Notas iniciais
Gente, quanto tempo sem postar o: #shameonme. Eu sei que vocês querem me matar, mas a verdade é uma só: minhas aulas voltaram, e a coisa tá teeeeeeeensa! A vocês que ainda não fizeram o vestiba, só lhes digo isso: entrar na universidade é fácil, quero ver sobreviver ao mundo academico. Coisa de louco. Saudades ensino médio, saudades!
Mas enfim, eu sofri uma grave crise de inspiração para esse capítulo. Ele foi o capítulo mais dificil de escrever até agora, e eu fui escrevendo de pouquinho em pouquinho no note, no meu horário de almoço, quando eu tinha tempo. Ou seja, há partes em que eu estava super inspirada e há partes nas quais eu realmente entendo se vocês quiserem vir dar na minha cara de pastel. O importante é que o capítulo ta aí!
Agora, em relação a The Quarterback... DECEPÇÃO! Gente, eu esperava mais, muito mais! Só eu achei que Glee já deu mais atenção a artistas que sim, foram importantes para a música, do que para o Cory que FEZ ESSA PORRA TODA DAR CERTO? Sério, eu me decepcionei muito. Amei muito a Santana, quase de um jeito lésbico, mas só (tirando a Lea porque a Lea diva até quando peida, beijos). Além disso que merda foi aquela de não dar um motivo de morte ao Finn? Gente... chocada. Se o Ryan tivesse esperado mais, acho que o capítulo teria saído infinitamente melhor. E digo mais, digo que deveria ter sido um capítulo mais longo que realmente honrasse o Cory e o Finn! Só chorei mesmo porque sinto saudades demais do Cory, mas se fosse pela qualidade do episódio, eu teria preferido ouvir a porra da Marley cantar um dia inteiro com aquela cara de Bella Swan depois da ser atropelada (sim, eu odeio a Marley vai ser sem graça assim no inferno. Kitty, sua linda, call me).

Pronto, eu disse: eu não gostei de The Quarterback. (mas Santie, pf, YOU GO GIRL!)

Agora, boa leitura HAUAHUAH ♥

O Sr. Berry não havia entendido quando Rachel pedira para usar o telescópio da família, e havia entendido menos ainda quando a filha se posicionara na varanda de seu escritório acompanhada de um cd de rock e havia dito que “Estudar as estrelas ao som de Oasis era seu mais novo hobby”. Afastou-se da porta quando os acordes de guitarra ficaram agudos demais para que qualquer um com um mínimo de bom-senso ou gosto musical se mantivesse próximo ao rádio. Desde quando Rachel se interessava por estrelas, ou por aquele tipo de música barulhenta e sem sentido¿ Onde ela havia conseguido aquele cd¿ O que exatamente era Oasis¿ E o que diabos estava se passando na cabeça de sua estrela¿

Do outro lado da porta, Rachel estremeceu quando uma brisa gelada beijou seu corpo coberto apenas pelo pijama. Enroscou nos ombros a manta que havia trazido consigo e posicionou-se novamente em frente ao telescópio, tentando decifrar as constelações e se perguntando como diabos Finn conseguia fazer aquilo parecer tão fácil.

Finn. Até mesmo pensar no nome dele soava doce e amargo ao mesmo tempo. Fazia três semanas desde que ele havia partido para o Texas e desde então Rachel sentia-se cada dia mais ansiosa. Em uma aula de matemática na semana anterior, havia pegado a si mesma calculando quantos dias demorariam até a volta dele (Duas semanas. Esse era o tempo que faltava agora.), rabiscando seu calendário dia após dia, agradecendo por estar um dia mais próximo de vê-lo novamente.

Três semanas desde que o havia visto pela última vez. Três semanas desde que aquela noite inexplicável havia acontecido...

Ela fechou os olhos, mordendo os lábios de prazer e nervosismo enquanto sentia a calcinha de malha descer por suas pernas. Se viu completamente livre dela em um minuto.

- Você está bem¿ — perguntou Finn, sua voz soando um pouco distante. Ela assentiu com um movimento de cabeça e mesmo de olhos fechados pode ver seu rosto sorrindo. E então, delicadamente, ele a tocou.

Quando os dedos de Finn a tocaram ali, onde ela nunca havia sido tocada antes, o seu corpo todo se retesou e então uma fisgada violenta em sua intimidade a fez soltar um gemido baixo. Ele continuou movimentando os dedos, massageando seu clitóris com uma leve pressão. Ela sentia sua intimidade se umedecer cada vez mais, e quando achou que não podia ficar melhor, Finn a beijou lá embaixo. Ela soltou um grito abafado à medida que a língua dele correu por seu comprimento, molhando mais ainda sua feminilidade. A língua e os lábios dele trabalhavam com precisão, encaminhando Rachel para o céu. Ou para o inferno. Naquele momento, ela sentia que os dois destinos fundiam-se em um.

Rachel sentia que não tinha mais controle algum sobre o seu próprio corpo. Ele era uma entidade com vontades próprias. Uma chama incontrolável se espalhou por seu corpo quando Finn colocou um dedo dentro dela. Ambos gemeram, em uníssono. Finn levantou o rosto por entre suas pernas e a olhou com os olhos injetados de fogo. Ela apostava que seu próprio olhar não estava muito diferente também. Sem pressa e com cuidado, ele movimentou o dedo dentro dela. O corpo de Rachel tremeu em um espasmo e ela se espantou ao ouvir um gemido alto escapar de seus lábios. Finn voltou a trabalhar com a língua, em conjunto com o dedo, e os espasmos se tornaram mais fortes e frequentes. A mente dela virou gelatina, uma massa inútil perante às caricias de Finn. Ela sentia que a qualquer momento poderia explodir em fogos de artifício, só dependia dele. Estava à sua mercê. Orgulho e vergonha já não mais existiam. Tudo o que importava era aquele homem.

- Finn... – gemeu Rachel. – Faz amor comigo.

Ela ouviu Finn soltar um palavrão e, após alguns segundos de hesitação, tirar o dedo de dentro dela. Ele se sentou, de costas para Rachel, e passou as mãos nos cabelos.

- Finn¿ — ela tentou mais uma vez, sentindo o rosto corar. Por que ele havia se afastado¿

- Merda... Não posso, Rachel. Não posso fazer amor com você.

Rachel puxou o lençol que havia sido deixado de lado momentos antes, cobrindo o corpo completamente exposto. Tinha sido rejeitada. Rejeitada pelo homem que havia se enfiado em todas as camas femininas de Lima. Sentiu o rosto corar de humilhação e mordeu forte os próprios lábios para impedir que as lágrimas que começavam a formar-se no canto de seus olhos, caíssem.

- Qual o problema comigo¿

Finn virou-se para ela, seu olhar fazendo o rosto de Rachel queimar ainda mais. Ela desviou os olhos dele, focando-se em um ponto acima dos cabelos desgrenhados do garoto.

- Rachel... não seria nada difícil pra mim continuar o que estávamos fazendo, e muito menos fazer o que você me pediu. Mas eu não quero que a sua primeira vez seja assim. Eu sei que nós dois nos aproximamos. Não sou cego para o que tem acontecido entre nós. Eu gosto de você, Rachel Berry. Mas eu não sei o quanto. Não sei de qual forma. Eu tenho pensado muito em você, de diversas formas e em diversos momentos, mas eu não sei o que sinto. Eu não quero, e aposto que você também não quer, entregar algo tão importante pra você à um garoto que não tem certeza sobre o que sente por você. E você também não tem certeza sobre como se sente em relação à mim. Isso seria um erro.

Ela levantou-se, dando as costas a ele e caçando suas roupas. Ele tinha razão. As coisas entre os dois eram confusas demais, e envolver um passo tão importante nessa bagunça só deixaria tudo mais confuso ainda. Ao mesmo tempo, o lado mais inseguro de Rachel insistia em pensar nas palavras de Finn quando eles fecharam o acordo. “Você vai implorar pra eu ir até o fim com você”. Um mês depois e ali estava ela, fazendo exatamente o que ele havia estipulado. Ela não conseguia evitar pensar que Finn estava rejeitando-a como uma forma de puni-la por ser tão prepotente, como ele mesmo dizia. Sua mente estava uma bagunça.

- Só... Vamos embora, tá bem Finn¿

Ele pareceu um pouco decepcionado, mas cedeu à vontade dela. Levantou e vestiu suas roupas também, e ambos permaneceram em silêncio até chegarem em seus respectivos carros. Nesse momento, Finn se aproximou dela e tomou suas mãos.

- Talvez esse tempo que eu passe no Texas seja bom para nós dois. – disse. – Longe um do outro poderemos pensar melhor sobre o que está acontecendo. Se isso é só uma amizade e nós dois confundimos as coisas, ou se isso é algo mais. – ele respirou fundo, e olhou no fundo dos olhos de Rachel. – Eu vou sentir sua falta, garotinha prepotente.

Rachel não pode evitar sorrir um pouco, soltando as mãos dele e envolvendo seus braços ao redor do garoto, em um abraço desajeitado.

- Também vou sentir a sua falta, babaca.

A verdade é que ela sentia muito mais falta de Finn do que gostaria de admitir. A última noite em que o tinha visto ficava voltando à sua mente diversas vezes e já havia sido super analisada de todas as formas. Rachel tentava não pensar sobre os sentimentos que talvez nutrisse por Finn. Tentava não pensar que ele, talvez, pudesse sentir algo por ela. Mas era difícil quando o rosto dele rondava sua mente na maior parte do tempo. Ela não era idiota o suficiente para pensar que isso não significava nada. Ela sentia algo por Finn. A questão era o quão forte poderia ser esse sentimento.

Quando os dois estavam a sós na cabana, as coisas eram surreais. Aquele era o clube secreto de Finn e Rachel, onde não importava se os dois eram de classes sociais diferentes, se os seus amigos torceriam o nariz uns para os outros, se os Berry aceitariam que sua estrela – era assim que seu pai a chamava, como se Rachel fosse perfeita. Como se nunca pudesse errar. – estivesse ao lado de alguém que era tão diferente de todos os que os cercavam. Ela quase podia capturar o rosto disfarçadamente embasbacado da mãe caso um dia chegasse acompanhada de Finn, seus cabelos desgrenhados e sua jaqueta de couro, em casa. “Hudson¿” perguntaria seu pai, “Nunca ouvi um comentário sequer sobre essa família”. Seus pais nunca compreenderiam sua escolha e provavelmente destratariam Finn por baixo dos panos. Ele poderia aguentar¿ Ela poderia não ceder à pressão de pessoas que a influenciavam tanto¿

Além da pressão que sofreriam da sociedade, havia em Rachel o medo de esse ser um sentimento passageiro. Ela e Jesse se conheceram por toda a vida – seus pais eram amigos, estudaram no mesmo colégio até o segundo grau, costumavam brincar juntos. Rachel pensava que o conhecia. Pensava que ao seu lado estava segura. Ele dizia que a amava e estiveram juntos durante todo um ano, sem brigas ou discussões. Mas nada disso o impediu de virar as costas à Rachel quando se cansou. Ela e Finn discutiam metade do tempo em que estavam juntos, e na outra metade só não discutiam porque suas bocas estavam ocupadas. Ele estava acostumado a não ter que dar satisfações a ninguém e tomar suas próprias decisões sem pensar se isso influenciaria outras pessoas. Se havia sido fácil para Jesse ir embora, o quão fácil seria para Finn¿

Escolher Finn seria uma loucura.

O engraçado era que apesar de todos os acasos contribuírem para que tudo desse errado, não a impediam de parecer ridícula em função de sentir-se um pouco mais próxima dele: ouvindo o tipo de música que ele gostava, observando suas estrelas (pois, de alguma forma estranha ela havia relacionado as estrelas à Finn) e sabendo que os mesmos astros que a iluminavam, o iluminavam também. Finn Hudson era o seu carma.

O seu carma e talvez a sua perdição.

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No descampado atrás da casa de seu avô era onde as estrelas eram mais impressionantes. Após três semanas no interior do Texas, Finn havia aprendido tudo sobre cada canto do local. E ali era onde ele vinha noite após noite. Escapava do olhar rígido da Sra. Griffin, a caseira de seu avô John, com um maço de cigarros no bolso e um caderno nas mãos. Sentava-se na grama, geralmente um pouco molhada, e observava as estrelas por horas à fio. Na fazenda, elas eram ainda mais impressionantes do que na cabana. O céu límpido destacava o brilho prateado, e mesmo sem um telescópio ele podia dizer onde encontravam-se suas constelações favoritas.

Finn acendeu um cigarro, dando um trago e observando a fumaça espiralar-se de encontro à noite gélida. Era solitário ali, as vezes. Solitário de um modo bom. Finn amava suas noites, pois era quando podia se afastar de tudo e se trancafiar em sua mente. Deixando o cigarro preso nos lábios, ele abriu o seu caderno. Escrever era uma terapia. Ele havia começado quando o seu pai havia falecido. Sabia que não era bom e nem almejava se-lo: as suas palavras eram fragmentos dele mesmo, uma forma de conhecer-se melhor e esvaziar as angustias. Ele sentia que se não escrevesse as palavras o rasgariam por dentro. Como adagas. E quando ele estava livre delas, sentia-se renascido.

Ultimamente suas adagas eram, na maioria das vezes, sobre uma garota.

Rachel era tão doce, bonita e confusa. Tão, tão confusa. Ele sabia que ela o afetava. Havia sabido desde o momento em que ela viera em sua direção pela primeira vez: uma coisinha pequena e delicada, com o nariz apontando para os céus e uma proposta que de nada condizia com o brilho inocente em seu olhar. Ele não sabia, mas aquele havia sido o momento em que todas as outras garotas haviam perdido a graça. Porque provar um pouco de Rachel era como provar sushi pela primeira vez: é diferente e a ideia lhe parece absurda, até que os seus lábios tocam a iguaria pela primeira vez e pontos que você nem sabia que existiam dentro de você são estimulados. E você sabe que vai querer aquilo novamente, quantas vezes puder ter, porque todo o resto parece um pouco sem graça agora.

E por todo esse tempo, desde o dia da proposta, ele vinha tentando dizer a si mesmo que poderia afastar-se dela quando quisesse. Que não iria doer nada vê-la sair de sua vida quando os três meses houvessem terminado. Mas a verdade é que três semanas sem vê-la já haviam sido suficientemente ruins. Finn sabia que Rachel não era para o seu bico. Não era para o garoto de classe média que morava somente com a mãe, que dirigia um conversível que tinha mais de dez anos e que não sabia amarrar uma gravata, quem diria o lado certo dos talheres na mesa. Mas nada disso impediu que ele se apaixonasse por ela. Pela garota que escrevia estórias e o fazia sentir-se como se pudesse ser livre, finalmente.

Sim.

Finn a amava. Porra, sim.

Ela era a sua estrela: linda, fascinante e completamente inalcançável.

Respirou fundo, acabando com seu cigarro de uma só vez. Observou seu caderno, uma poluição de anotações sobre estrelas, de desenhos de Rachel, e de palavras aleatórias que vinham em sua mente.

Ela podia até parecer inalcançável... mas aquilo nunca havia o impedido antes. Então porque o impediria agora¿

Ele tinha exatamente duas semanas e dois dias para pensar em uma forma de alcançar as estrelas.