Diário De Sakura
3 Dia 3 - (19/ 01/ 1500)
Notas iniciais
Aproveitei minha ausencia na escola para escreve-lo, espero que gostem ^^~
Estava um dia bem quente, eu tinha um encontro marcado na casa do Syaoran, ele disse que ia me ensinar tudo sobre “os grupos” e a finalidade deles, como ele morava na casa ao lado, logo de manha eu bati na porta da casa dele. Quem me atendeu foi uma mulher muito bonita, que usava um avental rosa e era bem sorridente, era a mãe de Syaoran, ela me mandou entrar e esperar na sala enquanto Syaoran ainda acordava.
Era uma casa bem fresca e confortável, tinha uma lareira, um sofá grande e uma janela que dava para ver um jardim cheio de flores. Ele apareceu ainda com sono e me levou até o quarto dele, o quarto era arrumado e muito bem organizado, tinha vários brinquedos e livros e uma mesa no centro do quarto cheia de papeis arrumados em pilhas. — Sente-se _ disse ele se sentando em uma das cadeiras da mesa, me sentei e fiquei o encarando, ele olhou pros papéis e se perguntou por onde começava, então eu fiz logo uma pergunta: — Qual é a finalidade dos grupos? _ ele ergueu a cabeça animado e começou a falar — Os grupos têm como objetivo ensinar as crianças a terem responsabilidade, ou seja, aprender a se virar, quando uma pessoa completa 15 anos é considerada maior de idade, e então essa pessoa irá passar por um ritual depois de um preparo psicológico, e então o líder da cidade o julga pela suas atitudes quando membro. Se for aceito, poderá ser uma pessoa aceita na sociedade tendo uma vida próspera e feliz, porem, quando o líder te recusa, você é expulso desse local, e se recusar de sair, poderá ser condenado à morte. Eu estava achando a política daquela cidade muito estranha. — E por que das guerras contra os outros grupos? — Nós temos que aprender a superar nossos limites, geralmente os membros dos grupos perdedores abandonam a cidade por vergonha, e claro, são desprezados por todas as outras pessoas que vivem aqui_ respondeu Syaoran com um sorriso no rosto. — Nós somos perdedores? _ estava começando a ficar com medo — hahahahaha claro que não, você deu sorte de entrar no melhor grupo da cidade_ respondeu Syaoran rindo — E por falar nisso, temos um desafio vindo de outro grupo, para fazermos daqui vinte minutos _ completou ele — D.. Desafio? _ estava assustada com esse desafio. — Os grupos costumam se desafiar para testar suas capacidades, quando um grupo não consegue completar um desafio, ele ci em desgraça _ disse ele sorrindo Apenas acenei que sim com a cabeça e sai da casa dele, fui pra minha para contar para meu pai sobre o assunto. Quando cheguei, alguns moveis estavam revirados, vasos estavam quebrados e meu irmão estava sentado no canto da sala, corri até ele e desesperada eu o perguntei o que tinha acontecido, ele olhou para mim e ficou me encarando, estava pálido e com os olhos bem fundos, então ele me empurrou e saiu correndo, meus olhos se encheram de lágrimas e eu fui até a cozinha, onde meu pai estava com o nariz sangrando e um olho roxo, corri até ele e perguntei o que aconteceu, mas meu pai apenas sorriu e disse que meu irmão só estava um pouco estressado com o ambiente novo, comecei a chorar e corri para meu quarto, meu irmão era muito pacifico, nunca tinha feito nada haver com violência, sentei na cama e comecei a olhar para o tempo. Quando dei conta, já estava na hora do “desafio”, me levantei, peguei um par de luvas e corri, consegui alcançar Syaoran que sabia o local do desafio, nós andamos até os campos afastados da cidade onde estavam os outros membros do grupo muito animados, e quando todos chegaram Clow começou a falar: — Fomos insultados e subestimados pelo grupo centro-norte da cidade, disseram que agente não seria capaz de roubar o famoso cajado do bruxo demoníaco, mas nós podemos obviamente com um plano _ logo me lembrei de Fay e Kurogane, não estava acreditando que eles queriam roubar aquele lindo cajado, e eu não podia fazer nada para impedir, apenas escutei, com um aperto enorme no peito. O plano já estava em execução: Yuuko, Fei e Clow estavam com pedras enormes na mão em frente a casa, os Mokonas, Maru e Moro estavam um pouco mais a frente em um local bem visível, e eu Syaoran e Watanuki estávamos atrás da casa, esperando até o “sinal”. E assim começou Clow, Yuuko e Fei jogaram as pedras conta à janela, e saíram correndo, os outros garotos no meio do campo também começaram a correr, esse era o sinal que o demônio Kurogane tinha saído correndo atrás deles e era o momento oportuno de entrar e roubar o cajado. Nós entramos na casa, e La havia uma cena que me chocou, Fay estava caído com sangramento na cabeça, com certeza uma pedra o acertou, fiquei parada, tremendo, e me sentindo responsável por participar disso, os meninos pegaram o cajado e fugiram dali ás pressas, mas eu tirei uma luva, e coloquei no ferimento, eu estava quase começando a chorar, até que Fay segurou minha mão e sorriu dizendo “está tudo bem”. Eu então comecei a chorar e a soluçar compulsivamente, aquilo que eu estava fazendo não era certo, tudo estava começando a ficar tão violento, Fay era uma boa pessoa, e estava jogado no chão por minha culpa, eu não sabia o que fazer. Kurogane entrou na casa e me empurrou pra longe de Fay. Fay então levantou e me devolveu a luva dizendo que estava tudo bem, que não era para eu chorar e foi até outro cômodo, Kurogane então olhou para mim diretamente e disse:
— Eu falei para não se juntar com ninguém daqui, já que você está virando um deles, saia dessa casa, se eu te ver denovo, eu te materei _ eu ainda chorava muito, pedi perdão e sai correndo. Cheguei em casa e me joguei no sofá, eu não sabia o porque estava fazendo aquilo, por que faziam aquilo, até que escutei uma voz feminina vindo da cozinha, fui La ver quem era e vi uma mulher que eu pensava que nunca mais veria na vida , caí no chão em choque, ela era idêntica minha mãe. — SAKURA _ meu pai veio em minha direção preocupado e me levantou — tudo bem? _ ele perguntou — estou q... Quem é ela? _ perguntei, pensei que estava enlouquecendo, uma pessoa não poderia ser tão igual à outra. — O nome dela é Nadesco, ela é uma amiga que resolvi te apresentar_ disse ele sorrindo, mas eu não queria acreditar, até o nome era igual o da minha mãe. Eu levantei e corri para o meu quarto, tranquei a porta e decidi não sair mais, a pequena cidade no interior da Europa estava me enlouquecendo, sentia que aquilo era o começo pra pior coisa que poderia acontecer na minha vida, era como se um anjo sussurrasse isso na minha mente e alertando o perigo, deitei na minha cama e dormi, e decidi nunca mais acordar, porque a realidade era demais para minha cabeça.
Notas finais
espero que tenham gostado, reviews?
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