Dirty Secret
11 I'm into you
Notas iniciais
Megan Martin POV
– Meg, Meg acorda! Você vai chegar atrasada! — ouço uma voz distante ecoar por minha mente. Droga, meu sono estava tão bom. Abro os olhos devagar e vejo uma forte claridade. Já amanheceu, e eu tinha dormido no quarto da Denise.
– O que é? — murmuro irritada.
– Acorda Megan. Você vai chegar atrasada no trabalho. — Denise diz e eu suspiro.
– Não quero ir hoje. — digo e ela me olha brava.
– Como é que é? Você mal começou a trabalhar e já quer desistir? — Denise pergunta indignada. Eu bufo e levanto da cama.
– Só vou por que você vai ficar enchendo meu saco. — digo, indo em direção ao banheiro.
Denise me deixa na porta da empresa ás 7 horas. Mesmo com o sol sob nossas cabeças, hoje fazia frio. Muito frio.
Eu entro no elevador e subo para meu andar. Sinto meu corpo tremer e isso indica que ele está ansioso para ver a pessoa que provavelmente estará ali.
Saio e ando até a porta de Theodore. Bato duas vezes e já ouço sua voz.
– Pode entrar Megan. — ele diz e eu respiro fundo.
– Bom dia. — digo timidamente ao entrar e Teddy sorrir.
– Bom dia. Tudo bem? — ele pergunta e eu apenas assinto. — Que bom. Megan eu tenho uma reunião ás 8:00, e provavelmente vai tomar todo meu tempo pela manhã, então eu volto as 12:00 horas pra gente almoçar, okay?
– Tudo bem. — digo.
– Enquanto isso, você pode organizar esses documentos nas pastas que estão ali na estante. Coisa simples. — Theodore diz.
– Okay. Mais alguma coisa? — pergunto e ele nega.
Saio de sua sala e me sento na mesa. Começo a trabalhar e perco a noção do tempo. Papeis, documentos, pastas, tudo isso rondava meus pensamentos quando o telefone da sala começa a tocar.
– Grey Enterprices Holdings, bom dia. — digo calmamente.
– O Theodore está? — uma mulher do outro lado da linha pergunta num tom sério.
– Não. Ele está em reunião. Quer deixar algum recado? — pergunto.
– Apenas diga que a mulher dele ligou. — a mulher diz e eu congelo. Ouço o telefone ficar mudo, indicando que Natalie desligou o telefone.
Pronto. Bastou aquele telefonema para Theodore voltar aos meus pensamentos. Eu precisava esquecê-lo, ou evitá-lo ao máximo.
– Olá... — um homem bem vestido rouba minha atenção.
– Olá, deseja alguma coisa? — pergunto e sinto minhas bochechas queimarem. Quando ele entrou aqui?
– O senhor Theodore Grey está? — ele pergunta e eu nego.
– Não. Ele está em reunião. Mas se quiser, pode esperar. — digo sorrindo e indicando um sofá no lado esquerdo da sala.
– Oh sim, eu vou esperar. — o homem diz se virando e para no meio do caminho, com um sorriso torto. — Me chamo Max, Max Campbell.
– Megan... — digo sorrindo timidamente. Ele me olhava divertido e por mais estranho que pareça, eu não estava desconfortável.
Max se vira e vai em direção ao sofá, se sentando ali e folheando algumas revistas. Olho para ele discretamente. Era de fato muito bonito. Alto e forte na medida certa. Possuía cabelos pretos e olhos bem azuis e centrados. Estava ali o analisando quando o vejo me encarando também. Viro rapidamente e ouço Max sorrir.
– Está muito ocupada? — ele pergunta e eu nego.
– Já terminei o que estava fazendo. — digo e ele se levanta, sentando na cadeira a minha frente.
– Quanto tempo trabalha aqui? — Max pergunta.
– Comecei agora. — digo sorrindo e ele sorri também.
– Reparei, por que da ultima vez que estive aqui, não me lembro de ter reparado que a secretária do Grey era tão bonita. — Max diz e dessa vez eu estava envergonhada. Minhas bochechas estavam em brasas e isso fazia ele sorrir ainda mais.
– Obrigada... — digo baixo.
– Já são 12:30, você não vai almoçar? — Max pergunta e eu assinto.
– Sim, mas, eu estava esperando o Theodore. — digo.
– Não precisa esperar. Aceita almoçar comigo? — ele diz sorrateiro e eu sorrio.
– Aceito. — digo.
Pego minha bolsa e meu casaco e quando estamos saindo, Theodore entra na sala.
– Meu amigo Max. — Teddy diz e o abraça.
– Meu amigo Teddy. — Max diz sorrindo.
Eles são amigos? Fico envergonhada por estar parada ali do lado dos dois.
– Megan, desculpa por ter atrasado. — Teddy diz manso.
– Não tem problema. — digo sorrindo.
– Bom, eu vou almoçar com Megan, quando voltarmos, eu passo na sua sala. — Max diz para Theodore, que trava completamente.
– Almoçar com Megan? — Teddy diz sorrindo amarelo, me encarando.
– Sim, algum problema? — Max pergunta e meu coração bate mais forte.
– Não, claro que não. Bom almoço pra vocês dois. — Theodore diz.
– Obrigada. — digo, seguindo para o elevador com Max. — Ah, Theodore, sua noiva ligou. Ela quer que você retorne a ligação. — digo, e entro no elevador.
Max havia me levado em um restaurante diferente e distante da firma. O local era íntimo e requintado. Os diversos lustres no local ressaltavam ainda mais a elegância.
– Esse lugar é lindo. — digo encantada.
– É meu restaurante favorito. — Max diz sorrindo.
– Então, é amigo do Theodore a muito tempo? — pergunto querendo saber um pouco mais sobre o homem a minha frente.
– Sim. Estudamos juntos. E digamos que seguimos também o mesmo rumo de trabalho. — Max diz.
– Então é do ramo de empresas? — pergunto e ele assente.
– Sim. Minha família possui muitas ações em várias empresas de publicidade. E agora, quem administra tudo sou eu.
– Deve ser bem legal ser o todo poderoso. – digo e Max gargalha.
– É realmente bom, porém trabalhoso. — ele diz e eu apenas concordo. — E você, por que virou secretária do Grey?
– Eu preciso de dinheiro para iniciar minha faculdade de moda. — digo.
– Você gosta de moda? — ele pergunta.
– Sim, amo. Sempre quis ser modelo. Mas não tenho porte para isso. — digo e Max me olha espantado.
– Não tem porte? Megan você seria uma ótima modelo. — ele diz e eu coro.
– Obrigada, mas, nunca fiz ensaios, ou algo do gênero, então prefiro fazer meu curso de moda mesmo. — digo.
O almoço chega, e que almoço. Acho que nunca comi uma comida tão gostosa na vida. Agora entendo por que é o restaurante preferido de Max. No fim, ele insiste em pagar a conta.
– Nos podemos dividir. — digo e ele nega.
– Não. Os homens devem pagar no primeiro encontro.– Max diz e eu o encaro sorrateira.
– Então isso foi um encontro? — pergunto e ele me lança um olhar divertido.
– Pra mim foi um encontro. Pra você não? — ele pergunta e eu sorrio.
– Okay, isso foi um encontro. — digo e Max sorri.
Voltamos para a empresa e depois disso, meu dia passou mais rápido que o comum. Não vi Max e muito menos Theodore. Eles entraram na sala de reuniões e sumiram.
No fim do expediente, pego meu táxi e volto para casa. Entro e vejo tudo escuro, indicando que estava sozinha. Denise ainda estava na faculdade.
Tomo um banho relaxante, e meus pensamentos, pela primeira vez, não estavam voltados para Theodore, e sim para Max.
'' Que homem! '' minha consciência gritava e eu apenas concordava. Ele era, com certeza, diferente. Nunca havia me sentido tão confortável com um homem. Eu queria vê-lo de novo. Queria ter 2, 3 , 4 encontros com ele. Sorri com esse pensamento.
– Meg? Está em casa?– ouço a voz de Denise na sala.
– Estou no banho. — digo.
Já eram 20:00 horas. Eu estava no sofá, comendo brigadeiro de colher com Denise. Meu dia tinha sido maravilhoso e por isso não iria para o bordel. Víamos um filme, quando alguém bate na nossa porta.
Denise levanta e atende. Quando volta, traz consigo um enorme buque de rosas vermelhas nas mãos. Ela sorri largamente.
– Hum, então quer dizer que as coisas com o tal de Ben já estão assim? — pergunto e ela gargalha.
– As coisas estão maravilhosas, porém, isso aqui é pra você. — ela diz e eu sinto meu coração parar.
– Pra mim? — pergunto e Denise concorda, sorrindo maliciosa.
Levanto do sofá e pego o as rosas nas mãos. No meio delas, tinha um pequeno envelope. Abro devagar e meu coração para novamente ao ver a bela caligrafia ali presente.
'' Definitivamente foi um primeiro encontro, e espero que aconteça outros. Você não sai da minha cabeça. Tenha uma boa noite.
Do seu, Max Campbell. ''
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