Notas iniciais
Isabela vai pra cidade, mas não vai sozinha......

Essa casa era do meu pai, mas em cada canto eu me lembrava da Regina, mas agora eu preferia ficar aqui, o Omar achou a casa incrível, ele disse que se eu deixasse ele ficava aqui e nunca mais voltava pro vilarejo, eu comecei a rir, valeu a pena ter trazido o Omar só por isso, ele me fazia rir.

— Isa, você pode até fechar os olhos para o que você não quer ver, mas não pode fechar seu coração para o que você está sentindo.

— Omar.

— o que eu estou tentando dizer, é que eu acho que você não devia ter fugido.

— estranho como a gente muda por causa de uma pessoa.

— é a gente fica parecido com as pessoas que mais convive.

— é verdade, fiquei frágil, igual a Manuela.

A Laura arrumou meu quarto, e outro para o Omar, eu mostrei a casa pra ele, e o jardim, ele adorou a piscina, quem diria que justo o Omar ficaria do meu lado. A tarde, meu padrinho veio me ver, ele não insistiu muito em saber porque eu havia voltado, jantamos todos juntos, e depois eu fui dormir, chorei no meu quarto bem baixinho, pra que ninguém me ouvisse.

Quem eu queria enganar, ficar longe do Téo, não evitava que eu pensasse nele o tempo todo, o que ele estaria fazendo, estaria com ela, já teria anunciado para todo o vilarejo que estavam namorando.

Eu contei somente pra Manu e o Omar, ninguém mais sabia o que tinha acontecido, nem pra minha mãe eu contei, mas não sei pra quem ele contou, não sei se todos já sabiam, ou se estavam se perguntando onde estaria a Isabela, ou talvez nem sentissem a minha falta, afinal, a Manu continuava lá.

No dia seguinte, acordei me sentindo um pouco melhor, decidi, que voltaria a ser como antes, passei tanto tempo como a Manuela, que acabei ficando mais parecida com ela do que eu gostaria.

Fui a gravadora, e ensaiei com a banda, e estava cada vez melhor.

— tem certeza que é você, Isabela, não é a Manu. – disse a Priscila.

— eu ensaiei muito, e se agora eu estou melhor que você, então aceita que doí menos.

— a minha deusa é maravilhosa.

— não se meta Felipe, não pedi sua opinião.

— mas.

— já acabou por hoje, então eu vou embora.

— espera Isa, como a Manu está. – disse o Joaquim.

— não é melhor você perguntar isso pra ela.

— mas.

— tchau.

Voltei pra mansão.

— LAURA !!!!!!

Ela veio correndo.

— sim....dona Isabela.

— prepare um lanche...... e o Omar .

— na piscina.

— então sirva o lanche no jardim, também vou pra piscina........tá parada ai por que ......VAI LAURA.

— sim dona Isabela.

Fui até a piscina, o Omar estava nadando.

— entra Isa.

— não.

Ele saiu da piscina, eu entendi o que ele ia fazer, sai correndo, o Omar correu atrás de mim ao redor da piscina, eu comecei a rir, ele me alcançou, tentou me arrastar, mas eu tentei me livrar dele, então ele me pegou e me ergueu no seus ombros, e me carregou até a piscina, eu ria muito alto, ele me jogou dentro da piscina.

— Omar.

Ele entrou na piscina comigo, quando ele se aproximou, eu me joguei em cima dele, e empurrei ele pro fundo, ele me segurou e me puxou junto, riamos muito, nadamos de um lado pro outro.

Depois conversamos, a Laura trouxe um lanche, comemos, depois eu fiquei um pouco no sol, e resolvi entrar.

— dona Isabela.

— que foi.

— vocês gostaram do lanche.

— sim, o Omar e eu gostamos.

— e o outro garoto.

— que garoto.

— aquele seu amigo do vilarejo, ele veio aqui, eu abri a porta pra ele, e disse que você estava no jardim, e ele foi até lá.

— qual amigo do vilarejo......o Mateus.

— não.......aquele outro.....que foi operado.....ai como é mesmo o nome dele.

— o Téo veio aqui.

— isso....Téo....e ele não falou com vocês......ele ficou um tempo no jardim, depois eu vi ele indo embora.

Ele me viu com o Omar, pensei, e por um minuto, fiquei preocupada, mas daí me lembrei que não devo explicações a ninguém, muito menos pro Téo, ele que pense o que quiser.

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Téo escrevendo.

Meus pais não sabiam de nada, só havia confiado no Mateus e na Sabrina, para os meus pais disse que a Isa tinha ido pra cidade pra ficar um pouco na mansão, e eles me deixaram ir no sábado, até a cidade, fui de taxi, quando cheguei, a Laura abriu a porta, mas estava ocupada, e não me acompanhou, só me disse que a Isabela estava no jardim, e eu fui até lá, sozinho.

Eu estava longe, mas já conseguia vê-los, o Omar corria atrás da Isa, e ela ria muito alto, ele segurou ela, e jogou na piscina, eles riam, estavam se divertindo juntos.

Eu me senti muito mal, vê-la nos braços dele, doeu.

Mas ela estava feliz, não podia atrapalhar, eu não tinha esse direito, ela tinha me esquecido, e eu não podia fazer nada, ela não sofreria mais por mim, se ela estava feliz, eu tentaria ficar feliz por ela, eu iria aprender a ficar sem ela, iria aprender a ver ela com outro, realizando os sonhos, que um dia ela tinha feito comigo, mas que agora realizaria com outro.

Notas finais
comentem.....