Diz pra Mim
24 Derrota
Notas iniciais
Os velhos amigos-rivais foram os primeiros á tomar iniciativa antes que as criaturas os atacassem. Kakashi partiu pela esquerda, sacando sua pequena lâmina da bainha. Logo encontrou a primeira criatura, que soltou uma espécie de rugido para si e investiu com suas garras, porém o homem de cabelos prateados apenas esquivou e fincou-lhe a espada. A criatura por sua vez, soltou um grunhido ainda mais estridente. Então, Kakashi retirou-a, mas para sua surpresa não escorrera sangue nem qualquer outra coisa pelo ferimento, que quase instantaneamente se fechou.
Na área á direita, Obito também parecia compartilhar da mesma “sorte” do outro. Lutava com facas pequenas, mas não menos afiadas. Estava rodeado pelas criaturas quando rodopiou, lançando duas adagas que acertaram dois oponentes distintos, contudo de nada adiantara. Eles apenas recuaram instantaneamente com o golpe, para em seguida colocarem-se eretos novamente e prontos para revidar.
– Isso não está surtindo efeito algum. –o Hatake gritou enquanto continuava sua luta.
– O mesmo aqui! –o Uchiha concordou.
– Ridículos, é isso o que são. –Madara riu do topo do salão.
– Algum plano? –Sasuke indagou ainda próximo ao pai e o irmão.
– Por enquanto ataquem, busquem acertar pontos diferentes a fim de encontrar o ponto fraco. –Itachi afirmou tão inseguro quanto o resto deles.
Não foi preciso separar-se, pois os monstros já estavam próximos. Itachi avançou, ainda tinha um dos braços enfaixados junto ao peito, porém isso não impedira que usasse sua katana. Ficara diante do inimigo, entretanto mostrara-se atento á movimentação que o cercava. A criatura jogou suas garras contra o mesmo, que esquivou facilmente, porém continuou a provocar a criatura enquanto agachava-se no chão. O ser partiu para cima de si novamente e, como estava colocado mais abaixo dessa vez, ele curvou-se mais para tentar alcançá-lo, na tentativa apenas riscou levemente a bochecha de Itachi com a ponta de uma de suas garras, pois o braço de defesa era o que estava imobilizado. Ainda recompôs-se e atravessou a katana em um dos olhos vermelhos do inimigo, que se afastou repentinamente. Já que não sabia a forma de derrotá-los no momento, Itachi impediria que o notassem, mesmo que para isso, tivesse de acabar com todos os sentidos de tais criaturas.
Entreolharam-se uma última vez, não era preciso uma palavra sequer para que entendessem o que pairava na mente de ambos. Para cobrir maior área, colocaram-se de costas um para o outro, protegendo-se mutuamente.
– Não se esqueça do que lhe ensinei... Nunca baixe a guarda. –o moreno sussurrou para que só a rosada escutasse.
– Hai. –consentiu, era quase impossível não se sentir tensa em uma situação como aquela.
Sasuke brandiu a katana, porém o monstro não se intimidou em instante algum. Então o Uchiha acertou-lhe manejando-a de um lado ao outro habilmente, formando um número oito deitado com a sequência deferida. Assim como o esperado, o adversário recuou, mas logo como se ficasse mais resistente, encarou-o de frente com os mesmos olhos vermelhos vazios.
Sakura por sua vez, inspirou fundo, para em seguida tomar impulso e fincar sua pequena lâmina em uma das patas do bicho, enquanto o mesmo grunhia recompôs-se e deferiu um chute alto com a perna que continha a fenda do quimono. Aplicou o máximo de força que pôde, o que não era o bastante para derrubar aquela criatura que era bem maior do que ela própria.
– Vamos tentar a cabeça, vou lançá-la sobre este. –Sasuke gritou, de forma que a Haruno só teve tempo para tirar sua própria espada da criatura, para então apoiar-se, pisando sobre as mãos unidas de Sasuke, que lhe empurraram para cima, em direção ao inimigo que antes era combatido pelo Uchiha.
A rosada caiu sobre suas costas e teve de se segurar em sua superfície, incomodada pelas pequenas pontas que aquela região continha, ainda assim segurou a espada com uma das mãos e enfiou-a até o talo na cabeça do ser, que pareceu enfim amolecer-se e deitou no chão.
O moreno não ficara para trás e golpeara o que antes enfrentara sua parceira com tal precisão, que o decapitara. Mais uma vez se uniram, olhando-se atentos, mas o sossego não durou muito, pois o monstro que Sakura derrubara reergueu-se enquanto o outro, teve uma cabeça ressurgida enquanto no chão, sobraram apenas as cinzas.
Naruto por sua vez, investia com sua katana com tanta determinação quanto se esperaria do próprio, porém em um de seus golpes acabou sendo driblado pela criatura, que fez uso de suas asas negras para sobressair ao impasse do loiro, atacando-o em seguida. Sem tempo de desviar, o Uzumaki foi acertado, com o peso, o mesmo acabara ultrapassando o painel de papel e madeira que revestia a sala, “voando” para o lado de fora do palácio.
Naquele momento, duas moças cruzavam àquela área que cercava a casa principal do palácio. Hinata tinha se afastado, mas Hanabi e sua impulsividade as levaram de volta até ali, a caçula não se conformava de ter abandonado o pai, embora no fundo a mais velha soubesse, ou melhor, sentisse que Hiashi já não estava mais entre elas.
– Agora está chovendo samurais! –a menina exclamou surpresa.
– Ai... –Naruto soltou um gemido, a armadura não amortecera em nada a sua queda.
– Estás bem? –indagou a voz doce e suave da princesa.
Assim que o loiro levantou os olhos para si, Hinata teve a impressão de que o conhecia, então lembrou-se de quando, ainda noiva de Uchiha Sasuke, um samurai dos Uchiha ficara na prontidão e oferecera sua vitória contra Akasuna Sasori á ela. O Uzumaki, no entanto ficara confuso mesmo sem reconhecê-la:
– Oh não! A queda foi pior do que imaginei, então assim são os anjos que nos aguardam no céu? Ou a qualquer momento irá mostrar sua verdadeira face infernal?! –o ar assustado nos vívidos olhos azuis lembrava o de uma criança indefesa.
– Baka! –Hanabi gritou-lhe. – Mas é claro que não morrestes! Apenas caiu aqui como um pássaro que feriu suas asas e á propósito, por que caiu assim? –nesse momento, ambos se surpreenderam com o som da criatura, que perseguira o loiro até ali.
– Aaaaaah! –as garotas gritaram.
– Pare de assustá-las sua aberração! –gritou erguendo-se, se antes a coragem já lhe dominava, agora a determinação expressava-se ainda mais em seus olhos azuis.
...
Fugaku correu em linha reta, cortando quem estivesse em seu caminho com sua katana. Seu maior objetivo era chegar até o irmão, que permanecia intacto á frente de todo àquele espetáculo de horrores.
– Faça-os parar Madara! –proclamou em tom de ordem, quando já estava á uma distância próxima.
– Ou o quê? Não me faça rir Fugaku, você não tem condições de me enfrentar. –afirmara convicto.
– Não tenha tanta certeza quanto á isso. –então partiu para cima do irmão e investiu abertamente contra o mesmo, Fugaku parecia cego diante do ódio que tinha por Madara, de modo que nem tomara a precaução necessária em seu golpe, permitindo que o outro esquivasse facilmente, revidando em seguida com um murro na face, que provocou a queda do caçula.
Mesmo á distância, Sasuke assistira a cena e apesar de estar confrontando um dos monstros, recebeu um olhar de consentimento de Sakura. Logo, tomou á frente do pai, disposto a combater frente a frente o tio:
– Por que não acertamos as contas de vez titio? –indagou.
– E a cada hora me aparece uma piada mais engraçada! –gargalhou. – Seu gatinho assustado... Quem pensa que é para me afrontar assim?
– Todos aqui temos motivos para querer acabar contigo e eu sou apenas mais um deles, a diferença é que eu posso derrotá-lo.
– Sério? Tente. –provocou.
– Sasuke pare com isso, ele é meu inimigo! –ordenou Fugaku se recompondo.
– Cuide de okaa-san e ajude os outros. Se esta for a hora de pagar pela minha ingenuidade, então o farei. –disse isso e, em seguida nem pôde ser contestado novamente, pois o mesmo partiu tirando sua katana da bainha.
– Um último apelo... –o pai caminhou em sua direção, colocando sua própria espada na mão livre do filho. – Acabe com esse desgraçado, meu filho. –então de súbito afastou-se, para liberar Mikoto de seu trono.
– Que cena mais comovente, é uma pena que terão de continuar isso na terra dos mortos.
O sobrinho dessa vez não retrucou, estava focado e embora não houvesse descoberto a chave para derrotar o tio sabia que não poderia desistir. Tinha de fazer isso pelos inocentes que foram feridos, pelos amigos que também lutavam naquele mesmo instante, para revalidar sua honra com o pai, vingar os ferimentos de Itachi e também, por ela, afinal de outro jeito não poderiam viver em paz.
Madara posicionou sua corrente com foices, girando-as em torno de si para então lançá-las sobre o outro, que bloqueou a primeira com uma das katanas, desviou com um salto da segunda, jogando contra ela sua própria arma secundária.
Rápido como um vulto, aproximara-se do inimigo e investira com a lâmina, porém Madara a bloqueou com a própria corrente. Sasuke ainda permaneceu forçando-a contra os elos de metal como se pudesse rompê-los, enquanto os olhares de um pairavam sobre o outro. Separaram-se subitamente, o mais novo recuperando sua segunda espada do chão.
Novamente, o tio começara a girar suas foices, contudo dessa vez de uma forma ainda mais veloz, e em direções distintas, pois enquanto uma pairava no braço erguido, a outra era movimentada de forma rasteira. Com a distância entre eles cada vez menor, Sasuke sabia que mais cedo ou mais tarde, seria inevitável encarar as lâminas afiadas de perto, mas de fato resistiu o máximo que pôde, ora utilizando ambas as espadas, ora se locomovendo ligeiramente, no entanto quando saltou para evitar uma queda, esqueceu-se da outra foice e esta acertou-lhe o braço esquerdo através da abertura de sua armadura.
A katana que Sasuke segurava com aquela mão foi ao chão e mesmo sem emitir nenhum som, suas feições expressaram a dor.
– Desista Sasuke. –Madara disse convencido.
– Não mesmo! –grunhiu determinado.
...
– Sasuke está lutando contra Madara sozinho! –uma voz que Itachi identificou se tratando de Obito gritou.
Admirou-se com a coragem do irmão tanto quanto se sentia culpado. Ele não fora incapaz de descobrir o ponto fraco de Madara através dos pergaminhos, no entanto ainda assim, o irmão não se acovardara, enfrentando o pior dos inimigos cara a cara. Decidiu então que aquele era o momento em que as situações se invertiam: Sasuke sempre fora o caçula, aquele se inspirava e seguia seus passos, mas agora era o irmão que tomava o lugar de líder e cabia á si, apenas acompanhá-lo e por hora, aquilo significava destruir àquelas criaturas horrendas. Já havia desfigurado, arrancado olhos e membros, mas não importava o que fizesse, eles continuavam se erguendo como sombras de quem deixara a vida com situações mal resolvidas.
Foi então que reparou melhor ao seu redor, lembrando-se da simples folha que o estranho Lee havia entregado á Sasuke para que os ninjas não o seguissem, e para a sua surpresa assistiu ao garoto de verde destroçar as criaturas. Seus socos e chutes pareciam ter uma força além do normal, e quando o mesmo usara de uma faca pequena para decapitar um deles, diferente do que vinha acontecendo, o monstro simplesmente se deteriorou, transformando-se em cinzas negras.
– Como fez isso? –indagou extremamente intrigado.
– Apenas os derroto com toda a força de minha juventude! –retrucou animado.
– Você sempre fala dessa juventude... Mas o que isso realmente significa? –tinha expressões frustradas por estar diante de uma situação rara, na qual não sabia o que pensar á respeito.
– A juventude diferente dessas criaturas, não contém trevas e enquanto meu coração permanecer puro posso derrotá-las. –respondeu como se tratasse de uma simples questão.
Era verdade que Lee era muito esquisito, porém com algo tinha de concordar: sentia nele um ar incomum, uma alma intacta pelas malignidades do mundo. Uma teoria foi se formando em sua mente, mas só teria certeza se a colocasse em prática. E embora fosse um homem tranquilo, Itachi tentou trazer á tona o que lhe provocava pensamentos ruins... Bem, aquela própria situação com Madara já era desagradável o suficiente, além disso, ver sua família em perigo e sentir-se impotente diante dos conflitos já lhe bastavam de negatividades. Em seguida, procurou imaginar momentos agradáveis: a infância com o irmão e os estudos com Shisui, seu grande amigo.
Quando o monstro aproximou-se, atravessou-o verticalmente com a katana e para sua satisfação, o mesmo se desfez em cinzas.
– Escutem: eles estão se alimentando do ódio e rancor que há em vocês! Concentrem-se nos bons momentos que viveram, só assim os golpes farão efeito. –gritou o mais alto que pôde, enquanto começava a atacar o próximo.
Obito resolvera tentar. Era difícil decidir o que lhe fazia bem, para um homem que sempre viveu pelo clã e pelas batalhas, mas havia algo, ou melhor, alguém que lhe inspirara boas emoções: Rin, uma curandeira que conhecera em uma missão como samurai numa província do leste. O que tiveram fora algo passageiro, porém mais intenso do que qualquer outra experiência de sua vida, nem a vitória sobre os inimigos o satisfizera tanto. Ficara esperançoso ao lembrar-se da mulher, e se felicitara em pensar que poderia encontrá-la novamente, quando tudo aquilo acabasse, afinal a vida poderia não dar-lhe outra chance para fazê-lo. Então dessa vez, quando arremessou uma das pequenas facas no peito monstro, o mesmo caiu como o desejado.
Diferente de Obito, as melhores lembranças de Kakashi estavam justamente no campo de batalha e na infância. Apesar de não ter nascido um Uchiha, todas as suas exímias habilidades aprendera com o pai e este sempre fora seu maior exemplo de lealdade e coragem, a qual adotou para dar o golpe de misericórdia.
– Sasuke precisa de nós Fugaku! –Mikoto alegou preocupada.
– Não. Agora é vez dele. –rebateu firme.
– O que pretende? Deixá-lo só para que seja castigado pelo o que fez?
– Trata-se justamente do contrário, acredito no Sasuke e é por isso que devemos deixá-lo cuidar disso sozinho. –respondeu sincero, como se recuperasse a paternidade sobre o filho mais novo. – Além disso, temos nossos próprios inimigos. –falou cortando desmembrando um deles. A força para isso tirara de seu interior, das melhores coisas que lhe aconteceram na vida: àquela mulher ao seu lado e seus dois filhos.
– Vejo que o gatinho feriu a pata. Por que não deixa de ser tolo Sasuke? –Madara indagou presunçoso como sempre.
– Porque o único tolo aqui é o que comete todas as atrocidades que faz simplesmente para ser aceito. –respondeu entredentes. – Nunca tivera o amor de minha okaa-san, o reconhecimento de otou-san, o poder que sempre almejara... O que é você Madara? Não passa de mais uma dessas criaturas vazias e inúteis. A verdade é que só faz tudo isso na vã esperança de um dia ser lembrado por algo.
– Ora seu pirralho insolente! Como ousa falar assim comigo?! –dessa vez parecia que o sobrinho realmente havia pisado em seu calo.
...
Naruto enfrentava uma árdua tarefa naquele momento. Nunca pensara que seria tão difícil ser o herói para aquelas duas garotas, mas não desistiria jamais, esse era seu jeito, mais do que isso, seu verdadeiro espírito e permaneceria assim, mesmo quando seu corpo fora lançado de encontro ao chão mais uma vez.
A armadura era pesada e dificultava um pouco seus movimentos, porém o manto de um samurai não deveria ser abandonado jamais, de forma que quando sentiu um leve toque na parte que cobria seu antebraço, instintivamente levara a mão para se defender, contudo encontrara apenas olhar surpreso da morena de olhos perolados.
– Não acha que ficarás mais ágil sem esse fardo sobre si? –indagou.
– Carrego esse fardo comigo desde a infância, meu otou-san e o safado do Jiraya-sama me confiaram a armadura desde cedo, é minha responsabilidade. –concluíra sério, enquanto a mesma o ajudava a reerguer-se.
– Não é porque carregas um fardo que não pode dividi-lo com mais ninguém. –sorriu-lhe gentilmente, removendo as braçadeiras da armadura. – Torna o coração mais leve e a mente mais lúcida. –alegou.
E de fato, algo aqueceu no peito do jovem Uzumaki com as palavras e sobretudo, com o sorriso cálido e olhar cheio de ternura daquela moça, tão diferente do que costumava receber e ao mesmo tempo tão familiar... Como sempre se lembrara das feições da mãe: com um sorriso e olhar afetuosos.
A morena afastou-se rapidamente ao notar que o monstro se encontrava tão próximo, mas dessa vez Naruto voltara-se de uma forma diferente. Com os braços realmente mais leves, arrancara a cabeça do ser com um só golpe.
– Parece que de fato, meu coração acaba de ficar mais leve. –sorriu virando-se para suas protegidas, especialmente para a responsável por isto.
...
Após ouvir a instrução de Itachi, Sakura tentou botá-la em prática, no entanto seus ataques continuaram sem surtir efeito algum. A verdade é que não tinha muitos rancores em sua vida, apenas memórias não tão agradáveis de recordar e um amargor especial, por ter se tornado tão distante do que deveria ser. Nascera para ser uma humilde camponesa, casada talvez com um pescador ou lavrador, porém era incrível o quanto a vida brincara com seu destino, transformando-a primeiramente numa criada de confiança e posteriormente, numa prestigiada gueixa.
Seu maior arrependimento era ter deixado as coisas com Sasori chegarem a tal ponto e tê-lo perdido em seguida, porém outro arrependimento ela decidiu que jamais teria: não deixaria de lutar por seu lugar, que não era mesmo em um casebre pequeno ao lado de um agricultor, mas sim ao lado de certo samurai imponente que lhe ensinara a ser mais forte.
Tendo esse objetivo em mente, utilizou dos movimentos que aprendera em seu treinamento, primeiro deu um chute girado e em seguida, estava no ponto cego do adversário, o qual golpeou fatalmente. Aquele momento era ainda maior do que aparentava, Sakura não estava simplesmente vencendo seu arrependimento e medo, mas sim decidida a traçar o caminho que a vida lhe propusera e que a mesma adoraria seguir, era hora de viver a sua história. Para isso, restava apenas um passo e ela encontrou-o a tempo de presenciar o ato principal daquela batalha entre um velho tirano e um jovem obstinado.
Os olhos de Madara encontravam-se ainda mais rubros do que nunca, mas Sasuke não se acovardou, naquele instante tinha a certeza de que faria o necessário para vencê-lo, independente do que fosse.
Madara soltou sua arma e o outro Uchiha limitou-se a imitar o gesto, largando a única katana que tinha em mãos. Um samurai não abandonava sua espada em um conflito, mas não ligaram para protocolos, então quando o mais velho acertou um soco no rosto do outro, ele não pensou duas vezes antes de revidar, dando-lhe um chute no estômago. E Sasuke não parou por aí, avançara novamente, dessa vez realizando uma sequência que o tio defendeu em partes, até não conseguir parar outro chute, dessa vez em sua fronte.
Madara afastou-se ofegando de ira, então num movimento rápido recuperara a katana que Fugaku havia entregado ao filho anteriormente e avançou, Sasuke ainda teve tempo de recuperar a outra espada para si e quando se deu conta, o tio já estava próximo o bastante, tão próximo que logo sentira a lâmina fria deslizar e um líquido quente com gosto amargo lhe subir pela garganta, não, não era apenas sangue ou o sabor da derrota, pois seu maior inimigo caíra também... Ambos ali, dois corpos pendendo com uma espada atravessada em cada um.
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