Notas iniciais
Bem eu sei que demorei de novo e vou explicar isso nas notas finais e aqui só vou falar o básico. Esse capitulo foi algo de última hora, ele não estava nos planos pra fanfic. Eu pensei em escrever ele pra mostrar um pouco mais da família do Tomy, pois eu não acho que eles vão aparecer muito futuramente. Bem vamos as músicas, nesse capitulo eu vou colocar duas músicas: https://www.youtube.com/watch?v=BHRyMcH6WMM https://www.youtube.com/watch?v=FtCIrW9WkPI Uma dica, escutem a primeira música quando o Tomy for no banheiro, e a segunda quando eles forem pagar a conta. Só digo isso e boa leitura.

O resto da semana passou mais rápido do que eu havia percebido, acho que era porque eu passei muito tempo pensando em formas de matar Brendon Willian das formas mais dolorosas e sádicas que possam existir. Já haviam se passado 4 dias desde o nosso castigo no almoxarifado, e a cada dia que passava meu ódio apenas crescia por aquele sobrevivente de abordo.

A ideia de que ele fez da minha vida um inferno só para manter as aparências de bad boy mimado me fazia ficar vermelho de raiva em questões de segundos.

Mas finalmente o final de semana chegou e eu não teria que ver mais a cara dele pelos próximos dois dias, não era lá grande coisa, dois míseros dias já que o ano acabou de começar mais pra mim já é grande coisa.

Suspirei aliviado quando cheguei á frente da porta de casa, finalmente dois dias de paz e sossego já que nesse final de semana minha mãe resolveu fazer uma pequena viajem em família. Pois é, milagres acontecem.

O lugar que a gente ia já era conhecido, uma casa rústica à beira de um lago, o lugar é isolado pois ficava um pouco afastado da cidade, mas não era igual aqueles filmes de terror em que a pessoal só faltava gritar com um alto falante e ninguém escutar, a gente tinha vizinhos, não que eles fossem lá grande coisa, ao menos não pra mim, mas era um lugar particularmente isolado e eu gostava disso.

Demorou cerca de meia hora para que todos já estivessem prontos para sairmos e mais meia hora procurando a porcaria da boneca da Morgana. Eu fui no carro de Heitor, com o mesmo e o Gustavo, e no carro do meu padrasto foram ele, Katerrine, Morgana e minha mãe.

A viajem era de cerca de 1 hora, Gustavo e Heitor passaram quase toda a viajem conversando sobre política, e coisas que passaram no jornal enquanto tocava uma música qualquer em uma rádio aleatória. E eu passei toda a viajem ouvindo música nos fones e olhando a paisagem pela janela. Eu gostava ver a mudança da cidade para o verde das matas. Dava uma sensação de liberdade. Ok to me sentindo um macaco depois dessa, mas você entendeu o que eu quis dizer!

Por toda a viajem eu tentava não pensar em como Brendon era um filho da puta, mas era uma tarefa bem difícil, mesmo com a verdade esbofeteando minha cara eu ainda não conseguia aceitar que tudo o que ele fez pra mim esse tempo todo era apenas por aparência, tipo, se fosse apenas para aparência poderia ser qualquer um certo? Mas não acho que eu iria querer que algum outro passasse pelo o que eu passo na mão daquele sádico mentalmente subdesenvolvido.

A viagem foi tranquila até lá, paramos no supermercado para comprar comida, cerveja, carne pro churrasco, e todas essas coisas, e obvio que eu fiz questão de comprar o maior pote de sorvete de lá, mesmo que eu tivesse que ter feito um pouco de birra com todo mundo olhando pra minha cara só porque o Gustavo não queria comprar, porque era ele quem estava pagando, mas por fim cedeu quando eu me recusei a me levantar do chão do supermercado até ele comprar. E daí se eu parecia a Morgana? O que importa é que agora eu estou com o meu sorvete e isso já basta.

Finalmente chegamos à casa. O ar cheirava a folhas e madeira, o chão na frente da casa estava banhado em folhas secas das estações que se arrastaram, já que a casa não era muito usada, a pintura da porta e da parede estavam descascando deixando o lugar com um aspecto ainda mais antigo, a madeira sob os nossos pés rangiam a cada passo dado em direção a entrada da casa.

— Mamãe eu quero ficar com quarto grande dessa vez. —Disse Morgana ainda na entrada fazendo bico.

—Hoo docinho, você sabe que o quarto grande é pros meninos. E você já tem o seu quarto só pra você.

Ela virou a cara e entrou na sala pisando duro. Mimada é pouco pra essa menina! Quem me dera poder trocar o quarto dela, por aquele ‘’grande’’ em que eu durmo espremido junto com o Gustavo e Heitor.

Entramos na casa que possuía alguns moveis cobertos por lenços por causa da poeira, o chão estava coberto por uma fina camada de poeira marcando os nossos passos, e a casa tava com um cheiro de mofado que me fez tossir. Meu padrasto, Richard, começou a abrir as janelas e tirar os lenços dos moveis, já a minha mãe foi procurar uma vassoura e produtos de limpeza, enquanto eu e meus irmãos fomos guarda as malas em nossos quartos.

Todos os quartos da casa ficavam no mesmo corredor á direita. Eu dormiria com Gustavo e Heitor em um quarto e a Morgana e a Katerrine tinha os delas só pra elas, pura injustiça eu sei, e meus pais ficavam no quarto que tinha a cama de casal, enquanto no dos meninos nós só tínhamos duas camas de solteiros em que juntávamos para caber os três quase caindo pelos cantos.

Chegamos no nosso quarto que era o primeiro do corredor,e adivinha? Mais poeira! Mal entrei no quarto e já sai correndo com a minha crise incontrolável de espirros. Tomei meu remédio e enrolei uma das minha camisas em volta da cabeça pra evitar respirar tanta poeira de uma única vez.

Depois que todo mundo já havia se acomodado nos seus devidos quartos minha mãe mandou a gente parar de vagabundar e irmos ajudar a limpar a casa. Cada um ficou com uma função, a minha foi limpar as folhas secas em volta da casa, ai você pensa, “nossa você se livrou de fazer a faxina pesada.” Ai é que você se engana, porque era muita folha pra varrer e catar. Eu não estava nem na metade e meus braços já doíam e todos já haviam terminado suas atividades na casa.

Estava tão concentrado que nem percebi Heitor chegando por trás de mim, só o percebi quando o Exu me deu uma cutucada forte nas costelas e gritou Bu, eu dei um pulo e quase meti a pá na cara dele que começou a rir até ficar sem ar.

— Que susto você me deu, quase que eu morria aqui idiota! — E fechei a cara pro lado dele.

— Calma ae —Limpou algumas lágrimas que escorriam dos seus olhos e recuperava o fôlego.— Só achei que você ia precisar de ajuda pra termina isso aqui. — E só então percebi que ele estava segurando uma pá igual a minha em uma das mãos.

— Se for assim então eu aceito o seu humilde pedidos de desculpas. — E começamos a varrer as folhas secas e as juntando em pilhas atrás das árvores para o vento não desmanchar. Depois de um tempo varrendo e juntando folhas ele resolve puxar assunto:

— Então, como tá a escola?

— Mesma coisa, as aulas estão ficando cada vez mais difíceis, os professores ainda são os mesmos, e os caras lá da escola ainda ficam me perturbando de vez em quando. — Falei sem muito interesse no assunto, não gostava muito de falar da escola com o Heitor, que na verdade era o único que perguntava.

— Aqueles piralhas ainda estão te enchendo o saco? Aqueles filhas da puta, eles pelo menos disseram o do porque ficarem pegando no seu pé? Se você quiser eu posso dar um trato neles. — Disse me dando um sorriso amarelo como se ele fosse O cara, e eu cai na gargalhada e ele logo em acompanhou.

— Você perde até pra um mosquito quanto mais pra aqueles caras.

— Não, mas agora é sério, se tiver qualquer coisa que eu possa fazer pode contar comigo. Você já falou com o diretor sobre isso? Bullying é uma cosia séria Thomy, você não deve brincar com essas coisas.— Eu conseguia perceber a tensão e preocupação na sua voz e isso estava me deixando desconfortável, Heitor já tinha preocupações demais pra ficar com dor de cabeça por minha causa.

— Eu sei, não se preocupe ok? Agora a gente pode mudar de assunto? Hm... Como está o seu trabalho?

E só foi eu falar em trabalho e seu rosto tomou uma expressão cansada. — Está muito puxado sabe? Mas acho que está dando frutos, acho que pro final desse mês eu finalmente vou conseguir ser promovido. — E eu pude ver um brilho esperançoso brilhar nos seus olhos o que me fez sorrir pra ele. Ele estava tentando essa promoção desde o ano passado e até agora ele só ganhava mais rugas na testa.

— Tenho certeza que vai.

Terminamos de varrer e apanhar todas as folhas pouco tempo depois fazendo piadas e palhaçadas. Eu não me abria muito com as pessoas porque não confiava muito nelas, mas com Heitor era diferente, eu conseguia ser mais aberto, era como se ele fosse uma espécie de anjo sei lá, mas eu não trocaria ele por nada, nem por sorvete, rum.

Jogamos todos os sacos com as folhas no lixo e voltamos pra casa. Nosso padrasto Richard já estava preparando o carvão para o pequeno churrasco, enquanto Morgana arruma os pratos e talheres na mesa e minha mãe preparava algumas refeições básicas na cozinha junto com Katerrine.

—Melhor a gente trocar de roupa, estamos todos sujos e você tem folha no seu cabelo — E o bastardo fica lá rindo da minha cara.

— Eu não estaria se você não tivesse me jogado dentro do último saco de folhas!— Protestei, o pior é que ele literamente me jogou dentro do saco, os sacos eram grandes o bastante para me prenderem lá dentro, ser baixinho é foda!

Entramos pela porta de madeira e o lugar parecia outro, os moveis de madeiras já estavam a vista, o chão e as superfícies que estavam expostas antes estavam limpas e sem poeira, a luz adentrava pelas janelas dando um brilho mais alegre e aconchegante no lugar.

O cheiro suave de comida emanava da cozinha fazendo meu estomago roncar alto o suficiente para que Heitor escuta-se e mandasse-me tomar banho primeiro para poder comer.

Depois de tomar o banho e colocar uma roupa confortável e limpa só foi seguir o cheiro de comida para encontrar toda a família reunida em volta de uma mesa retangular do lado de fora da casa, á beira do lago. Ninguém fez muita cerimônia com a minha chegada, só Heitor que puxou uma das cadeiras pro lado da dele me indicando que era pra eu sentar junto a ele.

O cheiro da carne queimando inundava o ar do ambiente, a luz solar que refletia na água esverdeada do lago e fazia alguns efeitos visuais bem legais nas paredes e árvores em volta da casa, todos conversavam e se divertiam, enquanto eu atacava o meu pedaço de carne como se fosse o último da fase da terra.

Então conversa vem conversa vai até que o assunto começa a se esgotar, então eles apelam pro assunto reserva: EU.

— Então Tomy como anda as garotas? Já ta de namorada? — Pergunta Richard tomando mais um gole na lata de cerveja.

— Garotas? Eu er... Não to namorando ninguém não. Sei lá, acho que ainda sou hm... muito novo, sei lá.

— Muito novo? — Richard quase gritou dando uma gargalhada — Na sua idade eu pegava até as mães dos meus amigos, quanto mais algumas meninas do colegial.

— Na sua idade até eu já tinha pego mais meninas que você. — Disse minha mãe com humor e todos riram, todos menos eu óbvio!

— Mas isso é uma coisa de cada um, não adianta apresar se ele não estiver pronto ainda. — Defendeu-me Heitor vendo o meu desconforto com o rumo da conversa.

—Verdade, ele não pode ter amadurecido tão rápido quanto deveria, só resta esperar. — Disse Katerrine curta.

— Besteira, não tem que ser maduro pra comer mulher, tem que ser homem, isso sim!— Disse minha mãe com escárnio.

Ótimo, aonde tava aquele buraco que tava aqui agorinha? Há esquece, eu cavo outro pra meter a minha cabeça dentro.

—Então Richard, como está lá na firma? Aquele tal de Pablo continua tentando faltar o trabalho com atestados médicos falsos? — Heitor, minha salvação, começou a puxar assunto com o meu padrasto e todos foram voltando a suas conversas de antes, e me tirando da linha de fogo.

Depois de uns 20 minutos de toda aquela conversa, e eu me entupindo de carne, minha mãe dá a ótima ideia de todos irem tomar banho no lago. Claro que eu não ia, odeio tomar banho de piscina, mar, lagoa, rio ou qualquer coisa do gênero, já é um sacrifício pra eu entrar em uma banheira com a água rasa, isso porque quando eu tinha 8 anos o Gustavo falou me ensinaria a nadar, e no fim quase me deixou afogar na praia porque uma vadia filha da puta tava dando mole pra ele, isso me dramatiza até hoje.

Minha mãe, Morgana e Katerrine foram pra dentro da casa se trocar, Heitor se levantou e a tirar a roupa mostrando o seu corpo pouco musculoso mas bem definido, ele estava de sunga então não teve problema ou ficou envergonhado, Richard voltou a mexer no seu churrasco e Gustavo acabou por atender o telefone e se afastou da mesa falando em sussurros.

Não tardou para que as mulheres voltassem com biquínis demasiados curtos. Richard pegou minha mãe pela cintura e lhe deu um beijo caloroso, Katerrine sentou-se a beira do lago e abriu um livro qualquer sobre algum filosofo. Morgana começou a encher as suas boias de braços em forma de patinhos, Gustavo voltou de onde estava e tirou apenas a camisa mostrando o peitoral extremamente forte e marcados por riscos e manchas cicatrizadas e mergulhando de cabeça na água que não me parecia nada convidativa.

Minha mãe pegou Morgana no colo, que já havia enchido os seus patinhos, e começou a entrar cautelosamente dentro do lago ficando no raso por causa da minha meia irmã.

— Tom não vai entrar?— Perguntou Richard virando mais uma das carnes na grelha quente.— Já ja eu vou entrar, a água parece ótima.

— Não obrigado. — Dispensei o convite, e fiquei encarando todos que estavam na água, menos Heitor que ainda estava ao meu lado.

—Ô Tom, cadê o seu celular?— Perguntou Heitor com uma voz suspeita, mas eu não me importei muito.

— No quarto por que?

— Nada não, só não to afim de pagar outro pra você.

—Como ass... — Nem deu tempo de termina a frase e Heitor me puxou da cadeira e me jogou por cima do seu ombro e começou a me carregar em direção ao lago enquanto eu batia nas suas costas e lhe xingava. Ele começou a entrar na água apresado e me levou pro fundo enquanto eu tentava correr de volta pra terra. E o filha da puta ainda teve a audácia de me jogar no fundo.

Eu ainda não sabia nadar então comecei a me debater tentando voltar pra superfície enquanto meu corpo só fazia afundar mais rápido, mas antes que eu entrasse em pânico senti uma mão puxar meu braço e me arrastando de volta pra superfície.

A única coisa que eu vi foi a cara de Heitor com um sorriso, filho duma puta, e foda-se se ela é minha mãe também!

Acabei ficando nas costas de Heitor, com as pernas em volta da sua cintura e um dos braços em volta do seu pescoço para não cair, enquanto a mão livre distribuía tapas e cascudos na cabeça do moreno.

— Ai ai AAi Tomy, para só foi brincadeira, AAAii para de puxar meu cabelo!

Por fim acabei acatando a ordem dele e enrosquei o outro braço também em seu pescoço.— Nunca mais faça isso, você me assustou pra valer. Agora pode me levar de volta pro raso por favor?

— Desculpa, só foi brincadeira. E não, não posso, porque se eu fizer isso você vai sair da água e eu não quero que você saia, então você vai ficar aqui. — Acabei bufando sem ter opções me agarrei ainda mais forte no corpo do mais velho enquanto ele caminhava pelo lago fazendo piadas e algumas brincadeiras idiotas.

Logo Heitor começou a ficar cansado de me carregar pra lá e pra cá nas suas costas, então me deixou no raso e voltou a nadar. Me enxuguei e fui pra dentro da casa trocar as minhas roupas molhadas e tomar outro banho já que a água esverdeada tinha um cheiro meio estranho.

Depois de um longo banho fui pra sala ver um pouco de TV. Chegando lá encontro Katerrine sentada no sofá folheando uma revista adolescentes para garotas, onde a maioria das fotos eram de caras fortes sem camisa e fazendo posses sensuais. Ela tinha a face corada e mordia o lábio inferior discretamente, e os seus olhos analisavam cada pedacinho do papel a sua frente, com um brilho selvagem que dava até arrepios.

— Você deveria parar de ficar vendo essas revistas, você fica parecendo uma tarada olhando pra esses cara desse jeito.— Eu disse já me sentando ao seu lado e ligando a TV procurando algo que me chamasse a atenção.

— E você deveria cuidar mais da sua vida isso sim, e sou mesma tarada por homens como esse. — Apontou pra um homem vestindo apenas uma calça completamente rasgada e botas de borracha pretas, era forte e com o peito definido, os cabelos castanhos claros chegavam á altura dos ombros e estavam jogados pra trás de qualquer forma dando uma aparência rebelde ao jovem modelo, á barba por fazer e os olhos castanhos vagos lhe davam ainda mais um ar de desleixado.

— Ta, ta, tanto faz pra mim, agora fica quieta que vai começar meu filme favorito.

— Sucker Punch de novo? Meu deus você não se cansa desse filme não?

— E você não cansa de ficar babando por essas revistas não? — Indaguei fazendo-a calar-se e voltando a sua total atenção para a revista, marcando a folha do cara que me mostrou e passando mais algumas paginas.

O filme começou e minha atenção foi voltada apenas para ele enquanto eu saboreava o sorvete que eu havia pego instantes antes. Não demorou para que Katerrine fosse se ocupar com outra coisa, e Heitor sentou-se ao meu lado assistindo ao filme comigo.

Logo o céu começou a tomar um tom mais alaranjado e o sol foi de encontro ao seu rebolso no horizonte. Eu observava a enorme bola de fogo se esconder por detrás das árvores e morros daquela região.

— Isso é mesmo bonito não é? — quase pulei com o susto que tive quando ouvi a voz de Katerrine ao meu lado.

Não lhe respondi de primeira, voltei meu olha para a paisagem respirando o ar fresco com um leve cheiro de folhas.

— Eu me sinto em paz quando eu vejo uma paisagem desse tipo — Respondi sem olhar para ela. — Algo que não pode ser tocado pelo homem, algo puro.

— Agora virou filosofo?

— Algo do tipo.— Ela deu um sorriso de canto enquanto se acomodava no para peito da varanda.

— A mãe ta querendo ir pra cidade fazer compras naquela feirinha que tem a noite, você que ir com a gente? — Katerrine perguntou sem se importa muito com a minha resposta.

— Quem vai?

— Eu, a mãe, Morgana e o Richard. E ai você quer ir?

— Eu mesmo não, vocês vão ficar entrando e saindo de lojas e a única coisa que eu vou fazer lá é carrega a compra de vocês.

— Que seja, eu vou me arrumar. — Ela se afastou e entrou na casa com passos tranquilos enquanto o rangido das tabuas lhe acompanhava.

Não demorou muito e o quarteto se encontravam na porta da casa de madeira.

— Nós provavelmente vamos jantar por lá— Começou a dizer a minha mãe para mim, Heitor e Gustavo que estavam do meu lado — Tem comida na geladeira se vocês quiserem, ou podem ir comprar alguma coisa pra vocês, deixei dinheiro embaixo do jarro da cozinha.

— Vamos logo mamãe.— Morgana gritava já dentro do carro com a sua inseparável Barbie.

— Já vamos indo, até mais. — Ela entrou no carro onde á se encontravam os outros três e partiram pela estrada de barro em direção á cidade.

Ainda eram umas 9 horas da noite e o tédio reinava naquela casa. O sorvete já havia acabado e eu estava no sofá passando os canais procurando alguma coisa que me agradasse e Heitor estava sentado na poltrona olhando o celular, e o Gustavo se trancou no quarto e sabe-se lá o que ele esta fazendo.

De repente Gustavo sai do corredor dando um curto ‘’tchau’’ no celular e com um sorriso satisfeito no rosto.

— Heitor que tal sairmos hoje? Tem um barzinho massa não muito longe e eles permitem menores. Que tal? E não é igual aqueles que eu normalmente vou. — Disse ele antes que Heitor questionasse que todos os bares que ele vai sempre tem muita violência e uma música muito pesada.

— Mas já ta tarde, e eu acho que a mãe não vai deixar.— falou Heitor meio indeciso.

— Relaxa, eu já falei com ela, e eles estão indo jantar agora, e é essa hora que o movimento é bom por lá. Fora que me falaram que vai ter uma bandinha massa tocando lá.

— Ta bem eu vou. Você quer ir também Tom?

— Eu não, não gosto de lugar com muita gente. Prefiro ficar aqui sozinho até o pessoal chegar.

— Qual é Tom, você nunca sai, precisa começar a sair mais. Já sei, se você não gostar a gente volta, que tal??

— A gente volta?—Gustavo quase gritou.

— É a gente volta.— Falou Heitor um pouco mais alto do que Gustavo lançando um olhar sugestivo pro ruivo.

— Ho sim, a gente volta, é é, a gente volta.

Semicerrei os olhos pro ruivo que deu um sorriso amarelo. Depois de muita insistência vinda de Heitor acabei cedendo.

Fui trocar a minha roupa já que não estava sujo de nada. Coloquei uma camisa preta sem mangas que ficava um pouco folgada em mim, uma calça jeans também preta que ficava justa em mim, calcei o meu inseparável all star e coloquei meus óculos.

Me olhei no espelho e até eu fiquei surpreso como eu havia ficado, não que eu seja convencido mas, EU TAVA GOSTOSO PRA CARALHO.

Fui pra sala aonde Heitor e Gustavo já estavam prontos me esperando. E quando me viram ficaram me encarando e Heitor até ficou meio boquiaberto, o que me fez ficar vermelho de vergonha.

— Parece que hoje o Tomy tira o atraso.— Gustavo ficou sem ar rindo da própria piada enquanto eu ficava ainda mais constrangido.

— Alguém chame os pedreiros que ele ta um pedaço de mal caminho. — Disse Heitor caindo na gargalhada também.

— Tomy deixa eu tirar uma foto sua pra depois quando eu for no banheiro.

Eu parecia um tomate de tão vermelho que eu tava. Será que a pessoa não pode ficar mais bonito não? Tudo recalke.

— Parem de ficar falando essas coisas pra mim, arg que saber? Nem vou mais, vou trocar de roupa que eu faço melhor.

— Nem pensar, você vai mesmo que corra o risco de ser brutalmente estuprado pelos olhares das pessoas. — Heitor começou a me puxar pra fora da casa enquanto Gustavo trancava a casa com a chave reserva.

Logo estávamos os três no carro pegando a estrada esburacada de barro que levava á cidade. O carro correu cerca de 20 minutos até que paramos em frente á um estabelecimento de tijolos avermelhados com uma placa ao alto da porta que brilhava o nome do bar “A Taverna”.

O bar não era bem como eu havia pensado, não tinha aquela música alta aonde só se escutava gritos do cantor e a guitarra, também não era uma coisa lotada, na verdade era bem calmo e estava razoavelmente cheio, e as pessoas que estavam lá se vestiam formalmente.

Entramos e formos nos sentar em uma mesa um pouco mais afastada da pista de dança onde as pessoas se mexiam pra um lado e para o outro no ritmo da música calma que tocava. Logo uma garçonete veio a nossa mesa anotar os pedidos, e acabamos pedindo duas cervejas para os maiores e uma coca pra mim.

Já havia se passado umas meia hora desde que chegamos ali, Gustavo havia se levantado e foi conversa com uma garota que estava na pista de dança. E Heitor me fazia companhia na mesa, mas eu conseguia ver nos olhos dele que ele também queria ir pra pista de dança arrumar alguma garota para se distrair.

— Você não é nenhum cachorro pra ficar de guarda Heitor, pode ir pra pista se quiser eu vou ficar bem aqui.

Só então ele se tocou que estava encarando a pista de dança a cerca de uns 15 minutos. — Você por acaso já viu quantas pessoas já te flertaram no tempo em que a gente ta aqui?

Eu já havia reparado que algumas pessoas me olhavam mas achei que só era porque eu era novo ali , ou alguma coisa do tipo.

— Pode ir eu vou ficar bem aqui, agora vá logo e pare de ficar babando pela loira que ta dançando ali — Apontei pra loira em que Heitor ficava olhando de instante em instante.

Ele acabou ficando corado por eu saber que ele estava tarando a mulher e por fim se levantou.— Eu já volto, qualquer cosia grite.

E eu fiquei vendo ele se afastar da mesa indo em direção á pista de dança tentando pegar o ritmo da música.

Agora eu fiquei mais atento aos olhares que as pessoas me lançavam, e não eram poucas, e era tanto de mulheres quanto de homens, mas ainda bem que ninguém veio falar comigo já que eu não saberia o que dizer á alguém que tentasse puxar assunto comigo.

Logo comecei a ficar com vontade de ir no banheiro e como nenhum dos meus irmãos haviam voltado resolvi tentar a sorte pra achar o banheiro daquele lugar.

Me levantei e sai abrindo caminho pelas pessoas, fiquei rodando pelo barzinho cerca de uns 5 minutos, e já havia começado a tocar uma música em um ritmo mais sensual que pareceu convidar as pessoas à começarem a se agarrar e eu comecei a ficar meio constrangido em andar por meio daquela suruba até que finalmente achei o banheiro aonde tinha algumas pessoas se agarrando ali também, mas eu apenas ignorei e me dirigi á um dos Box e o tranquei com medo de algum tarado entrar.

Quando terminei fui lavar as minhas mãos e reparei em um cara moreno me encarando. Ele era alto e forte e possuía um olhar febril direcionado a mim, na verdade eu já o tinha visto antes me encarando enquanto eu estava na mesa... Pera ae, será que ele me seguiu? Não, não, deve ser apenas coincidência.

Quando sai do banheiro ainda tocava aquela música e as pessoas ainda se agarravam pelo canto. Dei alguns passos até sentir uma mão em meu ombro que me emburrou pra um lugar vazio na parede, e só quando eu estava preso entre a parede e o corpo forte á minha frente foi que consegui ver que era aquele mesmo cara do banheiro.

Acabei começando a tremer um pouco pela proximidade do maior, não era todo dia que um desconhecido me imprensava em uma parede de um bar aonde ta rolando uma orgia.

— Hey, calma ai, não vou te machucar. Eu te vi naquela mesa com os seus amigos e te achei uma gracinha, a gente bem que podia se divertir um pouquinho o que acha? Você vai gostar. — Ele nem esperou a minha resposta, na verdade o meu fora claro, e tentou me beijar e eu apenas virei o rosto evitando que os nossos lábios se encontrassem enquanto eu tentava empurrar o seu peito inutilmente.

— Então vai se fazer de difícil é? — Ele apenas riu da minha resistência e aproveitou que meu rosto estava virado de lado para atacar o meu pescoço que estava exposto.

Ele começou a dar beijos, mordidas leves e chupões pela minha pele. Aquilo estava muito estranho, eu sei que não deveria estar assim como estou agora mas não consegui evitar que todo o meu corpo se arrepiasse, o frio prazeroso começou a invadir a minha barriga, meu rosto ficou intensamente corado, meus lábios estavam entreabertos e acabei soltando um leve gemido quando ele mordeu o lóbulo da minha orelha.

E do nada meu pênis começou a ficar duro com todo aquele contato, e pro meu azar ele colocou uma das suas mãos em cima do meu membro e o apertou me fazendo gemer um pouco mais alto.

— Ta vendo? Eu falei que você ia gostar.

Ele tirou a mão do meu membro e colocou cada mão em meu rosto e me virou pra encara-lo. Eu estava ofegante e suava frio, eu conseguia sentir meu rosto totalmente vermelho e meus lábios estavam fazendo um bico por causa das suas mãos que pressionavam as minhas bochechas e as minhas se encontravam em seus pulsos tentando desfazer aquele aperto. E dessa vez eu não consegui evitar que as nossas bocas se encontrassem em um beijo calmo.

Ele começou a mexer a cabeça pros lados lentamente enquanto esfregava os nossos lábios ou então sugava os meus uma ora ou outra. Eu estava estático com aquilo, meus olhos pareciam que iam pular pra fora a qualquer momento, então acabei fechando eles sentindo o beijo suave com mais intensidade, e por um momento acabei esquecendo que ali era um cara.

Minhas mãos se afrouxaram um pouco nos seus pulsos enquanto eu correspondia ao beijo timidamente, logo ele tirou as suas mãos do meu rosto e as levaram para a minha cintura apertando um pouco forte aquela região. Ele pediu passagem com a língua e não sei o que me deu mas eu abri a boca e senti a língua molhada e quente adentrar a minha boca, ela se mexia explorando a minha cavidade lentamente e brincava com a minha própria língua que ficava meia perdida nos movimentos experientes daquele desconhecido, até que ambos ficamos sem ar e tivemos que quebrar aquele contato tão prazeroso.

E então eu abri os olhos encarando aquele sorriso vitorioso e as orbes cor de mel que me analisavam, e foi então que eu cai na real, era um homem ali, UM HOMEM!

O empurrei o mais forte que consegui e fugi por debaixo de seus braços enquanto ele ficou meio atordoado com a minha escapatória. Mal dei 3 passos e Heitor saio detrás de um casal e sorriu ao me encontrar.

— Achei você, aonde você tava? Eu falei pra você não sai da mesa... e porque você está vermelho e ofegante? — Ele me lançou um olhar curioso que me fez tremer dos pés á cabeça, e agora o que eu falo? O que eu falo? Ai meu deus, me fudi.

— E...eu tinha ido no banheiro...e... e tinha um casal tran... transando na cabine que eu entrei ai sai de lá correndo... é foi isso, agora será que da pra gente ir embora? Já deve esta tarde e eu to com sono.

— Mas você...

— Sem mais Heitor vamos logo. — E comecei a puxar Heitor pela mão em direção á mesa e olhei pra trás vendo aquele tarado me encarando maliciosamente, e ele ainda teve a coragem de piscar pra mim.

Essa foi pro pouco!!

Procuramos Gustavo pelo salão e o encontramos aos beijos com uma menina que logo saiu quando nos viu, então formos pagar a conta. E como nada é perfeito, adivinhem que veio falar comigo logo quando estávamos quase saindo do bar? Se pensou naquele cara tarado e pervertido que eu nem sei o nome você acertou, e mais ele ainda estava com um amigo.

Ele chegou ao meu lado ignorando os olhares curioso dos meus irmãos e se pós a falar:

— Hei cara, não corre não eu não mordo. — Disse em um tom de voz descontraído. — Se quiser pode ficar mais um pouco comigo aqui, eu te levo em casa depois, er... qual é mesmo o seu nome?

Senti meu sangue gelar, e cada pedacinho de osso do meu corpo tremer, porque isso tinha que acontecer justo comigo?

— Tomy, e eu acho melhor eu ir pra casa com os meus irmãos, mas foi um prazer te conhecer e ate qualquer dia. — Dei ênfase á palavra irmãos, pra ver se eu consegui fazer ele vazar.

Comecei a puxar Gustavo e Heitor, que ficaram boiando naquela conversa, pra fora do estabelecimento o mais rápido que eu consegui, mas eu senti uma mão forte me segurar o pulso, e claro que o infeliz não desistiu, acho que eu não deixei claro que eu não queria nem olhar pra fuça dele.

— Calma ai cara, ao menos me da o seu número.

— Não e me solta. — Tentei puxar o meu pulso da sua mão e ele apertou ainda mais forte.

Gustavo o empurrou e o fez recuar alguns passos. — Solta o meu irmão e dá o fora daqui. — Ele quase rugiu as palavras.

— Ou o que?

— Ou eu quebro essa tua cara de enrustido.

— Essa eu quero ver, um imb...

Ele nem terminou a frase e Gustavo já havia desferido um murro em seu rosto que praticamente o lançou pro chão. Eu fiquei paralisado com a violência do meu irmão, mesmo sabendo que ele frequentava muitas brigas em bares piores que esse.

O amigo do cara foi mais rápido e deu ma rasteira no ruivo que caiu em um tombo no chão enquanto tentava se defender dos chutes que eram desferidos em sua barriga, Heitor também não ficou parado e gritou pra eu ir pro carro e se enroscou com esse carinha dando tempo pro ruivo ficar de pé e receber dois socos cruzados do tarado que tinha me agarrado, meu irmão se encostou na bancada do bar e infelizmente, pro desconhecido, ele fechou a sua mão em uma garrafa de cerveja estourando-a na cabeça do moreno que cambaleou pra trás e nem teve tempo de se equilibra e já recebeu um chute no peito que o fez ir pro chão de novo, enquanto Gustavo aproveitava a oportunidade pra se sentar no tronco do Sr. Tarado e começar a diferir socos em seu rosto.

Sabe aqueles filmes aonde uma pessoa começa a brigar então todo o bar vira uma algazarra? Era exatamente isso que estava acontecendo. Muitos bêbados estavam se atacando por todo o bar, as meninas corriam de um lado pro outro tentando não serem atingidas pelos socos e chutes dos mais bêbados que brigavam com o vento ou a parede.

Logo meus olhos percorreram toda aquela bagunça procurando por Heitor que estava enroscado ainda com aquele amigo do tarado, e me pareceu que ele ate estava aguentando bem pra alguém que sempre era muito pacifico, o outro estava com vários hematomas pelo rosto e mancava, já Heitor tinha apenas um corte no lábio e estava sendo atingido no rosto por socos do outro.

Meu corpo se mexeu sozinho e eu me joguei nas costa desse cara mordendo o seu ombro o mais forte que eu consegui, e só parei quando senti o gosto metálico do sangue na minha boca, e escutei um urro de dor vindo do mesmo. Acabei recebendo uma cotovelada na barriga que me fez cambalear pra trás, ele se virou pra mim com um olhar fulminante. Mas antes que ele me agredisse mais, Heitor deu uma joelhada nas suas costas o jogou pra cima de um bêbado qualquer que estava perto da gente, e o bêbado não pareceu gostar muito do peso que foi jogado contra o seu corpo e lhe deu um soco meio torto mas que mesmo assim o fez cambalear pra outro bêbado que lhe deu outro soco o fazendo ir em direção á outro homem no meio da multidão que brigava e que fez a mesma coisa dos anteriores.

Eu e Heitor puxamos Gustavo que ainda estava em cima do tarado que estava inconsciente e com a face banhada á sangue. E assim saímos do bar que estava em puro caos. Quando finalmente chegamos no carro Gustavo perguntou:

— Tomy agora você pode nós dizer quem era aquele filho da puta?

— É Tomy que porra foi aquela ali? — Perguntou Heitor dessa vez limpando o canto da sua boca que estava cortado.

Suspirei e pensei em contar a verdade, mas nem fudendo eu ia falar que fui beijado por outro cara, então achei melhor deixar essa parte de fora:

— Aquele idiota tentou me agarrar quando eu estava saindo do banheiro, então eu fugi e encontrei Heitor, mas não comentei nada porque não achei que ele fosse vim falar comigo de novo.

— Ninguém mandou você se vesti assim também pra vim em um bar. — Indagou o ruivo.

— Então agora a culpa é minha? — Perguntei indignado.

— Não é sua, mas bem que você poderia ter me falado isso antes, poderíamos ter evitado tudo isso.

— Bem, pelo menos não pagamos a conta. — Gustavo comentou como se aquilo tivesse valido toda aquela porrada.

Finalmente entramos no carro e Heitor que foi o que menos bebeu foi dirigindo. Ele dirigiu com mais cuidado que o normal, ele só havia bebido duas garrafas de cerveja, e a gente só não pegou um taxi porque Heitor estava com medo de deixar o carro dele sozinho por ali depois de toda aquela confusão. Depois de 30 minutos finalmente chegamos.

Tentamos entrar o mais sutilmente possível na casa mas o ranger das tabuas não ajudava nem um pouco nisso, por sorte já era quase 1 da manhã e todos já estavam dormindo.

Nos dirigimos ao nosso quarto, Heitor tirou a camisa polo dele ficando apenas com a bermuda que ele tinha e se deitou em uma das pontas da cama, já Gustavo tirou toda a sua roupa ficando apenas de cueca, e se deitou virado pra parede deixando assim apenas o meio da cama pra mim. Odeio dormi no meio porque sempre sou esmagado pelos dois.

Eu não ia conseguir dormi com aquela roupa então peguei o meu pijama, que era uma calça de moletom e uma camisa esfarrapada, na minha bolsa e fui pro banheiro me trocar e fui me acomodar no pequeno espaço que me fora reservado.

Os dois já estavam dormindo e eu estava igualmente com sono, foi uma noite bastante agitada. Fui engatinhando entre os dois corpos fortes dos meus irmãos e me deixei procurando uma posição confortável.

Sem percebe eu estava me lembrando do beijo que aquele desconhecido me deu. E pensar que o meu primeiro beijo havia se tornado uma confusão tão grande.

Senti meus olhos pesarem, estava quase dormindo quando senti os braços de Heitor agarrarem a minha cintura e a puxar lentamente em sua direção, eu ia retrucar mas percebi que ele ainda estava dormindo , tentei me desfazer daquele contato mas antes que eu conseguisse senti o braço pesado do ruivo ser jogado sobre o meu peito em um abraço um pouco bruto e ele acabou se aproximando de mim, apoiando a sua cabeça no meu ombro.

Senti o meu rosto esquentar com aquilo. Mas que porra, será que eu não posso dormi em paz?

Joguei os braços de Gustavo de volta pra ele, e consegui desfazer o aperto de Heitor na minha cintura. Mas antes que tomasse mais alguma providencia, Gustavo enfiou um dos seus braços por debaixo do meu corpo enquanto o outro ia por cima me apertando em um abraço ainda mais forte que o anterior e me puxando em encontro ao seu corpo , aquilo estava muito estranho, e eu estava muito perto dele até conseguia sentir o seu halito quente e com cheiro de cerveja bater em meu rosto, e logo Heitor se aproximou ainda mais de mim e entrelaçou os seus braços novamente com a minha cintura. Puta merda eu quero dormi!!!!

Tentei serpentear pra fora da cama , mas quando eu já estava na metade da cama Gustavo bufou e me puxou de novo pro mesmo lugar me apertando um pouco mais forte. Que saber? Eu vou dormi assim mesmo nessa porra, são eles que estão me... abraçando... Ai meu deus meus irmãos estão me abraçando! Alguém me socorre!

Não importava quantas vezes eu tentava sair daquela posição sempre acabava voltando pra mesma coisa, ou então pior, como quando eu fui tentar sair de lado pela cama, mas antes que eu conseguisse arrumar alguma posição confortável pra minha fuga, Gustavo colou o seu corpo com o meu me ‘’encoxando’’ e Heitor se mexeu ainda mais pra frente deixando os nossos rostos muitos próximos. Acho que até os meus dedinhos do pé ficaram vermelho depois dessa.

Nem lembro quando eu dormi, só sei que acabei acordando sozinho na cama quando minha mãe entrou no quarto me sacudindo pra um lado e pro outro mandou eu arruma minhas coisas que já estávamos de partida.

Acabei indo pro carro de Heitor com o meu pijama mesmo, eu não tinha coragem de pergunta se quando eles acordaram ainda estávamos naquela posição um tanto... constrangedora.

Mas nem deu 5 minutos de viagem e eu me deixei ser levado pro mundo dos sonhos novamente.

Notas finais
Então oque acharam? Esse foi o maior capitulo que eu já escrevi, quase 7k de palavras, mas eu fiquei com medo de que ele ficasse chato, então comentem, se vocês gostam de capítulos maiores eu posso sempre dar alguns extras nos capítulos. E eu ainda ia aproveitar esse último dia mas ia ficar muito grande. Então, vamos as explicações, pra quem acha que as minha ferias foram moleza estão enganados, minha ferias foram muitos corridas, nem pareceram ferias (T-T) e quando eu voltei ás aulas eu só tive bem dizer 1 semana pra estudar para os testes. E também vem em conta a inspiração, os reviews de Disintegration parecem com uma montanha russa ora vem muitos (nem tantos assim e.e) e outros vem pouquíssimos, por isso eu vou começar a me empenhar cada vez mais para que eu mereça esses reviews que valem ouro, e vocês também podem comentar viu, eu não mordo (só se vocês pedirem Nhamq 'w') E não estou apenas sem tempo para escrever, tenho dois livros que li apenas até a metade, várias fanfics com muitos capítulos atrasados, e 2 fanfics que eu coloquei de molho em acompanhamento e quando eu fui olhar já tinha finalizado. Então sim, estou sem tempo pra nada, mas me esforçarei para postar um capitulo por semana. Então, coloquei esse yaoi ai só pra agradar vocês, ele não ia ter, mas pensei, porque não? Yaoi nunca é demais. E eu tenho uma ótima noticia, próximo capitulo será o pré-lemon hahahaha