Disgusting

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Hello!~ Outro cap quentinho para vocês, espero que gostem :3

– Nathan! Tenho de lhe contar tudo sobre o seu pai! – Scott falava rapidamente enquanto afrouxava o abraço e se afastava um pouco, deixando as mãos nos ombros de Nathan. – Pensámos que nunca teríamos filhos! Eu… Não é que possa ter bebés… — uma sombra de tristeza cobriu os olhos verdes, mas Scott afastou aquela antiga sensação de tristeza sobre a sua incapacidade de ter filhos. – Mas agora temos você! Estou tão feliz! Temos muito que falar!

Layton olhou para o seu companheiro, reparara na tristeza do seu companheiro, mas parecia que a alegria de terem um filho era mais forte que isso. Parece que Nathan teria um grande momento com Scott, o seu loiro tinha um problema sobre ficar calado quando estava tão feliz ou quando encontrava alguém de que gostasse verdadeiramente e lhe interessasse.

Os seus olhos desviaram-se para o seu amigo que se encostara numa parede da sala, lançando olhares de inveja para as mãos que não largavam Nathan, mas, entre esses olhares de inveja e vontade escondia-se uma outra emoção, que Layton suspeitava saber qual era, mas ainda não a queria ver lá tão cedo.

Os ombros de Dimitri ficaram tensos e deu um passo à frente, o íncubo transpirava preocupação raiva. Layton ficou alerta, e seguiu o olhar de Dimitri, até ao seu companheiro e filho. Scott estava arrependido e com medo, enquanto Nathan parecia À beira das lágrimas… O que se passou?

– Eu não sei, perguntei-lhe sobre mãe… — Scott disse-lhe. – Oh não! Layton! Que fiz eu? Lembrei o menino de coisas que não devia!

Scott olhava totalmente arrependido, ele sabia o que se passara, por que razão não sabia ficar calado? Tinha logo de lembrar o pequeno da sua mãe!

O loiro levantou as mãos e agarrou as bochechas do pequeno, encostando as suas testas e enviando-lhe ondas de calma e certo sentimento de culpa pelo que fizera. Ele e nunca entendera porque razão tinha aquele “poder”, como íncubos, podia sentir as emoções à sua volta, como todos os outros, mas ele sempre fora estéril e conseguia partilhar as suas emoções com os outros a partir do toque.

– Me desculpe, pequeno, não era minha intenção… — Scott murmurou, enquanto olhava para Nathan com culpa.

Nathan sacudiu a cabeça, não era culpa daquele loiro, pouco maior que ele mesmo, que Nathan sentisse aquela dor. Inspirou profundamente e sorriu levemente. Precisava ter calma, não sabia como, mas sentia que Scott o estava a ajudar nisso, então, limitou-se a aceitar a sensação de paz que vinha do loiro e mostrou-lhe que o perdoava, não era sua culpa…

Uma lágrima desceu pelo seu rosto, tombando no chão abaixo dele, então olhou nos olhos de Scott.

– Me conte sobre as coisas daqui. – pediu sorrindo levemente, olhando de relance para aquele homem quente que tanto o atraía.

Se queria ultrapassar o que acontecera e viver com o seu pai, não, os seus pais, teria se aprender sobre aquele lugar e sobre o que ele mesmo era, e que só descobrira há pouco, sobre a sua natureza íncubos. Mas, acima de tudo, queria saber mais sobre aquele belo íncubo de olhos verdes tempestuosos, cabelos negros como a noite e braços quentes e protetores que parecia ser capazes de afastar todo o mal que lhe quisesse tocar.

– Claro, venha por aqui! – Scott sorriu largamente e puxou Nathan para um sofá que estava na sala.

Layton sorriu para o seu companheiro que conseguira dar tratar da situação e virou-se para Dimitri, que seguia com os olhos o par que se sentava. Layton deixou o seu sorriso cair um pouco e tomou uma posição séria, estava na hora de ter uma certa conversa com Dimitri, antes que as coisas chegassem a um ponto onde não teria volta a dar.

– Venha ao meu escritório. – ordenou, quando passou por Dimitri, avançando para a divisão.

Sentou-se na cabeira almofadada seu escritório, enquanto Dimitri entrava. Layton olhou para o amigo, indicando-lhe para se sentar numa cadeira na sua frente, enquanto mantinha parte da sua mente atenta à conversa e às reações do seu filho e companheiro.

Dimitri sentou-se olhando para Layton. Ele não queria estar ali, ele queria estar naquela sala, naquele sofá, de preferência, com aquele pequeno e belo menino seguro entre os seus braços. O que quereria Layton naquele momento? O que era mais importante que o seu…

– Dimitri, — Layton tirou-o dos seus pensamentos – Já somos amigos há alguns pares de séculos… Mas, não vou aceitar que ninguém olhe para o meu filho com tal fome no olhar. Nem mesmo você. – levantou a mão, pedindo a Dimitri para não falar quando este o tentou fazer – Você sabe o que aquele menino passou e o que já sofreu com a luxúria dos outros. A não ser que você seja aquele e terei de tomar medidas se insistir em se aproximar dele. Deixei que o confortasse naquele momento mas, se o que tem é só luxúria e vontade de saciar a sua fome, peço-lhe que se afaste. – disse sem deixar espaço para dúvidas na sua voz.

Dimitri olhou para o seu amigo, o seu líder. Aquele que estava na sua frente não era nenhum dos dois, era um pai, um progenitor que protegia a sua cria.

Então, Dimitri foi tomado por uma raiva ardente e uma certeza. Sentia raiva porque, ninguém, ninguém tinha o direito de olhar para aquele pequeno corpo com luxúria, Nathan era seu, quem olhasse muito demoradamente, com algo além de afeto, teria os seus olhos queimados, quem o tocasse estaria morto. Mas também sentia raiva pela simples possibilidade da ideia de que Dimitri magoaria Nathan ter passado pela mente de Layton. Não, Dimitri protegeria Nathan com todas as suas forças, e sentia que arrancaria um dos seus próprios braços antes de tocar naquele pequeno com nada além de afeto e carinho.

Foi nesse momento que a realização veio com a certeza, nunca sentira nada assim, aquela fome por um corpo, junto de uma vontade de se enrolar em torno do pequeno e afastá-lo de todo o mal, enchendo-o de amor e carinho, matando quem o quisesse machucar, e aquela força que o puxava na direção de Nathan, era isso… Nathan era o seu companheiro.

A coisa mais sagrada e importante em todo o mundo paranormal. Companheiros eram sagrados, ninguém se podia meter entre dois companheiros, e, eles eram o que qualquer ser paranormal procurava, todas as espécies podiam viver desde um milénio, assim como os shifters, até à eternidade, assim como íncubos e shifters, quando companheiros acasalavam, o seu tempo de vida era alargado até coincidir com o tempo do que viveria mais, e, sendo imortal, Dimitri sabia que isso era muito tempo para passar sem alguém ao seu lado.

Depois de viver mais de 500 anos sozinho, não iria deixar que o seu companheiro fugisse por causa de um pai protetor.

Dimitri levantou o queixo e olhou para Layton com resolução.

– Não deixarei que me afaste do meu companheiro, serei o último a feri-lo e o primeiro a matar quem o fizer, por essas razões, acho que não se tem que preocupar com uma simples fome ou falta de proteção. – disse rispidamente

Layton olhou dentro dos olhos de Dimitri e estudou as suas emoções, tendo certeza que podia deixar o seu filho com aquele homem. O que Dimitri lhe dissera era verdade, e via que o homem seria capaz de fazer de tudo por Nathan, Layton achava que, naqueles olhos, via o espelho do que as outras pessoas encontravam nele quando o assunto era Scott, sim, podia confiar em Dimitri.

Só esperava para ver o seu amigo cair no amor por Nathan e ficar o coração mole que tinha visto tantos outros ficar e sabia que, ele mesmo, o era em relação ao seu companheiro. Todo o homem caía nos encantos de um companheiro, e era sempre divertido ver até o mais “duro” dos homens passar por aquele caminho…

– Está bem. – assentiu, deixando Dimitri um pouco admirado com a fácil aceitação – Eu acredito em você, consigo ver que é verdade, então não me vou intrometer, mas, se acontecer alguma coisa, me avise e eu ajudarei. — continuou – Pode ir, quando chegar na sala tente falar com Nathan, ele precisa de alguém.

Dimitri assentiu, e quando já estava na porta Layton limpou a garganta, chamando a atenção de Dimitri . Quando se virou, viu um sorriso e um brilho nos olhos de Layton que só apareciam quando o seu amigo estava a tramar algo…

– É verdade… Acho que agora se pode mudar para aqui. – disse sorrindo – E, Nathan deve ficar no quarto ao lado do meu e de Scott, vou fazer com que você fique no da frente. – acrescentou provocativamente.

Dimitri olhou para o amigo e sorriu, parece que Layton tinha tomado a decisão de o apoiar, e era bom saber que o seu velho amigo brincalhão ainda ali estava, mesmo depois de ter tomado a liderança do clã.

Na sala de estar, Scott ria levemente.

– O que se passou? – perguntou Nathan confuso, porque razão estaria o loiro a rir? Ele só lhe tinha perguntado sobre como funcionava o clã… Um rubor começou a subir pelo seu rosto, será que não devia ter perguntado aquilo?

–Não é nada, — riu – Foi o seu pai. – explicou com um certo olhar de atrevimento no olhar – Então, tinha perguntado sobre como isto funciona, não foi?

Nathan assentiu, olhando ainda confuso, mas aliviado por não ser sua culpa.

– Tornando o grande difícil… — começou Scott enquanto se balançava no sofá. – Layton é o chefe, ou se quiser, “alfa”, do clã. Aqui somos todos íncubos, menos alguns companheiros que são humanos, shifters, vampiros… uma total enciclopédia de criaturas paranormais, ao seu dispor. – brincou – os primeiros 3 andares do edifício são uma boate, “Midnight”, e quartos para os clientes que prefiram passar aqui a noite ou queiram um pouco de privacidade. – continuou enquanto parava de se balançar e começava a mexer com as mãos nos cabelos – Os outros 2 andares têm apartamentos para os membros do clã que estão acasalados, os que preferem viver sozinhos e com a sua família, ou ainda não encontraram o seu companheiro têm o seu próprio local nos arredores. Aqui, no penúltimo andar e na cobertura, é o meu “apartamento” e do seu pai, e esperamos que também venha viver para aqui! – finalizou.

Nathan assentia, Scott já lhe tinha explicado sobre os íncubos, e, descobrira que o seu lado demónio devia estar a despertar, o que significava: habilidade de engravidar e apetite sexual. Tinha certo medo da última, não queria que o seu passado o impedisse de viver o presente, mas estava aliviado de que, como era um mestiço, não precisaria de “energia sexual”, vulgar sexo, para sobreviver, poderia sentir-se insatisfeito, mas não morreria, o que significava que poderia levar o seu tempo.

A primeira causava-lhe diferentes emoções, tinha medo, não sabia como lidar com uma criança, mas sentia uma genuína alegria, um filho, alguém do seu sangue… nunca pensou que pudesse ter filhos próprios, pois apesar de tudo, os seus olhos sempre se demoravam demais nos meninos, e sentia mais atração por músculos do que por seios. Mas, como tivera um aborto recente, não engravidaria tão cedo, mesmo que ultrapassasse o problema “S”.

Sabia que ainda devia sentir tristeza pela pequena vida que morrera dentro dele, mas, no seu fundo, encontrava a amargura e um certo alívio de não ter mais nada de Oswald dentro dele.

Nathan suspirou enquanto olhava para o chão da sala.

– Sabe? Suspirar desgasta a alma, porque, para o fazermos significa que algo nos está a fazer triturar os neurónios para tentar resolver um problema, que, ou não tem resolução, ou já foi resolvido há muito tempo… — Scott falou com um sorriso provocante nos lábios, mas um olhar preocupado nos olhos.

Nesse momento, aquele doce cheiro que fazia o seu querer correr até à sua fonte e deitar-se de patas para cima, e mostrar toda a sua submissão e sede de amor penetrou o seu sistema, junto do homem, quente, que entrou na sala.

Aqueles hipnotizantes olhos esmeralda olharam-no com genuína preocupação e um doce afeto, fazendo o seu ar faltar e o seu coração saltar uma batida.

– Ou, talvez, a resposta ao problema só esteja bem na nossa frente, mas nós temos receio de arriscar resolvê-lo com medo do nosso passado… — Scott sorriu docemente, atentando à reação dos outros dois. – “Tem razão, Layton, será interessante…” – segredou com o seu companheiro.

Notas finais
Gostaram? COnfuso? não? ME mandem coments, digam o que posso melhorar :3 Bey~ Até ao proximo~