Diário de Isabela......parte 2
20 Flagra....
Notas iniciais
Ele estava na minha frente, mas não falava nada, na verdade só me olhava, me olhava do mesmo jeito que me olhou na sala, essa atitude dele era nova pra mim, e me deixava envergonhada, não que eu não gostasse de saber que ele sentia atração por mim, na verdade teve um momento na sala, que eu pensei em me jogar nos braços dele. Mas como ele sempre foi tímido uma atitude dessas vindo dele, me assustava.
— Isa.... eu .....bem.....a gente precisa conversar.
— Téo.
— desculpa....eu não sabia que você estava se trocando, não foi de proposito, eu não faria nada que te deixasse constrangida.
— eu sei..... não precisa pedir desculpas.....eu não devia ter saído do quarto daquele jeito.
— você não sabia que eu estava lá......eu queria te fazer uma surpresa.....e....bem.....quem ficou surpreso fui eu..
Eu fiquei vermelha de novo, ele também estava constrangido, mas já tinha acontecido, não tinha como voltar atrás.
— você não gostou do jeito que eu te olhei não foi.
— eu posso ser sincera com você.
— sempre.
— você me olhou como se fosse me agarrar...... e isso me assustou.
— desculpa....Isa....eu..
— eu disse que me assustou......não que eu não gostei.
Agora que a timidez estava passando, eu comecei a gostar de provocar ele, porque na hora do beijo ele ficava bem safadinho, mas bastava um elogio, uma palavra de duplo sentido que ele ficava vermelho, e foi por esse jeitinho dele que eu me apaixonei.
— vo...você gostou.
Eu confesso que no começo, eu me assustei, mas agora eu estava era gostando desse novo Téo, mais ousado, e também, a gente estava junto a um tempão, um dia iria rolar algo a mais, eu sei que só tenho quinze anos, mais não sou tão inocente, e pelo jeito o Téo também não.
Eu fui me aproximando, ele parecia nervoso, eu envolvi meus braços em volta do pescoço dele, e ele segurou firme a minha cintura, a gente se olhou por uns segundos, ele estava com um sorrisinho um pouco malicioso, bem o meu também não estava muito inocente. Então nos beijamos, eu deslizei minhas mãos pelas costas dele, senti a respiração dele mudar, ele me apertou mais forte contra o corpo dele, eu estava adorando provocar ele, não conhecia esse meu lado safadinha.
Eu me afastei...
— espera Téo.
— desculpa Isa.... eu não...eu não sei o que está acontecendo comigo......eu não consigo tirar você da minha cabeça, nem por um segundo, e......e tá difícil ficar perto de você......e...
— Téo.
— fala Isa. — ele baixou a cabeça, não sei se estava com vergonha ou com medo de que eu brigasse com ele.
— nós estamos no meio da praça.......você não acha melhor a gente continuar isso num lugar mais discreto.
Eu quase comecei a rir, da forma que ele me olhou.
— vem comigo. – eu disse.
— pra onde.
— pra minha casa.....a essa hora minha mãe foi trabalhar, minha vó tem um encontro de oração, a Manu não tá.....então.....vamos.
Não precisei falar duas vezes, ele segurou a minha mão, e quase me arrastou até em casa, eu fui rindo o caminho todo.
Chegando em casa, eu abri a porta, estava tudo quieto, ele sentou no sofá, e como eu estava querendo provocar, eu me sentei no colo dele, e então ele me beijou, de uma forma mais quente, me segurava firme contra o corpo dele.
Mesmo com as minhas mãos tremendo um pouco, eu abri rapidinho os botões da camisa dele, senti a mão dele subindo por baixo da minha blusa, quase alcançando o meu sutiã.
— Ai meu Deusinho........Isa, Téo.
Com o susto, eu sai do colo do Téo, me desequilibrei e quase cai no chão, o Téo estava muito vermelho, e tentava sem muito sucesso, devido ao nervosismo, fechar os botões da camisa. A Manu esta parada, encarando a gente, com uma expressão de susto, vergonha.
— Manu, não e nada disso que você tá pensando. — eu falei.
Ela continuava a encarar a gente, o Téo olhava fixo para o chão, de tão sem graça que estava, ficamos um tempão os três na sala em silencio, até que a minha mãe chegou.
—oi...meninas...não tinha serviço na confecção, então eu voltei.....e.....o que tá acontecendo.
A Manu ainda estava com aquela cara de susto, o Téo estava muito constrangido, e eu nem sei como devia estar a minha expressão.
— não aconteceu nada mãe........eu vou levar o Téo até o portão e já volto.
Eu quase tive que puxar o Téo, porque ele parecia que não conseguia sair do lugar, passamos pela Manu, que ainda nos olhava apavorada......aff....será que essa garota não sabe nem disfarçar.... quando cheguei no portão o Téo me olhou.
— e agora....você acha que a Manu vai contar.
— eu não vou deixar...... ai que vergonha..
— a gente não devia ter vindo pra sua casa.
— a gente precisa prestar mais atenção da próxima vez.
— da próxima. — ele sorriu.
— vai logo pra sua casa.......Téo.....que eu ainda tenho que conversar com a Manu.
Ele sorriu e começou a se afastar...mas...
— Téo.
Ele se virou pra mim.
— acho melhor você arrumar a sua camisa, os botões não estão no lugar certo, ela esta torta.
Eu comecei a rir e ele também, eu me despedi, e entrei, teria que me entender com a Manu, e implorar que ela não contasse pra ninguém.
Quando cheguei na sala, a Manu continuava no mesmo lugar, minha mãe devia estar no quarto dela, eu peguei a Manu pela mão e a puxei até o nosso quarto. Entrei e tranquei a porta.
— a gente precisa conversar Manu.
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