Notas iniciais
Desculpe-me pela demora desse capitulo, tive alguns contra tempos mas finalmente esta postado, espero que gostem
Acordei cedo hoje, meu pai ainda não tinha acordado e meu irmão não estava em casa, sentei no sofá e fiquei admirando a parede, era tão bonita e transmitia tanta segurança, fiquei um tempo concentrada nela até que alguém bate na porta. Era a mãe de Syaoran, com ela estava meu irmão totalmente machucado e desacordado, ela disse que achou ele jogado em frente de casa, pedi para que o deixasse no sofá e chamei meu pai, ele levantou e foi até a sala, ele ficou horrorizado com a cena e pediu para eu pegar alguma coisa para limpar os machucados, corri para a cozinha e peguei água e um pano, levei para sala e meu pai começou a passar o pano umedecido nos machucados, a mãe de Syaoran também estava ajudando e eu estava olhando assustada, puxei a manga do meu pai, eu estava angustiada e falei que precisava conversar sozinha com ele, a mãe de Syaoran entendeu e nós fomos pára o meu quarto. Olhei quase chorando para ele e falei sobre tudo que eu vi e o que achava do lugar desde que cheguei aqui, meu pai apenas acenou a cabeça analisando minhas palavras, quando eu terminei de falar teve um minuto de silencio, ele agachou e disse que não é tão fácil fazer mudanças, pois tinha que terminar de pagar por aquela casa, e não tinham dinheiro pra comprar outra, a casa antiga tinha sido vendida, e ele não queria nos ver morando na rua, fiquei o encarando e depois corri para o quarto, coloquei um vestido, peguei meu diário e um lápis, sai de casa correndo.
Fui direto para a igreja, meu instinto dizia que a Sra. Nadesco estaria lá, de alguma forma eu iria afastar ela da minha família, logo entrei no local que estava bastante vazio, havia algumas pessoas em frente ao altar orando, e entre elas estava a Sra. Nadesco, quase não deu pra a reconhecer com o véu azul que ela estava usando, mas o perfume dela era idêntico o da minha mãe, eu a chamei, ela se virou e sorriu, foi até mim e disse:
— Veio se juntar a nós? _ passou a mão sobre meu ombro, porem eu a encarei com raiva e disse:
— Por favor, nunca mais chegue perto do meu pai
— Por que diz isso? _ perguntou ela sorrindo sinicamente
— Eu... Não gosto de você, você tenta ser minha mãe, mas você não é minha mãe _ empurrei a mão dela e me afastei
— Eu não quero ser sua mãe, eu só estou tentando ajudar a vocês _ disse ela inocentemente
— Como nos ajudaria?
— Vocês poderiam fazer parte de nós, basta apenas um ritual, e vocês serão como nós, e serão felizes _ comecei a me afastar.
— venha, venha não tenha medo _ ela estava assustadora, e todas as outras pessoas do local estavam me encarando e sorrindo, então eu saí correndo, tinha um local que eu precisava ir.
Fui até os campos, fiquei de frente a uma casinha acabada cheia de ervas, sempre me passava à cabeça Kurogane falando eu ia me matar, mas naquele momento, nenhuma ameaça iria me parar, empurrei a porta que estava entreaberta e entrei, Fay e Kurogane estavam sentados tomando um chá com um aroma adocicado, Kurogane se levantou, mas Fay fez um sinal para ele se sentar de novo, Fay estava com um enorme curativo na cabeça, e perguntou se eu queria beber chá com eles, eu aceitei, mas antes me curvei e pedi desculpas desesperadamente, Fay riu e me mandou sentar-me enquanto pegava outra xícara, eu fui direta e falei:
— Porque vocês moram aqui longe da cidade? São mesmo acusados de bruxaria? _ Eles se entre olharam e percebera minha aflição, Fay me serviu e decidiu falar:
— Nós nascemos na cidade, fomos criados como qualquer outra criança, porem quando completamos 15 anos começamos a passar por um ritual, que eu considero a verdadeira bruxaria, é uma coisa cruel e fria, fomos contra isso nos rebelamos contra esse meio de formar uma nação, e o resultado foi esse que você esta vendo agora, fomos expulsos da cidade e então eu e Kurogane viemos morar aqui... _ eu então o interrompi
— O que acontece na igreja, por favor, me diga _ eu estava tremendo e nervosa, anotando tudo em uma pagina de rascunho no diário, meu coração estava apertado.
— Bem... Eles tentam moldar a mente da pessoa conforme a vontade deles, para que seja mais fácil de serem manipuladas, tudo conforme a vontade dos clérigos e seus discípulos _ disse Kurogane friamente
— Meu irmão... Está tão descontrolado...
— Se ele for esperto, saberá o que esta fazendo... _ disse Fay segurando minha mão
— È o efeito colateral do processo de “unificação”, quando ele ficar mais calmo, é sinal de que ele pertence a eles, é isso que eles querem, que todos estejam as disposições deles _ continuou Kurogane
— Bem... Pelo visto esse local não é pra você não é mesmo? Porque não encontra outro local para morar? _ disse Fay
— Nós... Não temos pra onde ir... _ De repente algumas pedras começaram a ser lançadas no telhado, com vários gritos do lado de fora, Kurogane pegou a espada e saiu da casa, eu também saí, não estava mais agüentando ver aquilo, cheguei do lado de fora e vi Maru, Moro e os outros garotos, eu não estava acreditando que eles ainda faziam aquilo, agradeci a Kurogane e Fay por terem conversado comigo, e sai dali, peguei um atalho e fui correndo para casa, quando cheguei, tinha varias pessoas em casa, como uma festa, mas não tinha musica e nenhuma pessoa sorrindo, a maioria das pessoas que estavam na igreja de manha estavam La, parecia que estavam tendo uma conversa séria com meu pai, eu os olhei e fui para meu quarto, fiquei tentando ouvir atrás da porta, mas eles estavam falando muito baixo, meu pai não parecia nem um pouco confortável com aquela situação, então resolvi me deitar um pouco para pensar, mas acabei pegando no sono, e então dormi.
Notas finais
Ai esta o capitulo, garanto que o proximo sera mais esclarecedor, talves demore um pouco, mas concerteza será postado. Reviews *--*
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