Notas iniciais
Oi gente... Eu sei que demorei, sei mesmo #badmari. Porém eu to com pouquissimo tempo pra escrever, e desde o último capítulo tenho escrito um pouquinho todos os dias, conforme minha inspiração. Esse capítulo tem uma cena que foi muito difícil de escrever, pois nunca havia escrito algo do tipo. Já peço desculpas se ficou muito ruim HAUAHAUAH esse capítulo também é meio que um divisor de águas da história, então espero que vocês gostem!
Agora, uma coisa... tem 29 pessoas acompanhando a história, e 5 comentando. Não deixarei de escrever por causa disso, mas gente... é uma diferença gritante u_u KKK
Boa leitura :**

- Vem aqui. – disse Finn, deitado sobre as almofadas brancas e observando Rachel com os olhos intensos. A música baixa que tocava e o fato de saber que estavam à quilômetros de distância de suas vidas tão diferentes uma da outra, fazia com que Finn se sentisse tenso. Além disso, a lição que ele pretendia ensinar para Rachel em breve, o fazia tremer em antecipação.

Rachel aproximou-se e em seguida abaixou-se ao seu lado, próxima o suficiente para que ele sentisse o seu cheiro suave e delicado. Finn sentiu vontade de tocá-la. Apertou uma das almofadas com as mãos, para conter-se; Ela o deixava nervoso. Era tão estranho que essa menina inocente deixasse um homem experiente como ele sem saber onde colocar as mãos. Rachel fazia com que Finn se sentisse um iniciante.

Um silêncio instalou-se entre ambos e somente a voz de Sebastian Bach saindo dos alto falantes do rádio o quebrava. (N/A: Sebantian Bach era o vocalista da Skid Row, amor dos amores ♥)

- Sabe por que a cabana é tão incrível? – disse Finn, após o término da canção I Remember You. Ele virou o rosto em direção à Rachel, que negou a pergunta com um movimento de cabeça. – Quase ninguém sabe da existência desse lugar. É quase como uma Atlântida de Ohio. Um mito. Quem descobriu isso aqui foi o irmão mais velho do Jake Puckerman. Com certeza, o Puckerman mais incompreendido de todos. Ele vinha pra cá sozinho depois das aulas e passava as tardes sendo simplesmente ele mesmo. O nome dele era Noah. A maioria das frases nas paredes... bem, foram escritas pelo Noah. Ele já terminou o ensino médio e foi o primeiro de nós a dar o fora daqui. Foi tentar a vida em Nova York, como escritor, e ninguém nunca mais ouviu falar nele, nem mesmo o Jake. Mesmo sem ter a pretensão, ele transformou a cabana em um local de “peregrinação”. Ás vezes é bom simplesmente deixar as máscaras na cidade e vir pra cá passar um tempo sem ter que esconder nada de ninguém.

Rachel ouvia o relato atentamente, constatando como os olhos de Finn brilhavam ao falar sobre aquele lugar. Observou as paredes mais uma vez, pensando se haveria alguma frase da autoria de Finn escrita dentre tantas outras. Finn falava com tanta convicção sobre máscaras, que ela não pode evitar se perguntar quais eram as máscaras de Finn. O que o perturbava? Os pensamentos de Rachel arredavam caminhos perigosos, e ela sabia disso. Não podia se deixar levar pela curiosidade de descobrir mais sobre Finn. Não quando ela sabia que os dois se afastariam assim que as lições fossem completadas.

- A questão é, — continuou Finn – que eu te trouxe aqui justamente pra te ver sem máscaras.

Antes que pudesse sequer pensar sobre o que estava fazendo, Rachel esticou-se sobre o corpo de Finn, colocando as duas mãos ao lado da cabeça dele. Com suas próprias pernas, ela sentia os músculos rígidos de sua coxa. Mais uma vez, não pode evitar imaginá-lo sem os jeans que cobriam seu corpo. A curiosidade de Rachel em relação à Finn era tão grande quanto a implicância que nutriam um pelo outro. Além disso, ainda havia aquela atração física. Gigante. Crua. Palpável. E o relato dele sobre a cabana e seus próprios medos o havia tornado mais humano aos olhos dela, fazendo com que ela instintivamente sentisse necessidade de senti-lo. Uma necessidade à qual ela havia se entregado.

Ela ouviu Finn chamar seu nome somente um segundo antes dos lábios dele avançaram sobre os dela, tomando-os como se tivesse fome deles. Rachel colocou sua língua dentro da boca dele, tentando suprir a necessidade de sentir mais de Finn. De saber mais sobre ele. Logo a língua dele também invadia a sua boca, sem pedir licença, lutando para conseguir espaço. Um formigamento quente subia pela espinha de Rachel, seguindo o tracejado que Finn fazia com a ponta dos dedos sob o tecido fino de sua blusa.

Sem desgrudar seus lábios, Finn virou o corpo sobre o dela, sentindo uma pressão crescer em seu baixo ventre. Ela sentiu uma das mãos dele adentrarem sua blusa, o tecido leve e solto facilitando a exploração que ele pretendia iniciar. As carícias continuaram, num misto de ânsia e de vontade que nada daquilo acabasse tão cedo. Finn subiu a blusa de Rachel, olhando admirado para a garota ofegante abaixo dele. Os lábios estavam entreabertos e os olhos tinham um novo tipo de brilho, algo de selvagem cintilando nas íris escuras. Finn terminou de retirar a blusa de Rachel, e não pode evitar que seu olhar se voltasse para a barriga nua e bronzeada da garota, e para os seios perfeitos emoldurados por um sutiã branco, simples. Em um segundo, a beijava ferozmente novamente. Em um gesto ousado, que pouco condizia à sua personalidade, Rachel rebolou os quadris abaixo de Finn que, surpreso, deixou que um leve gemido escapasse sobre os lábios dela. Foi aquele som que trouxe Rachel de volta a realidade. Afastando-se dele, ela cobriu os seios praticamente desnudos com os braços, lutando contra o rubor que ela sabia que crescia em sua face.

- O que você tá fazendo? – perguntou Finn, observando enquanto Rachel levantava-se e varria a cabana com o olhar, a procura de sua blusa. Uma incomoda sensação de vazio o preencheu quando Rachel afastou-se dele. Sensação essa que era acentuada pelo formigamento entre suas pernas.

- Não, Finn... O que a gente tá fazendo?

- Como assim?

Rachel avistou a blusa jogada sobre o sofá, e não permitiu se perguntar como diabos ela havia ido parar tão longe. Vestiu-a apressadamente, de costas para Finn. Quando achou que a respiração ofegante e o rubor nas bochechas já estavam relativamente controlados, virou-se para ele.

Finn estava sentado sobre os joelhos, fazendo com que a calça jeans se esticasse sobre as pernas e destacasse um suspeito volume entre elas. Os olhos dele estavam confusos e sua respiração tão entrecortada quanto a dela. A situação seria cômica, se tudo não estivesse tão errado.

- Eu... Eu nunca... Nunca fiquei assim na frente de alguém antes. – admitiu Rachel, por fim.

Finn tentou reprimir o macho irracional que brotou dentro de si ao saber que ele, e somente ele, havia visto Rachel de forma mais intima.

- Eu queria te ver sem máscaras... lembra? – começou.

- É. Mas acabou me vendo sem roupas.

Finn riu e levantou-se, aproximando-se de Rachel. Ela mordia a parte inferior das bochechas, nervosa. Apesar de saber que Finn definitivamente sabia que ela era inexperiente, não quis parecer tão ridícula a ponto de causar um ataque de risos nele. Amaldiçoou-se e virou as costas para Finn, ciente de sua presença cada vez mais próxima. Sentiu os braços dele envolverem sua cintura, e seu queixo roçar o topo de sua cabeça. Um sentimento estranho invadiu-lhe. Lá estava ela, em uma situação relativamente familiar, com Finn. Havia estado naquela mesma posição com Jesse diversas vezes. Mas ela e Finn eram estranhos até duas semanas atrás, e aquele tipo de comportamento não condizia com o que ela esperava dele – o bad-boy perturbado, o tipo de homem pelo o qual Rachel nunca se encantaria.

Como se pudesse ler os pensamentos de Rachel só pelo fato de a estar tocando, Finn disse:

- Eu sei que essa situação pode ser um pouco estranha, porque nós dois éramos completos desconhecidos algumas semanas atrás. Mas eu quero que você se lembre que me escolheu justamente por isso: comigo você não precisa ter medo de falhar. O motivo pelo qual eu te trouxe aqui é porque na cabana você pode se despir, Rachel. Você pode se livrar das suas vaidades. – ele tirou as mãos de sua cintura e passou a fazer uma carícia continua nos braços dela, utilizando a ponta dos dedos, sentindo como sua pele arrepiava-se ao seu toque – Eu não espero nada de você. Eu não vou te julgar. Estou aqui pra te ajudar, Rachel. Você pode ser você mesma.

Rachel fechou os olhos, absorvendo o máximo que podia dos toques e palavras de Finn. Ele tinha lábia, ela não podia negar. Em um segundo estava assustada e irritada e, agora, ali estava ele fazendo de novo: ultrapassando suas barreiras, a deixando tonta e perdida. Perdida de um jeito muito bom.

Virou-se para ele, dando-lhe um beijo tão leve que por um momento Finn se perguntou se o beijo havia mesmo ocorrido. Ao constatar que sim, abaixou-se na altura dela, de modo que pudesse sussurrar em seu ouvido.

- Você tem que saber que é linda. Tem que acreditar nisso. Nada excita mais um homem do que uma mulher cheia de auto-confiança. – Rachel mordeu os próprios lábios, sentindo como o hálito quente de Finn beijava-lhe a orelha. – E eu adorei te ver sem a blusa. – ele deu um riso rouco. – Você com certeza sentiu o quanto.

Rachel reprimiu um sorriso, lembrando-se de Finn sentado sobre as almofadas, excitado e confuso.

- Vocês mulheres tem um poder sobre nós, meros garotos... Ah Rach, não posso nem começar a te explicar. Vocês só têm que aprender a exercer tal poder. E eu quero te ensinar. É por isso que te trouxe aqui, que quis te ver longe de todo mundo... para poder ensinar a você a usar a sensualidade natural que só as mulheres tem, à seu favor. Eu geralmente não te pediria, mas dessa vez eu vou pedir... Me deixa te ensinar?

Após pensar alguns segundos, Rachel assentiu.

_____________ // ______________________________________ // _______________

Rachel mordeu o interior da bochecha, nervosa. Quando havia concordado em deixar Finn lhe ensinar a se soltar e trabalhar sua sensualidade, não pensou que ele pediria o que pediu à seguir.

“Dança pra mim, Rach. Dança pra mim enquanto se despe”.

Ela sabia que se conseguisse fazer isso, conseguiria fazer qualquer coisa. Sabia que era necessário que se soltasse para que as lições prosseguissem. Mas isso não significava que ela não estivesse completamente mortificada com a idéia de fazer um strip-tease.

Finn estava sentado no sofá velho, a observando. Assim que ela ouviu a música começar a tocar, fechou os olhos. Estava na hora.

No ritmo da música, ela passou a se mover. Primeiro, de uma forma mecânica. Logo, os quadris estavam mais soltos. Rachel tentou lembrar-se de como os moveu debaixo de Finn, alguns minutos atrás, e imitou o movimento. A lembrança do gemido de Finn a fez morder os lábios.

Os olhos de Finn estavam injetados de desejo, enquanto observava Rachel se mover. Seus quadris balançavam de uma forma naturalmente sexy, e quando ela mordeu os lábios ele achou que aquele seria seu fim. De olhos fechados, ela movia os quadris e a cabeça, fazendo com que o cabelo se espalhasse de forma displicentemente sexy por seu rosto.

Rachel abriu os olhos. Finn a observava com uma centelha de fogo no olhar. De repente, ela compreendeu o que ele queria dizer sobre as mulheres terem o poder. Ali estava Finn Hudson, o maior galinha da história de Ohio, perdendo a sua pose de James Dean por uma garota como tão inexperiente quanto ela. Ela não estava mais envergonhada, ou mortificada. Agora, ela se movia pela vontade de ver em Finn o mesmo descontrole que o tomara quando ambos estavam juntos, nas almofadas.

Sem deixar de dançar, sustentando o olhar de Finn, ela passou a acariciar seu próprio quadril. Teceu sua face em uma careta que ela esperava ser sexy, e se abaixou rebolando, passando as mãos por suas pernas no trajeto. Rachel mordeu os lábios, e uma vez lá embaixo, rebolou ainda mais, abrindo as pernas de modo provocante. Finn mal pode conter um gemido, sentindo as calças se apertarem.

- To fazendo direitinho? – perguntou Rachel com um olhar falsamente inocente.

Finn assentiu, sorrindo de lado ao perceber as intenções de Rachel.

Ela voltou a ficar de pé, lentamente, ainda acariciando as próprias pernas e quadris. Subiu as mãos para o seu ventre e passou a puxar a blusa devagar, revelando a barriga lisa e os seios pequenos. Finn sentiu o sangue pulsar em suas orelhas, enquanto o corpo de Rachel era novamente revelado. Ela estava usando somente a calça jeans e o sutiã liso novamente, mas dessa vez ela não recuou. Pelo contrário. Aproximou-se dele, com um andar lento e um sorriso sensual brincando nos lábios.

Estando próxima a ele, Rachel passou a dançar novamente. Lentamente, passou as mãos na barriga, em direção aos seios, deixando Finn com uma cara abobalhada. Ela própria se espantou ao constatar que estar ciente de sua capacidade de sedução a deixava tão diferente do usual.

Finn mordeu os lábios ao ver que as mãos de Rachel subiam para as alças do sutiã. Com um sorriso inocente ela brincava de abaixar e levantar as alças.

- Você é boa em torturar, Rachel. É melhor nisso do que pensei que fosse.

Ela dirigiu as mãos às costas, abrindo o fecho do sutiã. Sentiu a face se esquentar ao perceber que ficaria nua em frente à Finn. Que mostraria a ele partes do seu corpo que tanto a incomodavam. Tentando criar coragem, disse a si mesma que Finn já havia visto corpos de mulheres de todos os formatos. O dela seria somente mais um.

Deixou que a peça caísse de seu corpo, abandonando-a no chão e tentando não pensar na vergonha. Finn mexeu-se desconfortavelmente no sofá, precisando de muito autocontrole para não se levantar e toca-la de um modo que Rachel nunca havia sido tocada.

Rebolando, ela se livrou da calça, lentamente. Usava uma calcinha branca, também simples, e se amaldiçoou por não estar vestindo nada melhor. Olhou para Finn, um pouco nervosa. Sentia o vento beijar-lhe o corpo e prontamente sentiu-se envergonhada. A música terminou.

Um silêncio pesado tomou conta do ambiente e Rachel tentou lutar contra o ímpeto de cobrir-se. Agora que havia ido até o fim, não tinha porque mostrar-se vulnerável.

- Você é linda. – disse Finn, afinal. Levantou-se e acariciou o rosto de Rachel, puxando-a para perto e a beijando novamente. Sentiu que ela se retesava em seus braços no começo, mas depois relaxou.

Ali, na cabana, os muros entre Finn e Rachel haviam caído. E ambos sabiam que tudo havia mudado, sem ter como voltar atrás.

Notas finais
Gostaram? *-* mais uma vez, desculpa se a cena de strip ficou ruim... mesmo HAUAHAUA