Notas iniciais
Bem como eu já disse, prime ira fic, então aceito qualquer dica ajuda, elogio, ou qualquer coisa do gênero.Peço desculpas a Insanity por quase 1 semana de atraso Ç.Ç(PS: Se vcs já não tiverem denunciado a fic antes de terminarem a leitura, leiam as notas finais ok? Ç.Ç)

Abri meus olhos lentamente, encarando a forte luz no teto. No mesmo instante senti como se macaquinhos martelassem a minha cabeça a toda potência.

"Mas que... Onde diabos eu estou?’’

Com um flash de memórias, lembrei-me do ocorrido há horas. Haviam duas tiras de alguma coisa em meu nariz, que supostamente estava quebrado. Uma longa faixa dava voltas em meu tronco, e meu corpo estava com dezenas de marcas roxas e verdes. Bem, ao menos eles não quebraram nenhum braço ou ossos dessa vez, certo? Afinal, sempre deve haver um lado bom da coisa.

Lembro-me que acordei com o doce e sonoro berro da minha mãe atrás da porta, enquanto ela espancava a mesma com tapas e pontapés.

—Perfeito, primeiro dia de aula e eu já acordo nessa sutileza. —Murmurei para mim mesmo, enquanto me levantava ainda sonolento e ia em direção a porta.

Logo quando abri a porta do quarto consegui ouvir os gritos matinais que vinham do andar de baixo do sótão (ou, como eu prefiro chamar, meu quarto), desci as escadas indo em direção a origem do barulho e logo ao virar o corredor vi 3 vultos que lutavam por espaço em frente a uma porta, enquanto os 3 batiam enfurecidos na mesma, gritando coisas como: "Vamos Morgana, por acaso caiu dentro da privada e entalou?’’ ou "Porra Morgana, deixe para brincar de bonecas no seu quarto, caralho.’’

Na verdade não precisaria desse estresse todo se a nossa mãe permitisse que a gente usasse o banheiro que fica na suíte dela e do nosso (mais novo) padrasto, porém nem eu e nem nenhum dos meus outros 4 irmãos tinha permissão para ir lá, exceto a Morgana. Mas não me admira, ela sempre foi babada por minha mãe...

Caminhei tranquilamente e me sentei no chão apoiado na parede, observando os meus irmãos se remexerem naquele bolo humano.

Meu irmão mais velho, Heitor, era um homem de 20 e poucos anos, com olhos e cabelos pretos como petróleo, praticamente o dobro do meu tamanho e sempre com uma expressão séria e cansada no rosto, estava ganhando a guerra com os meus outros irmãos por parte de mãe (outro fato curioso da minha família, todos somos irmãos por parte de mãe, ninguém tem o mesmo pai). Katerrine — Uma jovem de 19 anos, tinha cabelos castanhos escuros, olhos cinzas inteligentes e irritados pelo momento, e o corpo com curvas explicava os vários namorados canalhas que ela arrumava. — E por fim Gustavo — Um ruivo de olhos verdes e pele tão pálida quanto a minha, o rosto marcado por varias cicatrizes que ele arrumara em brigas de bar que ele conseguia entrar, o que só ajudava com o físico musculoso e bruto. E só de você olhar pra ele você não iria querer ficar contra ele em uma briga corpo a corpo.

Finalmente a porta se abriu e de lá saiu uma garotinha de olhos e cabelos castanhos claros que mais pareciam louros, enrolada em uma toalha e com a aparência calma e serena. Nem parecia a minha irmã mais nova, Morgana, a Barbie macabra.

Heitor não esperou que a loirinha terminasse a lenta caminhada e adentrou no cômodo, empurrando-a para fora e recebendo um "idiota’’ como resposta.

Katerrine e Gustavo começaram a bater na porta e a resmungarem protestos por não terem sidos rápidos o suficiente.

Quando todos terminaram seus banhos, eu finalmente tive a paz para fazer minha higiene pessoal e tomar um banho mais rápido do que eu queria. Subi de volta para o quarto/sótão, coloquei a primeira calça que achei pelo chão, uma camisa preta de botões que não me deixava tão magricela e o meu tênis All Star surrado. Deixei meus cabelos pretos bagunçados, coloquei meus óculos de armação fina sobre meus olhos azuis e desci para o primeiro andar para tomar o café da manhã.

Na cozinha havia apenas a minha mãe, Rallary Azevedo, sentada enquanto folheava uma revista qualquer de fofocas e tomava café em uma enorme xícara de porcelana. Ela era uma Morgana em tamanho adulto, a única diferença eram os peitos siliconados em um decote minúsculo e apertado.

—Bom dia — falei baixo. — Todos já foram?

— Já, e trate de comer logo porque já está atrasado — falou seca, dando mais um gole do café. Por fim murmurou — Imbecil.

Comi as “migalhas’’ que sobraram do café da manhã dos outros. Após terminar de comer o meu suposto sanduíche, sai correndo para fora da casa, pegando a minha mochila no caminho.

Sai em disparada para a estação de trem, rezando para o trem das 7:20 não ter passado, e parece que ouviram as minhas suplicas, já que consegui entrar no mesmo quando as portas já estavam se fechando. A viajem fora tranquila, apesar de ter que ir em pé e minhas pernas já estarem doendo pela corrida.

Desci na minha estação e corri para pegar o ônibus que parava a alguns quarteirões da minha escola e que foi mais uma corrida para entrar antes que o portão se fechasse.

Quando finalmente cheguei à escola, cumprimentei o porteiro com um ‘’bom dia’’ e segui para o interior da escola de classe alta Verdadeira Vera Cruz. Corri pelo gramado indo em direção ao prédio 3 (São ao total 3 prédios na escola, cada com cerca de 10 andares, e cheios de salas com a melhor tecnologia que um colégio daquele porte poderia oferecer).

Cheguei ao prédio 3, onde ficava minha turma, 2 ano B. Entrei no elevador e olhei os horários das aulas que ali estava (o que facilitava muito a minha vida), apertei o botão do 6 andar e corri para a sala de Geografia Espacial.

Consegui entrar na sala apenas com uma advertência e fui me sentar do outro lado, onde era mais isolado das pessoas. As aulas passaram normalmente até o sinal tocar, anunciando o intervalo.

Me dirigi as escadas com cautela para que eles não me vissem, subi para a cobertura do prédio que sempre estava vazia, e assim foi na mais pura e tranquila calmaria.

O primeiro toque para o fim do intervalo já tocara e eu me dirigia a porta antes que o segundo toque acontecesse. Quando minha mão estava a centímetros da maçaneta, a porta se abriu e me vi cara a cara com Patrick Wolfe. Uma pilha de músculos em forma de homem, sua careca reluzia ao sol fraco e seus olhos brilhavam com ansiedade. A única coisa que posso dizer sobre ele é que ele é um enorme bebezão em um corpo de lutador de MMA, com hiperatividade.

Ele me agarrou pelo pescoço e me ergueu apenas com um dos braços sem esforço algum, e me jogou contra a parede, ainda me sustentando pelo pescoço.

O ar já faltava e a minha traqueia doía, me debatia enlouquecidamente, tentando me livrar de seu braço, mas obviamente sem sucesso algum.

Com a mão livre ele me deu um soco no pé do estomago, fazendo o mesmo se revirar com a dor. Seus dedos se afrouxaram em meu pescoço e cai de bunda no chão, que ficou dolorida com a queda.

Ele deu um sorriso abestalhado e falou:

—Então era aqui que sempre se escondia, não é? — Ele ficou em silencio por alguns segundos, me encarando, provavelmente esperando uma resposta que obviamente não veio da minha parte. Se existe uma coisa que eu aprendi é que nunca se deve responder o seu agressor. —Bem, eu sempre te procurava pelo jardim, mas até hoje nunca te encontrei por lá — falou distraído, encarando o vazio ao meu lado. Como ele pode ser tão retardado? Voltou a sua atenção a mim com uma cara aborrecida e falou — Você pode ter escapado desse recreio mas a gente vai caprichar na saída, e nem tente fugir. Rabugento!

Deu um chute no meu peito e saiu correndo pelas escadas, que eram o único meio de chegar ali. Me levantei com certa dificuldade e fui para a sala, não queria levar duas advertências no mesmo dia.

As aulas pareciam passar mais rápidas do que deveriam. Logo o estrondo do alarme soou por todo o prédio e os corredores se encheram com o barulho de conversas alheias dos estudantes.

Acabei me atrasando no texto que o professor havia passado e tive que ficar sozinho na sala terminando de copiar o slide. Quando finalmente terminei o bendito texto, guardei todo o meu material e me direcionei a porta da sala, mas a mesma se abriu antes que eu chegasse nessa.

Entraram na sala 4 garotos, todos musculosos e com expressões nada amigáveis, entre eles estava Patrick Wolfe e o ''líder'' de todos eles. Brendon Willian tinha cabelos dourados curtos, dando-lhe uma aparência um pouco mais velha, possuía um par de olhos verdes cor de mar e pele caramelo claro, dando ênfase aos olhos e cabelos. O corpo era musculoso e definido, que era marcado pela camisa xadrez que vestia (nada que se compare a Patrick).

O motivo por nenhum deles ser expulso do Verdadeira Vera Cruz? O pai do Brandon era um dos maiores sócios da escola e por isso nem ele ou nenhum de seus ''fieis súditos'' ganhavam nada mais do que uma leve reclamação pelas barbaridades que eles faziam com os demais alunos.

Fui retirado dos meus devaneios com um belo soco no meio da cara. Cambaleei para trás e recebi um chute no peito, fazendo eu perder o ar dos pulmões e o equilíbrio. Fui de encontro ao chão enquanto os chutes, pisadas e socos começavam a acertar meu corpo. Já havia perdido a conta dos golpes que já havia levado, tudo que sabia é que eu tentava proteger meu rosto o máximo possível. Minha barriga era pisada e chutada em chutes que pareciam vir em fila, porque não havia intervalos entre eles, alguém chutava e dava socos na minha cabeça e rosto, no qual tentava proteger com as mãos (que já estavam doendo e cansadas demais, ou seja, era totalmente falha essa defesa). Enquanto ouvia risadas e piadas como som de fundo, que eram abafados pelos barulhos das bancadas.

Minha visão já estava embaçada e com o lado direito em um tom avermelhado, minha boca tinha um gosto metálico bem familiar, meu corpo já estava dormente e ao mesmo tempo explodindo em dores. Finalmente os golpes cessaram, ainda ouvia risadas e frases ecoando pela minha cabeça e conseguia ver vultos negros em minha volta.

Levei um pisão na garganta, tampando o ar e fazendo a minha traqueia latejar. Mesmo com a visão dificultada consegui distingui que era Brendon pelas cores misturadas da camisa xadrez.

—Parece que hoje a gente acabou mesmo com ele, hein? — disse o louro em tom de humor para os amigos, logo voltando a sua atenção a mim. — Nós estávamos com saudades de você, sabia amorzinho? — Disse em tom zombeteiro enquanto pressionava a minha garganta com mais força. — Você é mesmo patético trombadinha, quando vai finalmente ver que isso não é lugar pra você? Ah, quer saber? Que se foda. Acho que você parece muito cansado sabia? Andou limpando muito vidro de carro em sinal nas férias? — Mais risadas ecoaram em minha cabeça que parecia que ia explodir de tanta dor. —Ou não sei, algum mendigo pegou o seu beco? Se for isso pode falar pra gente amorzinho que a gente dá um jeito nele, ok? — Todos riram dessa suposta tentativa de piada.

Ele me encarou por mais alguns segundos antes de começar a pisar diversas vezes em meu rosto, fazendo ouvir dois ''crecks''. Supus que um creck era meus óculos e o outro meu nariz. Preciso me lembrar de tirar os óculos antes de levar essas surras, óculos não nasce em plantas, sabiam?

Finalmente meu corpo não resistiu e eu acabei desmaiando ali mesmo.

Bem, e foi assim que eu vim parar em um suposto hospital, e não na ala da enfermaria do colégio, já que lá as paredes são amarelas e vazias. Pois bem, consegui fitar a lua que brilhava fora da janela e isso me fez perguntar quanto tempo fiquei apagado. E provavelmente eu ficaria sozinho essa noite, já que eu não vi ninguém conhecido sentado perto da cama.

As paredes do cômodo eram brancas, iguais ao piso de mármore polido. A cama era, sem dúvida, mais confortável e aconchegante do que a minha. Do lado direito da cama havia um criado mudo e encostado à parede havia um sofá, que eu distingui ser bege pela falta de iluminação. Do lado direito havia algumas maquinas com fios ligados a agulhas espetadas em meu braço, e mostravam batimentos e essas coisas que eu vejo em seriados de tv. E falando nisso havia uma maior que a lá de casa pendurada na parede de frente pra cama.

O silencio do quarto foi rompido quando a porta do mesmo foi aberta e de lá entrou uma mulher que sem a menor sombra de dúvidas era linda. Tinha cabelos louros amarrados em um rabo de cavalo, o rosto era angelical e mostrava um fraco traço de maquiagem que só a deixava mais bela. Vestia um vestido curto vermelho, que mostravam as curvas de seu corpo com perfeição, e um jaleco branco por cima do mesmo. Seus olhos eram de um castanho penetrante e sedutor... Ok tenho que parar de pensar nisso, não sou um pervertido.

—Finalmente acordou — disse com um sorriso meigo no rosto. — Sou a Doutora Beatriz e você é Thomy Scalen, certo? — Assenti com a cabeça e murmurei um ''hurum''.

Não estava muito afim de falar, minha boca doía quando eu mexia os lábios e minha cabeça ainda parecia que iria explodir a qualquer momento.

Ela me olhou por um instante e por fim falou:

—Bem acho que você ainda deve estar cansado, não? Acho melhor você dormir mais um pouco, ok? Amanhã eu venho de novo para ver como você está. — Apenas assenti de novo e ela saiu do quarto, me deixando sozinho novamente. Eu não estava com sono, mas não demorou nem 5 minutos para eu pegar no sono novamente, mas dessa vez de um jeito mais... sutil.

Notas finais
Yoo! o/Então, alguém leu essa bagaça toda? Bem se leram, parabéns *-* Eu sei que esse cap. ficou com muita informação pro primeiro cap. e eu expliquei quase nada, mas pretendo desenvolver melhor a história ao decorrer dos cap's. Gostaram? Comentem Odiaram? Comentem Amaram e querem casar comigo? Comentem Estão querendo que eu corte os dedos para nunca mais escrever algo do topo? Adivinhem? Comentem ok? Ç.ÇComo já disse aceito criticas e coisas do tipo.