Diário De Um Assassino
4 A casa
Enquanto ajudava Sam percebi o quanto se interessava por aquilo. Não vejo muitas pessoas que gostam disso, mas Sam é diferente.
– Não é assim – Disse a Sam.
– Então me ajude já que você sabe de tudo – Sam já estava nervosa com aquela situação, depois te tantas vezes tentar colocar o corpo na donzela e não conseguir. Era um tanto engraçado.
– Está bem. Fique calma. – Disse enquanto colocava as luvas e pegava o corpo que parecia pesado para Sam – Deixa que eu coloque para você ver o jeito que é.
Sam olhava atenta a tudo que eu fazia, parecia que ela queria mesmo aprender tudo sobre o meu mundo...
– Quando você quiser que a pessoa morra mais rápido coloque acido ou veneno nas lanças da donzela.
– Você já fez isso com alguém? – Sam aparentava esta curiosa.
– Sim, eu iria fazer isso contigo.
Sam me olhou assustada.
– Quando iremos retirar o corpo daí? – disse Sam enquanto olhava para donzela que estava no meio do galpão.
– Uma hora antes de John chegar que vai ser amanha de noite.
– John? – Sam estava surpresa – Foi John que te contratou?
– Sim, eu achava que havia te contado.
– Mas por que ele fez isso? – Ela estava pensativa.
– Ele disse que foi porque você havia traído seu namorado. – Não lembrava mais do porque, então tive que escolher bem as palavras. – Isso é verdade?
– Sim. – Sam havia dito tão baixo que quase não pude ouvi.
– Não sei se devo perguntar o por que.
– Sinceramente eu não gosto muito de falar sobre isso, mas não tem necessariamente um por que. – Suspirou – Não sei explicar porque eu fiz isso. – Sam se sentia obrigada a dizer talvez seja porque eu havia dito sobre a minha esposa.
– E nem precisa.
– Você mora aqui? – Sam queria sair daquele assunto que não a agradava.
– Aqui não é um local próprio para ser habitado.
– Então você mora aonde?
– Eu moro em uma casa simples aqui perto – eu já estava pronto para irmos pra lá, já estava imaginando a reação de Sam – Nós vamos para lá agora.
– Está bem. – Sam falava enquanto tentava me acompanhar. – Ah! Eu posso te fazer uma pergunta?
– Faça
– Como vai ficar a minha família? Roupas? E aonde eu vou morar?
– Para sua família você desapareceu ou está morta, as roupas compraremos novas, e você vai morar comigo, se quiser é claro.
– Para mim tanto faz.
Entramos no carro e Sam estava pensativa, não sabia se deveria perguntar o porque que ela estava daquele jeito. Então o silencio reinou por algum tempo.
– Posso ligar o som? – Disse Sam enquanto olhava através da janela.
– Nem precisa perguntar.
Sam ligou o som só que desta vez não cantou.
– Chegamos a minha simples casa – eu disse quando nos passamos pelo portão.
– Não é simples – Sam estava surpresa.
Ao passarmos pelo portão tínhamos uma visão de uma casa, na verdade uma mansão toda branca com janelas de madeira escura, um jardim extenso com varias flores, uma grande piscina, varandas grandes e bem elaboradas.
– Quanto você ganha? Para ter uma casa assim deve ser muito.
– É considerado muito. – Disse tentando não me gabar, mas não conseguir. – Entre! – eu disse a ela enquanto abria a porta.
Por dentro a casa era bem iluminada com janelas amplas, cortinas pretas, uma grande televisão que fica pendurada na parede a frente dos dois sofás de couro preto com almofadas brancas, a televisão ficava no meio de uma estante cor de marfim onde continha vinis, perto de cada sofá havia uma poltrona preta, robusta e com apoio para os pés, no meio da sala havia uma mesa retangular de cor branca em cima dela tinha quatro xícaras, as paredes da sala era de cor branca com vários desenhos e hieróglifos egípcios desenhos com a cor preta, tudo meticulosamente arrumado. Ao lado da sala havia uma sala de jantar com uma mesa grande que continha oito cadeiras de madeira escura, um lustre que possivelmente feito de cristais, a sala de jantar era muito simples, pois não havia muitos moveis. Esta era a visão que tínhamos ao entrarmos na casa. O que separava a sala de jantar e a sala era uma escada em espiral.
Na sala de jantar havia uma porta que levava a cozinha que era muito ampla e com poucos moveis. Ao subir a escada havia um tipo de sala com uma escultura no meio e uma parede praticamente feita de vidro que levava a varanda, quero dizer a varanda principal. Nesta sala havia quatro portas que levavam a quartos, todas as portas havia um desenho diferente, o meu quarto era o que havia um desenho de uma guitarra na porta. E é claro que o meu quarto era o mais amplo e elaborado, um quarto com paredes vermelhas exceto uma que era branca com o desenho do Ankh, um símbolo egípcio que significava vida, nesta mesma parede havia uma cama de casal, a frente da cama havia uma televisão pendurada, nas paredes que não continham a televisão e a cama, parecia ser feita de estantes cheias de livros de todos os tipos, como se fosse uma pequena biblioteca, entre uma das estantes havia uma porta que levava a um banheiro que era quase todo feito em mármore.
– Vou lhe mostrar seu quarto. – disse enquanto andava em direção a porta para sair do meu quarto – ainda não esta decorado, você pode escolher qualquer decoração.
– Sim, mas não precisa disso tudo.
– Claro que precisa.
O quarto de Sam estava totalmente branco só havia uma cama, armários em uma das paredes, televisão a frente da cama e o banheiro.
Sam analisava o quarto como se imaginasse o quarto de seus sonhos.
– Sam, você deve esta cansada, com fome e querendo tomar um belo banho.
– Sim, estou mesmo. – disse Sam enquanto olhava para a cama como se desejasse dormir.
– Acho que ainda deve ter roupas da Elizabeth guardadas.
– Obrigada, mas... – Sam não completou a frase.
– Devem servir em você. – disse enquanto tentava lembrar quais era as roupas que Elizabeth tinha. – Vá tomar um banho, eu deixarei as roupas em cima da cama.
– é, eu vou tomar banho.– disse Sam ao ir em direção do banheiro e eu ir em direção a porta do quarto.
Logo depois de deixar a roupa em cima da cama de Sam, resolvi pedir comida, pois não estava disposto para cozinhar, liguei a televisão e coloquei em um canal que estava passando um filme de terror.
Enquanto estava assistindo ouvi um barulho que possivelmente vinha da escada.
“Ah! Deve ser coisa da minha cabeça” – pensei.
Olhei em direção da escada e vi alguém ou alguma coisa rolando pela escada.
“Meu Deus, eu devo esta ficando louco”
– Sam? – fui em direção da Sam rindo. – Você esta bem?
– Não, não estou. – Sam disse enquanto eu a ajudava a levantar. – E pare de rir
– Não consigo. Como você caiu?
– Eu pisei neste vestido, pois o vestido esta um pouco grande. – Sam estava com um vestido longo, cabelo amarrado em um rabo de cavalo e usava uma sandália baixa.
– Sinceramente, você é muito lerda para conseguir fazer isso. – eu já conseguia controlar o riso.
– Não sou.
– É sim, e... – Fui interrompido pela campainha. – Deve ser a comida.
Corri em direção da porta, quando olhou para trás vi Sam indo se sentar no sofá.
Olhei para o céu, que estava lindo, a lua estava quase sendo coberta pelas nuvens, esses eram os melhores dias para se sentar no telhado e ficar olhando as estrelas que eram poucas.
Voltei para dentro e vi Sam se assustando por causa do filme.
– Sam! – disse ao chegar bem perto da Sam. – venha.
– Não me assuste desse jeito. – disse Sam com os olhos arregalados, realmente estava com medo daquele filme que não viu nem por dois minutos.
– Desculpa minha intenção não era te assustar.
– Esta bem. O que temos para comer? – Disse Sam tentando pegar o pacote da minha mão.
– Comida japonesa, gosta? – eu puxava Sam pelo braço em direção da sala de jantar.
– Gosto.
Nós nos sentamos, comemos e conversamos.
Depois do jantar falei para Sam de um lugar da casa que dava para subir no telhado, na maioria das vezes eu ia lá para refletir ou apenas ficar olhando para as estrelas.
– Me leve até lá, por favor.
– Não, outro dia eu te levo até lá, pois já esta tarde.
– Eu vou dormir. – Sam iria me dar um abraço, só que recuou. – Boa noite.
– Boa noite, durma bem.
Eu demorei um pouco a dormi, pois precisava arrumar as coisas para amanha que será um longo dia.
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