Notas iniciais
Oi amores *-* eu sei que demorei, não me matem tá? HAUAHAUH é que eu realmente tenho pouco tempo para escrever aqui no trabalho, então os capítulos demoram um pouco para ficarem prontos. Mas aqui vai um novo capítulo! E essa fic já tá ficando maior do que imaginei que ficaria HAUHAUHA
Espero que gostem, e comentem mais ok? Eu agradeço muitos às leitoras que deixaram comentários, mas eu sei que tem mais gente que lê e não se importa em dizer o que pensa. A verdade é que isso desanima, e se na próxima vez não tiverem bastante reviews eu vou demorar ainda mais pra postar. Sei que tem leitores aqui que também são escritores e entendem bem do que to falando.
Fora isso, espero que aproveitem o capítulo e que gostem dele. Boa leitura ♥

Ele podia ver, logo atrás da cabeça loira de Lex Furman, que a professora escrevia no quadro negro algo sobre a Guerra do Vietnã. Esse assunto geralmente despertaria o interesse integral de Finn. Guerras eram um de seus assuntos prediletos e, por mais que odiasse admitir, ele era muito bom em História.

Mas não hoje.

Hoje, a sua mente estava completamente tomada pela lembrança do beijo que havia trocado com Rachel na tarde anterior. A sensação da pele quente dela sob os seus dedos, a forma como seus lábios se tocaram, a fome crescente que o toque proporcionou, o fato de que os dois se encaixaram perfeitamente... Aquele havia sido o Super-Homem dos beijos.

E os pensamentos de Finn iam além do beijo propriamente dito. Os pensamentos dele iam para Rachel Berry.

Rachel era intrigante. Geralmente, Finn se mantinha longe de garotas como ela: criadas sob as asas protetoras dos pais endinheirados, garotas como ela geralmente significavam problemas. Eram lindas, elegantes e inteligentes. Os pais não aceitavam nada menos do que isso e também não aceitariam ninguém menos do que perfeito para ficarem ao lado de suas princesas.

Garotos como Finn eram um passatempo para garotas como Rachel. Elas achavam divertido brincar com eles por um tempo. Eles eram diferentes dos garotos aos quais elas estavam habituadas, os de barba feita e cabelos alinhados, que estudariam em Yale ou em Harvard futuramente. Eram um enigma que elas gostavam muito de desvendar, até o dia que o quebra-cabeça tornava-se desinteressante e até prejudicial. Porque, no fim, eram com os garotos alinhados que as garotas ricas queriam passar a vida. Era isso que as mães as ensinavam desde pequenas. Era isso que elas viam as irmãs mais velhas fazendo. E era isso que elas fariam.

E Finn sabia, realmente sabia, que devia manter-se longe dela e longe de problemas dos quais não teria controle futuramente. Problemas como se deixar cativar por uma garota que estaria fora de seu alcance. Mas não conseguia controlar a pequena parte de si que pensava que Rachel era diferente, pelo menos um pouco, das outras garotas de sua classe social. Ele vira os livros na estante de seu quarto, livros que iam além de comédias para adolescentes. Finn vira Leminski, Dostoiévski, Sylvia Plath. Livros que não condiziam com a condição de fantoche dos pais.

– Ei, olha pra mim, caramba. – disse Lex Furman, puxando o rosto de Finn em direção à ela. Os olhos castanhos pareciam enfurecidos.

– Não toca em mim assim, babaca. – ele tirou as mãos dela de seu rosto com fúria. Lex baixou a cabeça e murmurou desculpas. Depois voltou à olhá-lo nos olhos, a expressão tendo passado de fúria para algo mais sensual. Com delicadeza, do jeito que ela sabia que Finn gostava, Lex tocou os braços dele. Observou os pelos se arrepiarem e sorriu por dentro, vitoriosa.

– Eu estava te dizendo que a galera vai pra Cabana hoje. Ouvi dizer que o Pat vai levar uma vodka russa que o pai trouxe da última viagem. A gente pode sair daqui e ir pra lá, beber um pouco, ouvir música... e depois ir pra um lugar mais reservado. – depois, apoiando-se na carteira de Finn, ela aproximou-se de modo que fosse possível sussurrar em seu ouvido. – To com vontade do que só você sabe fazer comigo.

Finn sorriu. Lex Furman era a maior vadia. Ele sabia que ela tinha esperanças de tornar-se sua namorada um dia, mas ele não pretendia chegar tão longe com Lex. Gostava dela. Ela era boa, sabia mesmo como deixar um homem feliz. Mas era só isso que Finn queria dela. Sexo. Nada mais. E se ela aceitava ser colocada nessa categoria, ele não estava errado em aproveitar tudo o que Lex podia oferecer. E ah, ela oferecia muitas coisas boas.

Talvez fosse disso que Finn precisava: uma boa dose de vodka e meia hora com Lex Furman em seu carro. Isso devia ser o suficiente pra tirar um certo par de olhos castanhos desafiadores de sua mente.


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– Como foi? – perguntou Quinn, ansiosamente, quando Rachel chegou ao colégio pela manhã. Rachel deu um sorriso misterioso e encostou-se na carteira da amiga, observando como Santana e Tina saíram correndo de suas carteiras e juntaram-se na carteira de Quinn, formando um bolinho em volta de Rachel.

– Bom. Finn Hudson é realmente bom. – as amigas trocaram risinhos, e depois voltaram os olhares pidões para Rachel. Queriam mais detalhes!

– Ele é realmente grande lá em baixo? – perguntou Santana, mordendo os lábios. Quinn corou. Tina dirigiu um olhar ansioso para Rachel.

– Eu não sei! – Rachel riu-se das amigas, que pareceram decepcionadas. – A gente só se beijou. Mas foi um beijo... – ela jogou-se na cadeira em frente à carteira de Quinn. – Foi um beijo que me deixou tonta. Um beijo que fez... – corou, deixando a frase incompleta.

– Fez as coisas formigarem lá em baixo? – perguntou Tina. Rachel assentiu, mordendo os lábios e segurando um riso nervoso.

– E você realmente não quer ir até o fim com ele? – disse Quinn.

– Nunca! – Rachel parecia ultrajada. – Ele é um completo babaca. Muito bom em beijar e essas coisas, mas é um idiota.

Quinn assentiu, Tina manteve-se quieta, e Santana balançou a cabeça para os lados, mostrando sua reprovação.

– E quando vai ser a próxima lição?

– Amanhã.

– Você tem alguma idéia do que vai acontecer?

– Nenhuma.


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– Finn, é sério, pra onde você está me levando? – disse Rachel, com o tom de voz alguns decibéis acima do que seria considerado educado.

– Você já vai descobrir.

– Eu te odeio. – disse ela, apertando mais forte a mão dele quando sentiu o pé ceder em um buraco.

Finn riu, segurando-a e impedindo que caísse. Uma hora antes, ele havia passado na casa de Rachel e a vendado, mantendo em absoluto segredo o local para onde a estava levando. Ele sabia que isso a deixaria nervosa. Afinal, Rachel não estava disposta a ceder o controle sobre nada em sua vida. Mas esse era o objetivo da segunda lição: aprender a confiar.

Rachel sentiu quando as mãos de Finn a seguraram no lugar e parou, ansiosa. Sentia o vento bater em seu rosto e um pouco ao longe, ouvia uma música agitada tocando. As mãos de Finn tocaram a sua cintura e ela sentiu o corpo se retesar. Lentamente, ele subiu o toque até sua nuca, afastando seus cabelos e deixando que os dedos corressem ali com uma suavidade sensual. Rachel não pôde impedir seu corpo de responder aos toques de Finn, e se arrepiou, como sabia que ele queria. Amaldiçôo a ele em pensamentos. Sentiu a venda sendo retirada de seus olhos.

– Você pode abrir os olhos agora. – Finn disse, em voz sensual.

E Rachel abriu os olhos. Por um momento, não soube onde estava. E então reconheceu a floresta que cercava Ohio. Deixou que seus olhos se adaptassem à escuridão, observando uma sombra disforme à frente. Quando a sombra tornou-se visível, Rachel abriu os lábios e soltou um grunhido embasbacado.

– Que merda é essa?

Notas finais
Próximo capítulo tem lição nova. Algum palpite do que pode ser? hihi
Até mais, beijos!