Notas iniciais
Oi lindas! Admito que não iria atualizar hoje por motivos de ~ sou difícil ~ HAUAHAUHAUHA mas as reviews de vocês foram tão lindas e eu gostei tanto de escrever o capítulo à seguir que não resisti e vim postar *-* obrigada pelo carinho e pela dedicação. Adoro saber que gostaram da estória!
Boa leitura!

Rachel fechou os olhos ao sentir as mãos de Finn Hudson tocarem-lhe a cintura com uma leve pressão. As mãos dele eram grandes e quentes e ela imaginou como seria a sensação de tê-las em contato direto com sua pele, sem o tecido leve do vestido como barreira. Amaldiçoou-se em pensamento por ter ao menos cogitado a idéia de querer sentir o toque de Finn de maneira mais intima. De olhos fechados, ela não podia observar o sorriso que formara-se nos lábios do garoto. Ela entregava-se tão fácil. Apesar de esforçar-se muito para parecer mais madura e autoconfiante, Rachel sempre acabava demonstrando sua inexperiência. Fosse através de um ranger de dentes nervoso, de um entrelaçar de dedos, de uma batida de pé, ou, como nesse momento, através do ato de fechar os olhos e entreabrir os lábios em antecipação, ansiosa pelo beijo que achava que receberia.

Finn puxou o corpo de Rachel para mais perto do seu, fazendo com que suas fragrâncias e respirações se fundissem em uma. Com a ponta da língua, tocou levemente o lábio dela, sentindo como as mãos de Rachel apertaram um pouco mais sua nuca e aproximaram o rosto dele do dela, fazendo que as testas se encontrassem e os lábios roçassem.

- Eu não vou te beijar. Ainda não. – disse Finn em um tom de voz baixo, ouvindo um gemido de frustração morrer nos lábios de Rachel, o que o fez sorrir. – Mas continue com os olhos fechados.

Aquela era a primeira lição à qual Rachel estava sendo aplicada. E consistia basicamente em aprender que um beijo podia ser tão erótico quanto um toque mais ousado o era. Pra mostrar isso à Rachel, Finn estava disposto a ir com calma... mesmo que uma parte dele desejasse desesperadamente tomar a boca dela na sua e poder comprovar se o gosto de Rachel era tão bom quanto ele achava que era.

Os dois encontravam-se no quarto de Rachel, apesar dos protestos que ela havia protagonizado ao saber que ali ocorreria sua primeira lição. O quarto dela era um local muito íntimo, e ela não estava disposta a compartilhar sua vida com Finn.

Porém, ao sentir os lábios dele beijando-lhe as têmporas, as bochechas, o queixo, e descendo para a sua clavícula, Rachel agradeceu mentalmente por estar em seu quarto. Daquela forma, ela podia apegar-se a algo real, prático, que ela conhecia muito bem. Pensou em sua prateleira de livros. Na colcha cor-de-rosa que encontrava-se abaixo dela. No tapete branco e felpudo que cobria o piso de madeira de seu quarto. Esforçou-se muito para pensar em qualquer coisa que não fosse o garoto com cheiro de couro que, com os lábios, traçava o caminho de volta até seu rosto.

Ela sentiu uma lufada de ar proveniente de Finn em seu rosto. E então, a língua dele adentrou sua boca lentamente. A boca de Finn tinha gosto de pastilha de limão. Essa foi a segunda coisa que Rachel notou, bem atrás do fato de que seu corpo nunca tinha reagido tão violentamente ao toque dos lábios de ninguém.

Devagar, ele a beijou. Primeiro sua língua somente passeou pela língua dela, com os lábios limitando-se a simplesmente existirem, inertes. Finn sentiu os braços se arrepiarem quando os dedos de Rachel pressionaram com um pouco mais de força a sua nuca. Rachel tinha um gosto doce, gosto de alguma coisa que ele não podia identificar, então simplesmente limitou-se a classificar como Gosto de Rachel.

E então, ela moveu os lábios sobre os dele, sugando-os com uma leve pressão, incentivando-o a fazer o mesmo. Finn entendeu a mensagem e imitou o movimento dela. Agora, lábios e língua trabalhavam juntos, com suavidade e lentidão. O coração de Rachel batia forte e ela sentia cada vez mais vontade de aprofundar o beijo.

Aproximando-se ainda mais de Finn, ela rodeou a cintura dele com o braço que até então encontrava-se inerte. A mão que estava na nuca dele subiu um pouco mais, os dedos entrelaçando-se no cabelo castanho rebelde. Imediatamente, Finn reagiu ao toque dela, apertando sua cintura com uma força que contrastava com a suavidade dos movimentos que seus lábios faziam.

Rachel beijava com o corpo todo. Mesmo de olhos fechados, Finn podia apostar que os braços dela estavam tão arrepiados quanto os seus próprios braços. Passou seus braços ao redor dela, prendendo-a em um abraço gentil e ao mesmo tempo firme. O corpo de Rachel tremia levemente, completamente entregue. Finn queria mais e sentia seu corpo protestando em busca do que desejava. E foi com relutância que ele afastou seus lábios dos dela.

Devagar, Rachel abriu os olhos. O rosto de Finn estava compenetrado, e ela se perguntou se fora somente ela que sentira as faíscas provenientes daquele beijo. Corou ao pensar no quanto fora tola e entregara-se fácil. No quanto quisera mais. E no quanto ficara desapontada quando o beijo fora interrompido.

- Você não queria que eu parasse. – disse ele, simplesmente. Rachel rolou os olhos, como se negasse, mas Finn viu o bolo que descera por sua garganta, indicando que ele tinha razão. – É assim que um beijo deve ser. Você não deve querer parar. Um beijo, princesa, pode ser tão sexy quanto tirar as roupas. – Finn piscou para Rachel, observando seu rosto corar, e reprimiu a vontade de rir que surgiu.

- Pode acreditar que tirar as roupas nem se passou pela minha cabeça, seu troglodita.

Finn riu e jogou o corpo na cama de Rachel, que levantou-se imediatamente.

- O que foi? – ele perguntou, observando as pernas bonitas da garota, que estavam à mostra graças ao vestido leve que ela vestia. Finn não podia impedir-se de desejar que aquelas pernas estivessem rodeando o seu quadril. Ignorou seus pensamentos, sabendo que o formigamento entre suas pernas poderia evoluir para algo mais embaraçoso.

- A lição já terminou, Finn. Não tem porque você continuar aqui.

Rachel virou-se de costas para ele, num esforço de manter a compostura. Ajeitou a gola Peter-Pan de seu vestido cor de salmão e alisou a saia plissada. A verdade era que ela sentia-se acuada pela presença de Finn em seu espaço — em sua cama, especificamente — logo após o que haviam acabado de protagonizar.

Ela ouviu as molas da cama rangerem e soube que ele havia levantado. Permitiu-se respirar aliviada, mas isso foi até sentir as mãos de Finn depositarem um tapa em seu traseiro, quando ele passou ao seu lado para dirigir-se a porta.

- Seu... babaca! – gritou Rachel, atirando uma almofada que repousa pacificamente na poltrona perto dela, na direção de Finn.

Ele riu ainda mais alto do que da última vez, desviando da almofada com um movimento engraçado e pegando a jaqueta de couro do cabideiro dela, jogando-a sobre o ombro.

- Até mais, princesa. A propósito, bela bunda.

Rachel soltou um pequeno gritinho e bateu o pé com força no chão, sabendo que parecia uma garotinha mimada, porém sem importar-se com isso. Ela estava brava. Mais do que isso, irada.

O problema era que os motivos encontravam-se embaralhados em sua cabeça.

Ela esforçava-se para acreditar que estava irritada pela atitude machista de Finn. Mas uma parte dela se perguntava se não estaria irritada pela indiferença de Finn ao beijo mais incrível que ela já tinha ganhado.

Respirou fundo e encostou-se à janela, observando Finn pular a porta de seu carro e ajeitar-se no banco. Um minuto depois, o motor roncava para longe da casa dela.

Tratou de afastar-se da janela e ocupar-se com um livro. Afinal, de alguma forma, ela precisava acalmar aquelas borboletas que teimavam em continuar dançando em seu estomago.

Notas finais
Espero que tenham gostado meninas! E se gostaram, me deixem saber... isso incentiva demais a continuar escrevendo. Beijos ♥