Acordei com o barulho que vinha da sala que possivelmente era da televisão, depois de levantar, tomar banho e vestir a roupa desci para ver, porque Sam estava acordada tão cedo, na verdade não sabia a hora, pois não havia olhado no relógio.

- Sam, por que esta acordada tão cedo?

- Não sei que horas é cedo para você, mas já são 11h.

- Nossa já é tão tarde? – eu não estava acreditando que dormi tanto, tinha tantas coisas para resolver.

- Sim, olhe no relógio.

- Sam, você já tomou café da manha?

- Sim.

- Esteja pronta daqui a dez minutos.

- Esta bem. – disse Sam enquanto se levantava do sofá e ia em direção da escada.

Eu subir logo depois da Sam para vestir uma roupa adequada, hoje seria o dia que eu iria levar a Sam para fazer compras, mesmo que eu não queira.

- Sam! – gritei. – Vamos.

- Estou indo.

Sam desceu as escadas.

- Vamos – Disse Sam.

Compras são coisas tão chatas, não sei como mulheres aguentam ficarem horas e horas andando de loja em loja.

Após entrarmos no carro como de costume a Sam ligou o som.

- Aonde você gostaria de ir? – perguntei.

- Ah, não sei. O que vamos fazer?

- Compras. – disse com desgosto

- Shopping?

- Eu odeio shoppings, estão sempre cheios e só tem pessoas patéticas.

- O shopping é o único lugar que podemos ir.

- Eu não tenho escolha mesmo.


Depois de alguns minutos chegamos ao shopping, um lugar grande, bem iluminado.

A Sam saiu me arrastando até chegarmos a uma loja que me surpreendeu, era a loja que eu mais gostava daquele shopping, eu achava que Sam iria me levar para aquelas lojas cheias de vestidos e passar horas experimentando roupas, mas não era uma loja qualquer, era uma loja que só continha artigos de rock.

- Sam, você tem certeza que essa é a loja?

- Claro que sim.

Sam pedia para o atendente varias camisetas, calças, coturnos e outras coisas.

“Nossa, eu não imaginava que Sam gostava dessa loja, mas de qualquer forma isso é bom, pelo menos não vou ter que aturar uma pessoa que não gosta das mesmas coisas que eu.” – Pensei.

Eu já havia escolhido as coisas que eu queria levar, só estava esperando Sam para irmos comer, eu estava com muita fome.

“Sentar e esperar é o melhor que posso fazer.”

Passaram-se alguns minutos lá estava Sam entregando varias peças de roupas para o atendente.

- Deseja mais alguma coisa? – Disse o atendente com uma voz doce.

- Não. – Disse Sam.

Fui em direção de Sam que já estava em um balcão ao lado do caixa.

- Já posso pagar?

- Sim.

Então peguei a carteira e retirei um cartão e o entreguei a mulher que estava no caixa.

- Obrigada e volte sempre. – A atendente disse me entregando varias sacolas.

Saímos da loja e fomos em direção ao estacionamento, pois eu iria levar Sam para almoçar em um dos meus restaurantes favoritos, que era bem simples, mas de qualquer forma muito bom.

- Eu estou com muito fome – reclamou Sam

- Eu também estou, mas nós já estamos chegando.

Era um restaurante a beira de uma estrada que eu gosto muito.

- Chegamos.

- Ainda bem, eu já estava quase desmaiando – Sam exagerando como sempre.

Ao entrarmos no restaurante avistei uma mesa vazia do lado de um homem misterioso, eu e Sam sentamos e resolvi analisar melhor aquele homem que não me parecia ser desconhecido...

“É ele, mas o que ele esta fazendo aqui? Será que aconteceu algo?”

- Por que esta tão pensativo? E para onde esta olhando?

- Não seja tão curiosa, Sam.

- Desculpa, mas você vai responder as minhas perguntas ou não?

- Esta vendo esse homem na mesa ao lado da nossa?

- Sim.

- Ele era um cliente meu.

- Mas ele não te reconheceu? E por que você esta tão preocupado?

- Não, pois ele nunca me viu. – respirei fundo. – Eu estou preocupado, porque ele só vem aqui para a cidade quando algo esta prestes a acontecer, algo ruim ou é porque ele esta a minha procura, pois depois que ele entrou para a policia vive me procurando para me prender.

- Ele usou seus serviços, então ele também deveria ser preso.

- Sim, mas ele não vai contar isso a ninguém.

- Mas eu ainda não entendi o porquê de está tão preocupado já que ele nunca te viu — Sam disse tentando acalmar a situação — Então se acalme.

- Ficar calmo é difícil, principalmente quando esta do lado de uma pessoa que quer te prender. Ele era muito inteligente, por isso pode descobrir a onde eu estou a qualquer momento, ainda mais por você esta comigo, porque a sua família já deve ter ido a policia.

- É, fica um pouco mais complicado.

O silencio reinou, eu tentava achar uma solução para tudo que estava acontecendo, mas não conseguia pensar em nada.

- A comida esta demorando. Eu vou ver se já esta pronta. – Disse Sam tentando acabar com o silencio.

- Esta bem.

Depois de alguns minutos Sam voltou com uma bandeja, não sei ao certo quantos minutos, pois eu ainda estava pensativo.

- Você vai comer? – Sam estava um pouco preocupada, eu acho.

- Sim, irei comer. – Eu estava sem fome, então fiquei apenas mexendo na comida.

- Tem certeza?

- Não, você quer? – eu disse enquanto afastava o prato para perto de Sam.

- Quero, mas depois não reclame que esta com fome.

Saímos do restaurante e fomos para casa. Eu só queria tomar um banho bem quente na banheira para poder refletir em paz, então foi isso que fiz. Quando estava na banheira pensava no fazer.

Depois de mais ou menos quarenta minutos ouço Sam me chamar, sair da banheira e fui me arrumar...

— O que foi Sam?

— Temos que ir!

— Ah, eu resolvi não entregar o corpo para o John.

— O que? Você esta doido?

— Não, – disse calmamente. – eu só acho que seja algo desnecessário, pois eu não vou receber muito e nós vamos nos arriscar muito.

— Bem pensado. – Sam sorriu – O que vamos fazer agora?

— Vou te levar ao telhado.

Sam sorriu e me abraçou

— Vamos?

— Sim.

A Sam acabou dormindo no telhado, então resolvi carrega-la no colo e coloca-la na cama.

— Obrigada – disse Sam ainda sonolenta.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.