Dividida.
3 Líder de torcida.
P.O.V. Henry.
Acho que nunca vou entender o motivo, o objetivo deste grupo ao qual ela pertence e porque diabos todos a acham tão importante por causa disso.
E ouço uma conversa entre ela e a amiga.
—Estou tão empolgada para o acampamento de amanhã.
—Eu também. Só treinos e nada de aula de matemática por três meses.
—Oba!
Os uniformes delas eram vermelhos. E lia-se: Sharks em letras garrafais.
—Temos que atualizar o uniforme.
—Tá atrasada linda. Saca só.
—Que lindo. Você que fez?
—Foi. Eu desenhei e a minha ancestral vampira me ajudou a costurar.
—Caraca! Você é demais.
—Sou nada. Todos os dias sou confundida com umas quatro garotas diferentes.
—Deve ser chato.
—Você nem imagina.
—Katherine?
—Não. Você deve ter me confundido com outra pessoa.
—Sou eu Katherine.
—Eu não sou a Katherine.
—Qual é?! Sou eu o Tom!
—Eu não sou a Katherine! Eu sou a descendente dela Loren!
—Espera, Katherine teve um bebê?
—Sim. O nome dela era Nádia Petrova e agora ela tem mais uma filha Elissa.
—Sei. Me desculpe.
—Tá. Sem problemas.
O rapaz saiu andando.
—Peraí, eu já venho.
—Ta.
Ela veio na minha direção.
—Quer parar de fazer isso?! Você acha que eu não percebo que está atrás de mim o tempo todo, todos os dias?! Eu vejo tudo, só finjo de besta.
—Queira perdoar.
—Vai arrumar o que fazer cara. Se liga.
Loren voltou pra junto de sua amiga.
—O que foi?
—Ele tá sempre atrás da gente. O tempo todo.
—Jura?
—Juro.
—Como você faz isso?
—Isso o que?
—Percebe essas coisas que ninguém mais consegue.
—Meus pais são vampiros Mel, e eu sou metade vampira.
—Caraca! Poderosa ein amiga?
—E você só percebeu isso agora?
—Infelizmente nem todo mundo tem sentidos sobrenaturais.
—É. Será que o rapaz do ônibus não vai chegar hoje?
—Ele só vem amanhã. Bom, melhor irmos pra casa, fazer o dever e arrumar as malas.
—Pois é. Amanhã vamos viajar dois dias e duas noites.
—É. Odeio dormir sentada.
—Eu também, mas temos que nos sacrificar pelo time.
—O time nem vai estar lá, apenas as líderes de torcida de todas as escolas do país.
—E o campeonato?
—Estamos ensaiando a coreografia á meses Mel, vai dar tudo certo. Você vai ver.
—Não dá pra você ajudar a gente?
—Estou a ajudando. Bolei a coreografia, ensaiei com vocês, ajudei a contar o tempo e tudo mais.
—Estou falando de usar as suas habilidades especiais.
—Não. Isso seria trapaça e se ganharmos temos que ganhar por mérito próprio.
—Por favor.
—Não. Nananina não.
—Mas...
—Não.
—Ah! Como você é chata! Você e suas regras idiotas.
—São as minhas regras idiotas que me impedem de abusar do poder que me foi dado pela natureza e de perdê-lo.
—Perdê-lo?
—Pois é Melissa, a magia tem suas regras e todo feitiço gera consequências. Feitiços são como escolhas, só que mais poderosos. Estamos lidando com o poder da terra, dos espíritos ancestrais. Cem bruxas mortas tem mil descendentes vivas e a coisa com as bruxas é que elas se importam com os delas.
—Como assim?
—De onde você acha que vem o meu poder? Ele vem da terra e das minhas ancestrais mortas.
—Cem bruxas mortas tem mesmo mil descendentes vivas?
—Sim.
—Bruxas são como coelhos!
—Por ai. Só que menos fofinhas.
—E fadas?
—O que que tem as fadas?
—Elas existem?
—Sei lá, vou perguntar pra tia Bonnie.
—Sim querida. Elas existem, mas fadas se ofendem facilmente e não é bom ofender uma fada.
—E elfos, duendes e coisa e tal?
—Também. Duendes gostam de pregar peças nas pessoas e elfos são tão doces que te deixa enjoado. Tome menina. Fiz pra você.
—Isso é o que eu acho que é?
—Verbena pura. E eu trouxe pra vocês fazerem chá.
—Valeu tia. E a tia Caroline?
—Tá lá né? Coitada, daqui a pouco a família original manda a saúde mental da sua tia pro saco.
—Nem me fale. Aquele povo vive se matando. Literalmente
—Sei. Loucura.
—Loucura não. Caos total.

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