Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.
5 Bebidas e verdades part I.
Notas iniciais

Anteriormente em Diário de uma garota quase perfeita...
(Capítulo 8 primeira temporada)
– Sabe Carina? Você está certa, talvez eu devesse rasgar isso, mas eu quero que você saiba que não é só por que transei com um cara que não foi para tentar esquecer o outro. Sendo assim ele é todo seu. E sabe do que mais? Eu estou cansada de tentar fingir que eu não sinto mais nada por Pedro e que ainda não me encomodo em ver você com outras amigas suas, tentar ter tudo o que é seu é ter prazer em fazer isso. Nossa amizade acabou, e já está na hora de ambas pararmos com esses joguinhos.- Ela para sem folego porém continua — Droga Carina! Você sabe oque eu sinto, sabe que é impossivél esquecer tudo oque passamos comigo aqui! Sendo assim, se você não dar um basta nisso,dou eu. Alias, é mais fácil fugir do que lutar pelo que você quer,e oque eu quero de fato é sua amizade de volta, mas isso nunca vai acontecer por que raios você tem que simplesmente assim? Eu não quero ficar longe de você, será que isso não está estampado no meu salto alto de rainha?
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Hey diário,
É manhã de sabádo e sinto que estou sem uma alma, meu espirito dorme em algum lugar frio. Frio como este dia que surgiu de uma maneira tão banal que sou capaz de achar que eu tenho que abrir meus olhos para tudo, não encontro um pensamento ou uma voz para me guiar a não ser a minha própria. Por favor, segure o vento se eu não conseguir respirar e envie-o quando eu sair. Sopre-o pelas arvóres e me indique o caminho. Direção oeste ou norte? Sul ou leste? Quem sabe? Você acha que eu sou livre das minhas lembranças?
Tantas perguntas para poucas respostas, ou até mesmo muitos não's para poucos sim's. Arrependo-me até o último fio de cabelo de ter me levantado hoje. Cauanne e Marrie me tiraram um tanto quanto cedo de mais da cama para ir atrás do vestido da festa de boas — vindas que teriamos a noite. — Anna,essa é mesmo você? —. Eu sei como tudo isso soa de uma forma estranha, vindo de algúem que simplesmente adora fazer compras.
De fato, meus sonhos na noite passada influênciaram neste meu mal humor pouco comum. Não sei descreve-lós, em grande maioria parecem só ser flashes de momentos que eu gostaria de esquecer gravados no meu subconciênte, me trazêndo, apenas saudade. Subi novamente no salto de rainha e de lá não desci, segurando minhas máscaras e meus verdadeiros sentimentos apenas para mim. —Eu tenho saudade de todas as amigas que já tive na vida, mesmo aquelas que me machucaram e daquelas que machuquei —.
Risadas ecoavam de fora do provador da loja, provavélmente eram de Cauanne e Marrie que provocavam uma a outra jogando indiretas, sobre todos os caras em comum que ela já pegaram. Olhei-me no espelho que estava a minha frente e suspirei, sentindo o desespero tomar conta de mim por algúm motivo. Eu estava vestindo o vestido mais lindo da loja e ainda não estava satisfeita, ele era preto com rendas na saia e brilho na parte de cima, cobria boa parte da minha coxa e, bem na cintura havia um flor cor de rosa em uma espécie de cinto dando ainda mais glamur a peça, que dava destaque ainda mais as minhas mechas castanho escuro ondulado.
Empurrei a cortina e no mesmo minuto Cauanne e Marrie ficaram incrédulas e boqui-abertas com a perfeição que o vestido tinha ficado em meu corpo.
– O que foi que vocês acharam? — Perguntei, na tentativa de ter uma opinião sincera da parte das garotas, e foi exatamente isso que aconteceu.
– Meu deus! — Começou Marrie. – Você tem ídeia do quanto esta fabulosa? — Concluiu.
O sorriso vitórioso finalmente surgiu em meus lábios. Há alguém que vai ouvir minha história. Sobre a garota que veio para ficar? Ela é o tipo da garota que você deseja tanto ser igual, que chega a se lamentar. Mas você não se arrepende um único dia. Quando você diz que ela está bonita ela age como se já soubesse...
Oh, por quê essa garota se parece tanto comigo?
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– Annaaa! — Exclama vóvó me fazendo guardar o diário na primeira gaveta da comoda trancada a chave. – Desça logo, temos hora marcada no cabelereiro e eu não quero perder o meu relaxamento capilar.
– Já estou indo vóvó. — Avisei indo em direção as escadas. – Não se preocupe.
Iriamos a pé para o salão, eu preciso refrescar um pouco minha mente e caminhar nas ruas da minha cidade era a melhor pedida. Apenas voltariamos de limousine, pois o vento todo bagunçaria meu penteado e isto, é claro, é a última coisa que eu quero, afinal esta noite seria minha e de mais ninguém. Todos os holofortes vão estar novamente sobre mim e isso é a melhor coisa que existe, me enche de vontade e esperança de viver feliz novamente.
– Vai manter a cor natural desta vez? — Perguntou a moça, me tirando de todos os pensamentos que as pessoas normalmente tem quando estão sentados em uma cadeira de cabelereiro.
Pensei duas, três, quatro e até cinco vezes antes de dar minha resposta. Tomei uma decisão impulsiva pela qual eu tenho certeza de que não vou me arrepender ,como das diversas outras vezes que decidi algo em cima da hora.
– As pontas de preto seria uma boa pedida. — Eu odiava preto e me parece tão certo usar a cor da confusão e escuridão, que expressava como eu me sentia desde que deixei New York. – Pode fazer! — Autorizei em um sorriso direcionado a mulher que foi correspondido no mesmo instante, logo, virando assim a cadeira para o lado contrário do espelho, para que eu não só pudesse ver o resultado quando concluido.
Vóvó pareceu ter estranhado minha escolha, na verdade até eu mesma estranhei-a e isso torna essa cor ainda mais interessante. Como eu não a tinha notado antes? — Roxo e rosa não são as únicas cores deslumbrantes —.
Além do mais, um desejo enorme subiu sobre mim de deixar meu cabelo mais escuro e diferente, talvez pelo simples fato do antigo me lembrar Carina por ser mais claro e seu cabelo ser loiro médio. Toda vez que eu me olhava no espelho parecia que eu continuava a querer ter cabelo claro como antes. Houve uma êpoca que eu fiz luzes por conta de Carina, ela discordou desde o inicio sobre a idéia de modificar a cor do meu cabelo mesmo que fosse para fazer luzes, dizia que eu devia ser mais eu, criar minha personalidade sem precisar colocar um pouco de outra pessoa em cada coisa que eu faço.
Realmente, várias coisas eram compativeis em nossas personalidades e eu fui a primeira a enxergar isso.
Flashback On.
– Escute Ca, sem querer mudar de assunto já que o mesmo era a respeito das mechas cor de rosa e luzes... você já reparou que somos tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidas? Será isso irônia do destino?
Ela riu e em seguida se sentou ao meu lado no banco, foi a primeira vez que a chamei pelo apelido que logo acabei tendo receio de falar. Carina nunca me chamou de nada a não ser Anna, exeto por uma única convesa que tivemos onde surgiu o apelido Anny e isso eu fui incapaz de esquecer até hoje. Eu sempre joguei na cara de todos que a chamar por este apelido era coisa minha, inclusive na de Ágata, sua ''melhor amiga''.
– Provavélmente seja questão de destino. — Ela respondeu. – Será que um dia ele pode nos separar?
– Eu espero que ele seja bom com nós duas e que isso não aconteça. — Falei, colocando minha mão em seu braço. Eu sempre fazia isso quando não tinha certeza absoluta do que estava falando, ela sabia que a qualquer momento poderiamos nos separar, e que amizades não duram para todo o sempre como a maioria das pessoas falam.
Depois de meia hora de spray dali, spray daqui, a cabelereira avisou que estava finalmente pronto. Pediu para que eu fechasse os olhos e assim fiz. Senti meu corpo girar para o lado do espelho junto a cadeira. — Desespero, vá embora —.
– Abra os olhos Mrs. King's. — Falou a cabelereira.
Obedeci ao pedido. Por alguns instantes não cheguei a acreditar que eu era a mesma pessoa de antes. Sorri satisfeita com o resultado. Passei a odiar e amar a cor preta de uma forma muito bonita a ponto de fazer meus olhos brilharem. — Eu amava e odiava aquela cor da mesma forma que eu amava e odiava Carina —. Creio que no momento a corda está mais solta para o lado do amor...
Oh, não diga que isso não é verdade. Eu não posso suportar essa dor e essa tristeza. Será que meu coração está partido em dois? Os últimos raios do sol que se põe, para os dias passados, é pra onde nossas memórias fogem, todos aqueles tempos ainda correm pela minha mente. Eu estou despedaçada aqui dentro pra encontrá-los. Quando a noite cai, eu estou aqui completamente sozinha; não há para onde ir. O preto e o branco distintamente coloridos, seguram o mundo inteiro.
Agora todo o mundo é cinza para mim. Ninguém pode ver mas eu tenho que acreditar...eu tenho medo de perder meu rumo. Sinto que tudo está escuro novamente. Por quê?
Continua...
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