Diários Do Vampiro - Entardecer
21 Amigas
Notas iniciais
ai esta um capitulo novinho pra vocês.
beijinhos
PDV Bonnie
Mudar de visual? Como eu mudaria de visual? “Roupas provocantes” foi o que Alaric disse, mas eu não me vejo usando esse estilo de roupas. A experiência única que tenho de usar roupas provocantes foi na Dimensão das Trevas, em um dos bailes que Damon levou a mim, Meredith e... Elena. Poxa, Fazia um tempão que não falava com ela.
Eu sabia que Elena tinha voltado ao campus um dia depois de mim, também sabia que ela havia me procurado. Eu tentei evita-la durante essas duas semanas, afinal ela já havia me dito coisas horríveis de mais e eu não estava a fim de ouvir mais. Mas meu peito doía cada vez que eu me lembrava de nossa briga, uma briga idiota, uma briga que acabou com uma amizade de muitos anos, e no final o motivo dessa discussão não valia absolutamente nada.
Minha aula de Historia da Arte já havia encerrado cedo e fui aproveitar e estudar para um teste que haveria daqui a três dias na biblioteca. No caminho da biblioteca me esbarrei com alguém espalhando vários papais por todo lado. Fui ajudar a apanha-los.
- Obrigada. – Disse uma garota. Quando olhei diretamente pra ela vi de quem se tratava. – Bonnie?!
- Elena?! – Fiquei feliz em revê-la, mas ao mesmo tempo receosa.
Ela largou os papeis e me abraçou. No inicio fiquei parada, completamente estática. Não estava entendendo o motivo do abraço caloroso. Afinal à duas semanas estávamos quase nos matando, corrigindo, ela estava quase me matando. Mesmo achando essa demonstração de carinho estranho, eu retribuí o abraço, a principio com receio, mas depois eu realmente abracei. Eu estava com muitas saudades dela.
- Ah Bonnie, faz tanto tempo que estou te procurando. Por onde você andava? – Ela olhou pra mim.
- Bom... Eu estava ocupada, estudado. – É claro que eu não iria dizer a ela que eu estava, na verdade, era fugindo dela.
- Mas o importante é que te encontrei. Pode me ajudar a recolher esses panfletos? – Ela se abaixou e começou a recolhê-los.
- Claro. – Meu Deus, será que ela realmente não se lembra de nossa briga? Os recolhi e entreguei a ela.
- Bonnie, será que podemos conversar em algum lugar? – Ela me olhava de forma carinhosa.
- Sim, pode ser no meu apartamento?
- Seria ótimo. – Ela sorriu. E retribui o sorriso.
Abri a porta do apartamento e disse que ela podia sentar-se no sofá. Peguei o diário de Honoria e levei para meu quarto. Ainda na era hora de informar sobre ele.
- Quer café? Chá? – Perguntei da cozinha.
- Chá, por favor. – Ela respondeu.
Voltei à sala levando duas canecas de chá. Dei uma a ela e sente-me ao seu lado. Olhei-a incentivando a iniciar a conversa. Ela deu um gole no chá e começou.
- Bonnie, me perdoe. – Ela olhava pra suas mãos, talvez envergonhada. – Eu não deveria ter dito aquelas coisas horríveis. Você não merecia. Você e Meredith são minhas melhores amigas. Somos como as três mosqueteiras. E quando você se foi, ficamos só duas e não existe As Duas Mosqueteiras.
- Tudo bem Elena. Você só estava com ciúmes. – Foi minha vez de olhar para minhas mãos.
- Não Bonnie, não esta tudo bem. Aquela não era eu. – Seu olhar era desesperado. – Eu fui induzida por Klaus. – Aquele nome arrepiou todos os fios dos meus cabelos.
- Klaus? – Olhei pra ela estreitando os olhos.
- Sim, Klaus me induziu a ficar com raiva de você. E fui tão tonta que acreditei nele.
Eu não estava mais prestando atenção no que ela me dizia. Na minha cabeça só vinha a lembrança de Klaus tentando matar Stefan e Damon tentando o proteger na colina. Aquela lembrança era real de mais, eu vi de pertinho aquilo.
- Klaus te procurou Elena? O que ela queria?
- Ele queria me jogar contra você. Bonnie há tantas coisas que você deveria saber. – Ela estava angustiada, eu podia sentir. – Coisas importantes que tem relação a você e a mim.
- Que tipo de coisa? – O medo estava começando a aparecer.
- Coisas nada boas. A gente precisa se reunir. Todos nós para contar o que aconteceu durante a reunião.
- Tudo bem. – Concordei. Eu acho que já estava mais do que na hora de falar sobre meu encontro com Honoria Fell. – Eu também tenho uma coisa importante a falar. Eu acho.
- Ok. Fale-nos no nosso encontro. Esse encontro pode ser hoje a noite?
- Sem problemas. – Uma coisa boa de nos reunirmos em outra cidade era que eu não veria a cara do vampiro desprezível que era Damon.
Desprezível? Se ele é tão desprezível, por que eu quero tanto reconquista-lo? Mas será que eu realmente quero isso? Reconquistar, eu não sei, mas provar a ele o que perdeu, assim como disse Ric, eu queria. Eu queria mostrar a ele que eu podia me virar muito bem sem ele.
- Quem vai estar reunido? – Tentei soar despreocupadamente, mas parece que Elena percebeu que eu não estava tão despreocupada assim.
- Damon vai estar lá, amiga. Ele veio com a gente. Nessa hora tem que estar todo mundo junto, preparado para o que der e vier. – Ela pôs as mãos em cima das minhas e me olhou com carinho. – Eu sei o que aconteceu. E eu sinto muitíssimo. Você realmente não merecia isso.
- não se preocupa Elena, eu já estou acostumada a ser deixada no escanteio.
- Mas não deve. Bonnie, você é linda, inteligente, meiga e principalmente fiel. Você tem o coração mais puro que existe na Terra. Você merece sempre o melhor. Bonnie, eu não entendi o motivo pelo qual ele te trocou por aquela vadia, mas eu pude ver nos olhos dele que ele ainda se preocupa com você. E você sabe que eu não diria isso se não fosse verdade.
Concordei com a cabeça. Meus olhos começavam a ficar embaçados com o acumulo de lágrimas.
- Ah Elena, eu o amo tanto. – não consegui segurar as lágrimas. Comecei a soluçar. Ela ficou de joelhos ao meu lado e me abraçou bem forte.
- Eu sei amiga. – Ela sussurrou. – Mas sei também que irá superar, você já passou por momentos piores e os superou.
- Queria tanto acreditar nisso.
- Não se preocupe amiga, eu sei o que digo. E sei também que ele ira se arrepender do que fez. Pode ter certeza. – essa ultima parte parecia uma ameaça. – Tenho que ir. Vou falar com os outros.
- E onde vamos nos encontrar? – Enxuguei meus olhos.
- No restaurante perto da universidade.
- Ok. – A acompanhei até a saída. – Elena, Ric voltou.
- Serio? – Ela estava surpresa.
- Sim, e está disposto a reconquistar Meredith.
- Que lindo. – Ela ficou alegre, mas logo o sorriso se desmanchou. – Mas e Matt?
- Eu não sei. – Dei de ombros tristemente.
- Coitadinho. Eu sei que Meredith ainda gosta de Alaric. Mas o que me preocupa é o pobre Matt.
- Eu também estou preocupada com ele. Matt já foi deixado por gente de mais. – Baixei meus olhos, não queria acusar Elena de tê-lo deixado.
- Eu sei. Primeiro foi eu, e agora Meredith. Bom ,mas acho que não podemos fazer nada.
- Eu também acho isso.
- Até mais tarde então.
- Até. Elena espere. – Percebi que ela estava usando um colar que eu nunca havia visto antes. E, eu não sei se eu estava ficando louca, mas ele se encaixava perfeitamente no dispositivo que abria o diário de Honoria.
- O que foi? – Ela me olhou confusa.
- Que colar é esse? Nunca a vi usando.
- A, esse colar? – Ela pegou o pingente e ficou brincando com ele. – É uma velharia, pertenceu a minha família a muito tempo. Jenna deu pra mim antes de vir pra cá. Por quê?
- Vem comigo. – Eu a levei ao meu quarto e lhe contei sobre meu encontro sobrenatural com o fantasma da Sra. Fell. Elena me escutou atentamente. De vez enquanto arregalava os olhos alarmada.
- Meu Deus Bonnie. Por que você não disse isso a mais tempo? – Ela me repreendeu.
- Não sei se você se lembra, mas nesse mesmo dia eu enfrentei muitos problemas... Tipo, namoro e amizade terminada, encontros fantasmagóricos. Muita informação na minha cabeça, e além do mais, eu esperava descobrir o que havia nele primeiro para falar o que havia de importante nele. Eu ia falar sobre ele hoje a noite.
- E por que resolveu contar pra mim antes?
- Porque acho que seu colar pode ser a chave que procuro. – Levantei-me da cama e fui buscar o diário. Mostrei a Elena a fechadura. – Olha, cabe perfeitamente.
- Mas a fechadura dá dois do pingente.
- eu acho que ele é um tipo de relicário.
- Um relicário? Eu nunca pensei nisso. – Elena tirou o colar do pescoço e o abriu. – Ele é mesmo um relicário. – Dentro dela havia duas fotos pequenas. Uma delas eu reconheci. Honoria, a outra era uma flor, se não me engando era uma orquídea. – E agora? – Ela olhou pra mim.
- Com licença. – Peguei a colar aberto de sua mão e pus cuidadosamente no local. Encaixava-se perfeitamente. Ouvimos um clic e a fechadura abriu. Meu coração disparou. Finalmente ira descobrir o que havia nele.
Eu e Elena nos olhamos por um bom tempo. Abri com cuidado o diário e começamos a folheá-lo. Não sabia exatamente o que ler, havia muita coisa nele. Honoria disse que as respostas pra todos os meus problemas estariam ali. Mas que respostas e quer problemas?
PDV Autora
Bem longe de Fell’s Church, precisamente em Seattle, estado de Washington, um homem andava despreocupadamente pelas ruas da incrível cidade, quando alguém o parou.
- Olá David. – Falou um homem que aparentava ter seus 45 anos, cabelos de um dourado escuro. David sabia quem era aquele homem e sabia também que ele não tinha os 45 anos que aparentava e sim 1000 anos.
- Michael. Em que posso ajudar? – Apesar do som de sua voz ter saído de forma controlada, só Deus sabia o quão desesperado ele estava se sentindo.
- Acho que a rua não é o lugar mais apropriado para termos uma conversa.
- Tudo bem. Siga-me.
David o levou até um restaurante. Ele sabia que se por acaso Michael resolvesse o matar ele não o faria na frente de todas essas pessoas, afinal era ele que queria que a vida de vampiros fosse mantida em segredo. Corrigindo, ele queria que os vampiros não tivessem nem uma vida.
- Um ligar publico. – Michael levantou as sobrancelhas olhando David. – Com medo de que eu o mate? – Disse provocando-o.
- O que quer comigo? – David olhava pra todos os lados para ver se havia alguém os ouvindo.
- Uau, sem rodeios. Gostei disso, bem direto ao ponto. – Era evidente que ele e o filho eram bem parecidos. A ironia e o sarcasmo estavam presentes na família dele. – E como você foi bem direto, eu acho que retribuir de forma bem direta também. Onde estão os caixões? – Perguntou seriamente.
- Que caixões? – David sabia do que ele estava falando, mas não queria demostrar.
- Ora meu querido David, eu sei que sabe o que estou falando.
- Eu realmente não sei do que fala.
Nessa hora Michael perdeu a paciência e puxou-o pela gravata fazendo com que David se debruçasse sobre a mesa.
- Ouça, eu não tenho receio de te matar aqui mesmo caso minha paciência se esgote. Você não consegue mentir ara mim, seu vampiro desprezível. Sua amante te largou faz quanto tempo? 142 anos? Acho que sim, não é? Sabe o que é o mais impressionante? É que é o tempo exato que os caixões de Klaus foram roubados. – Nessa hora o garçom apareceu perguntando o que os cavalheiros gostariam de consumir. Michael pediu com conhaque e David um copo de água.
Quando o garçom voltou trazendo suas bebidas, o loiro deu o gole em conhaque e continuou despreocupadamente.
- O que aconteceu? Katherine o seduziu para ajuda-la em seu plano e depois deu um chute na bunda? – David não respondeu. – Imagino que foi isso. Típico dela. – Michael olhou seu relógio de bolso e disse. – Eu não estou com muito tempo, então se poder dizer onde estão os caixões, eu agradeceria.
- Eu não sei onde estão. – E era verdade.
- Eu sei que você sabe. Precisava de idiota para fazer o trabalho pesado, Katherine não faria isso. E você seria o idiota perfeito para isso.
- Eu não estou mentindo. Eu realmente não sei onde ela os escondeu. – Mas estão ele se lembrou de algo. – O que eu sei é que no dia ela me pediu para eu encontrar com Christian Van Rus. Sabe quem é?
- Christian? Eu pensei que ele tinha morrido.
- Mas não morreu. E se seu não me engano, acho que ele sabe onde esta seus preciosos caixões. – David rispidamente.
- Escuta aqui vampiro. Eu não gosto de ser tratado assim. – Disse grosseiramente. – Mas quer um conselho de “amigo”? Aproveite sua desprezível vidinha enquanto ainda pode, por que logo, logo não a terá mais. – E saiu.
- Maldição. – David sabia que Michael conseguiria achar os caixões independentemente se encontrasse Christian ou não. – Mas por que será que todo mundo quer esses caixões?
David chamou outro garçom e pediu seu jantar.
PDV Bonnie
- Elena, por que seu colar abriu o diário de Honoria? – Perguntei.
- Eu não sei. Como eu disse esse colar esta na minha família durante anos. Não faço a menor ideia de como abriu. Mas algo me diz que a resposta pra isso esta aqui. – Elena apontou pro diário.
- Foi exatamente isso que Honoria disse.
- Disse o que?
- Que a respostas pras minhas perguntas estão aqui.
- Interessante. Então, por onde começamos?
- Imagino que pelo o começo. Mas Elena, eu acho melhor não contarmos agora. Acho que primeiro deveríamos descobrir o que tem nele antes de falar para os outros.
- você tem razão. Até por que já esta quase na hora de irmos. Meu Deus, e eu nem falei com os outros.
Elena pegou o telefone celular dela e começou a fazer as devidas ligações. Ligou primeiro pra Meredith e Matt, depois pra Stefan e Damon.
- Tudo mundo concordou. Acho que devemos ir agora, depois quando voltarmos leremos o que tem nele.
- Ok. Mas eu gostaria de um banho primeiro.
-- Eu também gostaria.
- você pode tomar banho aqui e te empresto uma roupa.
- Eu aceito.
Notas finais
espero que gostem desse capitulo, até o proximo
beijinhos
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