Diário De Sakura

4 Dia 4 - (20/ 01/ 1500)


Notas iniciais
Desculpe-me pela demora do capitulo, tive alguns problemas técnicos, mas finalmente terminei, espero que gostem ^^

Estava um dia tranqüilo de fim de semana, nossa família tinha sido chamada para presenciar um dos cultos que aconteciam naquela cidade, àquela mulher com a imagem de minha mãe tinha nos chamado e disse que ia nos buscar, eu não queria ir, mas para a população aquilo era uma atitude importante, meu irmão passou o dia todo chorando no quarto, e de vez em quando dava para ouvir alguns gritos, ninguém estava mais tolerando aquilo, eu tinha que conversar com ele. Fui até o quarto dele e abri a porta, o local estava completamente bagunçado e as janelas estavam fechadas, meu irmão estava ajoelhado atrás da cama, sussurrando algumas coisas.

— Você esta bem Touya? _ perguntei preocupada.

— Eu? Eu estou ótimo _ respondeu rindo.

— mas você não parece bem, você esta tremendo, está pálido... _ comecei a chorar, eu sempre fui uma garota muito chorona, era algo que eu não controlava, e então pulei nos braços dele pedindo para que ele mudasse de comportamento, porque estava me assustando. Porem ele me empurrou contra a parede e ergueu a mão, disse que aquilo era algo passageiro, pois estava se transformando em um verdadeiro homem, e que sentia o poder da maturidade passar pelas suas veias, eu então olhei pros olhos dele e minhas lágrimas começaram a sair com mais frequência, ele então disse que não suportava olhar pra minha cara e saiu correndo do quarto, eu me ajoelhei a espera de uma solução e lembrei que Syaoran me disse que quando uma pessoa completa quinze anos ( que é a idade do meu irmão) passam por um preparo psicológico para virarem adultos, seria isso? Mas é uma coisa tão complicada assim?

Deitei ali mesmo no chão e comecei a viajar em pensamentos, então o tempo passou e já estava anoitecendo e quase na hora do culto, sai do quarto do meu irmão, e fui para a sala, ele e meu pai estavam vestindo roupas completamente brancas e simples, aquela mulher irritante também estava La, eles me mandaram colocar um vestido branco que eu tinha e então fui me trocar. Voltei rápida e revoltada, não estava interessada em ir a lugar algum, me sentei no sofá com cara emburrada e a Sra. Nadesco iria começar a explicar como se portar dentro do templo.

Era tudo muito rígido, não podia falar, agir histericamente, nem dormir, não faze nenhum ato que demonstre falta de respeito, deve-se usar apenas roupas brancas, e apenas pessoas em especial teriam que usar preto. Depois disso, agente foi pra igreja, no caminho encontrei todos que eu conhecia, uma multidão gigantesca estava indo assistir o culto, todos estavam de branco. Entramos e então procuramos um lugar para sentar, eram vários bancos dirigidos a um altar no centro do local, e no altar avia tochas pegando fogo, eu e meu pai comentamos sobre o local, era muito estranho, depois de um tempo tudo ficou escuro, sendo iluminados apenas por varias velas do local, e então três clérigos apareceram e deram inicio a cerimônia que começou bem animada com uma musica em uma língua esquisita, e logo depois começaram a falar coisas contidas em um livro negro com valores duvidosos. Eu e meu pai não estávamos nos sentindo muito à-vontade com o que estava sendo dito, mas meu irmão parecia familiarizado com o local, estava muito animado e empolgado com as coisas ditas por aqueles homens misteriosos. Não demorou muito até terminar o culto com uma musica cerimonial, todos se levantaram e começaram a conversar sobre o assunto falado durante o culto, mas uma coisa me chamou atenção. Os clérigos entraram em uma porta nos fundos do local junto com uma mulher elegante vestida com um enorme vestido negro e um véu tampando o rosto, fiquei curiosa e fui até La ver o que era. Fiquei bisbilhotando na greta da porta, e vi uma sala vermelha cheia de esculturas, com um buraco enorme no centro, e nele saia uma fumaça acinzentada que tomava o local, segurei a respiração, pois a fumaça vinha em direção da minha cara, estava tudo calado e com um clima desagradável. Depois de um tempo em silencio, um clérigo abriu um pergaminho e começou a dizer coisas em outra língua, como se estivesse sentenciando aquela mulher a algum crime, fiquei observando, quando o clérigo terminou de falar a mulher tirou a roupa e se jogou no buraco no meio da sala, dava para ouvir os gritos dela, mas terminaram logo, minhas pernas estava tremendo, não consegui mexer meu corpo, até que senti uma mão me tocar, segurei o grito e olhei logo pra trás, era Nadesco, ela me olhou friamente e me puxou violentamente para um canto, então olhou bem para meus olhos e disse:

— Seu pai não te ensinou que é feio bisbilhotar? _ aquela atitude era inesperada, não respondi nada, ela começou a me dar sermão como se eu fosse filha dela, mas o que me chamou atenção foi que ela disse que não me denunciaria por que admirava meu pai. Fiquei extremamente irritada, sai da igreja e fui para casa sozinha.

Cheguei La junto com meu pai e com meu irmão, ele estava com um amigo, ele tinha uma aparência pálida e acabada como meu irmão, pelo jeito estavam passando pela mesma coisa juntos, entrei em casa e sentei no sofá, mesmo eu sendo uma criança, eu sabia que tudo aquilo era errado, era diferente do que meu pai tinha-me ensinado. Fomos jantar, não foi muito agradável, eu e meu pai permanecemos calados enquanto meu irmão e o amigo dele que se chamava Yukito conversavam sobre o culto, e sonhavam com o dia que passariam pelo ritual para “amadurecerem”. Quando terminei fui para meu quarto, mais uma vez me tranquei nele, me deitei e pensei em conversar com meu pai, não queria ficar naquele local assustador, como eu estava cansada resolvi deixar para o dia seguinte, pensei em outras coisas também, coisas arriscadas, que eu iria tentar.

Notas finais
Espero que não tenha sido um capitulo muito cançativo, reviews? ^^