Notas iniciais
leiam...

Manu....

O Omar teve a grande ideia de invadir a casa, depois que ele viu os outros saírem, eu fiquei apavorada quando ele disse que o Geraldo, e uma mulher ruiva, também estavam lá. Será que era a Regina, não ela esta morta, mas então quem era...

Assim que entramos o cachorro do Téo ficou agitado, e começou a latir em frente a uma estante, o Joaquim e o Mateus empurraram a estante e descobrimos uma porta, mas ela estava trancada, a gente não tinha muito tempo, pois logo eles podiam voltar. E se pegassem a gente.

— como vamos abrir isso. – eu perguntei.

— eu posso tentar. — disse uma voz atrás da gente, que fez nos todos pularmos com o susto.

— Sabrina.....mas como.

— eu vi vocês entrando aqui.

Ela tirou uma chave da bolsa, e eu fiquei pensando, o que mais ela carregava naquela bolsa....e começou a forçar a fechadura da porta, depois de uns minutos ela se abriu, nos descemos correndo a escada que levava a um porão, muito feio, por sinal.......e eu tinha péssimas lembranças de porão.

O meu coraçãozinho chegou a acelerar, quando eu vi, a Isa e o Téo dormindo abraçados, em um colchão, que a Isa com certeza odiou.

— Isa....Téo....

Eles acordaram, e olharam pra gente, nunca vi a Isa tão emocionada, em me ver, ela levantou e veio correndo me abraçar....poxa.....eu acho que ela tava desesperada.....o Téo permaneceu no colchão foi quando notei a perna dele enfaixada.

— que foi isso Téo.

— nada......vamos embora daqui logo.....me ajudem aqui.

Ele parecia nervoso, na verdade ele olhava o tempo todo pra Isabela, ele estava preocupado com ela.

O Joaquim e o Omar ajudaram o Téo, e todos nós fomos saindo daquela casa.

Quando chegamos em casa, a minha mãezinha abraçou a Isabela, e começou a chorar, a mãe do Téo agarrou o filho, de um jeito que parecia que nunca mais soltaria.

— o que aconteceu com a sua perna filho. – ela perguntou.

— bem.... eles me machucaram.

— eles quem.

— A Regina! – a Isa gritou, e eu entrei em pânico.

— como assim filha.....- minha mãezinha perguntou.

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Isabela.

— a Regina tá viva, ela e o Geraldo, e aqueles três sequestraram o Téo, porque sabiam que eu iria atrás dele.

— A REGINA......como assim filha.

— ela tá viva, eu acho que eles queriam a minha herança....e....

— eu acho que não......- o Omar disse, nos surpreendendo, todos olharam pra ele. – qual é........ se eles quisessem seu dinheiro, eles teriam pego a Marina ou o seu padrinho, você é menor de idade......Isa.

— então era vingança.

Logo o meu padrinho veio pro vilarejo, com a policia, como a aquela família não sabia, que a gente não estava mais no porão, eles voltariam, e dariam de cara com a policia.

Meu padrinho, examinou o Téo e logo ele ficaria bem, eu fiquei feliz que ele estava bem, mas me sentia culpada, por mais que eu sei que a Regina devia ser completamente louca, eu me sentia culpada, será que a família do Téo me culparia também.

Depois que o Téo e a família dele foram embora, eu fiquei deitada na minha cama, pensando em tudo o que tinha acontecido, eu precisava mudar o meu jeito impulsivo, mas apesar de tudo, não me arrependo de ter ido atrás dele, eu faria qualquer coisa pelo Téo, como eu sei que ele faria o mesmo por mim.

Mas o que me deixava angustiada, era que usaram ele, era sempre assim, eles usavam a pessoas que eu amava pra me atingir, o que eu deveria fazer, me afastar de todos, pra que eles ficassem seguros, sem mim, eles não teriam o que temer.

Era culpa minha, isso tudo, a Manu tinha uma vida perfeita até o dia que me conheceu, minha mãe, o Téo, todos eles, tinham uma vida tranquila, sem preocupações, daí a intrusa aqui chegou, e deu no que deu, baguncei a vida de todos eles. A Regina não teria vindo atrás da Manuela, se eu não tivesse feito isso antes.

Eu fui egoísta, pensei só em mim, quando propus a troca com a Manu, tudo pra entrar na banda. Menti, mas e agora..... eu realmente me apeguei ao vilarejo, aprendi a chamar ele de lar, ganhei amigos verdadeiros que ficam do meu lado, mesmo eu sendo uma pessoa difícil de lidar. O carinho exagerado da Manu, que as vezes me irrita, mas que eu aprendi a gostar, da Rebeca, eu nem preciso dizer, descobri o verdadeiro significado da palavra mãe, com ela.

E o Téo.....bem com ele, eu aprendi muitas coisas, primeiro ele me ensinou o que era a amizade, ele aguentou o meu mau humor, e me ensinou a ver o lado bom das coisas mais simples, me ensinou a amar.

E o que eu fiz por eles, coloquei todos em perigo, conviver comigo, era conviver com a ameaça da Regina, eu devia ir embora, comigo longe, eles ficariam bem.

— Isa, você tá tão quieta......tá tudo bem. — perguntou a Manu.

— ah.....depois de tudo o que aconteceu..... até que eu to bem.

— sabe Isa, você é muito forte.....é muito corajosa.

— você também Manu.....nem parece mais aquela menina medrosa que eu conheci.

— sabe, a policia cercou aquela casa, assim que eles aparecerem, vão ser presos.

— Manu.

— fala.

— você me perdoa.

— pelo que.

— por ter acabado com a tranquilidade dessa casa, eu baguncei com a sua vida.

— não fala isso, irmãzinha, eu amo você, e bem......se essa confusão não tivesse acontecido, eu não teria agora uma irmã, e não teria o Joaquim.

Eu olhei pra Manu, ela parecia sincera, não me culpava.

— você alguma vez, não ficou com ciúmes ou com raiva por eu ter me metido na família.

— que bobagem é essa agora Isa........nunca, eu adorei ter uma irmãzinha...... e eu sempre fiz de tudo pra você se sentir bem aqui.

— mas..

— eu sei o que você tá pensando, e a culpa não é sua......e da Regina, se ela e o Geraldo não tivessem roubado você, tudo teria sido diferente.

— você nunca pensou que podia ter sido você, e não eu.

— já......quando eu estava no seu lugar, eu pensei muito nisso.

Eu e a Manu conversamos a noite toda, finalmente falamos abertamente, tudo o que os nossos corações sentiam.

Notas finais
Eu sei que as vezes eu faço a Isabela, um pouco sensível, tanto quanto a Manu, mas eu acho que apesar da personalidade, e do jeito um pouco arredio dela, ela na verdade era sensível também, só não queria demonstrar, porque quando ela estava com o Téo, ela mudava, ficava de um jeito parecido com a Manu, e então eu tento escrever o que eu acho que ela sente, não o que ela pensa, quando está no jeito “ normal ” dela.