Notas iniciais
Boa tarde meus amores! Para todo mundo que achou que eu tinha abandonado a fic, digo que não! Apenas não estava tendo tempo, pois a faculdade exige muito de mim se eu quiser manter boas médias, minha rotina é de casa para o trabalho e de casa para a faculdade, mas eis que chegaram as férias! E com elas um tempinho á mais pra me dedicar ás fics e que saudades eu estou sentindo, mal vejo a hora de responder todos os comentários que estão pendentes. Enfim, boa leitura!

Ela pagaria por isso. Era tudo o que o Uchiha pensava em fúria enquanto observava sua esposa, que dormia com uma serenidade pura, de quem não tem nada a temer, o que não era verdade. Não que Konan fosse uma mulher perigosa, diferente de Sakura, a mesma nunca empunhara uma katana em mãos, no entanto ele mais do que ninguém, admitia que o ódio era capaz de cegar as pessoas, pois se não fosse pela rosada, havia matado aquela gueixa aposentada com seus próprios punhos, talvez tivesse sido o melhor a se fazer de fato.

Konan tinha perdido tudo. Não tinha mais riquezas, reconhecimento e, embora o distrito da Akatsuki ainda existisse, soube que a mesma não havia retornado para lá, provavelmente pela saudade e lembranças que o lugar transmitiam de seu marido e do único filho e essas perdas motivavam a vingança. De todos os peões, Sakura era a que tinha menos culpa pelo que acontecera aos dois, principalmente ao jovem Sasori, ela apenas cumprira ordens, mas nunca desejou a morte do mesmo e agora, era o alvo de Konan, apesar de que tinha certeza de que o alvo da ex-amante era ele próprio.

Não podia permitir que sua amada pagasse por um erro seu. Erro este que cometera há tanto tempo, no instante em que pusera seus olhos naquela até então bela mulher. Em sua concepção tinha pago por tal culpa no instante em que vira sua casa ser destroçada pelos inimigos, e por isso mesmo, não seria castigado novamente. Decidiu que começaria uma caçada por sua adversária e dessa vez, acabaria com o que havia começado anteriormente, sem interrupções ou impedimentos.

...

— Não pode deixar os seus deveres com o clã agora Sasuke. Todos precisam de você. –Fugaku bronqueou consigo.

— Entenda otou-san, existe uma pessoa á solta pronta para ferir minha esposa, quem dirá quem mais pode ser atacado para me afetar, não posso deixá-la a solta. –rebateu impacientemente.

— Até me esqueci de que Konan tinha conseguido fugir em meio ao caos do confronto daquela noite. –Itachi observou distraidamente.

— Sei que não estamos com equipes para isso, mas mande alguém encontrar essa mulher. –sugeriu o pai.

— Não, quero fazer isso com minhas próprias mãos. Vocês dois sempre tomaram conta de tudo, podem fazê-lo até que eu cumpra essa missão á parte. –decidiu altivo.

E assim o fez, Sasuke tomou um corcel negro e uma capa da mesma cor e passou a procurar por Konan. Primeiro, recorreu a sede da Akatsuki, os moradores não o receberam muito bem, mas diante do temor não tiveram outra opção se não atendê-lo. Aparentemente, ninguém tinha notícias da mulher, que nem ao menos seus belos trajes levara consigo, era até estranho imaginar que alguém como ela deixaria sua vaidade de lado, pois sempre pareceu ser feita disso: pura vaidade.

Decidiu então que o melhor seria descobrir mais sobre Konan, já que nada sabia de suas origens. Onde vivia antes de se casar? Tinha parentes vivos? Alguém que pudesse acolhê-la? Foi até o palácio, no qual pediu ajuda ao escrivão do Imperador, responsável por documentar e controlar a população da capital, como fora casada com um homem importante, era normal que constasse alguma informação á respeito dela também.

Como não podia fazer nada enquanto a pesquisa não findava, retornou ao seu posto no distrito. Logo as avaliações para a escolha dos novos soldados começariam e embora não pudessem se dar á luxos, tinham de adotar alguns critérios nesse processo.

Chegou em meio á uma seleção. Kakashi, Fugaku e Itachi avaliavam principalmente as condições físicas dos candidatos, e embora buscassem privilegiar talvez os que já tivessem alguma experiência prévia, sabiam que nas atuais condições, isso nada poderia determinar já que as opções não eram muito vastas. Apesar disso conseguiram um número considerável de soldados, com o início treinamento era provável que esse número diminuísse ainda mais.

Em outro campo encontrou Sakura, vestida com um quimono mais leve do que o usual, a simplicidade ressaltando sua beleza esplendorosa. Treinava sozinha, mirando as flechas no tronco de uma árvore, não havia tido tempo de ensiná-la a atirar e pelo visto, tinha dificuldades na postura e até mesmo em acertar o alvo.

Aproximou-se por trás dela, passando os seus braços ao redor dos seus, conduzindo suas mãos ás posições corretas:

‒ Assim.

‒ Você me assustou. ‒disse momentaneamente trêmula.

‒ Por acaso está aprendendo sozinha?

‒ Itachi disse que me ensinaria, já que meu esposo agora é um homem muito importante. Estou apenas me familiarizando com o objeto. ‒disse se virando para o mesmo.

‒ Nada é mais importante do que você. ‒alegou plantando um beijo cálido em seus lábios. ‒ Pensei que seu pé estava ferido. ‒deduziu lembrando-se do ataque durante o casamento de Naruto.

‒ Ainda sinto umas fisgadas, mas estou utilizando apenas os braços não é mesmo? Me entristece ficar admirando o nada da vista de nossos aposentos. ‒confessou. ‒ Mas e quanto á você? Me disseram que se ausentou o dia todo. Por onde andavas? ‒indagou curiosa, temendo a resposta.

‒ Buscando por algo. ‒respondeu sobriamente.

‒ Algo ou alguém? ‒questionou elevando o tom de voz. ‒ Vamos Sasuke, responda!

‒ Tenho que acabar com isso, antes que ela tente tirar tudo de mim novamente.

‒ Não precisa ser você. Ordene que a capturem e prendam. ‒segurou-lhe o rosto entre as mãos.

‒ Konan não vai parar… Tiro a vida dela ou ela tira-lhe a sua. ‒esquivou-se do seu toque.

‒ Será que não aprendemos nada com tudo o que houve? Não é com o sangue derramado que se concertam as coisas.

O resto do dia fora igualmente controverso. Sasuke estava decidido a dar á Konan o fim que lhe julgava cabível, independente dos argumentos de Sakura ou de quem quer que fosse. Talvez era o rancor do passado brandindo mais alto em seu peito, mas algo em sua mente clamava por encontrar aquela mulher e dar fim á sua vida, com as próprias mãos.

Durante a noite, deitou-se ao lado da esposa, porém em momento algum sentiu o calor de seu corpo, quanto menos trocaram alguma palavra. No dia seguinte, tomou seu desjejum e Mikoto era a única que fazia questão de intervir em assuntos rotineiros, visto que, até Sakura mostrava-se mais calada que o habitual.

Discursou seriamente para os selecionados, não eram muitos soldados, mas se todos eles tivessem alguma habilidade, poderia enfim ter uma boa equipe para proteger seu clã e auxiliar novamente na segurança do reino.

Após as formalidades, dirigiu-se novamente ao palácio, onde o escrivão lhe passou todas as informações disponíveis á respeito de Konan: era a caçula de três filhos, seus pais eram agricultores humildes que sem condições de cuidar da filha menor, abandonaram-na em um templo budista, logo a mesma crescera praticamente sozinha, até ainda em sua juventude conhecer Nagato e se casar com ele. O único vínculo que lhe restara com os laços de sangue foi uma pequena cabana numa vila rural, no interior do país, na qual a mulher nascera.

Retornou ao distrito, pediu que cuidassem de seu cavalo, pois ele deveria estar bem tratado para realizar a pequena viagem. Ao pai e irmão não contou o real motivo da ida, alegando que negociaria katanas com um ferreiro promissor daquelas proximidades, do qual ouvira falar. Apenas para a rosada fez questão de dar as devidas satisfações:

‒ Voltarei em breve com a certeza de que minha amada estará em paz. ‒beijou-lhe o topo da cabeça, mesmo sem obter reação alguma.

‒ Se engana se acha que isso lhe trará realmente a paz. ‒alegou, mas Sasuke apenas virou-lhe as costas e saiu do quarto.

Escolhera apenas vestes negras e simples, não iria precisar de sua armadura, quanto menos gostaria de ser reconhecido previamente por alguém como um Uchiha. Cavalgara por meio dia, fazendo algumas pausas para refrescar-se junto de seu animal em algum riacho ou lagoa. Teria o cair da noite como aliado á sua emboscada.

O vilarejo de agricultores era pequeno e não foi difícil localizar a cabana que buscava, já que era a única aparentemente abandonada e até certo ponto destruída pelo tempo, com suas tábuas de madeira caídas e corroídas pela ação de cupins, era também a única casinha sem sinal de vida, não havia nem mesmo a claridade de uma vela, ou mesmo fumaça saindo pela chaminé.

Se deparou com alguns trabalhadores, mas esses pareciam estar cansados de mais para notarem sua presença, apenas um pequeno grupo de crianças que brincava mostrou-se assustado diante da sua imponente presença. Ainda assim, adentrou facilmente em seu destino.

Caminhou lentamente sem enxergar quase nada, pois apenas a claridade do luar imergia pelas aberturas onde deveriam haver janelas. A mobília era tão escassa quanto a estrutura do lugar, numa mesa, próxima ao fogão á lenha encontrava-se um caldeirão de ferro bruto, dentro dele os restos atraíam moscas, também pudera, aquela sujeira devia estar ali há pelo menos três dias.

Em outro cômodo havia apenas um colchão de palha gasto, ia desistir de sua caçada quando algo em cima do mesmo lhe chamou a atenção. Um papel que ao desdobrar, mostrou-lhe a seguinte mensagem:



Todos temos nosso lugar neste mundo. Possuía um, mas este foi tomado de mim tão brutalmente como um leão devora sua presa. Tem certeza de que deverias estar aonde estás agora? Ás vezes é simplesmente uma questão de tempo para ver o nosso lugar ruir em cinzas… K.

Um calafrio percorreu sua espinha enquanto esmagava o papel em sua mão. Esperava que fosse apenas mais um joguinho de Konan, mas se ela de fato tivesse sido tão louca á ponto de tentar qualquer coisa, apenas aumentaria ainda mais sua fúria. Sem mais delongas, o Uchiha deu meia volta e partiu em seu corcel negro, correndo avidamente. Apenas esperava que o lugar que mais lhe confortava: os braços de sua rosada, ainda estivessem prontos para recebê-lo quando chegasse.

Era fim de tarde ainda. Não tinha vontade de comer, nem mesmo quando Itachi lhe dissera que logo o treinamento dos soldados teria seu início, conseguiu se animar. Queria apenas a companhia de Sasuke e que ele deixasse essa obsessão de lado, capturar Konan já bastava, porém o moreno era cabeça dura de mais para se dar conta disso.

Estava diante do pequeno riacho, seu ponto favorito em todo o distrito, quando avistou uma garotinha. Tinha em seus traços todas as características de uma Uchiha: a pele pálida, os olhos negros e os cabelos mais ainda, trajava um simples vestido branco.

Konnichiwa! ‒a Uchiha mais velha cumprimentou-a, mas a menina não disse nada apenas correu em sua direção e segurou-lhe a mão, puxando-a para que Sakura a acompanhasse.

Intrigada, contentou-se em acompanhá-la. Passaram por um dos portões do distrito, caminhando mais um pouco, onde havia uma grande estátua do fundador do clã, a menina simplesmente largou a mão de Sakura e correu até uma figura encapuzada que surgira de trás do monumento.

‒ Boa menina. ‒disse a voz feminina que Sakura reconhecera de imediato, enquanto jogava algumas moedas de cobre nas mãos da pequena, que saíra correndo sem olhar para trás.

‒ Então Sasuke estava certo. Imaginei que viria, mas não tão cedo. ‒a Uchiha pronunciou aparentemente despreocupada.

‒ O coração tem pressa quando está tomado por angústias. ‒rebateu aproximando-se.

Com um movimento rápido, Sakura tirou sua pequena espada de um compartimento em sua perna, apesar disso, a outra não recuou, partiu para cima da rosada mesmo desarmada. Esta desviou e puxou-a fazendo com que o corpo da mulher de cabelos azulados batesse contra a parede e fosse ao chão.

Konan parecia aturdida, embora a pancada não tivesse sido tão forte, mas por outro lado a mulher parecia fraca e debilitada, já não era nem de perto a ex-gueixa glamourosa que sempre demonstrou ser. Movida por um instinto de compaixão, a Uchiha abaixou-se para verificar seu estado, mas a serpente dera seu bote: tirou de entre as vestes um lenço umedecido com uma substância de cheiro forte e tapou as vias respiratórias de Sakura com o mesmo. A outra tentou resistir, contudo o efeito foi mais forte, sentiu perder as forças, a espada cair de suas mãos e as vistas se apagarem.

Chegara no distrito tarde da noite, abandonara o cavalo e ao entrar no casarão, notou que seu temor havia se concretizado, pois Itachi e Mikoto estavam acordados e a expressão em suas faces não mentia.

‒ Aquela víbora foi mais rápida do que eu. O que estão fazendo aí parados?! Temos de encontrar Sakura! ‒rosnou.

‒ Seu otou-san está falando com alguém que talvez tenha alguma pista. ‒Mikoto tentou confortar-lhe, mas o mesmo apenas seguiu para a sala onde Fugaku conversava com um homem simples do clã, a única coisa que lhe chamou a atenção foi a garotinha de mãos dadas com o tal, que chorava sem parar.

‒ Quer dizer que sua filha chegou em casa com essas moedas. ‒Fugaku o interrogava.

Hai, vamos Akime! Confesse á Fugaku-san como as conseguiu! ‒ordenou furioso.

‒ A moça com a roupa preta! Ela me pediu que levasse a Uchiha—sama até a estátua do clã e em troca me deus as moedas. ‒a pequena chorava sem parar.

‒ Lamento pelo erro de minha filha Fugaku—san, não foi esses valores que ensinei á ela. Espero que encontrem Sakura—sama o quanto antes.

Arigatô. Não se preocupe, tenho certeza que Akime está arrependida do que fez. ‒falou calmamente. ‒ Estão liberados. ‒liberou-os e assim que eles saíram da sala, Sasuke afirmou:

‒ Já sabemos por onde começar. Não irei nem ao menos questionar como algo desse tipo aconteceu, só preciso encontrar minha esposa. ‒era nítida a ausência de paciência em seu tom.

Então Sasuke e Itachi dirigiram-se ao monumento. Com uma tocha acesa em mãos, o irmão mais velho iluminou os arredores, no chão era possível enxergar vários rastros, entretanto um par deles lhe chamou a atenção: dois pés pequenos de mais para serem masculinos e algumas marcas mais esparsadas, como se algo tivesse sido arrastado por ali.

Itachi seguiu a trilha amparado pela chama da tocha, Sasuke apenas seguia atrás, confiando nos instintos do irmão. O caminho desbocou-se numa pequena mata que cercava o arredor sudeste ao distrito, foi ainda mais difícil seguir as marcas, porém os Uchiha persistiram, até que chegaram á uma área onde as folhagens eram mais cerradas e enxergar qualquer indício ali, era impossível.

‒ Teremos de nos dividir. ‒Itachi concluiu.

‒ Certo, eu sigo á leste. ‒o outro concordou seguindo logo seu percurso.

‒ Sasuke. ‒chamou-o ainda. ‒ Mantenha os pensamentos em seu lugar e os sentimentos mais ainda. ‒aconselhou.

O caçula apenas virou-se e sumiu por entre a mata. Contava mais com a audição e olfatos apurados do que com a visão em si, já que o breu predominava. Caminhou e caminhou, até aproximar-se de um rio que originou-se de uma pequena cachoeira, que hoje só transpassava um fio de água. Ao seu redor, só havia floresta, a lua cheia ainda brilhava refletindo na água cristalina.

A única coisa que almejava era encontrar Sakura, se não tivesse agido em razão de seu ódio nada daquilo estaria acontecendo agora, pois ele estaria lá para protegê-la. Não que Konan fosse perigosa, mas uma pessoa fora de si era capaz de qualquer coisa, sabia disso por experiência prévia.

Foi então que avistou um vulto de trás da quase inexistente cachoeira e só então percebeu a existência de uma espécie de caverna ali. Caminhou o mais lento e silencioso possível, agora que estava mais próximo, enxergava uma claridade vinda do fundo. Avistou então, algo que fez seu coração acelerar: Sakura estava sentada no chão, com uma corda cercando seu tronco, enquanto outra prendia-lhe as pernas.

Continuou em sua caminhada minuciosa, mas sem querer chutara uma pequena pedra, que ecoou seu ruído, fazendo com que a mulher logo percebesse sua presença:

‒ Finalmente! Parece que agora sim nossa celebração terá início. ‒afirmou Konan, que já se encontrava ao lado de Sakura, segurando a espada próxima ao pescoço da própria dona.

...

Notas finais
Leitoras me ameaçando de morte em 3,2,1... Okay, se ficou confuso peço perdão, mas esse capítulo foi escrito á prestações. Queria saber de vocês sugestões, já que tenho duas ideias em mente, uma concluiria a fic mais brevemente, a outra estenderia um pouco (não posso dar spoilers, é só pra saber se já estão de saco cheio mesmo kkk'). Muito obrigada á todo mundo que favoritou e leu mesmo vendo que a fic estava desatualizada há um bom tempo. Agradeço á todo mundo que continua por aqui, não quero deixá-las na mão. Até tenho uma última ideia para uma fanfic SS, mas só tento escrevê-la depois de acabar esta (embora tenha muita vontade de escrever nesse universo alternativo!). Enfim, um beijo á todos, em breve voltarei :D