Disenchanted

50 Capítulo 50 - Um Pouco Impressionada


Notas iniciais
Mais um capítulo... :)
Beijos...

— Como assim grávida? – perguntou meu pai no telefone.

— Do jeito de estar grávida, pai – falei. – Sabe, Gerard colocou uma sementinha dentro da minha barriga, ela vai crescer e depois a cegonha vai trazer um lindo bebezinho – ri.

Gerard ria ao meu lado no sofá.

— Não venha com essa história de sementinha! Eu sei muito bem como que os bebês são feitos, Layla! – ele gritava.

— Eu sei, mas achei que não precisava falar a real história para o senhor, mas já que insiste, lá vai... – falei.

— Pode parar! – ele interrompeu. – Não preciso de detalhes!

— Ah, não adianta me enganar, pai... Eu sei que o senhor ficou feliz com um netinho – brinquei.

— Faça-me o favor! Fale com sua mãe! – ele disse, saindo do telefone. – Já não bastava ter casado? Tinha que ter crianças também? – ouvi ele murmurar para minha mãe.

Minha mãe ficou feliz com a novidade, e eu sabia que meu pai também havia ficado, mesmo não querendo representar. Diana, Frank, Leticia e Mikey também ficaram felizes, logo convidei-os para serem padrinhos do bebê.

— Nomes? – perguntou Gerard, animado.

— Ah, temos tempo para pensar nisso – ri.

— Se for menino... mini Gerard, e se for menina, mini Layla – ele brincou.

— Criativo – falei, rindo novamente.

— Será que já dá pra o sentir mexer? – ele perguntou, tocando minha barriga.

— Não, Gee... – falei. – Vai demorar bastante para isso.

— Injusto – ele disse, emburrado. – Nem um chutinho?

— Não – sorri. – Tenha paciência...

— Eu sou o homem mais feliz do mundo, Layla – ele disse, deitando a cabeça sobre minha barriga.

Apenas sorri, afagando seu cabelo. Era bom ver nossa vida assim, normal, depois de tudo o que havia acontecido conosco.

- -

Layla’s Dream – On

Minha barriga estava enorme, eu parecia um balão gigante. Eu estava parada no meio de várias flores, aquele lugar era realmente lindo, mas eu não o conhecia.

De repente braços abraçaram-me por trás, não precisei olhar para ver que era Gerard, apenas sua respiração foi o bastante para que eu o reconhece-se.

— Eu te amo – ele sussurrou em meu ouvido.

Fechei meus olhos e senti a leve brisa beijar meu rosto, levando meus cabelos para trás.

De repente, uma forte dor atravessou meu corpo, algo apertava-me forte. Olhei para minha barriga, os braços que abraçavam-me não eram mais de Gerard, eu podia sentir, e eles apertavam meu ventre com força agora.

— Ele não pode nascer, Layla – uma voz dura sussurrou em minha nuca.

Olhei para trás, era aquele homem desconhecido novamente, o que eram flores agora haviam se tornado uma leve névoa aos meus pés, e o céu estava escuro. Tentei libertar-me de seu abraço de aço, mas ele era forte. Desesperei-me, ele estava matando meu bebê, eu sentia isso naquele momento.

— Para! – gritei. – Ele vai morrer!

Mas ele não soltou, foi então que senti o vazio dentro de mim, como se algum pedaço em mim tivesse morrido. Meu vestido claro estava manchado de sangue agora, o chão também estava sujo. Aquilo era horrível, meu coração ficou apertado.

— Meu bebê... – arfei.

— Eu não permitirei isso, Layla... Não permitirei que ele nasça – disse o homem em meu ouvido.

Comecei a chorar, meu bebê estava morrendo dentro de mim e eu não conseguia impedir isso, pois eu era fraca.

Layla’s Dream – Off

- -

Acordei com Gerard encarando-me assustado.

— Gee... – falei, abraçando-o.

— O que houve, amor? – ele perguntou, correspondendo o abraço. – Você estava chorando e gritando enquanto dormia.

— Um pesadelo... terrível – funguei.

— Já passou – ele sussurrou. – Era com o que?

Comecei a chorar compulsivamente agora, não queria lhe dizer que havia sonhado com a morte de nosso filho.

— Não lembro direito, acho que era parecido com aqueles de antes – menti.

— Pensei que eles já tivessem parado – ele disse, afagando meus cabelos.

— Eu também...

Deitamos novamente, chorei por alguns minutos, mas acabei adormecendo.

- -

— Você está abatida – disse Gerard durante o café da manhã.

— Estou bem – respondi simplesmente.

— É por causa do pesadelo da noite anterior? – ele perguntou.

Não respondi, apenas dei uma garfada na torta de chocolate que Gerard havia comprado.

— Não fique assim – ele disse, afagando meu rosto.

— Estou bem – repeti.

Ele suspirou, desistindo de puxar assunto comigo.

Leticia e Mikey fizeram uma visita a Gerard e eu naquela tarde, consegui agir naturalmente durante o tempo em que estive na sala com eles, mas depois Leticia e eu fomos até meu quarto para conversarmos sozinhas.

— Você não está bem, não é? – perguntou Leticia.

— Não muito – respondi.

— O que houve? – ela perguntou, preocupada.

— Pesadelos... terríveis pesadelos novamente – respondi.

— Sobre o que?

— Promete não comentar com Mikey? – pedi.

— É claro – ela prometeu.

— Com o bebê... – sussurrei.

— E o que acontecia no pesadelo?

— Eu o... perdia – respondi, com um nó na garganta. – Estou com medo.

— Não precisa ter medo, Lay – ela sorriu. – São apenas pesadelos.

— Talvez tenha razão – sorri. – Eu devo estar um pouco impressionada com essa história de gravidez, é tudo muito novo pra mim.

— Com certeza – ela concordou.

Logo depois que Leticia e Mikey foram embora, Gerard veio conversar comigo.

— Você não deve ficar assim por causa de um pesadelo, Lay – ele advertiu. – Você devia estar feliz, nós vamos ser pais!

— Eu sei – concordei. – Desculpe-me por estar assim, mas é que o pesadelo me deixou um pouco impressionada.

Ele deu-me um beijo rápido, me abraçando forte logo depois.

— Eu prometo que vou estar melhor amanhã – falei.

— Okay – ele disse, sorrindo.

— Tem achocolatado em casa? – perguntei de repente.

— Sim – ele riu.

— Ah, se eu puder vou comer puro! – falei, indo até à cozinha.

— Por favor, não faça isso – ele riu novamente. – Vai lhe dar dor de barriga.

— Tem razão – ri, pegando o leite na geladeira e o achocolatado em pó no armário.

Preparei o achocolatado – com muito chocolate – e bebi tudo de uma vez, eu ficaria obesa ou com diabetes desse jeito.

Logo depois tive o previsto enjôo e fui obrigada a vomitar três vezes.

— Não preciso preocupar-me em ficar gorda – falei indo até o quarto. – Coloco tudo que como para fora.

Gerard riu disso. Dormimos tranquilamente aquela noite, não tive pesadelos.

Notas finais
REVIEWS??
SONHO ESTRANHO ESSE DELA, NEH?!
uahsuash'
Beijos.