Disgusting

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Hello leitor!

Espero que gostem do primeiro cap. da fic, admito que foi a coisa mais "pesada" que já escrevi, mas espero mesmo que gostem! >.

Boa leitura.

As cortinas estavam totalmente fechadas, impedindo qualquer raio de luz irromper na escura divisão que era preenchida por lamentos e gemidos de dor.

No sofá da sala estava lançado um pequeno corpo pálido de cabeleira negra, que se contorcia, tentando fugir do toque nojento que o percorria.

- O que se passa Nathan More? Costuma ser uma vadia… Vá, gema para mim! – O homem que abusava daquele corpo murmurava no ouvido de Nathan, com uma voz que oscilava entre a malicia e autoridade.

- Não… Por favor… — O pequeno suplicava.

Era sempre da mesma forma, aquele homem, que devia ser o seu pai e trata-lo como um filho abusava dele repetidamente. Sempre que tentava fugir o homem perseguia-o e fazia ainda pior quando o encontrava. Nathan não conseguia fazer nada contra ele, não sabia de onde aquele homem conseguia tirar a força, mas mesmo sendo um simples humano, e ele um shifter, o seu pai levava sempre melhor sobre ele, com aquela força misteriosa. Era assim, por anos…

O homem bateu nas suas cochas, e com um canivete cortou a camisa de Nathan, começando a fazer pequenos cortes, que sangravam antes de se curarem, no peito do pequeno.

-Ah, por favor, pare… — Nathan gemia de dor, com os olhos fechados.

- Isso, gema! – o homem ria – Oh meu Nathan, se visse o quão bela fica a sua pele tingida com o vermelho… — gemeu em prazer.

“Pare, não faça isso outra vez, eu não quero… Ela vai voltar a chorar quando você for embora, eu não quero… “

Os seus pensamentos corriam desenfreados, enquanto Nathan sabia o que o seu pai lhe faria depois. Sentia-se inútil por não se conseguir opor.

- Venha Nathan, deixe-me ver esses olhos tão belos que você tem! – ele puxou violentamente os cabelos negros de Nathan, obrigando-o a olhar para ele, com os olhos molhados, com lágrimas que ele não queria derramar. – Isso, belos olhos violeta, parecem ametistas… Apetece arrancar e guardar num cofre! – exclamou, passando a lâmina do canivete sobre as sobrancelhas de Nathan. – Vamos, agora faça algo bom!

O pequeno mordeu o lábio inferior, tentando não chorar, quando o seu pai forçou a sua cara em direção ao seu gordo pênis ereto. Ele firmou os lábios juntos, recusando-se a fazer o que aquele monstro queria.

- Ande! Ou quer que quando a sua mãe chegar ela pague pela sua falta de respeito? – raiva faiscou nos olhos do homem.

- Não lhe toque, por favor! – Nathan choramingou, ele sabia que a sua mão só estava com aquele monstro porque ele era o seu companheiro de alma, alguém que , supostamente, foi feito para a completar, a sua outra metade, mas aquele humano não sentia isso, ele só estava com a sua mão por causa do dinheiro que ela tinha dos seus avós que já haviam morrido.

- Então me chupe! – ele ordenou, voltando a pressionar o rosto do menor para o seus pênis.

Nathan abriu a boca e fechou os lábios, deixando que aquele homem jogasse com ele da maneira que quisesse, ele sabia que se parasse antes de o satisfazer, a sua mãe seria a seguinte e ele faria muito pior para ela do que para ele.

O homem movimentou os seus quadris, violentamente, em direção ao rosto do menor, forçando todo o seu comprimento na garganta dele, causando ocasionais engasgos que o pequeno tentava controlar.

- Oh sim, meu doce, bem assim! – O homem gemia enquanto se empurrava fundo e lágrimas começavam a correr pelas faces de Nathan.

Subitamente, o homem puxou-se da garganta de Nathan, e não lhe dando tempo para respirar, virou-o de costas, deixando-o de gatas no sofá da sala, com uma das mãos no seu cabelo e a outra nos seus quadris.

- Agora vem a melhor parte… — sussurrou antes de se empurrar duramente dentro do canal apertado de Nathan, sem o preparar. – Hum… Gema para mim sua putinha! – Puxou os cabelos dele bruscamente.

Nathan escancarou a boca num grito de dor silencioso, doía, doía sempre. Apertou os olhos quando novas lágrimas de dor e humilhação desceram pelo seu corpo.

O seu pai começou a mexer-se duramente dentro dele, não lhe dando descanso, e murmurando palavras sujas ao seu ouvido.

- Oh minha bonequinha… quero marcá-lo como minha propriedade… — ele gemeu lascivamente, reavendo o canivete e cortando a pele das costas de Nathan, que estavam cheias de pequenas cicatrizes, tantas vezes que foram violadas.

Nathan choramingou quando o metal frio cortou a sua pele delicada, as estocadas tornaram-se mais violentas, e ele tinha uma breve ideia de que o seu ânus começava a sangrar.

Os arquejos do seu pai começaram a ficar irregulares e Nathan sentiu quando ele o encheu com o seu sêmen, mas inexplicavelmente, continuou duro.

- Pare, por favor! – Nathan praticamente implorou, era doloroso, era vergonhoso, era nojento… além de estar a ser violado era pelo seu próprio pai!

- Isso, implore para mim. — ele gemeu , continuando a empurrar-se nele.

Subitamente, a porta do apartamento, abriu-se e por ela entrou a mãe de Nathan com ar alegre, afinal chegara mais cedo a casa e poderia estar com o seu filhote, mas estacou na entrada da sala.

Ficou parada como uma estátua enquanto via o seu filhote chorar e implorar, enquanto o seu marido o violava. Nathan abriu os olhos quando sentiu o cheiro da sua mãe no apartamento, e olhou diretamente para ela, suplicando-lhe com o olhar para que fugisse antes que o homem desistisse dele e partisse para ela.

A sua mãe ofegou e dirigiu-se ao marido.

- Pare! Não faça isso com o nosso filhote! O largue Oswald! – exclamou para o marido.

Ele parou e Nathan entrou em pânico quando o sentiu sair de dentro de si e levantar-se no sofá.

- Ou o quê? Ataca-me? – perguntou irônico, com o seu pênis ainda levantado e molhado com sangue de Nathan, que caía no sofá gemendo de dores. – Nunca o fez nem conseguirá fazer, afinal sou seu companheiro, não é assim? – aproximou-se enquanto a mulher tremia fracamente.

Ela nunca poderia fazer nada contra ele, mesmo sabendo o monstro que ele era e o que fazia com o seu filhote, mas o máximo que podia fazer era tentar mantê-los afastados o máximo possível.

Oswald agarrou na camisa da mulher e rasgou-a com o canivete que ainda agarrava.

- Vamos sua cachorra, parou a minha diversão a meio, agora será você, já que o seu filho não aguenta comigo. – Oswald apertou com força os seios da mulher, enquanto baixava as suas calças junto da roupa interior, penetrando-a em seguida.

Nathan estremeceu quando ouviu a sua mãe gritar pela violência com que era estocada.

- Pare, não lhe faça nada, a ela não… — gemeu fracamente, como shifter lobo que era, tinha um forte senso de família, e não aguentava ver a sua mãe sofrer.

- Oh minha boneca, agora está com ciúmes? – Oswald gemeu para ele – Será que ela fica tão linda como você com as sua pele pintada de vermelho? – perguntou sarcasticamente, passando a cortar profundamente a pela da mulher que chorava e gritava enquanto era violada e cortada.

Nathan chorava enquanto via a sua mãe ser machucada por aquele monstro, mas não conseguia ter forças para se levantar, o medo e a dor congelavam os seus músculos, e ele odiava-se por não conseguir fazer nada para proteger a sua progenitora.

- Pare Oswald! Não faça mais! — A sua mãe gritava desesperada, tentando agarrar os pulsos daquele homem.

- Cale-se vadia! Até o seu filhinho sabe ser melhor fudido! – ele gritou com raiva e levantou o braço, cortando a garganta da mulher que produziu grunhidos. – Vê? Muito melhor agora!

Nathan olhou, terrificado, para a possa vermelha que se começou a formar no chão enquanto Oswald chegava ao seu segundo orgasmo dentro da mulher e sorria levemente, retirando-se de dentro dela e olhando para o seu corpo no chão.

- Parece que o vermelho também lhe fica bem… — murmurou malvadamente, virando-se para Nathan. – Acho que ainda não acabei o que estava a fazer consigo… — murmurou, começando a aproximar-se.

O pequeno viu tudo vermelho, e sentiu um odio, impossível de conter, percorre-lo, enquanto via a sua mãe arquejar, procurando pelo ar que não chegava aos seus pulmões. Deixou que a transformação o tomasse e no seu lugar apareceu um pequeno lobo negro, que olhou raivosamente para um Oswald que riu.

- O quê? Vai tentar-me matar com esse corpo de cachorrinho? – ele riu zombeteiramente.

O lobo grunhiu, mostrando os dentes para aquele monstro que dizia ser seu pai, e saltou para cima dele, afundando os seus dentes no pescoço dele. Foi com um certo prazer que viu o terror cruzar aqueles olhos, quando Oswald percebeu que subestimara Nathan, e que iria morrer à conta disso.

Quando o corpo de Oswald ficou inerte e sem vida, Nathan largou-o, voltando à sua forma e correndo para a sua mãe.

- Mãe! Mãe! Por favor! Não morra, não agora! – ele chorava, tentando que a sua mãe acordasse. – Vamos! Se cure! Por favor, mãe!

A mulher grunhiu e abriu levemente os olhos, estendendo a mão com sangue para a face do filho, acariciou-o.

-Nathan, querido… — murmurou tão fraca, que se não fosse a aguçada audição de Nathan, ele não poderia ter ouvido. – Eu não vou conseguir… perdi demasiado sangue, não me vou conseguir curar e sobreviver… — gemeu – Mas eu tenho de dizer uma coisa, querido… — a loba começou a tossir violentamente, e algum sangue apareceu no canto da sua boca.

- Não mãe! Não fale! Por favor, fique comigo, nós vamos conseguir! – Nathan chorava desesperadamente, tentando parar o fluxo de sangue que saía do corte que Oswald tinha feito no pescoço da sua mãe.

- Não, querido… — ela fechou os olhos e a sua cara ficou assustadoramente branca – O Oswald não é o seu pai… — ela murmurou, ao que Nathan arregalou os olhos – Antes de eu o conhecer, tive um caso com um íncubos, e desse caso saiu você, por favor, vá até ele, ele já sabe que tem um filho, eu ia mandá-lo para lá esta noite, por isso tive de lhe dizer… — ela suspirou, provocando um som aquoso – Diga só que é o Nathan, eles vão deixá-lo entrar… — ela murmurou, apontando para as calças. – Tem ali o sitio a que deve ir… — ela voltou a tossir e a respiração tornou-se mais difícil – Nathan, meu amor, tem de ser forte, eu amo-te mais que tudo, me desculpe por tê-lo deixado sofrer por estes anos todos… — Deixou a sua mão tombar e os olhos fechar totalmente.

- Não, mãe, não tem mal, mãe... Eu te amo… — ele chorou agarrando a mão da sua mãe

A mulher sorriu fracamente e deixou-se cair na escuridão que a cercava, enquanto o seu filhote chorava e gritava desesperadamente ao seu lado, não querendo aceitar que acabara de perder a sua mãe, a única pessoa em todo o mundo que lhe deu algum amor e carinho, a única pessoa que o amou…

Nathan fungou e olhou com nojo para o corpo inerte de Oswald, que estava no chão da sala, numa poça de sangue que se começava a formar em sua volta. Ele baixou-se e tirou, lentamente, um cartão das calças da sua mãe.

No cartão estava um nome, Layton Garret, e uma morada que ele não conhecia. Olhou para o corpo da sua mãe, com pesar e beijou a sua testa.

- Eu te amo mamãe… — Murmurou com a voz embargada – Muito…

Ele levantou-se e recolheu algumas coisas no quarto para uma mochila, tinha de sair de casa, se ficasse, as autoridades iriam prende-lo e seria uma dor de cabeça explicar como é que Oswald parecia ter sido morto por um animal, para além da esperança que cresceu dentro dele quando a sua mão disse que tinha um pai de verdade.

Nathan saiu do quarto, e quando olhou por uma ultima vez para a sua mãe, os seus olhos foram atraídos para um pequeno colar que estava ao lado dela. Agachou-se perto dela e apanhou um colar, que tinha uma singela lua de ametista, e um papel que começava a ficar vermelho com o sangue da sua mãe.

Virou o cartão e leu as delicadas letras escritas sobre ele, “Para o meu Nathan, uma linda lua da cor dos seus olhos, tão solitária, mas que eu tanto amo como ele… -Madeline”

- Mãe… — Nathan voltou a sentir os seus olhos e lágrimas a quererem cair, mas não podia deixar, ela disse-lhe para ser forte, e ele seria.

Pôs o colar no pescoço, e lançando um último olhar de despedida para a sua mãe e um de nojo para Oswald, saiu do apartamento, entrando nas movimentadas ruas.

Acariciou a lua do colar, olhando para a verdadeira, que começava a aparecer no céu.

- Eu serei forte mamãe…- murmurou, e embrenhou-se na multidão.

Notas finais
Então, gostaram?
Espero que sim >.

Deixem um coment para mim!Eles ajudam sempre a continuar!

Vou ver como a fic é acolhida, ainda tenho um pouco de medo do que fiz >.

Até ao próximo!

Bey~