Disintegration
7 Lágrimas
Notas iniciais
A tarde se passou com mais alguns atrativos, mas a maioria eram opcionais, então eu pude ficar descansando no meu quarto a maior parte do tempo.
Os meus colegas de quarto quase não apareceram no dormitório, me dando assim total privacidade para ler o meu livro em paz. Até que aquela viagem não estava sendo tão ruim assim.
Ao passar do tempo comecei a ficar entediado e com fome naquele quarto, já eram umas 18:00h, então a fogueira já devia estar sendo armada. Decidi por fim tomar um rápido banho e trocar de roupa para ir para a fogueira.
Depois do banho morno vesti uma calça preta justa e uma camisa de mangas compridas de um verde musgo, calcei meus chinelos e saí do quarto, o deixando-o sozinho e escuro.
A fogueira ficava bem no centro dos chalés e as suas chamas chegavam a 2 metros. Bancos de madeira foram espalhados em todas as direções, permitindo que os alunos formassem pequenas aglomerações pelo acampamento.
Fora a luz cegante da fogueira o acampamento também era bastante iluminado pelos postes estrategicamente colocados, que eram desligados quando todos se reuniam em volta dela para cantar e assar marshmallow’s.
Me sentei na ponta de um dos bancos que por hora estava vazio. Logo as pessoas começaram a chegar e preencher os lugares restantes. Percebi que boa parte dos alunos ali estavam inquietos, ansiosos.
Logo chegaram instrutores do acampamento juntamente com alguns dos professores que haviam ido para aquela viagem. Eles traziam sacos e mais sacos do doce esbranquiçado e, claro, varetas parar que ninguém queimasse a mão tentando assar um marshmallow.
Mas antes que os alunos pudessem pegar o doce e saciar a fome o diretor do acampamento insistiu em dar mais um dos seus discursos sem graça. Ele era um homem baixinho e com muita simpatia, era comum ver ele andando pelo acampamento ou se interagindo com alunos. O senhor até tentou conversar comigo no ano passado, mas acabou que praticamente ele quem falou na conversa que não demorou nem 5 minutos.
— Boa noite a todos. Eu queria começar esse discurso falando que é um enorme prazer estar aqui em mais um ano com os alunos do Verdadeira Vera Cruz. Já é uma tradição de tempos que o colégio Verdadeira Vera Cruz traga seus alunos para esse acampamento em viagens de lazer... — Ele continuou falando mais algumas baboseiras que eu nem dei muita importância, até que anunciou algo que me deixou com o queixo no chão. — Alguns alunos, juntamente com os professores, resolveram fazer uma pequena festa do outro lado do lago, no qual nós mesmos providenciamos a organização, e que graças a isso os dormitórios ficarão trancados até a meia-noite, que é a hora estimada para que a festa acabe. Lembrando que qualquer aluno pego com alguma bebida alcoólica será convidado a se retirar da festa e será expulso permanentemente de voltar ao acampamento. Com isso desejo apenas uma boa noite e uma boa comemoração.
Os demais alunos começaram a gritar e a conversar entre si e eu ainda estava incrédulo com aquela noticia. Como assim eu seria proibido de dormir até a meia-noite? Isso era uma injustiça com a minha pessoa!
Mas por fim eu não poderia fazer absolutamente nada, já que a maioria esmagadora escolheria a porcaria da festa. Então o que me restava era me entupir de doce até a meia-noite.
Logo começaram a passar as sacolas de marshmallow’s e cada um que se servisse. Quando o saco passou por mim peguei logo uns 6 doces e os coloquei no meu colo, passando a sacola adiante.
A noite foi se arrastando e os alunos a cada minuto ficavam mais ansiosos pela festa, enquanto eu já estava estourando de tanta comida que havia comido naquela noite. Provavelmente eu nem tomaria o café da manhã do outro dia.
Já havia se passado cerca de 1 hora desde o anunciado para que os alunos pudessem ser liberados para irem para o outro lado do lago, onde estaria tudo planejado para que a festa acontecesse.
Ao longe eu vi o grupo de pessoas do terceiro ano, e dentre eles eu reconheci a maioria, mas aquele que mais me intrigou foi o loiro que olhava para algo em sua mão, enquanto todos à sua volta o incentivavam a tomar enquanto nenhum supervisor visse. Por fim ele acabou tomando o que quer que seja com um sorriso de orelha a orelha.
Isso sem duvidas ia dar merda, e eu estava rezando por isso, ver o poderoso Brendon Willian ser pego drogado seria quase como um presente de natal e aniversário juntos.
Logo todos foram se afastando em direção à beira do lago. Ao longe eu ainda conseguia ver as luzes coloridas se movendo parar um lado e para outro, e as grandes caixas de som conectados a uma mesa de DJ. Sem duvidas aquilo seria uma farra só.
Depois que todos os alunos já estavam longe, havia sobrado apenas eu de estudante pelos dormitórios, que infelizmente estavam trancados e sob ordem restrita de que só poderiam ser abertos apenas por alguma emergência, como se o meu sono não fosse uma.
Fiquei sentado na porta do meu chalé por longos minutos. Apenas algumas pessoas rondavam por ali, a maioria nem me notava, e as que paravam para perguntar o do porque eu não ter ido para a festa, eu as respondia que não estava muito afim de festa naquela noite.
Por fim o tédio acabou vencendo e acabei tirando um cochilo ali mesmo, na porta de madeira. Quando eu acordei ainda eram 23:20, o que indicava que eu ainda teria que esperar mais 40 minutos até poder dormir em uma cama macia e quentinha.
Agora o pavilhão estava deserto, e da grande fogueira só restavam as cinzas chamuscadas. Meus olhos ainda sonolentos percorreram todo o local, parando na imagem de alguém que aparecia, meio perdido por ali, como se estivesse procurando alguma coisa. E para o meu grande azar eu consegui ver que era Brendon, e infelizmente foi no exato momento em que ele também me viu.
Ele começou a correr em minha direção, me alcançando em poucos instantes. Quando chegou até mim estava ofegante e suado, os olhos estavam vermelhos, mostrando que Brendon deveria ter usado alguma droga e eu conseguia sentir o bafo de bebida de onde eu estava.
— Eu estava procurando por você — O loiro nem esperou uma resposta e agarrou no meu pulso com certa força, me arrastando para o lado do chalé com bastante relutância minha.
— E..ei pare com isso ou eu vou gri...
Não tive tempo de terminar a ameaça, pois ele segurou com força a minha cintura com uma mão e com a outra agarrou a minha nuca, aproximando-a do seu rosto e selando os seus lábios aos meus.
Não conseguia descrever o nojo que eu sentia naquele momento. O gosto de álcool ainda impregnava a minha boca e os meus lábios estavam doloridos do beijo forçado.
— Me solte agora seu imbecil! — Berrei a todos os pulmões.
Ele me jogou com brutalidade contra a parede e desferiu um tapa no meu rosto.
— Se gritar de novo eu arranco essa sua língua fora. — Falou com tanta frieza que eu preferi não arriscar em gritar de novo, até porque o pavilhão estava vazio e ninguém me escutaria. Então o jeito era fugir daquele maníaco, se ele era ruim sóbrio não queria nem ver drogado.
Em um movimento rápido coloquei o meu pé atrás do seu joelho e o empurrei com toda a minha força, o seu estado alcoolizado também ajudou no tombo de bunda que ele levou, mas não perdi tempo com isso, comecei a correr em direção à mata que ficava atrás dos chalés, sem duvida eu conseguiria me camuflar ali.
Comecei a correr por meio da terra, folhas e troncos, olhando para trás constantemente, vendo a dificuldade em que ele tinha para passar alguns obstáculos, mas até mesmo eu estava tendo dificuldade em várias partes do bosque.
— Thomy, melhor você voltar aqui agora ou vai ser bem pior para você! — Ele urrou em fúria fazendo o som da sua voz ecoar ente as árvores.
Acelerei o passo até achar uma árvore bastante larga, me escondi atrás dela e me agachei, tampando a minha respiração acelerada. Logo depois ouvi os passos pesados do Brendon passando à frente da árvore e passando direto, ao menos era isso o que eu pensava, esperei alguns segundos e sem olhar para trás corri na direção do pavilhão, mas fui impedido por uma mão que segurou a minha camisa e a puxou para trás com força, me fazendo cair.
Senti um chute nas costelas e outro no pé da barriga, e antes mesmo que eu percebesse o corpo dele já estava em cima do meu, seus lábios atacavam a pele do meu pescoço com fúria.
O desespero começou a percorrer o meu corpo com aquele contato, comecei a bater em seu peito desesperado para que ele saísse de cima de mim, mas era inútil, o seu peso era esmagador. Então comecei a fazer a única coisa que veio em minha mente: Gritar.
Comecei a gritar por socorro, mas ele logo tampou a minha boca e sussurrou em um tom mortal:
— Não estou afim de te bater hoje, e aposto que você não está afim de apanhar hoje também, então fique quietinho e receba a sua punição por ter fugido de mim. — Depois de sussurrar isso ele mordiscou a minha orelha ao mesmo tempo em que eu sentia as lágrimas se formarem nos cantos dos meus olhos.
Logo os seus lábios desceram novamente para o meu pescoço e começaram a chupar e dar mordidas levianas naquela região, deixando várias marcas roxas e esverdeadas com facilidade graças a minha pele alva.
— Para... para por favor... eu... eu não quero, por favor...— Minha voz saia falha e rouca graças ao choro que eu fazia esforço pra conter.
—Shh eu prometo que vou ser delicado — Ele me deu mais uma mordida um pouco mais forte no meu pescoço e gemeu baixinho depois daquilo — Você não sabe há quanto tempo eu queria fazer isso.
O desespero foi evidente no meu rosto, como assim ser delicado? Ele não pretendia chegar mesmo a esse ponto não é? Não podia ser, eu tinha que fugir, fugir agora!
Em um movimento desesperado consegui escorregar para fora dos braços dele e me levantei já preparado para correr, mas antes que eu desse o primeiro passo ele puxou a minha perna, me fazendo cair de cara no chão, logo subiu em cima de mim novamente me imobilizando dessa vez.
— Que saber? Esqueça a parte do delicado. — Falou, deixando a raiva aparente em sua voz.
O Willian começou a descer a minha calça com brutalidade enquanto eu tentava subi-la, por fim ele a arriou até um pouco acima dos meus joelhos e depois desabotoou a sua e tirou o seu membro da cueca.
Eu estava de costas, então não conseguia ver nenhuma de suas ações, apenas sentir por seus movimentos. Meu corpo tremia e eu já não aguentava mais segurar o choro, deixando-o cair como cascatas por meus olhos.
— Por favor para, eu te imploro, eu te dou o que quiser, só para por favor...
— O que mais você me daria se tudo o que eu quero é estar dentro de você nesse exato momento? Agora cala a boca e não grite... muito.
Ele posicionou o seu membro na minha entrada sem qualquer preparo ou lubrificação e começou a forçar a cabeça do seu pênis na minha entrada, o que me fez distinguir que era muito groso pois eu nunca senti tanta dor na minha vida! Era uma dor aguda e agonizante, aquilo parecia estar me rasgando de fora para dentro. E quando a cabeça entrou eu não consegui evitar o grito que saiu da minha garganta, ele começou a forçar mais e mais até que com um único tranco colocou todo o seu membro para dentro, o meu grito foi ainda mais alto que o anterior, senti as lagrimas que caiam dos meus olhos aumentarem a intensidade e apertei a terra do chão em minhas mãos para tentar suportar um pouco daquela dor alucinante.
Ele começou a dar trancos descompassados para frente e para trás fazendo seu membro entrar e sair do meu interior. E a cada vez que ele saia e entrava de novo parecia doer ainda mais, e como se já não fosse o suficiente toda aquela dor ele ainda deu uma forte mordida no meu ombro, fazendo o mesmo sangrar.
— Você é tão... apertadinho... Haaa, você está me apertando tanto... isso é tão gostoso... — Brendon levou ambas as mãos para cada banda da minha bunda e começou a aperta-las com força, deixando as marcas dos seus dedos ali.
Eu me sentia um lixo, um verme, um ninguém! Eu não sabia de quem eu sentia mais nojo, dele por ser o mostro que ele é, ou de mim por ser tão fraco e deixa-lo usar o meu corpo apenas como um alivio.
Eu gemia baixinho a cada tranco que ele dava, foi tanta a dor que meu corpo já estava extasiado, quase não conseguia sentir as coisas ao meu redor, as suas bolas batendo na minha bunda, as lagrimas que escorriam por meus olhos, a terra entre os meus dedos, a respiração dele na minha nuca, nada. Parecia que a cada investida que ele dava era uma parte da minha existência sendo levada, talvez até fosse melhor assim, se eu deixasse de existir, ao menos eu nunca mais iria sentir esse sentimento ruim no peito e nem a dor daquele momento tão impuro.
— Haaa... Isso... tá quase, haaaa.
Depois de um gemido ainda mais alto vindo dele senti o seu liquido preencher-me por completo. E finalmente tirou o seu pau da minha entrada, fazendo com que o sêmen escapasse para fora do meu corpo.
Ele se levantou, fechou o zíper da própria calça e logo depois começou a subir a minha com dificuldade, já que eu praticamente não conseguia mexer o meu corpo. Quando ele terminou de colocar a minha calça se levantou e foi embora, mas antes que entrasse na mata olhou pra trás e deu uma “boa noite” e um sorriso, mostrando todos os dentes, como se nada tivesse acontecido. Voltou a cambalear mato a dentro.
Fiquei estirado naquela terra fria, agora de barriga para cima, e encarando a lua cintilante, a única testemunha do meu sofrimento, a única que poderia entender a minha dor naquele momento. Fiquei ali deitado por incontáveis minutos, sentindo todo o meu corpo recobrar o controle sobre ele mesmo enquanto dos meus olhos ainda escorriam lagrimas.
Depois que as lágrimas pararam eu me levantei com muita dificuldade e dor e comecei a andar em passos curtos até o meu quarto. Quando eu cheguei lá todos já estavam dormindo e ninguém reparou na minha chegada ou nem mesmo no meu estado deplorável. Deitei na minha cama, apertei o travesseiro contra o meu rosto e voltei a chorar, não consegui dormir aquela noite, e mesmo se conseguisse, eu teria medo com o que eu poderia sonhar.
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