Distâncias

1 Atravessando o Anoitecer 1/2


Notas iniciais
Bom... Fazendo essa fic pra por no lugar de "Ela é demais pra mim", agora, você se pergunta :

Por que?

Por que tava uma merda. Então eu apaguei e comecei essa.

Well, enjoy it!

~FLASHBACK ON


Incontáveis pegadas se encontravam formando um longo caminho pela neve. Era inverno em Namimori, normalmente, fazia bastante frio, à ponto de nevar e deixar tais temperaturas negativas. Logo à frente, andavam um ao lado do outro, Sawada Tsunayoshi e Miura Haru. Neve encharcava as árvores e plantas ali existentes, criando um lindo cenário, com sua indescritível beleza. O céu estava azul, com algumas poucas nuvens, e os postes, assim como as árvores, encharcados por neve, o tempo tinha um ar agradável para sua estação do ano, podiam-se ver lindas montanhas longe dali e também um pequeno riacho por ali passando, com sua incessável correnteza que fazia um quase inaudível barulho, mas, confortante.



Era realmente difícil andar sobre aquela espessa camada de neve, tinha-se de arrastar os pés nela para fazer tal coisa, à medida que andavam, era como se afundassem mais e mais. Abaixo dessa espessa camada, passavam várias coisas despercebidas, como pedras, gravetos e afins, Haru acabou topando com um desses.



– I-Itai! — gemeu de dor ao chutar algum empecilho escondido abaixo da neve, quase caindo, mas, o garoto ao seu lado impediu isso ao segurá-la. Uma fumaça esbranquiçada saiu pela boca de Tsuna, devido ao frio, quando respirava-se, isso acontecia. Enfim o Sawada a soltou, fazendo os dois olharem para o riacho que corria à sua frente. Um silêncio ali se estabeleceu, era possível ouvir a respiração um do outro, apenas admiravam a paisagem, um lindo riacho e um pôr-do-sol à sua frente, Tsuna tinha um olhar admirador para tal coisa, a maioria das tardes frias em Namimori eram assim, ele adorava esse tipo de clima. Haru olhou para ele e sorriu, seus cabelos castanhos, mesmo que presos à um rabo de cavalo, esvoaçaram-se ao vento.



~FLASHBACK OFF



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– Estamos indo para um jogo de Baseball, Giants contra Namimori! — disse Hana, melhor amiga de Sasagawa Kyoko, alegre. — Se fosse possível, eu preferia ver os Carps jogarem.



– Poderíamos encontrar várias celebridades em Tokyo como Sakurai Honoka! — Ryohei disse, num tom triste. — Eu adoraria conhecê-la. — amassava uma frágil revista, devido à frustração. Era irmão mais velho de Sasagawa Kyoko, estava rodeado da bagagem de seus colegas, na estação de metrô de Namimori.



– Sakurai Honoka? Eu queria conhecê-la também!



– Hana, estamos finalmente nos entendendo!



– Todos, façam uma fila aqui! — um dos guardas berrou, enquanto o metrô se aproximava, fazendo um irritante barulho quando suas rodas batiam nos trilhos. Logo, Tsuna retirou uma caixinha azul de dentro de sua mochila, olhou para ela sorrindo, num tom de admiração.



Perdeu-se em seus pensamentos, olhando para as pessoas que ali passavam, enquanto Hana falava mais e mais, coisas que ele não ouvia.



~Pensamento / Flashback on


– Estou indo para Tokyo. — disse o Sawada, feliz.


– Viagem escolar? — Haru logo se pronunciou, do outro lado da linha.



– Não, estamos indo ver o time de baseball de Namimori jogar.



– Sério? Quando? — ela levantou-se, ficando de pé em seu quarto.



– Na semana que vem, vamos ficar três dias e duas noites.



– Entendo. Isso é ótimo! Você vai estar por perto, então. — a menina caminhou até sua janela.



– Sim. Falando nisso... Será que podemos nos encontrar?



– Ehh? — ela pareceu assustada, um vento frio invadiu a janela de seu quarto, fazendo seus cabelos castanhos esvoaçarem.



– P-Podemos fazer isso depois que as aulas acabarem! Vou estar livre até as cinco. Gostaria de te ver. Além disso, tenho algo para você. — olhou novamente para a caixinha em sua mão.



– Ok.



– Sério? Não tem problema? — ele perguntou, já esperançoso, queria muito vê-la.



– Sim. Então, o que é esse "algo"?



– Você vai ver quando chegar a hora. — Haru desligou o telefone, fazendo-o sorrir.



~Pensamento / Flashback off



– Mas não vai ser fácil vê-la novamente. — Hana logo se pronunciou, alegre. — Ei, você estava escutando?



– C-Claro que estava!



– Estava mesmo, Sawada!?



Tsuna apenas suspirou e ignorou a pergunta de Ryohei, perdeu-se em seus pensamentos novamente.



"Mesmo que seja apenas um breve encontro, ainda quero vê-la." – pensou, determinado. O metrô enfim parou em frente ao grupo de amigos, foram entrando no veículo, para enfim, ir até seu destino.



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– "Quando eu olho para seu rosto, sinto que estou cada vez mais bonito também." — dizia, uma loira menina em voz alta na sala de aula, lendo um texto do livro de japonês moderno. O professor a observava com certa atenção, já os alunos, alguns prestavam atenção, outros cochilavam, jogavam, desenhavam, liam ou então, olhavam para o nada, pensando em algo distante dali, era exatamente o que a garota de cabelos castanhos no fundo da sala estava a fazer, Miura Haru.



– "Quando penso nela, minha mente fica sobrecarregada de um sentimento de exaltação." — continuou a menina, fazendo os alunos entediarem-se mais. — "Se essa coisa misteriosa chamada amor realmente existe..." — Haru não dava a mínima atenção para o que a menina tanto falava, apenas escrevia algumas coisas em seu caderno, logo, olhou para algum lugar muito distante, observando o céu azul da janela de sua classe.



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Já Tsuna, que estava perdido no azul do céu, para ele, não havia coisa melhor do que sua calmaria, o azul do céu o acalmava, o ajudava a pensar. Enquanto o trem-bala que tinha acabado de pegar depois que descera do metrô, andava sem parar, apenas observava o céu e as manchas brancas que nele continham, as nuvens. Lembrou-se do dia em que Haru aparecera repentinamente em sua casa, aquela garota que ele havia chamado de estranha.



FLASHBACK



Haru chegou atrasada, trazendo a primavera com ela, assim que chegara, era o fim do inverno, e a primavera começara. Fitou a porta azulada à sua frente, tocou à campainha, quando um homem de meia-idade veio atendê-la.



– Meu nome é Miura Haru. Prazer em conhecê-los!a brisa do dia continha um clima agradável, aquele ventinho fresco da tarde. Tsuna, que estava um pouco atrás de seu pai, Iemitsu, olhou para a porta confuso. Quando disseram à ele que uma menina iria morar consigo, pensava que era uma criança, não uma garota da mesma idade que ele! Tentaram preparar sua chegada, mas, ela superou todas as expectativas.



– Droga! — o Sawada fechou a porta de seu quarto, com raiva. — Por que isso está acontecendo comigo!? Por que ela veio para um colégio no fim do mundo!? E ela está morando conosco mesmo não tendo ligação alguma! — se questionava infinitamente.



– Tsuna-san. — Haru abriu a porta do quarto dele. — Sua mãe quer que você desça para tomar chá. — ele apenas fez um sorriso sem graça, por mais que não a quisesse ali, não queria magoá-la. Ela não trouxe só a primavera, mas as tempestades dela também. O vento forte o cegou, e ele não tinha escolha se não aguentar a mudança das estações, ou seja, o humor dela, que, aparentemente, era bipolar.



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– Hã? — o moreno indagou, sem entender. Estavam indo para algum lugar juntos, do qual Tsuna não se recordava.



– Como eu disse, não sei andar de bicicleta! — ele suspirou.



– Suba logo então. — disse, fazendo menção para que ela subisse na garupa da bicicleta, e então, ele subiu no banco e começou a pedalar, enquanto ela apenas segurava a camiseta dele conforme ele ia acelerando as pedaladas.



– Incrível! É tão rápido! — a menina, logo sorriu.



– Vai acabar mordendo a língua se continuar falando.Tsuna corou, continuando a pedalar. Não estava acostumado com uma garota assim tão próxima dele.



– O ar está tão fresco... — Haru falou, sentindo a brisa do vento bater em seu rosto.



– Vou acelerar! — o Sawada ameaçou, logo acelerando mesmo, a fazendo se assustar.



~FLASHBACK OFF



"Nós não éramos namorados na época." — pensou. — "Mas vivíamos na mesma casa. Nós gastamos nosso tempo juntos todos os dias..." Estávamos perto o suficiente.... Dando as mãos o tempo todo... — fez uma cara triste. — "Mas então..." — voltou aos seus pensamentos novamente.



~FLASHBACK ON



– T-Tem algo que quero te mostrar! — ele logo disse, naquele clima frio, á frente de tal riacho.



– Flores de gelo! — a morena exclamou, vendo a beleza das pequenas chamadas flores de gelo formarem-se no pequeno rio à frente dos dois, ocorria em todo o inverno, era realmente lindo.



– É lindo! — sorriu.



– Eu queria te mostrar assim que estivessem congeladas o suficiente. Fico feliz que consegui.



– Obrigada. Mesmo quando eu voltar para Tokyo, nunca vou me esquecer. — olhava para tal paisagem com um tom de admiração.

N-Não volte para Tokyo...

Eh?

Fique aqui comigo, por favor... — disse, vendo Haru suspirar e olhar para frente com um olhar triste. — Não volte. Fica aqui... C-Comigo! — Tsuna corou, pelo o que tinha que acabado de dizer.

~FLASHBACK OFF

A cidade tinha vários barulhos de incontáveis lugares, eram carros, bombeiros, gente falando, rádios, festas e muitos outros. Estavam ainda dentro do ônibus, ansiosos para chegar ao estádio no qual aconteceria o jogo.

– Atenção todos. — o guia turístico chamou a atenção dos passageiros. — Estamos indo agora para o Tokyo Dome, para assistir um jogo de baseball. Mas estamos um pouco adiantados, então, quando chegarmos lá, vocês terão um tempo livre. Apenas uma hora! — parou de falar, dando origem à vários murmurinhos incessantes, que eram as conversas das pessoas. — Estejam de volta às cinco! — sabendo que teriam um tempo livre, Tsuna desesperadamente, pegou seu telefone, procurando na agenda o número de Haru e logo, mandou uma mensagem de texto.

– Estamos indo para o Tokyo Dome agora, mas, teremos um tempo livre até às cinco horas. Podemos nos encontrar.

Haru sorriu ao ver a mensagem, sentia bastante falta dele.

– Então, seria melhor chegar lá primeiro! — disse, animada, correndo para o local onde se encontrariam, perto do estádio.

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– Incrível! Esse lugar é tão incrível! — exclamou Hana, olhando por cima da grade de uma ponte onde estavam. — Olha, Ryohei! Parece que estão gravando um filme lá! — ela dizia feliz, enquanto Ryohei passava mal, olhando para o céu, aquela viagem tinha sido de matar.

– Ei, Sawada! Onde está indo? — meio tonto, fitou o moreno correndo para um lugar que ele desconhecia.

– Depois falo com você!

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Haru saltitava na estação de metrô, visto que tinham muitas pessoas altas à sua frente, não conseguia enxergar quem chegava. Olhou para a sacola alaranjada que tinha em mãos, lembrando-se do que sua meia-irmã dissera pela manhã.

~FLASHBACK ON

– Ainda envolvida nesse negócio de namoro à distância? Ele já deve ter te trocado por outra à tempos, filha! — dizia a garota ruiva na porta do quarto de Haru. Era a filha da namorada de seu pai, Yasuhiro Taeko.

– T-Taeko-chan?

– Qual é o seu problema? Após encontrá-lo, será muito mais solitária. — Taeko tinha implicância com Haru desde que se conheceram, ela nunca gostou da irmã mais velha, e Haru, que não era de arrumar briga, não conseguia se defender e era sempre reprimida. Não queria acreditar no que aquela idiota estava dizendo, amava muito à Tsuna, muito mesmo, duvidava muito que ele a traísse.

~FLASHBACK OFF

Olhou para o relógio da estação, logo pensando : "É apenas um ponto de encontro, então, posso correr até lá."

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Tsuna a esperava, encostado numa placa e olhando para o céu.

"Vou ficar aqui até o último momento." — pensou.

Olhava para os lados e nenhum sinal dela, logo, ficava desanimado.

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Haru corria e corria até não poder mais, logo, gritou seu nome num tom alto, mas, o pequeno ruído em relação ao resto do mundo, perdeu-se no vento.

– Tsuna-kun!

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Tsuna olhou novamente para o relógio, logo se assustando e fitando a garota ruiva em sua frente, Sasagawa Kyoko.

– Então é aqui onde você estava.

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Finalmente a Miura tinha conseguido alcançar o lugar onde ele estava, só que... Era tarde demais.

Lembrou-se novamente das palavras da menina em sua casa mais cedo, entristecendo.

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O Sawada andava pela calçada, ao lado de Kyoko, às vezes, se olhavam de canto. Sorriam.

– Não achei que você viria me buscar, Kyoko-chan. Obrigado.

– Estamos no mesmo grupo depois de tudo. Onii-chan ia ficar nervoso se nos atrasássemos. E... — parou de repente de andar. — Hm...

– K-Kyoko-chan?

– Será que você... — corou. — Quer ser meu namorado?

– O-O que?

– N-Não foi isso que eu quis dizer! Basta agir como ele!

– O que quer dizer com isso? — perguntou, a vendo bater os indicadores um no outro, corada.

– É que... Eu tenho uma amiga que se mudou pra cá depois da escola primária. Quando eu disse a ela que estaria livre no segundo dia, ela queria me ver.

– M-Mas o que isso tem a ver? — perguntou, espantado.

– Por que... Ela está sempre falando sobre como seu namorado é incrível e legal!

– Ehh?

– Então, eu disse à ela que tinha um namorado também... E ela me disse para levá-lo amanhã.

– Mas por que está fazendo isso? Sabe que eu tenho namorada, Kyoko-chan! I-Isso não vai dar certo!

– V-Vamos apenas fingir!

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Tsuna olhava para o chão, desconcertado. Estavam num restaurante pouco movimentado, apesar de ter um número razoável de pessoas por lá. Era verdade que ele já gostara de Kyoko, mas, depois que começara a namorar com Haru, jamais sentira algo por ela.

– Te incomoda tanto? — a ruiva de cabelos curtos indagou.

– N-Não... É que eu... Prometi me encontrar com a Haru às três.

– Não tem problema, eu a disse que íamos embora às duas. — disse, enquanto os dois seguiam a atendente para o lugar onde iriam sentar.

– Entendo. Então está bem.

– M-Mas... Assim que ela chegar, comporte-se como meu namorado!

– F-Farei o que puder!

– E-Etto...

– O que foi?

– N-Nada. — logo, ela corou.

– Mas, você sabe... Por que tem tanta gente aqui no meio da semana? O pessoal de Tokyo é tão desocupado assim? — Tsuna olhava para trás, mas, logo foi atingido com uma bolsa em sua cara, era a amiga de Kyoko passando.

– A-Ah... Kirihime-chan! — a menina a chamou, logo, a morena de cabelos um pouco compridos sentou-se no banco de frente para a mesa. — Deixe-me apresentá-la, ela é...

– Natsuno Kirihime. — a garota a interrompeu. — Prazer em conhecê-lo! Você é o namorado da Kyoko-chan? — referiu-se a Tsuna, que a encarava com uma expressão tediosa.

– Sou Sawada Tsunayoshi.

– Faz quanto tempo que vocês estão namorando? — Kirihime indagou, desinteressada enquanto folheava o cardápio do lugar.

– Q-Quanto tempo? — Tsuna corou.

– É meio difícil lembra quando começou. Ele se confessou pra mim durante um festival de verão. — começou a inventar uma história que brotou em sua cabeça. Mas eu não respondi de imediato!

– Ehh? Você não concordou de imediato? Bem, você é uma fracassada atrasada, Kyoko-chan.

– Sim, eu acho. — Tsuna parecia aéreo na conversa das duas, ele nada mais era que um figurante ali.

– Mas vimos os fogos de artifício juntos.

– Isso é bom! E é romântico se confessar diante de fogos de artifício! — a amiga de Kyoko dizia, empolgada. – E quando você respondeu ele?

– Foi na feira de escola, eu acho. Nós estávamos fazendo um café para a feira e fomos pegar umas maçãs.

Isso realmente era verdade, no início do namoro de Tsuna e Haru. Kyoko passou a gostar dele, a cena então, surgiu em sua cabeça.

FLASHBACK ON

– V-Você me rejeitou por causa da Haru? — indagou, tímido. Tinha se confessado para ela uns dias atrás. Viu Kyoko abaixar a cabeça. — Entendo...

M-Mas, eu...

Não tem problema. Eu desisti completamente, s-sabe, Kyoko-chan... Eu realmente gosto muito da Haru. Mas, eu gostaria de continuar sendo seu amigo.

– M-Mas...

– Posso te pedir uma coisa? Por favor, não diga a Haru sobre isso. S-Sabe... — corou um pouco, vendo a cara triste de Kyoko. — Ela poderia não querer ficar se ouvisse. — Ela veio para o campo totalmente sozinha, eu sentiria pena dela... — Ao ouvir isso, a cara dela se fechou, caminhou á passos largos em direção a ele e acertou um sonoro tapa em seu rosto.

– V-Você está zombando de mim!? — lágrimas começaram a cair sobre a face da ruiva. — Por... Por que você sempre escolheu ela ao invés de mim!?

FLASHBACK OFF

Então, você gostava da Kyoko-chan desde o início? — Natsuno continuou.

– Eu sempre... — corou. — Amei a Kyoko-chan... Sempre. — deu um leve sorriso, lembrando-se da época em que gostava dela.

– Então, vocês fizeram, certo? — perguntou, com um sorriso malicioso e também, os dois corarem.

– Ehh? — disseram, em uníssono.

– Vocês são dois pombinhos, não são?

– Claro... — Kyoko ficou mais vermelha ainda.

Natsuno bebeu mais um gole de seu suco, entediada.

– Isso está suspeito.

– O-O que está insinuando? — Tsuna indagou, logo, olhando para Kyoko, que parecia que iria explodir a qualquer instante. — Estamos namorando, certo, Kyoko-chan? — preocupou-se, vendo que ela suava. — Kyoko-chan?

– N-Nós estamos namorando! E-E estamos fazendo isso também! — pegou uma das mãos do moreno, a pressionando contra seu seio esquerdo. Mas, parece que ela disse isso um pouco alto demais, fazendo várias pessoas olharem para si. Kirihime logo começou a rir, com seu celular em mãos.

– Ei, estamos em um restaurante! — a garota disse, ainda rindo. — Vocês são fofos juntos, no entanto! — exclamou, vendo os dois corarem e Kyoko afastar a mão dele.

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– Até mais, me envie um e-mail alguma dia! — a amiga de Kyoko despediu-se dos dois. Encontravam-se numa estação de metrô, indo levar Kirihime até ela.

– Sim, você também.

Logo, ela entrou no trem, despedindo-se dos dois, acenando. Vendo que a menina ainda olhava os dois da janela do metrô, Kyoko agarrou a mão dele, rapidamente. Mas, quando o trem se foi na escuridão do túnel, viu a pessoa que menos desejava ver naquele momento. Haru, parecia confusa ao ver os dois de mãos dadas em frente à ela.

– Haru...

– Tsuna-kun... — assentiu, com um sentimento de aceitação. — É impossível. — deu um mínimo sorriso, ainda ouvindo o murmurinho de várias pessoas conversando ao redor na estação, era bastante movimentado. — Sentimentos mudam.

– Mas não é... — o Sawada tentou, mas ela o interrompeu.

– Eles realmente mudam. — estavam separados por uma curta distância, pelo vão por onde o trem passava. — Você amou muito a Kyoko-chan. — tentou soltar sua mão da de Kyoko, mas a mesma, a segurou. — Sentimentos mudam. Eu não posso mais fazer isso.

Logo, mais um trem passou, assim como o outro... Dissipando-se na escuridão do túnel...

Continua...



Notas finais
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