Dirt And Roses - Part I
5 Capítulo 5
– Mello? Mello... Acorda seu porra! – Matt dá um tapa na bochecha esquerda de Mello, que acorda imediatamente.
– Por que me bateu?!
– Você estava desmaiado...
– AH, E QUE ÓTIMO MODO DE ME ACORDAR, NÉ?
– Eu poderia ter feito pior – Mello pensou nas possibilidades de Matt ter feito pior.
– Eu sei. Ahn, cadê o Near?
– Preocupado com o albino, hein? – Matt acendeu um cigarro. – Eu não sei onde ele está.
– C-como assim? O que aconteceu? Por que eu desmaiei? Espera aí... Estou lembrando... Matt me diga que você pensou no caso enquanto estive desacordado.
– Claro que pensei.
– E...?
– L.
– L? O que tem ele?
– Foi L.
– Você sabe que B...
– Tenho certeza que foi L! – Matt interrompe.
– Mas não faz s...
– Faz! Pensa Mello!
“L... Como assim? Matt, o que você quer dizer?”
– Então o plano é esse? – Pergunta Near.
– Sim – L responde. – Mello precisa enxergar a realidade antes que perca tudo.
– Mello é esperto. Ele não deixaria isso passar direto...
– Então por que ele demorou tanto?
– Porque ele não sabe...
– Exatamente.
Near pensou um pouco. “Entendi... Tão simples...”
– Não entendi ainda, Matt – reclama Mello. Matt suspira.
– Tenho certeza de que daqui a pouco você entenderá. L não faria uma merda tão grande – Matt sussurra a última frase.
– E por que você não me explica?
– Você enxergaria melhor se visse sozinho.
– Ah... – Mello só conseguiu dizer isso.
O louro só conseguia se preocupar com o pequeno. “O que aconteceu?” “Onde Near poderia estar?” Mello só pensava nisso. “Mas... por que eu estou preocupado com Near? Não é como se eu o amasse. Com Matt seria diferente. Com Matt é diferente. Eu não... Eu... Eu perdi o Near...” Mello enfim havia se tocado do que Matt falara. Mello enterrou o rosto entre as mãos. “O que fiz em todos estes anos? Era para eu cuidar dele, protegê-lo.” O louro limpou as possíveis lágrimas dos olhos e foi ao quarto de Matt.
– Você estava bem pensativo.
– Eu consegui Matt. Eu entendi. Não existe “B”, ele não está no orfanato. L entendeu o que se passava comigo. Vocês... Vocês estavam no meio disso tudo, não estavam?
– Não há mais o que o esconder. Sim.
– Então pare de jogar, largue esse cigarro e me ajude a achá-los.
– Claro, mas deixe-me zerar, eu zero rapidinho...
Mello suspira e desliga o videogame da tomada. Matt protesta e vai andando na frente.
– Aquilo foi golpe baixo.
– Cala a boca, ruivo. Você tá reclamando durante quinze minutos sem parar.
– Mas foi golpe baixo.
– CALE A PORRA DESSA BOCA QUE EU NÃO AGUENTO MAIS!
Mello empurra Matt com força pro lado e toma a dianteira. “É melhor eu ir na frente se for pro Matt ir reclamando.”
– Mello, aonde você pretende ir? – Mello para bruscamente.
“Aonde eu pretendo ir? É mesmo. Não vejo L desde o começo do caso. E Near está sumido.”
– Desculpe eu te meter nessa, ruivo. Eu vou atrás de Near. Desculpa.
– Não cara, eu vou junto.
– Sem chance. Você... Você... – Mello estava corando.
– Ah... Entendi maninho – Matt estava sorrindo. – Não vai perder, hein?
– Pode deixar – então Mello deixa Matt, os dois com um grande sorriso no rosto.
Near estava em seu quarto montando um grande quebra-cabeça branco. O pequeno não conseguia tirar o louro de sua cabeça. Mal esperava para vê-lo decifrar o caso. Sempre tentava adivinhar o quanto Mello estava perto e quanto tempo mais demoraria...
Mello escancarou a porta do quarto de Near.
– Near... AH PORRA, VOCÊ ESTÁ AQUI! – Mello ofegava muito, sua franja loura colava na testa e Near não conseguiu se contiver. Levantou de imediato e abraçou Mello, que afagava os cabelos brancos do pequeno. – eu juro. Eu juro que jamais vou te abandonar. Juro que ninguém chegará perto de você além de eu mesmo – Near só ficava quieto. Quieto demais. – Ei, pequeno. O que foi? – Foi então que Mello percebeu. Near estava chorando.
– Eu te amo, Mello.
– É eu sei. E eu demorei em perceber que sinto o mesmo. Eu te amo, branquelo. E não quero saber da porra da diferença de idade. Você é meu.
– Sou todo seu.
Near se afasta o suficiente para olhar nos olhos de Mello. Suas pulsações estavam aceleradas. Near estava na ponta dos pés. A pulsação do pequeno ficava cada vez mais acelerada à medida que sentia o cheiro de Mello. Os rostos dos dois garotos estavam a milímetros de distância, paralisados. Near só pensava que o gosto deveria ser melhor que o cheiro. Muito melhor. E Mello sentia a fragilidade do pequeno em seus braços. Sentia medo de machucá-lo. Porém esse medo se esvaiu quando os lábios de Near tocaram os seus.
– Ele conseguiu – a voz de L era muito baixa.
– Sim.
– Está triste?
– Claro que não. Eu o amo. E se realmente sinto isso, tenho que deixá-lo feliz. Não importa o que for. É um preço pelo qual posso pagar.
– Você está certo, Matt.
– Near?
– O quê?
– E agora? Como vai ser daqui pra frente?
– Eu não sei – respondeu o pequeno, agarrando-se ao louro.
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