Diário de Isabela......parte 2

21 Será que esse pesadelo não tem fim..


Notas iniciais
leiam.....

— a gente precisa conversar Manu.

— eu não queria atrapalhar vocês.

— você não tinha ido pra cidade.

— é que eu voltei mais cedo.

— Manu....eu...

—eu não vou contar pra ninguém, Isa.......mas me responde uma coisa, se eu tivesse chegado uns quinze minutos depois, o que teria acontecido.

— provavelmente, seria a mamãe gritando com o Téo e comigo, ela chegou depois de você, então se você não tivesse aparecido antes, seria ela.

— é verdade.

Eu estava sem graça, de conversar com a Manu, mas eu preferia falar com ela, do que falar com a mamãe, conversamos quase a tarde toda, quem diria que um dia eu me daria tão bem assim com a Manu.

— meninas. — disse a mamãe.

— sim, mãezinha. – disse a Manu.

— a dona Fiorina está aqui.

Eu cheguei a gelar, nessa hora, será que ela ficou sabendo, e veio brigar comigo, é bem provável que ela ache que eu sou uma má influencia para o Téo, que ele merecia alguém melhor, sempre achei que ela preferia a Manu. A Manu e eu fomos até a sala.

— oi dona Fiorina. – eu e a Manu dissemos juntas.

— oi meninas......eu só vim buscar o Téo.......já tá ficando tarde.

— como assim. — eu disse, o Téo já tinha saído a horas.

— a Isabela, eu sei que vocês são namorados, mas o Téo precisa ir pra casa dele.

— mas é que ele não está aqui.

— como não tá aqui.

— faz horas que ele saiu daqui dizendo que ia pra casa.

A Manu e eu nos olhamos, com certeza pensamos a mesma coisa; o Téo sumiu, ou sumiram com ele.

A dona Fiorina percebeu a minha preocupação, então começou a ficar nervosa. Logo o vilarejo todo, estava ajudando a procurar o Téo.

Enquanto todos procuravam, eu fui direto na casa da Camila, não bati na porta, já fui entrando.

— cadê o Téo.

A Camila, estava no sofá, e levou um susto, quando eu invadi a casa.

— quem você pensa que é pra entrar aqui desse jeito.

— o que vocês fizeram com o Téo; não adianta negar, EU SEI QUEM VOCÊ É! – eu gritei.

Ela deu um sorrisinho, e eu parti pra cima dela, já queria ter feito isso a muito tempo. Na hora ela levou um susto, tentou correr, mais eu impedi, ela caiu e eu fiquei em cima dela, enchendo ela de tapas, mas de repente alguém me segurou por trás, me impedindo de continuar batendo naquela garota nojenta.

Quando me virei, cheguei a me arrepiar com o trio que me encarava. Renata, Geraldo e....... eu não acredito, isso só pode ser um pesadelo........ não pode ser verdade.

— REGINA ! — eu olhei pra ela, não conseguia acreditar nos meus olhos.

— achou que tinha se livrado de mim, garota insuportável.

— mas você morreu.

— tolinha.....a convivência com a Manuela, deixou você burra também.

— mas como.

— esqueceu que eu falei que meu pai é medico. — disse a Camila, ela estava com o rosto cheio de marcas das minha unhas.

— quando me levaram para o hospital, o Fábio, pai da Camila, me viu, e deu um jeito para que todos achassem que eu não havia resistido aos ferimentos, mas na verdade ele me levou pra casa da minha irmã e lá eu pude me tratar; depois o Geraldo se juntou a nós, e juntos pensamos em um plano, pra acabar com você.

— o que vocês fizeram com o Téo.

— calma, o caipira do seu namorado tá bem, você vai se juntar a ele.

Então o Geraldo e a Regina, me arrastaram, me levaram, para o porão da casa; e me jogaram lá dentro, mas antes de fecharem a porta, como eu estava caída no chão, a Camila, me deu um chute forte nas minhas costas.

— ah..... mais uma coisa, não adianta gritar.....esse porão é a prova de sons........ninguem vai ouvir você. – A Renata falou.

— como você foi burra garota, vir sozinha aqui, atrás do namorado.........e eu NÃO ACREDITO QUE VOCÊ GASTOU O MEU DINHEIRO, PAGANDO A OPERAÇÃO PRA ESSE CEGUINHO.

E elas saíram, eu estava desesperada, o chute que aquela uma me deu, doeu muito, devia estar roxo, tentei me levantar, e dei uma olhada em volta, havia um colchão pequeno e imundo num canto, um banheiro horroroso, e em um canto mais afastado.

— TÉO.

Eu corri até ele, ele estava amarrado, eu consegui solta-lo, ele me abraçou bem forte.

— eles machucaram você. — notei que as roupas dele estavam rasgadas, e tinha manchas de sangue.

— um pouco, mas já não doe mais, e você.

— só está doendo onde aquela nojenta me chutou.

— deixa eu ver.

Eu levantei um pouco a minha blusa.

— Isa já esta muito roxo,...... me desculpa.

— desculpa pelo que, não foi você que me bateu.

— mas se eu tivesse sido mais cuidadoso, eles não teriam me pego, e você não teria vindo atrás de mim.

— é por minha culpa que você está aqui Téo, eles pegaram você, porque é meu namorado, na verdade sou eu que eles querem.

Eu comecei a chorar, ele me abraçou, foi então que notei que os braços dele, também tinha marcas roxas.

— quem machucou você, Téo.

Ele percebeu que eu notei os hematomas.

— foi o Geraldo, foi ele e o pai da Camila, que me cercaram na rua, e como eu tentei fugir, e gritei pedindo ajuda, eles bateram em mim, pra que eu ficasse quieto, me amarraram e me jogaram aqui.

— eu sinto muito. – disse, enquanto passava delicadamente meus dedos pelas marcas.

— tudo bem, já não doe......pelo menos a gente tá junto aqui......eles sabiam que você viria atrás de mim, por isso que me pegaram primeiro.

Ele tentava sorrir, mas não conseguia.

— é..... a Regina me conhece, sabe que eu sou impulsiva, sabia que eu viria atrás de você sozinha.

— Regina.

— ela tá viva.

— então aquela mulher que estava junto com a Renata....é a .

— Regina.

Ele me olhou apavorado.

— você precisa sair daqui, ela vai matar você.

— o que.

— eu não sei o que vão fazer comigo, mas com você...

— o vilarejo inteiro ta procurando você, daqui a pouco vão notar que eu sumi também.

— você ouviu, o que a mãe da Camila disse, não adianta gritar.

Eu me levantei do chão, onde eu estava, e mesmo com dor eu dei uma volta pelo porão, não tinha como sair, não era como o outro, que tinha uma passagem secreta, esse era só a parede, e a escada, tentei forçar a porta. Voltei até onde o Téo continuava sentado no chão.

— a Manu sabe que eu suspeito da Camila, então logo ela fala pra alguém, e vão vir aqui, e acham a gente.

— você não reparou no caminho até esse porão.

— por que.

— vai ser difícil, achar a gente aqui......não tem nada que indique que tem um porão aqui, e tem uma parede falsa que esconde a entrada...... e a única casa que eu sei que tem um porão no vilarejo, era no haras, por aqui as casas não tem porão.

— mas é agora.

— eu não sei.

Notas finais
comentem...