Notas iniciais
Boa noite amores, tudo bem? Espero que sim, finalmente consegui voltar é que tenho dado umas "travadas" na hora de escrever hentais kkkk'. Boa leitura e obrigada á todo mundo que acompanha e bem-vindos quem chegou agora!

Não pudera partilhar do conforto dos braços da rosada por mais tempo, não por falta de vontade, afinal havia tido com ela a noite de emoções mais intensas em toda a sua vida, porém agora não era apenas um recém-casado, mas sim o líder de um clã em decadência.

Desde o golpe de Madara as perdas foram imensas, tanto que grande parte dos esquadrões samurais haviam sido destruídos, as defesas ainda permaneceram fortes com os ninjas das sombras, contudo eram mais uma estratégia do tio, que deixara o clã ainda mais vulnerável.

— Essa é, sem dúvidas, a maior crise enfrentada pelo clã. –Fugaku afirmou decepcionado.

— Mas passaremos por ela, tal como uma onda transpassa a areia. –Itachi mostrou-se convicto.

— É bem verdade que atualmente a maior parte do distrito é formada por crianças e mulheres, mas posso pedir á Naruto que mande homens para serem treinados, nossa disciplina pode transformar infratores de crimes menores em sujeitos honrados. –Sasuke propôs, encontrava-se sentado com os cotovelos apoiados na pequena mesa e a cabeça sobre os dedos cruzados.

— Concordo Sasuke, mas será que não tiramos nada de útil do plano de Madara? –o irmão questionou e os outros dois ficaram sem entender. – O clã Uchiha tem formado samurais por mais de um século, mas então um plano de vingança sugere que uma moça se torne uma guerreira do mesmo nível que os demais.

— Sakura. –o caçula completou.

— Essas mães de família não largariam seus lares para lutar, Itachi. –Fugaku disse.

— Talvez não, mas para proteger o que restou desses lares não hesitariam lutar com unhas e dentes. –rebateu.

— Itachi tem razão otou-san, por que adotar apenas membros de outras origens, quando teremos a fibra e habilidades Uchiha que sempre foram zeladas por nós?

— De qualquer forma, teremos de tentar. Não é só porque sua esposa conseguiu que todas as outras conseguirão. –o pai deu-se por vencido, mesmo ainda não acreditando na ideia do filho.

Sakura tomou seu dejejum ao lado de Mikoto e pela primeira vez fora servida como a dona do casarão, não que isso ou a companhia da sogra não fossem agradáveis, porém depois da noite que teve junto de seu marido, esperava passar a manhã ou até mesmo o dia todo ao seu lado, mas compreendia que Sasuke era agora o homem mais influente do clã e tinha seus compromissos como tal.

— Que olhar é esse? Por acaso já sente saudades? –Mikoto indagou como se fosse capaz de ler seus pensamentos.

— É assim tão óbvio? –perguntou de volta sorrindo.

— Já tive esse mesmo olhar melancólico até me acostumar com a vida de uma esposa do senhor do clã. Não é um casamento comum, ele terá viagens e treinamentos exaustivos, provável até que não o veja todos os dias, mas Sasuke será como o pai. Conheci muitas outras senhoras como eu, contudo o sofrimento delas era ainda maior, pois seus maridos mantinham amantes no pouco tempo que teriam para elas.

Sakura sabia que era até abertamente que alguns nobres conservavam outras mulheres, em sua maioria gueixas de quem eram os dannas, ainda assim, a ideia de que Sasuke se envolvesse com outra a assustava, embora agora mais do que nunca tivesse total confiança em seu Uchiha.

Quando a refeição terminou, acompanhou Mikoto por um passeio pelo distrito. É verdade que a estrutura não era mais a mesma, pois grande parte das casas haviam sido reconstruídas, mas ainda assim, conservavam a identidade dos Uchiha: construções simétricas, idênticas uma a outra em sua monotonia e falta de tons mais vívidos.

Viram homens carregando madeira e pedras para continuar as obras, enquanto mulheres se distribuíam entre lavar as roupas ou correr atrás dos filhos, algumas também se arriscavam a moldar as casas, ajudando a empilhar os materiais.

Por um breve momento, Sakura se permitiu lembrar do clima em sua pequena aldeia. Mesmo destruído, o distrito ainda tinha mais classe, porém a rotina daqueles homens trabalhadores e mães de família era muito semelhante, assim como os aldeões, aquelas pessoas estavam lutando para sobreviver.

Elas fizeram visitas, saudaram os conhecidos e por fim, voltaram ao casarão para a segunda refeição, na qual, mais uma vez estavam sozinhas. Só então, a rosada voltou aos seus aposentos. Era reconfortante não ter de usar mais as sandálias altas ou a pintura na face, de forma que Sakura era agora um meio termo: entre a criada humilde que foi e a gueixa magnifica que encenou, ainda vestia belos quimonos, mas mantinha a discrição de uma Uchiha.

Chegou a conclusão que teria de arrumar algo para passar o tempo, visto que, para alguém como ela, que sempre teve tarefas á cumprir, ficar parada ou fazendo visitas não era nada agradável, pensava no que faria quando caiu num sono profundo.

— Temos de anunciar o plano o quanto antes. –Itachi parecia entusiasmado com sua própria ideia.

— E então? Dividiremos em esquadrões? Temos apenas Obito, Kakashi, otou-san, você e eu. Ao menos que Sakura nos ajude. –sorriu com a ideia, sabia que seria um ideia, Sakura havia superado as expectativas, notou isso na luta contra os seres malignos de Madara.

— Acho justo, além disso, serviria de exemplo as demais. –concordou o outro.

Mesmo tendo mais acertos á fazer, Sasuke decidiu voltar para casa. A verdade era que queria estar perto de sua esposa novamente. Encontrou-a deitada sobre o futon encolhida como um bebê, sentou-se ao seu lado e pôs-se a acariciar seus cabelos suavemente, apesar disso, a Uchiha despertou assustada, mas vendo que se tratava do marido, tranquilizou-se e esfregou os olhos sonolentos.

— Desculpe.

— Não se preocupe.

Ela sentou-se para ficar a uma altura próxima a dele e beijou seus lábios com delicadeza, correndo suas mãos pelo seu rosto e ombros.

— Parece cansado. –observou sentindo suas articulações tensas.

— Temos um duro trabalho pela frente. –assentiu.

— E ele será bem feito. Agora precisa relaxar, vou preparar um banho. –dito isto ergueu-se, não sem antes ser puxada para mais um beijo.

Após encher a tina de madeira do cômodo de banho retornou e puxou-o pelo braço. Despiu-o pacientemente, retirando peça por peça de seu quimono até que o Uchiha estivesse totalmente nu. Daquela forma, adentrou a banheira enquanto Sakura aproveitava para lavar seus cabelos negros, agora tão escorridos pelo volume da água. O moreno fechou os olhos, apreciando a carícia, deveria até ter cochilado, pois de súbito abriu os olhos e sugeriu á rosada:

— Entre.

A Uchiha pareceu envergonhada, não que a noite anterior não tivesse sido o bastante para tirar um pouco do seu pudor, mas um banho era um momento íntimo e geralmente, individual. Apesar disso, ela própria se despiu e adentrou a água morna em contraste com sua pele suave, feito isso o moreno passou os braços ao seu redor, acolhendo-a num abraço caloroso, beijando-lhe a nuca já que seus cabelos estavam presos para o alto.

Em seguida, Sakura girou o corpo, entrelaçando os braços ao redor do pescoço dele e as pernas ao redor de seus quadris, de forma que sentira o volume masculino abaixo de si. Tomou-lhe os lábios com fervor e foi retribuída a altura.

Ele apertava os seios sutilmente, até que segurou as mãos da garota entre as suas e as colocou ao redor se seu membro, movendo-as de baixo para cima. Quando sentiu que não aguentaria mais aguentar, parou-a e a colocou apoiada na beirada da banheira, com o corpo suspenso apoiado em si mesmo e então, explorou sua intimidade com a língua, provocando tremeliques e gemidos de pura excitação em sua esposa.

Mantendo-a na mesma posição, ele ergueu-se e voltou a cruzar as pernas dele ao seu redor, deixando o caminho livre para invadi-la, rápido e fundo. Sasuke a segurava firmemente, porém a rosada nem parecia sentir, totalmente entregue aquele misto de sensações que somente ele a propiciava. O Uchiha deixou-se despejar dentro dela, enquanto seus corpos pendiam, ainda unidos como um só.

Após saciarem-se um com o outro, puderam finalmente banhar-se, diferente do que imaginou, Sakura não ficara constrangida por isso:

— Eu, Itachi e otou-san tomamos uma importante decisão hoje. –o moreno anunciou. – Vamos abrir os treinos também para mulheres do clã.

— Verdade? Isso é ótimo Sasuke—kun! –concordou.

Hai, mas não é só isso. Com o número de instrutores bem menor, pensei que talvez pudesse auxiliar nos treinos, o que acha? –indagou.

— Eu adoraria! Darei o melhor de mim por isso. –respondeu animada.

...

Alguns dias mais tarde Sasuke teve uma surpresa. Havia notado desde o reencontro com Naruto o quanto o rapaz estava mudado e até de certa forma, encantado pela Hyuga, contudo não imaginou que a união se concretizaria tão cedo quando a mãe lhe dera a notícia da cerimônia. Agora, lá estava ele e toda a sua família no palácio, assistindo as mesmas tradições que havia celebrado com Sakura há tão pouco tempo. A mulher ao seu lado parecia até emocionada com o enlace dos dois, visto que seus olhos estavam mais úmidos que o normal.

Logo após a conclusão, foram parabenizar os noivos e não pôde deixar de provocar o loiro, dizendo baixo para que só o próprio escutasse:

— E eu que pensava que era uma lesma, fisgara a Hyuga bem antes do que imaginava dobe.

— Não brinco em serviço teme! Mas sendo sincero, eu não podia adiar ainda mais, outros apareceriam para tomar esse lugar, e não aceitaria perder o privilégio de tê-la comigo. Somos amigos acima de tudo, dou o meu voto sobretudo de protegê-la, com o tempo certo, poderei conquistá-la como mulher. –discursou o loiro.

— Me parece que a morena realmente tem o feito bem, parece até mais... Culto do que o normal. –afirmou com estranheza.

— Não diga asneiras teme, por acaso insinua que eu era um estúpido antes?! –gritou irritado.

— Se a carapuça serviu. –rebateu com seu costumeiro sorriso de canto.

Só então olhou ao redor, procurando pela mulher de cabelos róseos, mas não a encontrou em nenhum canto do salão. Tinha a visto a pouco conversando com a Imperatriz e sua okaa-san, então questionou-as a respeito.

— Há pouco um criado quase derrubou sua bandeja, parecia meio zonzo, então Sakura generosamente ofereceu-se para ajudá-lo, devem ter ido até a cozinha. –Mikoto respondeu tranquilamente.

Era o tipo de atitude que Sakura tomaria, no entanto, algo dentro de si, talvez um instinto se alarmou em seu interior. Resolveu procurá-la apenas para ter certeza de que tudo estaria bem. Ao chegar na cozinha, não vira nenhum homem, quanto menos sua esposa, as outras criadas também disseram não a ter visto ali.

Ainda mais confiante em seu temor, Sasuke pôs-se a andar pelos corredores do palácio, o que não era tarefa simples, pois todos eram praticamente idênticos entre si. Parou apenas quando encontrou o irmão no meio do caminho:

— Parece que viu uma assombração Sasuke.

— Temo que Sakura esteja sumida com algum desconhecido. –respondeu continuando sua busca.

— Ei, como assim?

— Também não sei Itachi, mas algo não está certo.

— Tudo bem, mas acredito que se algo, ou melhor, alguém estivesse com ela, não permaneceria dentro do palácio, por que não a buscamos lá fora?

— Pode ser. –assentiu seguindo-o.

Percorreram o jardim sem nada encontrar, mais ao fundo tinha uma construção de madeira que servia de alojamento para os muitos criados do palácio, os irmãos se entreolharam dispostos a revirar o local, quando ouviram um ruído, como algo se chocando contra madeira bruta. O som se repetiu uma, duas vezes mais, até que ambos dessem a volta e encontrassem a fonte de tal barulho:

Um homem de meia idade deferia socos e chutes contra Sakura, que estava encostada na parede, mas mesmo cercada parecia esquivar-se dos golpes, de forma que o inimigo encontrava apenas a firmeza da construção.

Sasuke não pensou duas vezes, atingira o homem com um golpe alongado com o punho, fazendo com que o mesmo fosse ao chão no mesmo instante. Itachi correu até a cunhada, não parecia estar machucada, mas quando foi caminhar em sua direção, uma de suas pernas vacilou e o mais velho teve de segurá-la.

Enquanto isso o Uchiha continuava a cercar seu alvo como um felino cerca a caça, ergueu-o pelo colarinho das vestes e brandiu furioso:

— Quem é você e por que atacava minha esposa?!

— E-eu sinto muito, onegai. –“um mero covarde” –pensou, alguém daquele tipo não o faria por conta própria, além disso, nunca tinha o visto na vida.

— Responda! –exigiu.

— Meu nome é Haroshi, onegai não me machuque senhor! Eu tenho filhas e mulher para cuidar, fiz isso apenas por elas, recebi uma gorda quantia para dar fim a essa moça.

— De quem?

— Não sei de quem se tratava, apenas de que se vestia muito bem, parecia alguém da alta sociedade, toda enfeitada como uma... Gueixa.

Não precisava nem ao menos ouvir outro detalhe da descrição. O Uchiha soltou-o, mas encaminharia o criminoso aos guardas de Naruto para que fosse levado aos calabouços. Tomou a rosada dos braços do irmão:

— Está ferida? –seu tom era totalmente o inverso do que há poucos instantes.

— Um dos golpes acertou-me, acho que meu tornozelo está torcido.

— Fez bem em se proteger, estava em desvantagem. –confortou-a. – Itachi, aguarde aqui, irei chamar os guardas.

...

O culpado foi preso em uma das celas e todos os convidados foram embora, Sasuke parecia extremamente nervoso, aliás, não era por menos, afinal sua esposa havia sido ferida. Passado o sufoco, era hora de os noivos repousarem, ambos ficariam em cômodos separados, ainda que um se encontrasse de frente ao outro.

— Não entendo porque não podem dormir nos mesmos aposentos como um casal normal. –Hanabi protestava.

— E não tem que entender nada mesmo! Já está tarde para que uma mocinha como você esteja acordada, vá se deitar. –o loiro brandiu em uma tentativa falha de ser firme com a caçula

Hai. –suspirou dando-se por vencida, abraçou Hinata e por fim Naruto também, saindo correndo para o seu próprio quarto em seguida.

— Puxa, essa noite não terminou como eu esperava. Sakura­—chan foi atacada por alguém no próprio palácio, esse deveria ser o local mais seguro entre todos. –comentou aborrecido.

— Pegarão os culpados por isso, aproveitaram-se da ocasião para a tentativa, com certeza. –Hinata rebateu.

— Deve ser, ainda assim preciso reforçar a segurança, tenho que zelar pelos meus convidados, por você e a baixinha ali.

Hinata sorriu ternamente com as palavras do loiro, então manifestou-se com o olhar baixo:

— Sabe, não digo que Hanabi tem razão, mas se não se importar pode dividir os aposentos comigo, há espaço para dois futons aqui. –terminou ainda sem encarar o loiro.

— Puxa, que ótima ideia Hina! Se me permitir é claro, vou pedir para alguém providenciar isso agora mesmo. –o loiro assentiu inocente e entusiasmado.

Já assentados, ambos se deitaram em seus leitos separados. A lamparina permitia que se enxergassem, ainda que não clareasse o bastante. Estavam deitados de lado, virados um contra o outro, quando Naruto de súbito esticou uma de suas mãos em sua direção, Hinata fez o mesmo, encontrando a mão bem maior que a sua e ambos caíram no sono daquela forma: olhos cerrados, sorrisos tímidos estampados nos lábios, dedos e sentimentos entrelaçados.

...

Notas finais
Parece que ninguém se lembrou da pessoa que mandou fazer isso com a Sakura. Naruto e Hinata são fofos d+ nem eu me aguento escrevendo cenas deles! Só amor esse capítulo (sqn'). Espero que tenham gostado mesmo assim, lembrando que estamos na fase final. Me perguntaram se irei escrever outra fic, bem o meu plano era acabar essa e me aposentar, mas eu tenho uma ideia antiga que gostaria de desenvolver, enfim, vou esperar as aulas começarem, acabar essa fic e ver como ficam as coisas... Quero começar um projeto á parte no meu blog, com resenhas, textos e reflexões para me aproximar ainda mais de vocês: https://escritaemagia.wordpress.com/ Além disso, tem a page no Facebook que está em processo de criação, então ainda tá bem sem graça por lá 'rs. Obrigada pelo carinho meus amores, eu volto! Beijos e até!