Discredited

1 Discredited - Prólogo


Notas iniciais
Esse capítulo é pra vocês terem uma noção de como é a vida dos nossos personagens principais, ao decorrer dos capítulos vamos descobrir os problemas que eles enfrentaram Eu ainda não sei o que escrever aqui, então pula direto pro capítulo mesmo :3

Vamos começar com a seguinte questão: que tipo de sentimento é o amor?

Tudo bem, já sabemos que o amor é o sentimento mais importante e pode ser capaz de superar qualquer barreira. Ele pode, ninguém disse que vai.

A medida que o sentimento por uma pessoa cresce deveríamos ser capazes de não fazer nada de mal ao amado (a). E isso realmente acontece, com pessoas intituladas normais. Nessa situação a jovem poderia ser tudo e ter feito de tudo, mas nunca se enquadraria como alguém normal.

Annabeth se vê dessa forma, alguém fora dos limites de normalidade e com uma vida com mais desafios do que as crianças do desenho A caverna do dragão para conseguirem voltar para casa. Por mais que tentasse levar a vida tranquilamente, sabia que normal a sua vida jamais seria. E muito menos tranquila.

A mulher tinha seus vinte e seis anos. Morava num pequeno apartamento com dois quartos, cozinha e sala junto, um banheiro e uma varanda. Apesar de não ser exatamente o apartamento dos sonhos, agradecia todos os dias por ter um teto sobre sua cabeça. Na verdade, sobre a cabeça de ambos. Nicolas Chase, de seis anos — quase sete, como gostava de ressaltar — poderia ser considerado o problema que virou benção na vida de Annabeth. Por mais que meses antes dele nascer, ela nem o quisesse.

Trabalhava numa empresa de contabilidade como Chefe de Departamento Pessoal, e por mais que o trabalho não a agradasse um mísero se quer, ainda o mantinha por não haver recursos melhores. Lhe dava o suficiente para pagar as contar e colocar comida na mesa. O ponto é: Annabeth era sozinha na vida. A dura realidade de mãe solteira é essa, se não fosse pelo filho não saberia onde a sua vida estaria. Tinha plena consciência que uma vida dependia dela, a única consequência positiva de um relacionamento fracassado.

Seu pai morreu um mês depois do nascimento de Nicolas, ainda em tempo do velho e bondoso senhor Frederick dar a bênção sobre a criança. Era com o coração apertado que Annabeth amamentava o filho, enquanto via o pai sendo sepultado humildemente. Tudo — o pouco — dos bens que o pai dela possuía ficou para ela, porém não aguentaria viver no mesmo lugar que ainda emanava a presença do pai. Pouco mais de dois meses e já estavam naquele pequeno apartamento.

A mãe os abandonou quando ainda era uma criança, cresceu sem saber o que é uma mãe de verdade. Apesar de seu pai sempre ter sido presente, faltava uma figura materna, porém ele nunca casou novamente. E Annabeth não queria que o filho crescesse sem essa figura, ainda mais em um orfanato. Mas ela soube, no momento que observou e acariciou o rostinho de seu bebê que nunca o abandonaria.

Nicolas era dono de lindos olhos verde claro, juntamente com o cabelo castanho escuro, podia qualifica-lo como um menino muito bonito. Mas qual mãe diria que seu filho é feio? Carinhoso e bondoso ao extremo, simplesmente amava a escolinha onde estudava. Sempre sincero com as pessoas, o que nem sempre era apreciado por todos. Annabeth sempre deixou claro que seu pai e ela não deram certo, e que agora ele morava muito longe. Nunca deu esperanças ao menino.

Nas raras — coloque raras nisso — vezes em que o pai da criança aparecia ele pedia para que o menino não o chamasse de pai, mas sim de tio. A princípio a criança achava que era só uma brincadeira, mas começou a acreditar que seu papai não gostava de ser seu papai, e tão pouco ser chamado assim. O homem dizia que não podia sair com o menino e simplesmente perder a oportunidade de ter uma conversa com qualquer mulher que encontrasse mais tarde. E elas não iriam querer sabendo que ele podia ser casado.

O menino não sabia como era, e desejava veemente saber como era ter um pai de verdade. Annabeth não sabia como sair daquele emprego, e nem percebeu que a resposta podia estar bem a sua frente. Ambos não sabiam, mas a vida deles daria uma reviravolta. Seja no bom e no mal sentido.

XxxXxxX

O sentimento de abandono ainda cercava o coração do homem, porém a dor já não era mais sentida. Não com frequência. Ás vezes se perguntava se havia feito algo de errado para merecer tal castigo, mas não encontrava nenhum erro relevante para culpar pelo que havia se passado. Ele não gostava de falar, não era fácil explicar para as pessoas que a esposa o havia abandonado, ainda mais com um bebê de dois meses. Mas, sem dúvidas, o mais difícil era explicar para Helena.

A menina dos olhos do pai, Helena é uma verdadeira princesa. Loira e dona de lindos olhos azuis, extremamente doce e educada. Uma menina que simplesmente amava brincar, e tem como maior tesouro uma boneca de pano que ganhou quando nasceu.

Quem conhecia a história de vida de ambos não sabia explicar como a menina era tão delicada e cheia de frufruzinho, porque foi criada por um pai solteiro. “Amor não conta como motivo?" ele perguntava, e logo depois ria. Será que não entendiam que quando se ama incondicionalmente, o impossível não é uma desculpa plausível?

Percy, de todas as maneiras que achou correto, criou sua filha. Agora, com seus vinte e sete anos, e a menina com quase sete, viviam em uma casa mediana, perto da escolinha onde a criança estudava. Três quartos, uma sala de jantar e cozinha, dois banheiros e uma área de serviço constituía o lar deles. Mas, sem sombra de dúvidas, o lugar que mais gostavam era o jardim. Porém, ao contrário das outras residências, esse "lugar secreto" ficava na parte de trás da casa.

No tamanho considerável para uma família de quatro pessoas, aquele era o lugar preferido de Helena. Era onde tinha a sua própria casinha e seus brinquedos. Ela simplesmente amava colocar as bonecas para dormir na caminha improvisada, se intitulava mamãe delas.

Nesse tempo em que ela aprendeu o que é uma mamãe e o seu papel, começou a questionar Percy. Porque não tenho uma mamãe? Ela morreu? Ela foi embora porque eu nasci? Todas, mas especialmente a última, cortava o coração do jovem homem. Ele explicava, com o coração na mão, que a mamãe teve que ir embora. Mesmo não tendo nenhuma experiência de ter uma mãe, Helena queria de todo o coração ter uma.

Percy acabou por se tornar o dono de um pub muito movimento, em parceria com um grande amigo. Só agradecia, pois podia trabalhar ao mesmo tempo em que tinha tempo de sobra pra Helena. Mas, apesar de todas as coisas boas ele sabia. Algo ainda faltava.

Ele não sabia o que era, apesar da vida boa que tinha, sentia que a qualquer momento seria surpreendido. A criança, ansiava cada vez mais em conhecer aquela que era a sua mãe, e que por alguma razão, não estava presente em sua vida. Ambos não sabiam, mas a vida deles daria uma reviravolta. Seja no bom e no mal sentido.

XxxXxxX

E assim eles viviam, na companhia um do outro. Eram sim felizes, mas sabiam que faltava alguma coisa. Seja a sorte, coincidências inexplicáveis ou o destino, já estava cuidando disso. E tudo começou no dia em que se encontraram pela primeira vez em frente à escola das crianças. E aí? Acreditam em qual das possibilidades?

Notas finais
Obrigada pra quem chegou até aqui. Se tiver um minutinho para um review (?), muito obrigada. Eu realmente queria saber a opinião de vocês, é importante. Até de quem achou um saco, de verdade. Obrigada pessoal, e até o próximo :)