Diz pra Mim

26 Libertação


Notas iniciais
Eba, 2016 chegou e que ele traga tudo de bom á nós! Boa noite pessoal, voltei antes do que esperava. Enfim, como disse é o capítulo do hentai, boa leitura!

A vida de Sasuke jamais seria a mesma, comprovou isto quando soube que seu novo aposento seria o principal do casarão, ocupado desde sempre por seus pais. Encontrava-se numa sala auxiliar anterior ao quarto em si, no qual uma criada ajudava Sakura, ou melhor, sua esposa a mudar o visual elaborado da cerimônia para algo mais simples.... Íntimo.

“Esposa” –não podia negar que a palavra ainda lhe soava estranha, mesmo em seu passado, na época em que se iludira por um falso amor, não se imaginava casado, ainda mais com aquela garota de cabelos róseos, tão pacata e igual a todas as outras e, ainda assim, tão única desde o princípio.

Não saberia dizer ao certo o momento em que se apaixonara por ela. Talvez fosse a força de vontade e determinação que ela sempre demonstrou para se tornar uma guerreira, apenas literalmente, pois em seu caráter sempre fora uma lutadora nata. Ou quem sabe, vê-la deslumbrante, misteriosa e delicada como uma gueixa tenha o fisgado, sua beleza era excepcional e disso tinha certeza. A verdade era que ter aqueles olhos verdes voltados para si transmitiam duas sensações distintas: se por um lado encontrava conforto neles, por outro era como se eles fossem os únicos capazes de desvendar-lhe até as verdades mais secretas.

Duas criadas saíram do cômodo principal e o saudaram com uma pequena reverência, dando-lhe licença em seguida. Quando adentrou o quarto, a viu de costas, seu cabelo tão longo corria solto por suas costas, vestia um yukata branco com pequenas flores de cerejeira num tom de rosa bem suave, a faixa que envolvia sua cintura num laço simples era da mesma cor.

Caminhou até ela, afastando-lhe os fios róseos para um lado para plantar um beijo em sua nuca. A mais nova Uchiha do distrito pareceu arrepiar-se com o gesto, pois subitamente virou-se, encarando-o.

Não tinha o rosto pintado nem os lábios vermelhos, contudo compreendia que Sakura não precisava de nada daquilo para ser bela. Pareceu-lhe constrangida, pois suas faces ficaram um pouco coradas enquanto baixava o olhar, mas Sasuke o trouxe de volta á si erguendo seu rosto com um toque sutil no queixo.

– Poderia olhá-la assim para sempre. –confessou ainda hipnotizado, então curvou-se um pouco, apenas o bastante para que seus lábios tocassem os dela com ternura.

Aos poucos, o moreno exigiu mais do contato, colando o corpo dela ao seu enquanto sua língua pedia passagem. A moça por outro lado, segurou em seu pescoço, acariciando os suaves e rebeldes fios cor de ébano. Sasuke cessou as carícias por um instante, desatando o nó da sua própria veste, restando-lhe apenas a calça.

Então, sem quebrar o contato de seus olhares, levou a mão para o laço do traje feminino. Por mais que estivesse envergonhada, Sakura não esboçou reação alguma, logo o Uchiha prosseguiu. A faixa foi ao chão e logo, afastou o tecido de seus ombros, permitindo que deslizasse sozinho por seu corpo esguio, restando-lhe apenas uma fina peça de alcinhas.

Trouxe-a pela mão, fazendo com que se deitasse no futon enquanto sentava-se ao seu lado. Tornou a beijá-la, deliciando-se em seus lábios, ao mesmo passo em que baixava as alças para que descesse sua última veste para baixo lentamente. Aos poucos os delicados seios ficaram á mostra.

Sasuke, que já havia cessado os beijos e agora encarava seus olhos profundamente, os acariciou sutilmente, como se testasse as reações de sua esposa, então apalpou-os sentindo a maciez entre seus dedos. Até o momento, Sakura controlou-se, Mikoto havia a alertado sobre algumas coisas que poderiam acontecer entre um homem e uma mulher, no entanto quando o moreno se curvou novamente dedicando seus lábios aquela outra região, soltou um suspiro de surpresa, mas isso não o deteve, ao contrário, continuou provocando e sugando-os. A rosada apreciou a nova sensação, tanto que nem notou uma das mãos atrevidas do Uchiha percorrer seu corpo, entrar por debaixo de sua saia e atingir o ponto mais íntimo de si. Ele movia os dedos circularmente sobre sua superfície e ela, totalmente entregue sentia cada vez mais algo em seu interior pulsar de desejo.

O Uchiha cessou por um momento o toque para terminar de retirar o vestido e logo em seguida, tirou a calça que lhe restava, colocando-se sobre ela. Ajeitou suas pernas, distribuindo beijos por suas coxas.

– Não vou lhe machucar, está bem? –indagou afagando seu rosto.

Hai. –consentiu, era inevitável sentir-se nervosa naquele momento, mas Sakura permaneceu firme, mesmo quando o viu curvar-se mais sobre seu corpo, seus rostos estavam bem próximos, de forma que sentia a respiração dele em sua face e seus olhos se encaravam intensamente.

Aos poucos sentiu algo firme aproximar de sua cavidade até adentrá-la. Soltou um gemido de dor e fechou os olhos com força, Sasuke não se moveu e quando ela os abriu novamente, as duas pedras negras ainda a olhavam serenamente. O simples gesto a acalmara um pouco e assim que o rapaz começou a mover-se mais uma vez, sua dor foi ficando ainda mais distante.

Segurou firmemente nos quadris dela, enquanto a mesma fincara os dedos em seus ombros. Os gemidos e a satisfação de ambos se mesclavam, porém, o maior êxito é que pela primeira vez estavam se unindo como um só corpo e um só coração, que pulsava vividamente por um só motivo: o amor.

...

– Como foi lindo o casamento daqueles dois não é mesmo? –indagou a menina aos suspiros e com os olhinhos brilhando.

– Puxa, é sempre essa a sua reação quando assiste a casamentos? –o Uzumaki rebateu intrigado.

– Na verdade, eu mesma nunca vi Hanabi assim. –confessou a irmã mais velha com seu tom de voz baixo.

– Dava para ver que se amavam nos olhos um do outro... Será que um dia ei de encontrar alguém que me olhe daquela forma? –o timbre de Hanabi ganhou um tom de urgência.

– Ei, é muito nova para se chatear com isso, pode recolher essas asinhas de águia mocinha. –o loiro a repreendeu com um olhar azedo, a verdade é que realmente sentia-se responsável pelas meninas, embora não tivesse nenhum laço com elas.

Sempre imaginou que se tivesse uma irmã caçula, seria justamente como a Hyuga era: esperta e implicante. Já Hinata, bem... A morena de olhos perolados sempre era tão doce e gentil, parecia preocupar-se com ele de verdade.

– Naruto­–kun tem razão. –apoiou.

– Não estou me chateando com isso, o meu casamento há de demorar, só não posso dizer o mesmo de você nee-san.

– N-Não sabemos se a aliança que otou-san havia feito com os Inuzuka ainda irá valer Hanabi, na realidade agora que o trono não está em nosso nome é bem provável que isso não aconteça. –argumentou desconcertada.

– Ainda assim, e se eles justamente requererem o trono? Afinal, você o deu para o Naruto que não tem compromisso algum contigo. –insistiu.

– Hanabi imouto... Não torne as coisas mais complicadas onegai, não importa que não tenho compromissos com Naruto–kun, o que foi feito está feito. –apertou-lhe levemente uma das bochechas. – Acho que já é hora de dormir, não?

– Tudo bem, estou indo! –afirmou dando-se por vencida, adentrando o corredor principal do palácio.

Hinata fez uma leve reverência e estava deixando o cômodo quando Naruto a chamou:

– Hina-chan.

Hai, Naruto–kun?

– Pelo que percebi, não gostou muito do assunto que Hanabi trouxe á tona, mas... Acha mesmo que essa outra família não irá lhe cobrar satisfações? Eles teriam o trono nas mãos e então você o entrega a um órfão. –ele estava sorrindo, mas a morena sabia que aquelas palavras continham certo pesar.

– Ei... –ficou diante dele, porém como se desse conta de algo, seu rosto ficou corado e a jovem baixou o olhar, para só então prosseguir: – Que venham cobrar-me, não me importo, pois fiz o que julguei mais justo e entreguei a nação em boas mãos.

– Ainda assim, também não quero atrapalhar a sua imagem, digo, és uma nobre, linda e com patrimônios, é inevitável que em algum dia alguém queira lhe propor uma nova aliança. –agora era Naruto quem parecia tímido, como se dissesse aquelas palavras a contragosto.

– Alianças não me interessam Naruto–kun, ao menos não com alguém que mal conheço. –rebateu.

Então o loiro voltou a sorrir e de súbito, segurou as mãos delicadas de Hinata entre as suas. Agora sim a Hyuga encontrava-se vermelha com um tomate pelo toque e aproximação inesperados:

– Lembra-se quando nos conhecemos? Disse que não era porque eu carregava um fardo que não podia dividi-lo com ninguém, certo?

H-Hai.

– Pois então. Agora carrego um fardo maior do que em toda a minha vida e olhe só para mim Hina! Sou um guerreiro, daria a minha vida para proteger esse povo, mas não tenho ideias de um líder.

– Aonde quer chegar com isto? –tomou coragem para perguntar.

– É verdade que não tem coragem, nem um tom de voz forte o bastante para impor, mas é inteligente e sensível. Quero a sua ajuda para ajudar aos demais, saber como agir e priorizar quem mais precisar mais de mim.

– Não sei o que dizer...

– Quero dividir meu fardo contigo, como minha Imperatriz. –concluiu, fazendo com que a morena arregalasse os olhos, teria até caído ao chão se Naruto não tivesse a segurado, pois suas pernas estavam trêmulas.

– M-Mas isso incluiria um casamento.

– Exatamente! Admito que tens tudo que meu otou-san sempre me alertou para procurar numa mulher, pode parecer pouco, mas lhe respeitarei e darei o máximo para que reconheça a mim como marido também.

Ainda não acreditava nas palavras que escutava, não as esperava assim, mas o que se esperar de Naruto? Um rapaz hiperativo e totalmente imprevisível. Sabia que podia confiar nele, embora tivesse cometido um engano: na realidade, o Uzumaki não precisava dar-lhe o máximo de si, pois desde o início ele já tinha parte de seu coração.

...

Sentia a preguiça escapar de seu corpo, enquanto se esticava no futon. Então memórias da noite anterior lhe vieram na mente e Sakura não pôde deixar de se sentir envergonhada e ao mesmo tempo contente, pois se houvesse uma pequena dúvida, agora tinha a certeza de que era Sasuke que amava e ele á ela.

Só quando abriu os olhos notou que estava só no aposento, embrulhou-se em um lençol e vasculhou pelas outras áreas, mas de fato seu marido não se encontrava ali. Quando o painel de papel se abriu, foi outra figura de cabelos e olhos negros que adentrou o local:

– Me perdoe, não sabia que estava despida. Volto depois.

– Não Mikoto–sama, fique. –pediu gentilmente e a mulher retornou, parecia um pouco constrangida, embora tivesse preparado a própria Sakura para aquele momento.

– Como está? –perguntou.

– Bem... Acho que mais completa do que nunca.

– É ótimo ver esse sorriso em seus lábios. –confessou. – Sinto ter lhe privado de sorrir assim tantas vezes.

– Como assim Mikoto-sama?

– Você sabe... Sempre estive tão preocupada com minha própria família que nem notei o quanto sacrificava você. Nunca mesmo lhe perguntei o que pensava, apenas a influenciei no plano de Madara e permiti que se transformasse.

– E eu a ajudei de bom grado. É verdade que ás vezes não me sentia muito á vontade, mas sabia que a ajudaria e isso para mim já bastava.

– Oh, Sakura! –abraçou-a, sem se importar com a falta de vestes da mesma. – A verdade é que sempre foi mais do que uma filha, sim? Acho que mesmo que tivesse tido uma, ela não teria nem metade do carinho e dedicação que sempre demonstrou por mim, agora mais do que nunca só desejo que seja feliz ao lado de meu filho, que esse sorriso em seu rosto não se apague tão cedo e que tenha de volta tudo o que fez por mim. –declarou com pequenas lágrimas se formando no canto de seus olhos.

Arigatô Mikoto–sama, agora sim sinto que posso ser feliz. –admitiu emocionando-se junto.

...

Notas finais
Kami! Esse foi um hentai tenso de se escrever, acho que é porque fazia tempo que não escrevia e é o primeiro da fic então acho que os próximos serão melhores 'hehe. O que acharam de NaruHina? Teve uma lindinha que me cobrou uma conversa entre Sakura e Mikoto, então tá aí. Acho que a fic terá mais dois capítulos (ou três) e um prólogo, não vejo a hora de terminar, odeio deixar trabalhos em aberto e leitores esperando : Bem, obrigada por todo o incentivo mesmo quem não comenta, até o próximo amores! Beijos