Dirty Secret
12 Here and now
Notas iniciais
Theodore Grey POV
Fiquei ausente da minha sala por mais ou menos 4 horas e quando volto, me deparo com meu amigo Max no maior clima com Megan. E pior, ele já tinha a convidado pra sair.
Depois do almoço, eu e Max começamos nossa reunião. Eu o conhecia desde criança, e hoje, ele era meu parceiro nas empresas Grey Enterprices.
– Bom, se já acertamos tudo, podemos mudar de assunto? — Max diz impaciente.
– Claro, como anda a vida meu amigo? — pergunto, guardando os documentos espalhados pela mesa.
– Estou bem, mas, na verdade, queria falar sobre sua secretária. — Max diz e eu congelo.
Ele queria falar sobre Megan. Merda!
– O que quer falar sobre ela? — pergunto, em um tom mais sério.
– Ela é uma menina encantadora. — Max diz e eu concordo.
– Ela é. — digo, fazendo uma cara de poucos amigos.
– E muito determinada. — Max diz sorrindo maliciosamente.
– Onde você quer chegar com esse papo? — pergunto irritado e ele me olha assustado. Até eu me assustei. Por que eu estava tão incomodado?
– Ei, calma cara. Não precisa ficar na defensiva. — Max diz e eu bufo.
– Não estou na defensiva. — digo.
– Se não está na defensiva, você está com... ciúmes?! — Max diz gargalhando e aquilo me tira do sério.
– Não estou com ciúmes. Não fale besteiras. — digo.
– Então quer dizer que eu tenho carta branca para investir? — Max pergunta e eu sinto meu coração acelerar. O que diabos estava acontecendo comigo?
– Se você quiser... mas não sei se vai conseguir algo. Ela está focada no seu futuro. — digo tentando parecer convincente.
– Eu sei disso. — Max diz se levantando e me olhando determinado. — E eu pretendo fazer parte dele. — ele diz e saí da sala.
Merda, merda, merda! Ele iria atrás de Megan. E no fundo, eu tinha odiado essa ideia.
Megan Martin POV
Meu coração estava a mil. Max tinha me enviado um lindo buque de rosas vermelhas, e um singelo cartão que me fez derreter.
Sim, eu realmente estava interessada nessa homem.
– Bom... Será que agora você vai me dizer quem enviou essas flores? — Denise pergunta, roubando minha atenção e um sorriso sapeca.
– Hoje eu conheci um cara no escritório. Conversamos bastante e ele me levou para almoçar. — digo e Denise me olha espantada.
– Ai meu Deus. Como assim? Conta tudo. — ela diz e eu começo a rir.
– Okay, calma. O nome dele é Max Campbell. Ele é um grande colaborador da empresa e também amigo de Theodore. — digo.
– Se é amigo de Theodore Grey já sabemos que é um partidão. — Denise diz e eu concordo.
– Eu estou chocada. Sério. Eu não esperava receber flores depois de um almoço. — digo sorrindo boba.
– Esse cara ficou realmente interessado... Mas e você? — Denise pergunta e eu sinto minhas bochechas queimarem.
– Sim. Eu fiquei. Ele é... não consigo explicar, apenas me senti muito bem com sua companhia. Isso é um bom sinal não é? — pergunto confusa e Denise sorrir.
– Claro que é amiga. Isso é ótimo. Finalmente você conheceu uma pessoa que possa te fazer muito feliz. — ela diz e eu concordo.
– Mas não vou criar esperanças. Vou ficar na minha e ver o que vai rolar. — digo e Denise vai em direção a cozinha, pegando duas canecas de café quente.
– Concordo com você. Mas agora falando sério, como ele descobriu seu endereço? — ela pergunta sorrindo.
– Não tenho a mínima ideia. Deve ter sido na empresa, não sei. — digo, pegando uma das canecas.
Acordo sentindo a brisa entrar pela minha janela. Um sorriso bobo novamente aparece no meu rosto, sinal que eu tinha me lembrado de ontem.
Efeito Max Campbell. Minha consciência grita e dessa vez eu concordo com ela. Esse homem tinha mesmo mexido comigo.
Levanto e faço minha higiene. Estou saindo do meu quarto já pronta para mais um dia de trabalho, quando Denise abre a porta do seu quarto ainda de pijama.
– Toma. Não tô afim de sair de casa. — ela diz, me jogando as chaves de seu HB20.
– Obrigada. — digo, já saindo de casa.
As ruas de Seattle estavam agitadas mesmo com uma manhã fria. Entro na empresa rapidamente e vou para meu andar. Começo meu trabalho, e pouco tempo depois, Theodore me chama em sua sala.
– Olá, bom dia. — digo ao entrar.
Theodore estava como sempre. Lindo, charmoso e elegante. Um frio corre por minha espinha.
– Bom dia senhorita Megan. Como você está? — ele me pergunta em um tom divertido.
– Estou bem. — digo e me sinto incomodada de perguntar o mesmo para ele.
– E como foi o almoço com Max ontem? — Teddy pergunta e eu o encaro receosa.
Sério que ele queria falar disso? Que chefe fala com sua assistente sobre encontros?
– Foi bom. — digo mais séria, querendo cortar logo esse assunto.
– Fiquei triste por você ter me trocado. — Teddy diz e meu coração congela.
Ter lhe trocado? O que ele queria dizer com aquilo?
– Eu não entendi o que o senhor quis dizer. — digo timidamente.
Theodore levanta e vem em minha direção, ficando frente a frente comigo.
– Nosso almoço não foi agradável o suficiente? — ele pergunta e eu encaro seus lindos olhos azuis. Droga!
– Eu... não... não sei o que dizer. — minha voz falha e eu perco a respiração quando ele se aproxima ainda mais.
Seu nariz estava praticamente colado ao meu. Seu hálito quente batia contra meu rosto. Fecho os olhos devagar, totalmente entregue a aquele momento.
Ele iria me beijar. Ali e agora. Tudo se encaminhava para isso, quando alguém bate na porta.
Em um ato involuntário e culposo, o empurro para longe. Teddy me olha assustado e eu sinto todo o meu rosto queimar. Merda, merda, merda.
– Pode entrar. — Theodore diz e a porta é aberta por Max.
Perco meu fôlego novamente ao vê-lo ali. Será que ele tinha visto alguma coisa?
– Bom dia. — ele diz, dando um beijo leve na minha bochecha e apertando as mãos de Theodore.
– Bom... eu, eu preciso voltar para meu trabalho. Com licença. — digo, saindo da sala.
Minhas pernas estavam trêmulas, assim como minhas mãos. O que diabos eu tinha feito? O que diabos Theodore tinha feito? E se Max não tivesse aparecido? Perguntas que eu não queria descobrir a resposta.
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