Dirty Little Secret
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Quanto à Lex, não se preocupem. Ela não dará muitas dores de cabeça, só a coloquei aqui para mostrar um pouco a personalidade do Finn e tals.
Enfim, eu espero que gostem do capítulo e que tenham uma boa leiturs!
PS. Waal meu bem, não me mate D: AHUAHUAH
- Me ofende muito que você chame o meu jogo cuidadosamente montado com tanto carinho de “merda”. – disse Finn, em um tom sarcástico.
Rachel resistiu ao impulso de mandá-lo ao inferno, e andou decidida até a placa fincada no centro de uma clareira. De perto, Rachel pôde ver que a placa continha uma seta indicando a direita e que ainda tinha cheiro de tinta fresca, o que indicava que Finn havia feito aquilo há pouco tempo atrás. Na placa, estava preso um pedaço de papel. Ela procurou por alguma iluminação e percebeu que a única que constava era um pequeno lampião de acampamento nas mãos de Finn. Rachel o tomou das mãos do garoto e ao lê-lo franziu as sobrancelhas, nervosa.
- Escuta, Finn...
- Não. – ele a interrompeu, observando deliciado o rosto dela transformar-se em uma careta de surpresa. De surpresa desagradável. – Lembra-se do combinado? Você não se opõe às lições. Não se opõe aos locais.
Rachel afastou-se da placa e começou a caminhar em direção ao barulho que ouvira quando havia chego ao local.
– Eu vou embora.
Finn adiantou-se à frente da garota, enlaçando facilmente seu braço com uma das mãos e a impedindo de continuar.
- Você pode ir embora se quiser. Mas antes vai ter que me deixar explicar a lição. – Ele reparou que Rachel parecia relutante em aceitar. – Por favor.
- Tá. Seja rápido.
Finn assentiu com a cabeça e Rachel cruzou os braços e indicou, com um leve movimento de cabeça, que ele podia continuar.
- A lição anterior foi simples. Não exigia que nós dois estivéssemos acostumados um ao outro, só exigia um sentimento puramente físico. – Rachel corou ao lembrar-se da lição anterior. Do que ela havia sentido. O sentimento puramente físico do qual Finn falava era desconhecido por ela antes de seus lábios terem se tocado. Agora ela entendia as palavras de Santana sobre as diferenças entrar amar e desejar alguém. Apesar de sua aversão por Hudson, ela sabia que o desejava. – Mas você sabe que as lições não serão somente sobre beijos. Você me pediu pra ensiná-la e é isso que pretendo fazer. Porém, pra avançar, eu preciso que você confie em mim. Não estou pedindo pra me contar a história da sua vida ou pra ser minha amiga. Mas eu quero que você deixe o controle de lado, pelo menos um pouco, e aprenda que você não controla algumas situações.
Rachel sustentou o olhar de Finn, torcendo para que ele não percebesse o quanto suas palavras a haviam afetado. Ela sabia que era controladora. É claro que sabia. Mas ouvir outra pessoa lhe dizendo isso deixava a situação muito pior do que realmente era.
Ela pensou sobre a noite com a Jesse, a noite que havia começado tudo aquilo afinal. Será que se tivesse cedido mais o controle, confiando mais em seu namorado, as coisas teriam sido diferentes?
- E como exatamente seguir placas e pedidos seus vai mudar isso?
Finn deu de ombros.
- Simples. Você não vai saber pra onde essas placas e pedidos vão te levar. Vai ter que confiar em mim.
Rachel mordeu os lábios e, para sua própria surpresa, ouviu seus lábios dizerem “Eu topo”.
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“Vire à direita. Dê quinze passos. Durante esse tempo, me diga o que te levou a me procurar”.
Rachel bufou um pouco. Enquanto andava, tentou explicar resumidamente a situação.
- Eu tinha um namorado. Há um ano. Na noite do nosso aniversário, ele tentou transar comigo e eu travei. Não porque não estivesse pronta, e sim porque senti medo de não ser boa o suficiente. Desde então, ele não tem falado comigo.
Ela não sabia porque havia acrescentado a última parte. Finn havia perguntado o motivo de ela tê-lo procurado, e o fato de Jesse não a ter procurado mais não tinha nada a ver com seu motivo. Será que ela tinha necessidade de deixá-lo saber que não havia ninguém em sua vida? Que estava solteira? Disponível?
- Bem, eu acho que seu namorado é um babaca.
Rachel sentiu necessidade de defender Jesse.
- E quem é você para dizer quem é babaca ou deixa de ser? – graniu.
- Touché. Mas olha meu anjo, você me deixou beijar você. E eu tenho certeza que está louca pra que eu te beije novamente. Você realmente deixa um babaca te beijar assim? Tsc, tsc, tsc. – ele aproximou-se dela, e observou divertido enquanto ela fechava os lábios e caminhava mais rápido à sua frente, batendo os pés com força até encontrar a próxima placa.
“Dê vinte passos à frente. Conte-me um medo seu.”
Rachel colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha esquerda, deixando que as mechas do lado direito caíssem como uma cortina negra em seu rosto.
- Eu tenho medo de falhar.
Finn franziu a testa.
- Medo de falhar?
Ela assentiu. Finn curvou-se um pouco, à fim de observar a face dela através dos cabelos teimosos.
- Em que?
Rachel deu de ombros.
- Você só me perguntou um medo meu. Não me disse para explicá-lo.
Finn voltou a se endireitar, revirando os olhos. Garotinha desagradável.
- Essa é a última placa. – disse, quando chegaram na próxima placa.
“Feche os olhos. Me deixe te conduzir. Diga o que sente quando te toco”.
Antes que Rachel tivesse tempo de protestar, Finn colocou as mãos sobre os olhos dela, delicadamente. A fim de conduzi-la, posicionou seu corpo atrás do dela, próximo o suficiente para que ela sentisse a faísca que o mínimo contato entre seus corpos produzia.
- Eu estou te tocando agora. – disse Finn, curvando-se a fim de sussurrar na orelha dela. – O que você está sentindo, Rachel?
Ela mordeu os lábios, tentando ignorar as sensações que a voz dele lhe proporcionou.
- Ah, você não vai dizer, não é? – ele continuou, rindo levemente. – Do que tem medo, princesa?
- Não tenho medo. – ela desafiou-o. – O que eu sinto quando você me toca é algo puramente físico. É como faíscas.
Ele riu e tirou as mãos dos olhos dela.
- Chegamos.
Rachel abriu os olhos, e se viu diante de uma cabana. Reconheceu a música que tocava ao longe quando ainda estavam na clareira da floresta de Ohio. Finn pegou a mão dela e a conduziu para dentro da barraca.
Uma vez lá dentro, ela observou o local com mais precisão. Nas paredes, havia milhares de frases escritas. Finn correu para abaixar o volume do rádio assim que terminou de trancar a porta da cabana. Rachel retirou o seu casaco, colocando-o sobre um sofá gasto e com alguns rasgos que encontrava-se encostado em uma das paredes. Aproveitou para ler uma das frases mais distinguíveis em meio à poluição de letras do local. “O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui”. Ao lado da frase havia uma palavra rabiscada, mas Rachel conseguiu reconhecê-la apesar disso. Comigo. A palavra era “comigo”.
“O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui. Comigo.”
Ela sentou-se no chão, em algumas almofadas colocadas sobre um tapete rasgado. As almofadas eram brancas e limpas e contrastavam com a poluição visual e aparência abandonada da cabana. Rachel supunha que Finn as havia colocado ali.
- Que lugar é esse? – perguntou.
Finn sentou-se ao seu lado, agora sem o casaco pesado que usava antes.
- É a cabana. Um local onde eu e meus amigos nos reunimos de vez em quando pra ouvir música, beber, conversar... Transar. – ele sorriu, descarado, e Rachel corou.
- Idiota.
Passaram alguns minutos em silêncio, ela ainda observando com curiosidade a cabana e ele observando Rachel e suas reações.
- E porque eu estou aqui?
Finn deitou-se sobre as almofadas, sorrindo.
- Você está aqui para a segunda parte da sua lição. Surpresa, Rach!
Notas finais
Boa leitura, beijos!
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