Notas iniciais
leiam...

Eu estava com frio, com fome e estava ficando escuro naquele porão, o Téo continuava no mesmo lugar sentado, e eu andava de um lado pro outro, eu sabia que não adiantava nada, não tinha saída, mas eu não conseguia ficar parada.

Me sentei naquele colchão imundo, e olhei pro Téo, foi então que reparei que ele de vez em quando colocava a mão na perna.

— o que ouve.

— que.

Eu fui até ele, ele tentou se levantar mais caiu de novo no chão.

— o que tá acontecendo.

— nada.....não precisa se preocupar.

— TÉO.......FALA....

— eu acho que quebrei a perna.

— como assim.

— é que quando eles me jogaram aqui, eu rolei pela escada, e depois o Geraldo, me pegou e me jogou aqui nesse canto, eu senti minha perna doer muito, e depois que você me desamarrou, eu não consegui levantar.

Eu notei que ele estava ficando pálido....... e então a porta do porão se abriu, e um homem que deveria ser o pai da Camila entrou trazendo uma garrafa de água e dois sanduiches. Eu fui até ele.

— nem pense em fazer nada garota. – ele me disse.

Mas antes que ele saísse, eu disse.

— por favor, ajuda o Téo, ele não tá bem.

Ele me olhou, depois olhou pro Téo, e depois saiu, mas voltou logo depois com o Geraldo, pensei que eles iam fazer alguma coisa contra gente, mas ele trazia uma maleta.

O Geraldo, pegou o Téo e jogou ele em cima do colchão, ele gritou pela dor na perna.

— ficou maluco Geraldo.....se esse garoto morre aqui.......você me prometeu que não haveria mortes......eu sou um bandido, e tudo mais, mas assassino eu não sou.

— mas...

— fica quieto e me ajuda.

O pai da Camila, enfaixou a perna do Téo, não foi uma coisa bem feita, devido ao local e as condições, mas era tudo que tínhamos.

— olha garota, isso vai ajudar que ele não sinta tanta dor, vou deixar esse remédio, pra dor e um anti-inflamatório, e amanha eu volto........e ali tem comida, ele precisa se alimentar.

— obrigado.

Ele me encarou, e por um momento, ele parecia arrependido, talvez ele não fizesse ideia de onde tinha se metido, e agora não conseguia sair dessa situação.

Eles saíram, eu fui até o Téo, peguei a garrafinha com água, e o remédio, e ele tomou; depois peguei os sanduiches, quando terminamos de comer, o porão estava completamente escuro.

— eu não consigo nem ver você Téo.

— eu to aqui do seu lado.

Ele segurou a minha mão.

— sabe o escuro não me incomoda, eu passei tanto tempo assim, que é como se eu estivesse cego de novo.

— mas pra mim, eu me lembro dos dias no hospital, eu tenho pavor do escuro Téo.

— eu sei.

Eu me deitei ao lado dele, estava ficando frio, o Téo parecia que tinha adormecido, mas quando eu toquei nele, ele estava muito quente, estava com febre. E agora o que eu faço, não conseguia nem ver ele.

Tirei o meu turbante, e com dificuldade achei a garrafa de água, derramei o restante da agua no meu turbante, e comecei a passar pelo rosto do Téo, ele não falava nada, eu estava em pânico.

Comecei a chorar no escuro, e fiz uma coisa que eu não fazia a muito tempo, uma coisa que a Manuela até tentava me ensinar, uma coisa que eu sempre achei desnecessário. Eu orei, fiz uma oração pedindo que encontrassem a gente, que a febre do Téo passasse.

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Enquanto isso.....

Todos já haviam notado o sumiço da Isabela, enquanto uns achavam que era coisa de namorados, a família Agnes e a Cavichiolli, estavam na sala, preocupados.

A dona Fiorina chorava sendo consolada, acredite se quiser, pela dona Nina; o Otávio, o Pedro e o seu Giuseppe, ainda procuravam pelo vilarejo, a Rebeca chorava abraçada a Helena, mas a Manu estava distante junto com o Joaquim, o Mateus e a doida da Sabrina.

—Tem certeza, Manu.

— tenho, alguém sequestrou o Téo, a Isa foi atrás dele e pegaram ela também.

— mas....como você pode ter tanta certeza.

— porque eu sinto, que é isso, eu sempre senti quando a Isa tava em perigo, e é o que eu estou sentindo agora.

— mas o que a gente vai fazer. – disse o Mateus.

— eu posso usar meu talento de detetive e investigar.

— SABRINA. – disseram os três juntos.

— calma gente, eu to falando serio........olha o que eu achei de tarde, quando eu sai pra procurar.

De dentro da bolsa ela tira a boina do Téo.

— meu deusinho. – disse a Manu.

— e do Téo. – disse o Joaquim.

— porque você não mostrou isso antes ....... em Sabrina !!!! — disse o Mateus.

— porque eu estava investigando, quando eu achasse o Téo, todo o vilarejo, ia ficar orgulhoso de mim..

— VOCÊ É DOIDA SABRINA......A ISA TEM RAZÃO SOBRE VOCÊ !!! – disse a Manu, todos olharam pra ela, por um momento parecia mais a Isabela do que a Manuela.

— calma.

— como calma, a minha irmã tá em perigo, o Téo também, e você esconde uma informação dessas, que atitude infantil.

— mas Manu.

— diz logo onde você achou isso afinal.

— aqui na rua de trás, estava no chão, perto de uma mancha vermelha.

— QUE TIPO DE MANCHA VERMELHA !!!!! – os três disseram juntos.

— não sei, parecia...... – ela ficou em silencio, parecia que somente agora tinha se dado conta do que podia ter acontecido. — ai meu Deus.....

— o que foi Sabrina.

— FALA DE UMA VEZ.

— sangue.

Eles ficaram em silencio, e a Manu começou a chorar, o Joaquim abraçou ela. A Sabrina também começou a chorar, mas o Mateus estava tão chateado com a atitude da Sabrina, que nem se aproximou dela.

Já era muito tarde, mas ninguém nem se mexia, todos estavam na sala, um silencio absoluto, se podia ouvir somente o choro das pessoas, apesar de não se falarem, todos tinham o mesmo pensamento, onde estão o Téo e a Isa, e espero que estejam bem.

Notas finais
gostaram....