Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.

4 Eu sou a garota que ninguém vai esquecer.


Notas iniciais
''Isso não me afeta e eu me sinto bem Pois os sinais que eu vejo não tem preço Tudo parece estar como deveria ser Mas me pergunto o que acontece atrás das portas Um cara parece estiloso, mas ele está sentado com uma baranga Talvez você de risada e talvez você faça cara feia Andando pelas ruas de Londres O sol está brlhando no céu Eu iria querer estar em outro lugar? O sol está brlhando no céu Eu iria querer estar em outro lugar? Quando você olha com seus olhos Tudo parece bonito Mas se você olha pela segunda vez Você pode ver que é tudo mentira' Chegueeeeei,e ai? :) Narrado pela Anna, é claro.

Anteriormente em Diário de uma garota quase perfeita....

(Capitúlo 7, primeira temporada)

[...] No mesmo minuto, Anna deixa a mesa onde se encontrava e caminhou em minha direção.

– Preciso falar com você agora! — Ela se dirige a mim cruzando os braços.

Eu, nada disse. Apenas segui-a para fora do refeitório, adentramos o corredor e ela foi em direção ao seu armário, abrindo o mesmo e tirando de lá, uma foto:

– Você se lembra disso? — Ela pergunta.

Depois de alguns minutos de silêncio inquebrável,observando a foto de duas garotas felizes e abraçadas caminhando na areia, respondo sentindo algumas lágrimas chegarem:

– Foi a primeira vez que fomos a praia juntas.

.............

O sol está agora brilhando no céu. A cidade parece querer me chamar para algo que me aguarda muito brevemente. Esse velho mundo parece novo para mim, hoje eu vou descobrir se ainda tenho os mesmos efeitos sobre as pessoas por aqui e se ainda tenho, preciso explorar os limites desta vantagem. Porém eu tenho medos, muitos deles. Tenho que terminar o que foi começado, não se pode deixar histórias pela metade, — apesar de eu sempre fazer isso —. Eu sei que no momento que eu pisar novamente naquele colégio, não poderei ter outra escolha a não ser ficar e continuar.

– Vamos Anna! — Disse vovó de dentro da limousine. – Não temos mais tempo. — Acrescentou.

Não temos mais tempo. Essa frase ficou martelando em minha mente até eu me dar conta de que faltavam apenas 30 minutos para o sinal do primeiro tempo de aulas bater, sendo que eu ainda estava em casa. Acorde Anna, não é um sonho! —.

Peguei minha bolsa, abri-a rapídamente e de lá tirei uma fotografia. A mesma fotografia de duas garotas na praia, felizes e de mãos dadas, vivendo o melhor momento de suas vidas. Fitei a menina loira ao meu lado de cima para baixo, as palavras não saiam e minha coragem de dizer para aquela fotografia, tudo o que meu orgulho não me deixou dizer a própria Carina eram mínimas. Eu nunca havia tido coragem o suficiente para rasgar aquela foto, tira-lá da minha mente e da minha vida.

– Eu vou me prender e nunca repreender. Em mim você pode confiar, quando ninguém estiver com você por favor me chame e eu voltarei para continuar a estar ao seu lado. — As lágrimas queriam sair, as deixei rolar sem medo. – Eu estou brilhando só para você, a solidão está acabando comigo através de dias negros. Deixe-me ser tua luz perpétua garota eu lhe imploro. Comecei a te amar de algum jeito, acho que do pior de todos.

Dizem que amizade é a forma de amor mais bonita que existe. Sábio daquele que disse essas palavras pela primeira vez.

A busina da limousine apitou novamente seguido de mais gritos da vovó. Limpei as lágrimas de minha face, olhei-me no espelho e puxei de meu estojo um batom rosa claro.

– Você já passou por coisas piores. — Soltei as palavras no ar, me lembrando vagamente de algumas coisas.

...........

Caminhei em direção a porta e abri-a com tudo sem olhar para trás. Minha decisão foi tomada. O tempo se esgotou, adentrei o jardim e subi na limousine. Cauanne já estava acomodada no banco mais distante do carro mexendo em seu celular. Pareceu não ter notado minha presença ali, mas eu estava enganada.

– Bei mir bistu shein, eu tenho montado o meu cérebro, na esperança de explicar. Todas as coisas que você faz para mim. — Cantarolou ela.

– Bei mir bistu shein é um velho refrão e ainda devo explicar. Significa que você é grande querida! — Sorri em sua direção.

Ela se pós a rir calorosamente sem me fitar. Eu não consigo entender o por quê ela não disse nem uma palavra desde que começamos o trajeto a escola e, não desgrudou nem um minuto do celular. Estaria Cauanne, tão nervosa quanto eu? Ela não tem motivos, pelo menos eu creio que não.

– Anny, você sabe que sábado teremos a festa de boas- vindas da escola, não sabe? — Ela finalmente se dirigiu a mim com seu sotaque britânico aflorado, pelo qual quase nunca deixava transparecer quando estavamos juntas.

– Eu não acredito que essa maldita tradição ainda existe! Eu preciso esperar o convite chegar pelo correio? — Respondi e questionei esbravejando.

– Sim e, eu quero que você saiba que muita coisa mudou desde a última vez que você esteve aqui em Londres. Não só o colégio em sí, mas você e eu também.- Avisa.

– Exemplifique Cauanne! — Falei em um tom de voz irrelevante, aquela insinuação pesou sobre mim de uma forma que me fez ficar irritada.

Ela nada respondeu, o silêncio tomou conta do ambiente até ser quebrado pela vovó que baixou a divisória da limousine avisando que já tinhamos chegado ao colégio.

.................

Abri a porta eu mesma, sem vontade alguma de esperar o motorista descer do carro e saio em disparada ao portão da frente, deixando Cauanne e vovó para trás. De um certo modo eu senti vontade de não olhar na cara de Cauanne o dia inteiro, algo nela estava diferente, isso me deixava nervosa e preocupada.

Assim que chego ao meu destino arranco olhares e reconheço já de cara de várias pessoas. Alguns me cumprimentaram, outros não. Meu armário seria o mesmo de antigamente, ficava no final do corredor ao lado do de Marrie que para a minha surpresa támbem continuava com o mesmo armário.

Meu nome continuava abaixo do numêro 24 mesmo após minha partida. Eu não estava certa sobre a combinação, não a lembrava corretamente e minha mão tremia por conta do corredor inteiro estar me olhando e cochichando algo que meus ouvidos foram incapazes de ouvir. Com toda certeza, falavam sobre a minha volta repentina.

– Anna? Anna King's? — Escutei vozes conhecidas me chamarem.

Ao me virar ví uma bando de garotas que eu tanto gostaria de não ter deixado nunca.

– Oh meu deus! – Berrei indo ao encontro de cada uma e as abraçando forte.

Marrie, Becky, Ahsley, Alene e Cauanne a gangue está composta e agora a rainha esta de volta.

Eu vi tudo o que eu vi e eu quis dizer tudo o que quero dizer. Oh Abelha Rainha você está sempre feliz e livre, pouse perto de mim. Ela sabe tudo o que eu conheço. Os nossos sonhos, eles sempre coincidem. E os nossos arcos, sempre firmemente amarrados. Oh, Abelha Rainha, eu sempre fico feliz em vê-la. Me ferroe, me ferroe...

Continua...

Notas finais
COMENTÁRIOS? NÃO, NÃO Até o próximo capítulo. -Mrs.Carina