que aconteceu pela tarde.
Flashback on
Não acredito no que estou fazendo, me deitando com Katherine. Essa ideia me repudiava. Alguns séculos atrás eu não pensava assim, eu a amava muito, daria tudo para esta com ela. Mas agora, isso me dava anciã de vômito. Mas eu tinha que por uma coisa em minha cabeça... estava fazendo isso pelo único amor de minha vida, Bonnie.
Só espero que Stefan e Meredith tenham conseguido chegar até ela e lhe explicar o que esta havendo.
- Ahh, Damon. – Katherine gemeu em baixo de mim. – Você andou praticando.
Revirei os olhos e fingi que estava excitado.
- Katherine. – Gemi.
Sexo entre vampiros sempre foi uma coisa de louco. Era bem mais rápido e excitante, nunca nos cansávamos, éramos insaciáveis. Só havia uma coisa melhor que sexo, sangue.
Começamos a aumentar o ritmo. Katherine jogou a cabeça pra trás, completamente entregue ao prazer. Eu, por outro lado, nunca pensei que me cansaria de sexo, mas era o que estava acontecendo. Eu estava ficando enjoado que fazer com outras mulheres, mas nunca com Bonnie. Era uma coisa mágica, surreal. Acho que é assim que se sente quando se faz amor com quem se ama. Isso mesmo, eu fiz amor com Bonnie e não sexo. São coisas bem diferentes.
- Daaamoo. – Katherine explodiu de prazer. Mas um pouco antes da vampira gritar senti uma aproximação de um poder, um poder tímido, mas não por isso insignificante. Um Poder que eu conhecia bem de quem era.
Droga, Bonnie. – Pensei.
Mas se eu quisesse que o plano desse certo eu não poderia correr atrás dela (porque era justamente isso que eu queria fazer, correr atrás dela).
Maldito Stefan, não era pra isso ter acontecido.
Fiquei tenso.
- Algum problema querido? – A voz enjoada da vampira soou pelo quarto.
- Volto em um minuto. – Respondi e sai do quanto na minha velocidade vampiresca.
- O que? – A ouvi quando sai do quarto.
Desci as escadas, mas Bonnie não estava mais na pensão. Havia apenas uma velha senhora empacada na porta de entrada.
- Onde esta Bonnie? – Perguntei a Sra. Flowers.
- Se foi. – Sussurrou
- A senhora a deixou entrar? – A raiva estava subindo por mim.
- Sim, mas ela não quis me escoltar.
- Ela viu? – perguntei sussurrando.
Ela apenas confirmou com a cabeça.
- Oh querido, me perdoe. Eu tentei para-la, mas ela não me ouvia.
- Você deveria ter dito a ela que eu não estava. – Tentava inutilmente me controlar.
Flashback off
Só havia uma coisa nesse mundo que me ajudava a esquecer os problemas, embora ajudava temporariamente. Meu precioso Whisky. Enchi meu copo com o liquido cor âmbar e dei um gole no liquido. Nesse momento a porta da sala se abriu. Meu coração acelerou.
Bonnie. – Pensei. Mas era, e sim Stefan e Elena.
- Até que em fim. – Katherine falou impacientemente. – achei que tinha desistido.
- acho que podemos iniciar a reunião. Katherine comece a falar o que sabe sobre Klaus. – Ordenou Stefan.
- Espera, ainda falta Bonnie. Onde ela esta? – Comecei a me preocupar.
- Ela não vem. Esta voltando para Blacksburg. – Elena respondeu.
- O que? Há esta hora?- Ela só podia esta muito louca para viajar há esta hora, ou então queria está o mais longe possível de mim.
Eu não podia acreditar no que fiz a ela, mas foi pensando nela que fiz aquilo.
Stefan confirmou com a cabeça.
- Bom, se estão todos aqui, podemos começar. Fala logo Katherine. — Tentei soar de forma mais despreocupado possível.
Ela olhou pra mim e começou.
- Vocês devem estar se perguntando o porquê que Klaus mandou a amiga bruxa de vocês me despertar. – Todos concordaram com a cabeça. – A resposta exata eu não sei, mas só consigo imaginar um proposito. – Ela parou e começou uma linha de raciocínio. – Klaus que ser o mais poderoso ser que há no mundo...
- Mas ele não é? Poxa, ele é um hibrido. Existe alguma coisa mais forte que um hibrido? – Meredith interrompeu a vampira que por sua vez a olhou e continuou, desprezando a pergunta da caçadora.
- Continuando. Ele quer ser o ser mais poderoso do mundo, totalmente imortal. Ser um hibrido não implica ser totalmente imortal. E só quem sabe uma forma de mata-lo é sua preciosa família. Mas estão quase todos em um sono profundo e eterno. E dependendo de Klaus logo, logo esse sono será convertido em morte.
- Não entendo. Se a família dele esta praticamente toda morta por que ele esta preocupado? Será que ele pensa que alguém vai desperta-los de alguma forma e se vingarão dele? – Matt perguntou.
- Exatamente. Ele tem medo que isso aconteça.
- Espera, você disse que a família dele está em um sono eterno. Como assim? – Elena perguntou fazendo uma careta.
- Existe uma adaga, na verdade é mais como um punhal, que acertado no coração de um original ele “morre”. –A vampira fez sinal de aspas quando falou a palavra “morre”. – Eles ficam parados, parecem que estão mortos, mas só enquanto a adaga estiver encravada no peito deles.
- E o que mata um original? – Stefan perguntou.
- Uma estaca de madeira feita com a árvore mais antiga do mundo. Carvalho Branco.
- E onde você entra nisso tudo? – Perguntei.
- Não é novidade pra ninguém que quando fui transformada em vampira fui seguidora de Klaus. Mas por conta de alguns probleminhas eu fugi. E por conta disso ele passou a me perseguir por séculos. Percebi que só havia uma forma de intimidar o hibrido e com isso me manter viva. Conseguindo o bem mais precioso que ele tinha. Sua família. Descobri a localização exata de onde ele escondia os caixões. Em 1840 sua atenção foi voltada ao paradeiro de uma copia, que servia para a realização de algum ritual, aproveitei sua distração e roubei todos os caixões. Bom, ele descobriu e retomou a perseguição a mim, mas ele sabia que não podia fazer nada contra mim, porque se eu morresse ele poderia dizer adeus a sua família e adeus a qualquer plano que tinha em mente que envolvesse sua família. Mas aconteceu que eu morri e ele ficou sabendo. Foi ai que sua bruxinha entrou. Com a função de me acordar. Klaus quer que eu dê as coordenadas dos caixões. Mas é claro que depois disse ele irá me matar. E é por isso que eu estou fugindo. Já morri uma vez e não estou a fim de morrer de novo. Existe uma outra pessoa que sabe do paradeiro dos caixões. Michael Mikaelson, o pai de Klaus. Acho que é o único que pode realmente mata-lo.
- E como o achamos? – Meredith falou exasperada.
- Uma coisa curiosa sobre ele é que não pode ser encontrado a não ser que ele queira.
- Mas você tem alguma ideia de o porquê ele ainda quer Bonnie? — Perguntei
- Ele ainda a quer? – Ela perguntou confusa.
- Sim, me lembro de quando a resgatei, Elijah ficou furioso quando não consegui Bonnie de volta. – Lembrei.
- E onde eu entro nesse historia? – Elena perguntou.
- Por que você acha que entra nessa história? – Katherine perguntou ríspida.
- Porque Klaus me procurou. Tentou me ajudar com um assunto, que agora não vem ao caso, mas eu sei que ele não me ajudaria a troco de nada. Com certeza me quer pra alguma coisa. – Ela respondeu.
- Ele a procurou? Por que não disse isso a mais tempo Elena? Pensei que o que se referisse ao hibrido fosse assunto de todos nós. – Eu disse furioso.
Elena deu de ombros e cochichou.
- Depois eu falo.
- Interessante. – A vampira passou um dedo no queixo pensativamente. – Eu na sei, mas provavelmente pelo mesmo proposito que em 1840 ele estava procurando outra copia, para fazer um ritual de separação de sangue e finalmente matar seus familiares.
- Como assim? – Sra. Flowers, que estava calada a reunião toda, perguntou.
- Os Originais, antigamente, não eram vampiros e sim humanos como outros quaisquer, mas depois que eles se transformaram uma bruxa druida fez um feitiço de ligação de sangue. Isso é quando um morrer, qualquer um, todos irão morrer, incluindo Klaus. Provavelmente ele quer fazer a separação do sangue dele e fechar o ciclo apenas com os irmãos, mas para isso é necessário o sangue da cópia e de uma bruxa da mesma linhagem da que fez o ritual. Imagino que seja isso. – Katherine deu de ombros.
Realmente era muita coisa a se pensar. Bonnie e Elena estão realmente correndo perigo. E gora com a bruxinha longe fica mais difícil mantê-la segura.
PDV Autora
Elijah já estava cansado de procurar a vampira fugitiva. Já havia procurado por ela em todos os locais que Klaus havia informado, mas nada encontrava. Katherine parecia com um sabonete molhado, quanto mais cercada estava, quanto mais próximo ele estava dela, mas facilidade ela tinha de escapar. Ele admirava a tenacidade dela.
Seu telefone celular tocou. Era Félix.
Senhor, não a encontrei.
- Tem certeza que procurou no lugar certo? – Ele estava impaciente.
Sim senhor, procurei exatamente nas coordenada que me deu.
Elijah suspirou, passando a mão de forma exasperada pelo cabelo.
- Tudo bem Félix, pode voltar. — Ele desligou o celular.
Foi quando se lembrou, há um lugar que ele ainda não procurou. Fell’s Church.
- não, ela não estaria lá. Ela é odiada por todos de lá. – Ele riu. – Mas que vampira esperta. É claro. Ele foi pra lá, tenho certeza. Todos esses locais por qual procurei eram pistas falsas. É claro que ela iria se esconder no local que eu nunca pensaria em procurar. Na casa dos Salvatores.
Assim que terminou sua linha de pensamento seu telefone tocou. Era Klaus.
Conseguiu acha-la? – Klaus falou rudemente.
- Não, mas tenho uma ideia de onde esta.
Ótimo. Você ainda tem o grimório da McCullough? Vamos precisar dele.
Droga, eu não tenho mais. – Pensou Elijah.
- Infelizmente, não está mais em minha posse.
O que? Você perdeu o grimório? – Klaus estava furioso. – Onde esta?
- A ultima vez que o vi foi quando sequestrei a Druida.
E por que você não pegou o maldito grimório?
- Achei mais importante ir a trás de Katherine.
Você é um incompetente Elijah. – Klaus suspirou. – Sua sorte é que eu sempre penso em tudo. Mandei alguém ir procurar por Bonnie, tenho certeza que o grimório esta com ela. Não esqueça. Vá atrás da vampira. – Klaus desligou na cara de Elijah.
Elijah já estava ficando cansado das inquisições do irmão. Pegou seu carro e foi em direção a Fell’s Church.
PDV Bonnie
Já se passou duas semanas desde que cheguei de Fell’s Church e nada me vem a cabeça do que poderia abrir o diário de Honoria Fell. A fechadura tinha um formato oval. Eu estava muito curiosa sobre as possíveis coisas que poderia ter no diário. Ficar pensando em como abri-lo desviava um pouco meu pensamento de Damon.
Estava no meu quarto encarando o diário pensando nas possíveis maneiras de abri-lo. Eu poderia pegar uma faca e cortar a tira de coro que fechava o diário. Isso, eu ia fazer isso. Estava me caminhando até a cozinha para pegar uma faca quando a campainha do meu apartamento tocou.
Fui ver quem era. Pra minha surpresa era Alaric Saltzman, o ex- futuro- noivo de Meredith. Abri a porta com um enorme sorriso no rosto.
- Ric? O que faz aqui? – Perguntei o abraçando. Fazia tempo que não o via. Ele era um amigo que fazia muita falta. – Quando voltou do Japão?
— Oi Bonnie. Como é bom vê-la. Fiquei sabendo que estavam aqui e resolvi passar por aqui. Voltei ontem. Como você esta? – Ele retribuiu o abraço. Meu sorriso se foi.
- Mais ou menos. Oh Ric, aconteceu tanta coisa enquanto você não estava.
- Deve ter acontecido mesmo. Pode me contar?
- É uma historia bem longa.
- Tenho todo tempo do mundo. – Ele entrou e se sentou no pequeno sofá que tinha no apartamento como se fosse sua própria casa. Eu gostava dessa atitude do meu amigo, gostava que se sentisse em casa.
Contei toda a historia, tudo mesmo, inclusive da traição de Damon. Ric se surpreendeu ao saber que me entreguei ao vampiro.
- Nossa, aconteceu muita coisa mesmo.
Concordei com a cabeça.
- Bonnie, sabe o porquê eu vim até aqui, além de matar a saudade é claro?
- Não. Há algum outro motivo?
- Queria que me ajudasse a reconquista Meredith.
- o que? – Perguntei atordoada.
- Bonnie eu sei que ela esta namorando Matt, mas eu sei que ela me ama ainda. Sei que estava apenas confusa pelo fato de eu esta longe por muito tempo. Pode me ajudar?
Eu não sabia o que pensar.
- Ric eu... – Não sabia o que falar. – Eu não sei. Eu... eu não posso fazer isso. Sinto muito.
- Por quê? – Quis saber.
- Alaric, eu não sei... Poxa, tanto você quanto Matt são meus amigos e eu não gostaria de ser responsável pela mágoa de algum de vocês. Afinal eu sei que ela vai escolher um dos dois. Mas eu tenho certeza que quem sairá ferido dessa será Matt. Eu sei que ela ainda te ama.
- Eu sei, é por isso que vou lutar por ela. – Ele deu uma olhada sugestiva pra mim e disse. – Você deveria fazer a mesma coisa.
- O que? – não entendi o que quis dizer.
- Ora, tentar reconquistar Damon.
- Não.
- Bonnie, você não pode deixar Katherine roubar o que é seu. Você tem que lutar por seu amor.
- Não Ric, Damon não me ama. A situação é diferente da sua. Você sabe que Meredith te ama. Já Damon não sente o mesmo por mim. Fiquei muito chateado com o que vi.
- Pois faça o seguinte Bonnie, prove pra Damon que foi ele quem saiu perdendo. Mostre a ele que você não precisa dele, mostre a ele que pode ter o homem que quer aos seus pés.
- o que? Não! Eu não posso fazer isso. – Sacudi a cabeça. Era loucura fazer isso.
- Não pode ou não quer? – Ele levantou a sobrancelha.
- Ric, eu não sei fazer isso. Não sou assim.
- mas pode aprender. Eu posso te ensinar. Comesse mudando seu visual.
- Eu já tentei mudar meu visual. Pintei meus cabelos de castanho e não gostei, na verdade ninguém gostou.
- Não falo de cabelo, mas de roupas. Tente usar roupas mais provocantes. Depois a gente vê o resto. – Ele deu um sorriso malicioso.
Fiquei em silencio com essa. Será que faria certo? Será que Damon ficaria com ciúmes? Não sei, mas não custa nada tentar.
Notas finais
vamos esperar pra ver.
até o proximo capitulo
beijinhos flores
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