Dividida.
2 Espionando a duplicata.
P.O.V. Henry.
O seu nome era Loren Gilbert Salvatore. Ela estudava na melhor escola da Califórnia, sua amiga Melissa Jones estava sempre ao seu lado onde quer que fosse. Elas iam ao tal shopping praticamente todos os dias, com a ajuda de uma bruxa eu pude andar no sol outra vez, sentir seu calor sem arder em chamas.
Um dia ela comentou:
—Amanhã vamos ter reunião de família lá em casa. A minha avó Lilian quer me conhecer.
—Pensei que ela estava morta.
—Eu também. Mas, os meus tios, primos de terceiro grau, minha avó paterna, o namorado da prima da minha mãe, os pais dela, a filha dela, o meu tio Jeremy, tia Anna, tia Bonnie, Tia Caroline, Klaus, meus primos Henrik, Hannah e Hope, até a parte da família do Klaus vem na reunião.
—Espera, esse Klaus é...
—O próprio.
—Acha que vai rolar um barraco?
—Claro que vai.
O que seria rolar um barraco?
—Como pode ter tanta certeza?
—Sempre rola. Ainda mais com os originais envolvidos.
—Sei. Então melhor...
—Nos vemos segunda na escola.
—Falou. Tchau.
—Tchau. Boa sorte.
—Valeu.
Decidi falar olá para ela.
—Senhorita?
—Você! Eu te atropelei.
—Sim. Infelizmente.
—Você é vampiro né?
—Obviamente.
—Qual é o seu nome e porque está atrás de mim?
—Sou Henry e estou atrás de você porque você me lembra uma pessoa.
—Sua filha? Sua amante? Sua esposa?
—Minha esposa.
—Você não tem noção do tanto de garotas no mundo que tem o mesmo rosto que a sua mulher.
—Existem mais?
—Uma a cada geração da família Petrova e em casos raros duas em uma geração só. Somos todas fruto do efeito cascata do pecado de Silas e Amara. É só isso?
—O que são esses originais?
—O que não, quem. Eles são os primeiros vampiros do mundo, a origem de todas as linhagens.
—Você os conhece?
—Claro. Um deles sacrificou a minha mãe num ritual profano pra destrancar o seu lado lobisomem e esse cara agora é marido da minha tia e pai dos filhos dela.
—Vampiros podem procriar?
—Em alguns casos. Sou metade mortal e a prima da minha mãe é metade bruxa, metade vampira e os originais podem engravidar vampiras.
—Como?
—Sei lá cara, eles são os originais. Eles funcionam diferente, são mais resistentes que quase todos os outros.
—Eu gostaria de conhecê-los.
—Melhor não. Se você gosta de viver vai ficar longe deles.
—O que quer dizer rolar barraco?
—Quer dizer que vai ter briga. Daquelas com muita pancadaria e sangue.
—Interessante.
—A quanto tempo você foi... transformado?
—400 anos.
—E não sabe gírias? Não se adaptou?
—Eu estive dormindo.
—Sei.
—Oi Elenesma.
—Você deve ser a Katherine.
—Perdeu a memória Elenesma?
—Não sou a Elena, sou a filha dela Loren.
—Caramba! Mais uma Roxane.
—Quem é esse sem noção?
—O nome dele é Henry e ele é vampiro que dormiu por quatrocentos anos. Aparentemente a esposa dele era duplicata.
—Sei. Ele já conheceu a sua mãe?
—Não.
—E a prima da sua mãe?
—Não.
—E a Elissa?
—Não!
—Todas essas garotas são...
—Sim. Elissa é a filha dela.
—Uau!
—O que foi tia? Problemas com o Klaus?
—Óbvio. Ele quer o sangue da Elissa.
—Eu já imaginava.
—Sabe que ele vai vir atrás de você não é?
—Claro que eu sei. O Klaus não dá ponto sem nó.
—Melhor você ir pra casa ou a mamãe vai ficar preocupada.
—Aff! Vai se danar tia.
—Eu não sou sua tia. Sou sua ancestral imortal.
—Eu sei! Bom, eu tenho que ir se não a minha mãe vai mandar a tia Bonnie fazer um feitiço de localização e eu estarei oficialmente de castigo.
Ela entrou em outra daquelas coisas.
—Á propósito, isso é um carro!
Loren foi se embora naquele tal carro e notei que haviam luzes na rua, quando a luz ficava vermelha ela parava e quando ficava verde ela ia.
A mãe dela ficou realmente irritada com a sua demora.
—Onde você estava menina?! Eu aqui pensando que o Klaus tinha pegado você! Você sabe que aquele híbrido doido quer seu sangue né?
—E o seu também.
—Sou vampira. Meu sangue não presta pra ele.
—É mesmo. Foi mal, esqueci.
—É uma cabeça de vento mesmo. Mas, porque essa demora?
—O vampiro que eu atropelei no dia do acidente.
—Ele te fez alguma coisa?
—Não. Só ficamos conversando. A esposa dele era duplicata por isso ele fugiu, acho que ficou com medo ou confuso.
—Graças á Deus né? Ás vezes ser duplicata tem suas vantagens.
—Como o fato de todos os caras me amarem e quererem me namorar? Me proteger e coisa e tal?
—É.
Uma voz de homem disse:
—O encanto da duplicata Petrova continua forte.
—Klaus. Onde está Caroline?
—Tirando as crianças do carro.
—Vá ajudar a sua esposa seu sem noção! Ela só tem dois braços e vocês tem três bebês.
—Klaus vem cá ajudar!
E pouco a pouco a casa foi ficando cheia. Haviam carros e mais carros estacionados na rua. Esses carros eram de várias formas e modelos diferentes.
A tal Katherine desceu com uma criança no colo que eu imaginei ser Elissa. Ela estava acompanhada de um cavalheiro que abriu a porta do carro para ela sair.
—Obrigado amor.
—Sempre que precisar.
Quando o cavalheiro encontrou o tal Klaus o diálogo entre os dois foi tenso e breve.
—Boa tarde Elijah.
—Niklaus.
—Vejo que trouxe a sua... namorada.
—E a minha filha. Á proposito Katerina é minha noiva.
—Bem vinda á família vadia.
—Niklaus!
—Não, tudo bem. Sei que o meu passado me condena, mas você também não pode apontar o dedo pra mim! Você matou a minha família inteirinha! E matou a minha Nádia! Você a deixou morrer!
—Mas, agora você tem outra filha para substituir a que perdeu.
—Ninguém jamais substituirá Nádia. Como você se sentiria se os perdesse? Seus filhos, sua esposa e tudo o que lhe é mais querido?
—Calma gente. Calma. Pelo menos uma vez vamos terminar o dia em paz.
—A menina tem razão. Devemos manter a calma.
—Você é um zero á esquerda Elijah. Você sempre foi, bonzinho demais, bonito demais, perfeito demais. Talvez devesse aprender a se defender.

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