Dirty Little Secret
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Seguinte, nesse momento da minha vida não tenho condições de escrever uma puta fic comprida, então essa aqui será short-fic praticamente só voltada para Finchel. Será postada enquanto ainda estou de férias, já que quado as aulas voltarem não terei tempo, infelizmente :/
Quanto a morte do Cory, já me pronunciei na Blessed... e para mim, as fics são uma forma de mante-lo vivo.
Enfim, espero que gostam da história e boa leitura!
1997
Rachel Berry olhou seu perfil no espelho maior que ela, que se encontrava preso na parte interna da porta do armário. Observou atentamente cada detalhe de seu corpo nu. Os cabelos molhados e escuros escorriam sobre os ombros até abaixo dos seios. Seios esses que, de tão pequenos, contribuíam para que a auto-estima da garota fosse prejudicada. Franziu o cenho para essa parte de seu corpo. Aos 16 anos ela já esperava ter seios grandes e bonitos, como os de Quinn. Ela já havia percebido como Jesse olhava algumas vezes para o decote de sua amiga, mesmo que ele tentasse ao máximo disfarçar. Os garotos gostavam de seios. Ela esperava que esse problema fosse resolvido logo.
- Rachel! Estamos atrasadas! – gritou Beth, sua irmã mais nova, do andar de baixo da casa dos Berry. Beth tinha 14 anos e ia ao mesmo colégio que Rachel. Ela achava a vida da irmã mais velha excitante – Rachel podia voltar pra casa às 23hrs, namorava Jesse St. James, um veterano do Colégio Carmel e andava com as garotas mais populares do colégio.
Rachel apressou-se em vestir a saia rodada e a camisa branca que serviam como uniforme do Colégio de Freiras de Ohio. Nos pés, calçou uma sapatilha preta simples. O Colégio de Freiras de Ohio era uma tradição na família Berry: todas as moças da família haviam de estudar no CFO. Rachel gostaria muito mais de estudar no Colégio Carmel, porém o CFO tinha suas vantagens. Por exemplo, suas amigas Santana Lopez, Tina Cohen-Chang e Quinn Fabray. Juntas, as quatro formavam um tipo de entidade do colégio na qual todas as garotas morreriam para entrar. Nenhuma entrava, obviamente. Santana, Quinn, Tina e Rachel eram amigas de infância e aquele era o grupo delas – e somente delas. Quatro garotas completamente diferentes que acima de tudo se amavam e se respeitavam. Porém, “a entidade” acabava servindo de inspiração para as outras garotas, mesmo que as quatro não pretendessem servir de exemplo para ninguém – Santana era a prova viva (até demais, algumas vezes) disso.
Após mais um grito da irmã, Rachel apanhou sua bolsa Kate Spade da cama acolchoada e desceu as escadas correndo.
- Ei! Essa tiara é minha! – disse Rachel assim que avistou Beth parada perto da porta, usando uma tiara vermelha nos cabelos claros.
- Se continuar reclamando, eu contarei ao papai e à mamãe que não era na casa da Quinn que você estava dormindo no sábado passado. – A irmã disse à Rachel em um tom ameaçador. – E a propósito, se você fornicou, quero que me conte tudo!
Rachel limitou-se a lançar um olhar zangado na direção de Beth e atravessou a porta como um raio, entrando na BMW da mãe um pouco nervosa. Um minuto depois Beth sentou-se no banco de trás, com uma risadinha boba nos lábios.
A mãe das garotas, Shelby, deu a partida no carro e Rachel observou, pela janela, sua casa se afastando. Com um pai cirurgião e uma mãe sendo uma ex-bailarina de renome, a casa dos Berry não poderia ser nada menos do que magnífica. Rachel e Beth haviam crescido cercadas de luxos e mimos. Em troca, só tinham que ser alunas e filhas excelentes. Rachel se pegou imaginando o escândalo que sua mãe faria se descobrisse o quão perto ela esteve de entregar-se à Jesse no fim de semana passado. Fazia um ano que ela e Jesse St. James namoravam. Ela era virgem, mas não era ingênua a ponto de pensar que o namorado também o fosse. Jesse não a pressionava, mas Rachel sabia que ele sentia falta de sexo. Então ela pensou que o sábado passado era a ocasião perfeita para que os dois tivessem sua primeira vez juntos. Completariam um ano de namoro, e Jesse estaria sozinho em sua casa. Haviam velas, vinho italiano, um vestido perfeito, beijos e promessas sendo trocados à meia luz tremeluzente e então... nada. Rachel travou. Ela sabia que estava pronta para o sexo, mas o medo de não ser boa o suficiente, de decepcionar, a fez entrar em parafuso. E desde então, quando havia deixado Jesse atônito em sua sala de estar no sábado anterior, os dois não haviam se falado. E não fora por falta de tentativas: Rachel havia o procurado diversas vezes e tinha quase certeza de que, apesar das desculpas da governanta da casa dos St. James, Jesse poderia ter atendido a namorada – apesar dela não ter muita certeza se os dois ainda eram namorados.
E agora, Rachel estava prestes a fazer uma coisa horrível. “É em prol do meu relacionamento” era o que ela repetia para si mesma desde a noite anterior quando, com a ajuda da entidade, havia decidido o que precisava fazer para finalmente perder seu medo. Ela precisava se tornar boa. E nada como a prática para levar à perfeição.
- E como eu vou praticar se não consigo fazer? – perguntara Rachel, na noite anterior, com uma voz desdenhosa. Quinn, Santana e Tina estavam jogadas em sua cama. As quatro escutavam ‘N Sync (N/A: qualquer criança dos anos 90 se lembra de N’ Sync gente, febre das febres HUAHAUAHUHA só pra vocês que não são velhos como eu, sentirem a tensão: http://letras.mus.br/nsync/27790/ ps: sim, o cabeça de couve flor mal desenvolvida é o Justin Timberlake) e comiam alguns bombons, enquanto Rachel confessava o desastre completo que havia sido o sábado anterior.
- Você pode tentar praticar sexo oral com um pepino. – sugeriu Quinn, o rosto de porcelana corando logo em seguida, assombrada pelas próprias palavras.
- Não seja tola. – disse Tina, rindo. – Como ela saberia se está sendo boa, com um pepino? Pepinos não expressam reação nenhuma.
Santana pigarreou, e então colocou-se de pé na cama da amiga.
- Corrija-me se eu estiver errada... Porém o motivo pelo qual você não prosseguiu com o Jesse é porque a idéia de não ser boa o suficiente para ele te deixa aterrorizada. Certo? – Rachel assentiu com a cabeça, sem entender ao certo onde Santana queria chegar. – Ouça com atenção minhas palavras, Rach... Para ele. – Santana observou os rostos confusos das amigas e se perguntou se era a única que tinha uma boa cabeça ali. – Amiga, o que estou sugerindo é que você pratique com outra pessoa.
Três “ohs” foram ouvidos e Quinn engasgou-se com o bombom de cereja que havia acabado de colocar na boca.
- Isso é... nojento. – disse Rachel, após alguns segundos de tensão.
- Qual é, puritanas. – Santana riu dos rostos levemente embasbacados das amigas. – O problema de vocês é que passam tempo demais naquela escola de freiras e tempo de menos saindo comigo. Sexo e amor são coisas completamente diferentes. Você pode amar alguém e não sentir vontade de transar com essa pessoa. Da mesma forma, pode transar com alguém sem amá-lo. Isso é o melhor, na verdade. O prazer do sexo e nenhuma complicação sentimental envolvida. Isso é ótimo. Além disso, Rachel, você não teria a pressão de ter que agradar a outra pessoa porque ela não significaria nada para você. Veja isso como... aulas a serem tomadas. Você aprende a transar e depois passa as suas lições para o Jesse. Tendo certeza de que é boa, não vai mais travar. – Rachel abriu a boca para protestar, sendo interrompida por Santana. – E isso não seria traição, já que você e o Jesse parecem estar dando um tempo. Afinal, nenhum namorado evita a namorada por uma semana.
- Chegamos. – disse Shelby, com um sorriso. Rachel e Beth beijaram o rosto da mãe e depois desceram em frente aos portões azuis que levavam à construção do século XVI. Ao chegar ao colégio, Rachel sentiu-se um pouco tensa. Faltavam quatro horas. Quatro horas, e ela começaria a por seu plano em ação.
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- Você está mesmo falando sério? – perguntou Finn Hudson, com feições indetermináveis por trás dos ray-bans pretos que cobriam seus olhos. Rachel apertou mais ainda as mãos que estavam junto ao colo, observando os nós de seus dedos tornarem-se brancos.
- Sim. – Determinada a mostrar-se tranqüila, ela desenlaçou os dedos e cruzou os braços abaixo dos seios. Jogou os cabelos para trás com um movimento de cabeça e sorriu para Finn. – Obviamente eu não estou falando do sexo propriamente dito. Eu quero que você me ensine a ser boa. Você pode me beijar. Pode me ensinar a te beijar. A te acariciar. A te deixar... alegre. Mas não chegaremos a transar. Eu sou virgem, e quero fazer isso com alguém especial.
Ela observou um sorriso debochado formar-se nos lábios de Finn e reprimiu a vontade de apagá-lo com um tapa. Finn Hudson. Ela mal podia acreditar que havia o procurado para isso, se expondo dessa forma.
Finn era o maior deflorador de moças que Rachel conhecia. A fama dele atingia níveis regionais. Ela havia perdido as contas de quantas vezes havia ouvido suspiros apaixonados, relatos de noites quentes, e soluços desesperados nos corredores do CFO dirigidos à Finn Hudson. E ela sempre havia pensado somente uma coisa: Como essas garotas permitiam-se cair na rede de alguém tão previsível?
Obviamente, ele poderia fazer o tipo de algumas meninas tolas. Rachel não podia dizer que Finn era propriamente feio, aliás. Ela observou os cabelos castanhos desgrenhados, contrastando com a pele pálida e os lábios rosados. Os músculos de seus braços teimavam em mostrarem-se presentes mesmo através do tecido da camiseta preta. Ela podia jurar que mais para baixo haviam músculos em sua barriga também. Não. Ele definitivamente não poderia ser considerado feio. Ele se escondia atrás da aparência, do Cadillac Vermelho e da pose de malvado. Porém, Rachel sabia, aquela era somente a carcaça. Por trás dela, ela podia jurar que o máximo que se encontraria era um cérebro danificado e opiniões vazias. Um homem vazio.
E por isso ele era perfeito para seu plano. Para se tornar seu professor: Bonito o suficiente para que ela se sentisse atraída por ele, e idiota o bastante para que ela – nem em um milhão de anos – se apaixonasse por Finn.
- E o que eu ganho com isso, Berry? – perguntou ele, enfim, após alguns minutos observando o semblante de Rachel.
- Não é óbvio? Mais uma virgem para sua ode à satã.
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Ele topara. Uma parte de Rachel esperava que Finn não topasse. Somente dessa forma ela poderia desistir dessa idéia absurda e partir para casa dizendo a si mesma que tentara, tentara com afinco, e que se não dera certo não era culpa dela afinal.
Porém, ele topara.
Os dois selaram ali mesmo os termos de sua relação: Durante o tempo de dois meses, Finn ensinaria a Rachel tudo o que ela precisava saber sobre agradar aos homens – sem o sexo propriamente dito, como ela mesma lembrara várias vezes, apesar das palavras de Finn (“Acredite em mim, baby, ao fim desses dois meses você vai implorar pra eu ir até o fim com você”). A relação seria exatamente um segredo. Pareceria sem noção sair por aí espalhando esse tipo de coisa. Aquilo cabia respeito aos dois e mais ninguém. Os encontros ocorreriam em locais à escolha de Finn. Também à escolha de Finn, estariam as lições semanais. Rachel não poderia opor-se à elas, mesmo que elas lhe parecessem absurdas. E, por fim, o mais importante: era estritamente proibido se apaixonarem.
Notas finais
beijos ♥
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