Diário de Isabela......parte 2
10 De volta a mansão.....
Notas iniciais
Essa casa era do meu pai, mas em cada canto eu me lembrava da Regina, mas agora eu preferia ficar aqui, o Omar achou a casa incrível, ele disse que se eu deixasse ele ficava aqui e nunca mais voltava pro vilarejo, eu comecei a rir, valeu a pena ter trazido o Omar só por isso, ele me fazia rir.
— Isa, você pode até fechar os olhos para o que você não quer ver, mas não pode fechar seu coração para o que você está sentindo.
— Omar.
— o que eu estou tentando dizer, é que eu acho que você não devia ter fugido.
— estranho como a gente muda por causa de uma pessoa.
— é a gente fica parecido com as pessoas que mais convive.
— é verdade, fiquei frágil, igual a Manuela.
A Laura arrumou meu quarto, e outro para o Omar, eu mostrei a casa pra ele, e o jardim, ele adorou a piscina, quem diria que justo o Omar ficaria do meu lado. A tarde, meu padrinho veio me ver, ele não insistiu muito em saber porque eu havia voltado, jantamos todos juntos, e depois eu fui dormir, chorei no meu quarto bem baixinho, pra que ninguém me ouvisse.
Quem eu queria enganar, ficar longe do Téo, não evitava que eu pensasse nele o tempo todo, o que ele estaria fazendo, estaria com ela, já teria anunciado para todo o vilarejo que estavam namorando.
Eu contei somente pra Manu e o Omar, ninguém mais sabia o que tinha acontecido, nem pra minha mãe eu contei, mas não sei pra quem ele contou, não sei se todos já sabiam, ou se estavam se perguntando onde estaria a Isabela, ou talvez nem sentissem a minha falta, afinal, a Manu continuava lá.
No dia seguinte, acordei me sentindo um pouco melhor, decidi, que voltaria a ser como antes, passei tanto tempo como a Manuela, que acabei ficando mais parecida com ela do que eu gostaria.
Fui a gravadora, e ensaiei com a banda, e estava cada vez melhor.
— tem certeza que é você, Isabela, não é a Manu. – disse a Priscila.
— eu ensaiei muito, e se agora eu estou melhor que você, então aceita que doí menos.
— a minha deusa é maravilhosa.
— não se meta Felipe, não pedi sua opinião.
— mas.
— já acabou por hoje, então eu vou embora.
— espera Isa, como a Manu está. – disse o Joaquim.
— não é melhor você perguntar isso pra ela.
— mas.
— tchau.
Voltei pra mansão.
— LAURA !!!!!!
Ela veio correndo.
— sim....dona Isabela.
— prepare um lanche...... e o Omar .
— na piscina.
— então sirva o lanche no jardim, também vou pra piscina........tá parada ai por que ......VAI LAURA.
— sim dona Isabela.
Fui até a piscina, o Omar estava nadando.
— entra Isa.
— não.
Ele saiu da piscina, eu entendi o que ele ia fazer, sai correndo, o Omar correu atrás de mim ao redor da piscina, eu comecei a rir, ele me alcançou, tentou me arrastar, mas eu tentei me livrar dele, então ele me pegou e me ergueu no seus ombros, e me carregou até a piscina, eu ria muito alto, ele me jogou dentro da piscina.
— Omar.
Ele entrou na piscina comigo, quando ele se aproximou, eu me joguei em cima dele, e empurrei ele pro fundo, ele me segurou e me puxou junto, riamos muito, nadamos de um lado pro outro.
Depois conversamos, a Laura trouxe um lanche, comemos, depois eu fiquei um pouco no sol, e resolvi entrar.
— dona Isabela.
— que foi.
— vocês gostaram do lanche.
— sim, o Omar e eu gostamos.
— e o outro garoto.
— que garoto.
— aquele seu amigo do vilarejo, ele veio aqui, eu abri a porta pra ele, e disse que você estava no jardim, e ele foi até lá.
— qual amigo do vilarejo......o Mateus.
— não.......aquele outro.....que foi operado.....ai como é mesmo o nome dele.
— o Téo veio aqui.
— isso....Téo....e ele não falou com vocês......ele ficou um tempo no jardim, depois eu vi ele indo embora.
Ele me viu com o Omar, pensei, e por um minuto, fiquei preocupada, mas daí me lembrei que não devo explicações a ninguém, muito menos pro Téo, ele que pense o que quiser.
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Téo escrevendo.
Meus pais não sabiam de nada, só havia confiado no Mateus e na Sabrina, para os meus pais disse que a Isa tinha ido pra cidade pra ficar um pouco na mansão, e eles me deixaram ir no sábado, até a cidade, fui de taxi, quando cheguei, a Laura abriu a porta, mas estava ocupada, e não me acompanhou, só me disse que a Isabela estava no jardim, e eu fui até lá, sozinho.
Eu estava longe, mas já conseguia vê-los, o Omar corria atrás da Isa, e ela ria muito alto, ele segurou ela, e jogou na piscina, eles riam, estavam se divertindo juntos.
Eu me senti muito mal, vê-la nos braços dele, doeu.
Mas ela estava feliz, não podia atrapalhar, eu não tinha esse direito, ela tinha me esquecido, e eu não podia fazer nada, ela não sofreria mais por mim, se ela estava feliz, eu tentaria ficar feliz por ela, eu iria aprender a ficar sem ela, iria aprender a ver ela com outro, realizando os sonhos, que um dia ela tinha feito comigo, mas que agora realizaria com outro.
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