Disenchanted

49 Capítulo 49 - Parabéns Papai!


Notas iniciais
Boa Leitura meus lindos Killjoys videntes... auhsuahuhsuh'

Acordei e levantei lentamente, estava um pouco enjoada ainda. Caminhei devagar, dando um passo de cada vez, havia algo de errado.

Olhei para Gerard, ele dormia como um bebê.

Fui até a sala e liguei a televisão, depois fui até a cozinha procurar algo que interessasse meu estômago, mas nada pareceu bom para mim.

Voltei até o quarto, peguei uma roupa no guarda-roupas e vesti-me rapidamente. De repente, as coisas começaram a girar, minha visão começou a escurecer e minha cabeça pareceu pesada, meu corpo leve.

— Gerard! – chamei, sentindo meu corpo escorregar.

Ele acordou, devo ter falado alto, mas havia um zumbido em meu ouvido e eu quase nada ouvia.

— Layla – ele gritou, espantado quando viu que eu estava caindo no chão.

Gerard conseguiu segurar meu corpo a tempo para que eu não caísse por completo no chão, mas depois disso não lembro de nada, apaguei.

- -

— Layla, acorde – ouvia aquela voz doce me chamar.

— Gee... – falei, quase em um sussurro.

— Graças a Deus, você me assustou! – ele quase gritava.

— Eu... Não sei direito o que aconteceu – falei, estava confusa.

Gerard havia colocado-me sobre a cama e acendido a luz do quarto, meu olhos doíam um pouco.

— Tem certeza que não precisa ir ao médico? – ele perguntou.

— Tenho – falei, sentando-me na cama. – Já estou ficando melhor.

— Está pálida – ele disse, afagando meu rosto.

— Já vai passar – sorri.

Encostei minha cabeça em seu ombro, em poucos segundos aquela dor no estômago voltou, como se alguém tivesse acabado de chutar-me na barriga.

Corri até o banheiro e bati a porta, mas não tranquei, não tinha tempo. Vomitei novamente, Gerard abriu a porta e correu até meu lado.

— Saia daqui, Gerard – falei, empurrando-o. – O seu cheiro está deixando-me enjoada.

— Mas é o mesmo cheiro de sempre, Layla – ele reclamou, segurando meu cabelo.

— Mas parece um perfume mais doce... enjoativo! – gritei, vomitando mais uma vez.

— Calma... – ele disse, abraçando-me.

— Você não quer ver isso, saia daqui, por favor – pedi.

— Não – ele disse apenas.

Logo o enjôo passou, sentei no chão frio, Gerard manteve uma distância de mim a meu pedido para que seu perfume não me fizesse vomitar novamente.

— Tome um banho, por favor – pedi, levantando-me.

— Okay – ele disse. – Mas é sério, eu não passei perfume nenhum – ele deu de ombros.

Fui até a cozinha novamente e comi um dos dois pacotes de bolacha recheada que havia sobrado.

— Isso vai lhe fazer mal de novo – disse Gerard, saindo do banho.

— Eu estou com fome de bolacha – falei. – Não posso fazer nada.

— Mas você vai acabar vomitando novamente – ele insistiu.

— Dane-se, Gerard! – irritei-me. – Sou eu que vou vomitar, não sou? Então deixa! Que droga, não posso nem comer uma bolacha – eu chorava agora.

— Precisa chorar por causa disso? – ele ficou assustado.

— Sim! – gritei, largando o pacote de bolacha sobre a mesa da cozinha e correndo para o quarto.

Joguei-me sobre a cama e abracei o travesseiro, chorando.

— Layla... – disse Gerard, ajoelhando-se ao lado da cama para olhar em meus olhos.

— Sai daqui – rosnei.

— Você não está bem – ele disse, afagando meu rosto.

— Eu sei – concordei. – Mas eu não sei o que é, não posso fazer nada!

— Não precisa chorar por causa disso – ele falou, deitando ao meu lado e me abraçando.

— Seu cheiro está bom agora – falei, deitando em seu peito. – Está com cheiro de morango...

— Morango? – ele riu. – E isso é bom ou ruim?

— Bom – sorri. – Eu gosto de morangos, são docinhos e gostosos...

Ele riu mais uma vez.

— Pode comer quantas bolachas recheadas quiser, okay? – ele disse.

— Por que isso agora? – perguntei.

— Por que você comparou-me a uma fruta doce e gostosa, e isso é bom – ele brincou.

— Bobo – ri.

Ficamos um pouco em silêncio.

— Eu quero morango – falei, sem pensar.

— Tem certeza que não pode ser bolacha recheada que já tem em casa? – ele perguntou.

— Tenho... É uma vontade louca e enorme de comer morango – falei, sentando na cama.

— Pode me morder se quiser – ele brincou.

Peguei seu braço rapidamente e dei uma dentada.

— Ai – ele riu, tirando o braço de entre meus dentes.

— Não tem o mesmo gosto – fiz um beicinho.

— Tem certeza que você está bem, Layla? Está estranha... – ele comentou.

— Não sei – falei, deitando novamente.

— TPM? – ele riu.

— Não, você que está de TPM, Gerard – brinquei. – A minha foi na semana passada...

De repente algo veio à minha cabeça. Minha TPM havia sido cerca de uma semana e meia atrás, ou seja, eu devia estar menstruada agora.

— Eu já volto – falei, indo até o banheiro.

Fechei a porta e tranquei, não queria ser interrompida.

— Que dia é hoje, Gee? – perguntei do banheiro.

— Cinco de agosto – ele gritou em resposta.

Fiz e refiz as contas nos dedos, verifiquei minhas peças intimas no cesto de roupas sujas, nenhuma tinha nem sequer um sinal de que eu tivesse menstruado naquele mês. Arfei.

Pensei em tudo que estava acontecendo naquela semana, os enjôos, a vontade de comer tudo que via pela frente, o desmaio nesta manhã... Não era possível... Era?

Saí do quarto sem reação, fui até o quarto e vasculhei minha gaveta. Achei ali minha cartela de pílulas anticoncepcionais, eu havia esquecido de tomá-la algumas vezes.

— O que houve? – perguntou Gerard, estranhando meu silêncio.

— Ainda nada – falei, indo até meu guarda-roupas.

Vasculhei os cabides atrás de uma blusa justa, achei um vestido que era justo na cintura, torei apenas minha blusa e o vesti, ainda usando minha calça jeans, eu queria apenas verificar uma coisa.

Aconteceu o que eu temia, o vestido estava um tanto apertado na região na cintura e da barriga, não muito, mas obviamente havia diferença.

— O que está fazendo? – perguntou Gerard, tirando-me de meus devaneios.

— Gee... – disse, quase em um sussurro.

Tirei o vestido rapidamente, corri até a cama sem nem mesmo colocar a blusa novamente, estava nervosa.

— O que? – ele perguntou, sentando, assustado.

— Eu estou diferente, não estou? – perguntei.

— Um pouco... – ele disse, confuso.

— Eu comi de mais e vomitei de mais, não é? – perguntei novamente.

— Sim... – ele parecia não entender.

— E desmaiei... – disse.

— Uhum – ele disse, concordando com a cabeça. – Por quê?

— Isso não o lembra de nada, ou melhor, de ninguém? – pedi.

— Como assim, Layla? – ele ficou nervoso.

— Diana... há alguns meses estava assim também... – lembrei-o.

— Sim, mas o que isso tem a ver com... – ele parou de repente, arregalando os olhos. – Oh Deus!

— Isso mesmo, Gerard... Oh Deus! – falei.

— Mas... será mesmo? – ele sorriu.

— Eu esqueci de tomar pílulas algumas vezes... E a gente não estava cuidando, você sabe – falei. – E tudo se encaixa, Gee... Sem falar que o meu vestido ficou apertado na barriga, e ele nunca foi assim...

— Eu vou à farmácia! – disse Gerard, levantando da cama rapidamente.

— Okay – disse, sem me mover.

Gerard voltou em trinta minutos, eu estava quase roendo minhas unhas de nervosismo e ansiedade.

Peguei os cinco testes que Gerard havia comprado – queríamos ter certeza do resultado – e fui até o banheiro. Fiz os cinco de uma vez só, não estava com paciência. Aos poucos os resultados foram saindo... Mas eram os mesmos, todos davam o mesmo resultado.

— Gee... – falei, saindo do banheiro.

— E aí? – ele perguntou, ansioso.

— Parabéns... papai – sorri, sem acreditar em minhas próprias palavras.

— Isso quer dizer que... daqui à nove meses que vou ser pai? – ele perguntou, pude ver seus olhos enchendo de lágrimas.

— Sim – sorri.

— Isso é incrível! – ele gritou, abraçando-me de forte e tirando meus pés do chão, abracei-o também.

— Você disse que não ia ser um pai bobo – lembrei-o, ele havia dito isso a Frank uma vez.

— E não sou – ele disse.

— Ah, está bem – ironizei.

Eu ainda não estava acreditando realmente que dentro de mim havia uma minúscula pessoinha que dependia apenas de mim para viver nesse momento. Gerard quase explodia de felicidade, só havia o visto assim no dia de nosso casamento, mas agora parecia ser muito mais.

Notas finais
Oh Lord! ~Que escritora maluca, fazer o Gee ser papai... pera aí... Sou eu a escritora... *transtorno de dupla personalidade*~
uahsuahs - -
REVIEWS??