Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.

6 Bebidas e verdades part II. - Dez de março.


Notas iniciais
''Você alguma vez já se sentiu Como se estivesse enterrado A sete palmos Você grita, mas parece que ninguém ouve nada Você sabe que há Uma chance para você Pois você tem um brilho Você só tem que Acender a luz E deixá-la brilhar Seja o dono da noite Como o dia da independência'' Como prometido, se deliciem com o capítulo. :)

Anteriormente em Diário de uma garota quase perfeita....

Abra os olhos Srta.King's. — Falou a cabelereira.

Obedeci ao pedido. Por alguns instantes não cheguei a acreditar que eu era a mesma pessoa de antes, sorri satisfeita com o resultado passei a odiar e amar a cor preta de uma forma muito bonita a ponto de fazer meus olhos brilharem. Eu amava e odiava aquela cor da mesma forma que eu amava e odiava Carina, Creio que no momento a corda está mais solta para o lado do amor...

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Mudanças as vezes são boas. Mudar te torna especial, porém você sabe que bem lá no fundo você continua a mesma ou tem desejo de continuar a ser. Curioso isso não? Parece que quanto mais diferente você for do normal mas fabulosa você se sente ao passar dos minutos. Eu não sei se esse sentimento é correto, mas eu me sinto renovada.

Depois de fazer meu penteado para hoje a noite que curiosamente ficou exatamente do jeito que eu imaginava e depois da vóvó terminar seus cuidados capilares bem merecidos após uma semana cheia de problemas, incluindo a minha volta, fomos para a casa onde assim que cheguei fiz questão de tomar um relaxante banho de banheira para em seguida me preparar para a festa.

– Vovó, vou subir para começar os preparativos, me chame caso eu durma na banheira de mais. — Falei e em seguida soltei um riso bobo. Vovó respondeu com uma expressão estranha, me fazendo rir ainda mais.

Será que eu pareço mais feliz? Talvez. É apenas uma possibilidade.

Então, sem me dar conta subi cantarolando algum refrão qualquer que me veio de repente na cabeça, fazendo-me refletir sobre ele durante alguns instantes: ''Talvez a razão por quê, todas as portas se fecharam seja para que eu pudesse ou tentasse abrir uma nova, que me levaria ao rumo perfeito''.

Abri a torneira e deixei a água quente encher a banheira , após tal processo entrei na mesma e afundei meu corpo deixando todos os meus pensamentos fluirem da melhor forma possível me trazêndo imediatamente paz e harmonia. Fechei os olhos lentamente e instantaneamente as lembranças da minha noite com Willy vieram atona. Foi bom de mais para ser verdade para não ser lembrado a todo o momento, acredito que na realidade, ele era bom de mais para ser verdade, sempre foi. É uma pena que não se pode fazer as lembranças se tornarem reais novamente, assim como não se pode esquece-lás facílmente, quando você sabe que aquilo já mais irá acontecer de novo.

Feito um furacão, eu fui embora e deixei meus rastros deixando as pessoas com meus cacos, tentando junta-lós de alguma maneira e a todo custo tentando ter uma nova vida longe de mim. Não vou mentir, já desejei estar em um mundo onde pudesse haver o poder de retornar ao passado num futuro distante, onde os demônios não pudessem me conhecer. Agora, estou apenas tentando entender onde foi que errei e assim com muitos próximos amim, estou tentando juntar meus cacos; duros e brilhantes, semelhantes ao meu belo diamante que foi quebrado com meus jogos, mas estranhamente ela, meu diamante, também me fez rolar como uma rocha.

Sou o diamante destruido, o coração de vidro e a vida sem motivo. Meus demônios se escondem de mim. Eles não me conhecem! Resta saber, quem sou eu?

Eu não queria ser o única a tentar esquecer. Pensei que eu nunca ia me arrepender. Um pouco de tempo fora é tudo que eu tenho. Isso é tudo o que precisamos e tudo o que eu preciso, porque é tudo o que podemos ter no momento. New York trás, para mim facílmente, todas as mentiras que estão na minha alma disfarçadas em verdade. Bem.. estou correndo em busca do meu tesouro no parecer da parede, porém infelizmente eu ainda não o achei. Não posso aceitar que uma nova parede seja quebrada para que esse tesouro se encontre ou então eu irei cair.

Por favor, paredes fiquem quietas! Por favor Deus fique quieto! Há algo em jogo. Há algo na linha. Essa sempre foi o meu eu por dentro e, agora é hora de deixar isso aparecer. Pois sou como fogos de artifício. Vou mostrar do que sou capaz, ir e '' deixar minhas cores explodirem.''

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Pó compacto, sombra roxa, delineador, batom vermelho cor sangue entre vestido e salto alto. Ah.. como eu estava começando a sentir falta disso. Festas badaladas, oh! Tudo pronto. Meu quarto permanecia com a porta fechada, até que decidi abrir a janela que dava de frente para a rua. A vizinhança estava inquieta e vários carros se encontravam ali , a limousine que já estava para fora da garagem estava estacionada, apenas aguardando a minha saída.

Dei os toques finais em minha maquiagem e tratei de enviar uma mensagem para as garotas avisando que, eu já estava pronta e as esperaria desta maneira, para irmos todas juntas em um mesmo carro.

For: Marrie Fisher, Becky Lauren, Ahsley Miller , Alene Laughton e Cauanne DiLewis .

Estou esperando vocês, não demorem ou irei sozinha.

– AK

A resposta não demorou para chegar e ela veio justamente de Cauanne.

Estamos a caminho Anna.

– Cau.

A ansiedade tomou conta de mim, pelos próximos minutos não consegui me manter sentada. Meus pensamentos eram os piores, dei um pulo ao escutar a campainha que foi seguida de passos subindo a escada em direção ao quarto. Me recompuz e propositalmente peguei um livro fingindo estar lendo. Algumas batidas na porta foram necessárias, até que minha voz surgisse.

– Entrem vadias. — Ordenei.

O trinco da porta girou e bem ali, estavam paradas cinco belas garotas muito bem arrumadas. Cauanne vestia um vestido verde água, Alene um cor de rosa bebê com detalhes em preto, Marrie usou desta vez, algo mais discreto que combinou muito com sua personalidade, prateado. Ashley escolheu o azul básico e por fim Becky ficou com um branco de rendas, clássico.

– Vamos antes que a festa comece sem as estrelas! — Exclamei sutilmente. – E me digam, o que é uma festa sem estrelas? Isso mesmo, nada.

– Limousine branca? — Perguntou Ashley.

– Limousine branca — Todas confirmamos no mesmo momento.

Esta noite, somos maiores do que jamais sonhamos e estou apaixonada pelo posto de rainha, para mim é tudo um jogo sem importância.

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Tetos solares, champanhe e carrões. Por quê tudo isso parece tão importante? Com o vento que entrava no carro e as diversas besteiras sobre garotos que falavamos meio a uma melódia da beyoncé no último volume nos altos falantes a caminho da festa, Cauanne acabou soltando o fato de eu já ter tido minha primera vez.

Todas ficaram boquiabertas e me botaram pressão para contar com quem tinha sido, não ví o por quê de ficar escondendo, afina não era um segredo. Não é?

– Hum, deixe me ver... — Começei e elas cairam na gargalhada no mesmo momento, acho que por causa do meu tom de voz, beirava a malícia – Só um aviso queridas, eu amo com beijos e abraços, ele me ama com beijos e abraços. Na hora mais escura da noite eu busco aquele maldito rosto, e não o encontro. Nossa musica é lovefool e vocês devem saber o que vem depois... — Soltei as palavras no ar parecendo séria agora.

– Alguem voltou de New York apaixonada, isso é tão fofinho Anna! — Zombou Ashley irônica, o restante delas continua rindo. – Qual o nome desse boy magia? — Concluiu, enfâtizando a palavra final

– Na verdade eu já sai daqui apaixonada só que pelo garoto errado. — Corrigi. – O nome dele é Willian Bakery.

– Não acredito! — Exclamaram todas em conjunto. – Você está falando do filho do Cristian Bakery, dono das redes de cookies Levain Bakery e um dos maiores empresarios de New York? — Questionou incrédula, Cauanne. – Claro, depois de Victor Gallardo, seu pai e do pai da Carina Monteiro

– Isso mesmo. Dou o direito de vocês morrerem de inveja! — Suspirei e em seguida lancei olhares vitoriosos a cada uma delas.

– Então, o quê você está fazendo em Londres com um cara desse te esperando na sua cidade natal? Qual é o problema com New York? — Perguntou novamente Cauanne, ela estava fazendo perguntas de mais a mim, mesmo sabendo que isso me irritava profundamente.

O silêncio pairou por instantes, estiquei minha mão e peguei a garrafa de champanhe enchendo minha taça pela quarta vez seguida. Eu sei que não posso contar meus motivos para estar aqui, mas nada parece importar agora. Seria bom colocar as cartas na mesa.

– Senhoritas, chegamos ao destino. — Surge uma voz da parte da frente da limousine que não estava mais separada pela divisoria, cuja no momento estava abaixada.

Saimos do carro uma a uma, a música alta invadia meus aparelhos auditivos, Instant Crush era a melodia.

''Não importa o que eles queriam ver

Ele pensou ter visto alguém que se parecia comigo

A memória é verão que nunca morre''

Assim que adentramos a boate, varias pessoas acenaram em minha direção e imediatamente um bando de meninos que eu mal conhecia queria me tirar para dançar e eu, fui obrigada a dispensar pelos motivos obvíos! Minha ''gangue'' queria ir no meio da pista para que as atenções ficassem focadas somente em nós. Resolvi aceitar ao invez de impor limites, pois, eu mesma havia dito que esta noite seria sem restrições. Creio que minha mente logo já não estará mais respondendo por mim, os efeitos da champanhe insistirão em aparecer uma hora e terei que descer do posto de rainha pelos efeitos do álcool. Eu não estou bebada, pelo menos ainda não... eu acho.

Cauanne foi até o dj que se localizava em cima do palco e pediu uma música.

– E ai Couci Gold College? Estou aqui com Cauanne DiLewis. — Neste momento assobios e um '' Olha só quem chegou'' conjunto partiu do restante dos alunos e eu por minha vez ajudei. – Para quem é a música Mrs. Dilewis e por quê? — Fala o dj dando o microfone nas mãos de Cauanne.

– Vamos de don't trust me 3oh!3. — Boa parte das meninas ali presentes e inclusive Alane, Ashley, Becky e Marrie passaram a me fitar. – Essa melodia eu dedico a nossa recém chegada abelha rainha e minha melhor amiga.. tenho certeza que vocês a conhecem muito bem, Anna King's. — Os assobios agora ficaram mil vezes mais altos, grande parte da multidão gritava um '' Bem — vinda de volta'' junto com Cauanne do palco, a outra parte começou a criticar o quão cara de pau fui de estar de volta aqui, depois do incêndio e do estrago que eu causei

***

Dançavamos e balançavamos os braços no ritimo da música que agora trazia todos os poucos jovens que estavam sentados no bar, para a pista de dança. Na minha mão esquerda um copo de voodka me acompanhava. Cauanne saiu pela parte de trás do palco e veio em minha direção.

Vestido preto, com meia-calça por baixo,

Eu tenho o hálito do último cigarro nos meus dentes,

E ela é uma atriz, mas ela não precisa,

Ela tem o dinheiro dos pais,

Em uma conta beneficente na costa leste''

– Me siga. — Ela sussurrou me puxando para fora da pista de dança em direção a uma sala com cortinas e sofás confortavéis, localizada no final do corredor, atrás do bar.

Assim que entramos, Cauanne sentou-se no sofá do canto e eu permaneci em pé mesmo estando um pouco preocupada, e curiosa para saber qual era o motivo que necessitava de nós duas sozinhas. Ela queria encontrar as palavras certas para falar comigo, ví isso em seus olhos que fugiam dos meus para qualquer lado. Mesmo que eu forçasse o encontro dos nossos olhares aquilo não funcionaria com ela.

Anna, o quê está acontecendo com você? — Falou quebrando o jogo que eu estava tentando fazer.

Nada. — Menti.

Fale a verdade, talvez eu já saiba. Eu te conheço. Nunca ví você tão feliz assim desde que foi expulsa daqui..você sabe, em 2010, por causa daquilo.. no final descobri que você estava se torturando e fingindo estar bem, é a sua cara fazer isso e nós duas sabemos disso! — Cauanne rebateu no mesmo segundo.

Não é relacionado a você e a ninguém dessa cidade. — Cuspi as palavras rapídamente; senti que minha cabeça estava rodando.

Você se lembra do nosso juramento? Eu o repito para você se quiser. Mas eu imploro que pare de mentir para mim que está bem e continua a ser a mesma rainha de sempre, por quê acredite, ninguém pinta as pontas do cabelo com uma cor que odeia. — Falou sem rodeios e sem demostrar nem uma paciência para as minhas mentiras de sempre.

Eu nada respondi. Estava na hora de acabar com tudo aquilo que me sufocava mais e mais a cada dia. Ao menos ela precisava saber. Suspirei inúmeras vezes com os olhos fechados até começar minha parte do juramento. Desde nosso primeiro momento de amizade aquilo se fez presente nos segredos que compartilhavamos.

Sou a espada na escuridão, sou vigilante nas muralhas. Sou fogo que queima contra o frio, a luz que traz consigo a alvorada, a trombeta que acorda os que dormem, o escudo que guarda o reino dos homens. Jure a mim e mais ninguém lealdade eterna. Jure que nunca contará aquilo que eu disser, por quê você é a minha garota leal e você não faz ídeia do quanto irá doer se eu perder você.

Nem toda lágrima é lágrima. Pode ser um juramento, livramento. Podem ser palavras lançadas ao céu como um pedido de socorro, pode ser a confirmação da confiança recebida e alegria vivida. Uma lágrima minha não é só uma gotícula de água que sai dos olhos é sim meu corpo dizendo aquilo que eu não quero ver. Ei! Eu vou te ajudar. Juro pela nossa amizade não contar. Meu juramento se mantem firme, é minha promessa e divida a ser cumprida com você. Eu prometo. — Completou.

Me sentei no sofá que estava na frente de onde Cauanne estava sentada, senti que as lágrimas já brotavam dos meus olhos, pedi um abraço e ela me deu, sem dizer nada.

– Conte Anna. - Meu coração gritou dentro de mim.

Você se parece tanto com ela... — Começei.

Ela quem? — Questiona Cauanne.

Neste momento retirei da minha bolsa a fotografia que sempre carrego no caso de sentir saudade. Dei-a nas mãos de Cauanne e pedi para ela virar o verso, onde estava escrito a mensagem em batom vermelho com a letra de Carina.

'' Voando com o vento, criando momentos, lembe-se você é especial para mim, nunca se esqueça disso.''

– C.

A garota loira ao meu lado é ela, a menina que nós tanto falavamos em 2008, a razão de eu ter ido para NEW York, lembra-se? E é também por causa dela que eu estou aqui agora... tive que deixa-lá ir para poder voltar ao meu reinado, a minha cidade, mas sabe? Eu acho que nunca vou deixa-lá fora da minha vida como eu queria, claro, na época em que eu sai daqui ela já significava muito. Mas, não poderia existir amizade onde se existe obsessão. Se você está pensando que a obcecada era ela , você está muito enganada. Começou com uma simples atração pela popularidade que ela tinha conquistado, e acabou comigo tentando conquistar o namorado dela a todo custo. E sabe de mais? – Eu chorava feito uma criança e soluçava baixo, eu nunca havia sido corajosa o suficientemente para dizer isso em voz alta. Meu ódio por mim mesma era maior que tudo e eu precisava encontrar uma forma de prazer para tentar sentir o gosto da felicidade. Eu a odiava porém sabia que, este sentimento era só um desfarce para o amor que eu sentia por nossa amizade e por ela em sí. Ao seu lado eu pude ver o quê era ser feliz. Carina me ensinou a ser perfeita como ela, o meu único defeito foi querer ser um clone com todas as suas caractéristicas e coisas tanto máteriais como sentimentais. Quando se começa a fazer esse tipo de coisa, você se sente tão bem consigo mesmo que é incapaz de parar. O jogo, é como um vício, você sabe.

Meu choro ficava a cada segundo mais intenso, parecia que tudo aquilo que eu tinha guardado dentro de mim explodiu feito uma bomba nucléar de uma vez só.

– Por favor, por favor me desculpe querida! — Exclamei com a foto nas minhas mãos trêmulas, mesmo sabendo que não teria resposta ou consolo que me fizesse melhorar.

Meu coração frágil se despedaçava a cada suspiro, a minha dor parecia não ter mais fim.

– Anna, escuta. Ela não está aqui. — Cauanne se pronunciou limpando minhas lágrimas.

– Se estivesse, com certeza eu não seria capaz de admitir minha obsessão em sua frente. Nunca poderei escutar Carina me perdoando por quê eu não vou pedir perdão, não quero contar a ela todas as coisas ruins que fizemos, não quero contar pra ela que tudo foi mentira, uma simples aposta. E se essa dor me matar por dentro com o tempo, prefiro morrer.

Você alguma vez já se sentiu tão frágil, como um castelo de cartas pelo qual, um simples sopro pode desmorontar?

''Se não nos perdoamos por nossos erros, e aos outros pelos sofrimentos que nos infligiram, terminamos debilitados pela culpa. A alma não consegue crescer sob um cobertor de culpa, porque a culpa é isoladora, enquanto o crescimento é um processo gradual de reconexão com nós mesmos, com outras pessoas, e com um todo maior.''

Voe...voe...

Eu vou voar...

Continua.

Notas finais
Ual, Anna está mesmo sofrendo! Esse desabafo, palavras ditas e pedidos que podem gerar muita confusão nos próximos capítulos entre Anna e Cauanne que jurou segredo... De que aposta vocês acham que Anna está falando? Cuidado em quem confia! XX