Dirt And Roses - Part I
4 Capítulo 4
Near sai correndo pelo corredor.
– L! – Chama. – L!
– Near, espere! – Chama Mello.
Near bate com tudo em L, depois o abraça.
– Matt me contou histórias terríveis sobre B!
– B...? – L parece surpreso.
“Cara, ele nunca vai cair nessa” pensa Mello. “Mas pouco importa se não cair, Roger cairá.”
– Roger... O MATT! – Choraminga Near.
– Near... – Mello ofega falsamente. – Não corra tanto...
– O que tem Matt? – Roger pergunta.
– Assustou Near com histórias sobre B.
Matt foi levado até a sala de Roger para ficar de castigo. Antes que Roger saísse da sala, Matt pegou levemente do bolso do mesmo o bolo de chaves. Por sorte Roger não percebeu.
“Vamos ver...” pensa Matt “As fichas devem estar... aqui! Ah, se eu acertar eu sou fodão! Agora cadê a chave desta gaveta? Achei!” Matt abriu lentamente a gaveta e foi avistando as preciosas fichas. “Ah, cara! Eu sou muito fodão!” Matt passou rapidamente os dedos pelas fichas da letra “B”. “Beyond, Beyond, Beyond... Aqui!” Matt pegou a ficha, satisfeito. “Vamos saber mais sobre esse cara, então. Não interessa... Não interessa... Não interes... OPA! Isso interessa sim!”
– Ah, não...
Com esse sussurro, Matt sai correndo da sala com a pasta na mão.
– Mello! – Chama assim que abre a porta do quarto de Near.
– Que foi?
– Não devemos nos meter nessa.
– Por quê?
– Esse cara... Ele é MUITO perigoso!
– Eu sei...
– “Eu sei”?! – Berra Matt, totalmente desesperado.
– L não teria medo – diz Near com um cacho enrolado no dedo, a expressão fria.
– Exatamente. Matt, cê tá se comportando feito uma garotinha.
– Feito uma garot... Ei escuta ô seu louro aguado...
– Ei ei ruivinha, te acalma – interrompe Mello.
Matt respira fundo e entrega a pasta a Near.
– Analise.
E assim faz Near, que fica horas ali, com a cara enterrada na pasta.
– Será que Roger sabe que você fugiu?
– Eu acho que não, Mello. É melhor eu voltar para lá.
Matt chega à sala e arruma a bagunça que fez.
– Ah, cara... Esqueci meu PSP – lamenta para si mesmo.
– Mail?
– Roger.
– Pode sair.
– Finalmente – diz Matt enquanto se espreguiça e boceja falsamente.
Assim que a porta é fechada, Matt sai correndo rumo ao quarto de Near. Assim que chega lá, não vê ninguém.
Matt POV ON
Assim que a porta da sala de Roger é fechada saio correndo em direção ao quarto de Near. Quando chego lá, nem Mello nem o branquelo estão. Então alguém me agarra, tapa minha boca e tudo escurece.
Matt POV OFF
– Não acha que já era para Roger ter liberado Matt? – Pergunta Mello.
– Acho – Near responde ainda concentrado na pasta.
– Vamos lá ver o que houve.
– Certo.
– Mas Roger... Como assim já liberou o Matt?
– Ele saiu correndo logo após a porta ter sido fechada.
Mello e Near se entreolham e saem correndo.
– Ele pode ter ido para seu quarto, Near!
“Mas... E depois?” Se perguntou o pequeno. Assim que os dois chegam ao quarto, Mello avista um bilhete sob o criado-mudo de Near.
– “Querem ser L? Resolvam este caso, então. B.” Matt virou refém de B! MATT! MAAATT! CHEGA DE BRINCADEIRAS, PORRA!
– Mello, se acalme.
E assim Mello fez.
– Tá, e agora?
– Como assim?
– Near, somos apenas nós dois.
– E...?
– Devemos dizer algo a L?
– Não.
– Certo. Ah Matt, você não presta – Mello soca a parede. – Seu gamer filho da puta... AH! VOCÊ É TÃO IDIOTA ASSIM PARA B TE PEGAR, É?!
– Mello, se acalme.
E assim Mello fez novamente.
– Devemos pensar sobre a situação. Vou perguntar sobre B para L. Eu já venho, Near.
– Não.
– Como assim “não”?
– L desconfiará de algo.
– Tem razão...
– Você age sem pensar devido suas emoções.
– Por que está dizendo isso?
– Pensei que não soubesse.
– Ótimo.
– No que está pensando?
– Num plano.
– L é muito inteligente.
– Eu sei. E daí?
Um monte de possibilidades passava pela cabeça de Near, que preferiu ficar em silêncio.
– Eu já volto.
– Vai aonde?
– Pegar chocolate.
– Ah.
“B... Não pode ser ele... Sem chance!” Durante todo o trajeto até seu quarto, Mello pensou sobre B. “Ué... Por que a porta do meu quarto está aberta?” Quando Mello adentra o quarto, acha sua foto de 7 anos acima do criado-mudo. Uma onda de raiva percorre seu corpo. Mello pega a foto e a rasga. Só depois que vê a inicial “B” escrita num pedaço de papel onde antes estivera a foto.
– B... – Mello chuta o criado-mudo, pega uma mochila, a enche de chocolate e sai.
– Near!
– Diga.
Mello hesitou, pendendo seu peso de um pé para outro. “Eu deveria contar mesmo a Near? Sim.”
– Quando cheguei ao meu quarto, B havia deixado uma foto minha de 7 anos atrás em meu criado-mudo.
– Como sabe que foi B?
– Num pedaço de papel junto da foto havia a inicial “B”.
– Hum... – Near assentiu pensativo. – Sabe a parede falsa? Que há dois esconderijos?
– Sei...
– Está claro que B está no orfanato. Vamos tentá-lo.
– E a parede falsa será nosso esconderijo – completa Mello.
– Exato.
– Como iremos trazê-lo até nós? Você estudou muito a ficha, deve ter algo em mente.
– Talvez...
– Mello, vamos revisar o plano – Mello assente. – Sabemos que possivelmente B vasculha seu quarto e o de Matt. A parede falsa há cortinas que contém esconderijos. Você fica no lado esquerdo e eu no direito.
– Entendido.
Near respirou fundo, levou a mochilas aos ombros e pegou na mão de Mello.
– Ei, que isso! – Mello desvencilha-se da mão.
No meio do caminho, o louro suspira e pega na mão de Near, que cora e sorri. Quando chegam ao local do esconderijo, Near diz:
– Segundo os cálculos e o que sabemos ninguém passa aqui. E as chances de B passar aqui são muitas. Digo 88%.
– Certo.
– Boa sorte.
– Pra você também.
Antes dos dois irem para seus respectivos locais, Near dá um beijo na bochecha de Mello.
– Qualquer coisa faça um sinal.
– Que sinal?
– Shh, vem vindo alguém.
– Hã? Onde?!
Mello, totalmente desesperado, acaba entrando no esconderijo de Near.
– Ei, Mello. O que está fazendo aqui?
– Ahn... Eu fiquei...
– Nervoso? – Mello pensou e percebeu o duplo sentido.
– Ah... EI! NÃO SEJA IGUAL AO MATT!
– Vá para o seu lado enquanto há tempo.
– Tá bom.
“Nervoso? Por causa de Near? Mello, você deve estar ficando louco.”
– O Near... O que será...?
– Mello.
Mello leva um susto, indo bruscamente para trás e jogando tudo ao ar.
– Near... O QUE ESTÁ FAZENDO?!
– Ahn...? Que história é essa de Near? Tá pensando muito no albino, é?
– Matt? C-c... COMO?!
– Como o quê?
– Como você está aqui?
– Não era para estar?
– É claro que sim!
– Então o que quer dizer?
– Quero dizer que B pegou você, não pegou?
– Ah, isso... Eu fugi! – O sorriso de Matt ia de orelha a orelha.
– Você tá brincando comigo, né?!
– Ahn? É claro que estou seu incompetente.
– TÁ CHAMANDO QUEM DE INC...?
– Cale a boca, vão nos escutar – Matt tapa a boca de Mello com a mão.
– Quem?
– Eu não tinha tapado a sua boca?
– Usou o verbo certo.
– Inacreditável – reclama Matt.
– Quer me contar mais sobre essa história?
– História? Que hist... Oh! Não.
– NÃO?! Como assim, não?! Porra, você me deixa preocupado pra cacete seu gamer filho de uma puta mal comida e agora me diz que não?! Que merda é essa? – Mello ofegava e Matt suspirou.
– Cadê o Near?
– Do outro lado.
– É bom ele saber também, não?
– É – Matt então sai e meio minuto depois volta.
– Era para Near estar aqui ao lado, não era? – Mello sentiu seu coração disparar, suas mãos estavam frias e quando se deu conta ele estava nos braços de Matt.
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