Digital Bonds

3 1.3 - Luzes, Penas e Choques


Notas iniciais
Olá. Primeiramente, desculpem-me pela demora em postar este Capitulo. Estive muito ocupado ultimamente. E a minha pressa deve ter deixado o capitulo, digamos, ruim. Espero que me perdoem, e que se divirtam com o capitulo. Temos um pouco de ação hoje ;) Observação: A cada nova aparição de um Digimon aqui, iremos por uma foto dele como Hiperlink procurando evitar mais descrições.

Ás vezes nos deparamos com momentos em que devemos escolher entre o que é bom e o que é ruim. O caminho ruim sempre será mais tentador do que o bom. E o caminho bom sempre será mais árduo do que o caminho ruim. Mas ambos têm finais diferentes.

Ir a um caminho árduo e longo e ganhar uma grande recompensa ou travar uma jornada fácil e despreocupada para ganhar apenas decepções? Cabe a você escolher. Qual caminho desejas travar?

I

Ventos frios e aconchegantes estavam passando por aquela manhã. De acordo com a colocação do sol, era algo perto das 7 horas da manhã. O clima estava ótimo para se dar uma caminhada. Não importa se fosse acompanhada ou não de um coelho falante. As folhas das árvores balançavam lentamente com aquela brisa da manhã. A mesma agitava os cabelos das duas garotas e as orelhas do pequeno guia. Era um clima ótimo para conversar. Não importa se fosse com um coelho falante.

–Então, vai nos explicar como acabamos aqui? – Perguntou o garoto de camisa preta e de jaqueta verde. Este era o mais qualificado para o líder do grupo.

– Claro que sim. Não há nada melhor do que contar uma história. – Disse o coelhinho, enquanto pulava e rodopiava no vento.

– Uma história? – Pergunta a garotinha de vermelho.

– Claro. Vou contar tudo o que vocês precisam saber. – Responde a criaturinha marrom. – Vamos lá...

Este é mundo digital, mas conhecido como Digimundo ou Digital World. As criaturas que aqui habitam são compostas por um código digital, ou seja, data. São chamadas de Digimon. Eles podem pensar, aprender, e criar personalidades distintas, igualmente aos humanos. Só que diferente de vocês, nós, Digimons, conseguimos dominar os poderes que provem da natureza. Fogo, água, terra, vento, eletricidade, e até poderes de cura podemos usar do jeito que desejamos. Somos criaturas bastante fortes e inteligentes. E como qualquer sociedade, criamos um reino. Temos o nosso rei e dividimos todo o nosso mundo em “países” para que Digimons diferentes ficassem separados. Estavamos todos vivendo muito bem, até que chegou o dia da troca do rei.

– Troca do rei? – Perguntou Jasmine.

– É o dia em que ocorre uma grande batalha na Arena Central do Digimundo, e todos se juntam lá para ver quem será o novo rei. – Responde Lopmon. — A troca do rei ocorre a cada 20 anos, ou, um líder de país pode pedir uma batalha para se tornar o rei. É sempre complicado. Bom, vou continuar...

A batalha para a troca do rei aconteceu, e foi chocante. Nosso antigo rei, WarGreymon, foi completamente fuzilado pelo seu desafiante. Foi uma batalha que destruiu praticamente toda a Arena Central. E o vencedor foi o desafiante, antigo líder do país do Milagre, Seraphimon. O digimon anjo de luz.

– Até agora a história está boa. Qual é parte que nós entramos? – Pergunta Ray.

– As fuck, me deixe terminar. – Responde Lopmon.

Todo mundo gostou muito que o líder do país mais bem falado no mundo digital fosse escolhido, mas esta opinião mudou desde que ele entrou. Seraphimon se mostrou um rei muito malvado e incrivelmente ganancioso. Ativou um vírus em todo o campo-espaço para que nenhum Digimon saísse da sua forma “Child” sem a permissão dele, separou todos os países com portais interdimensionais e colocou em cada um deles um líder do seu esquadrão. E agora todos nós estamos vivendo sobre a opressão dele. Como se não bastasse, também temos que dar 80% do que recebemos para ele. Os poucos líderes bons de algumas tribos tentaram lutar contra ele, mas nenhum conseguiu vencê-lo.

– Ainda não peguei a parte que a gente entra. – Interrompe Rannyson.

– Ah, vocês não sabem? Vamos lá.

Há muito tempo atrás, um grupo de crianças salvou o Digimundo de ser destruído por um grupo de Digimons malignos. E agora, o ancião da nossa vila disse que nós precisaríamos da ajuda das crianças de novo. E foi ai que achamos vocês.

– Porque logo a gente? Não existem outras malditas crianças nesse mundo não? – Diz Kyosuke, em um ataque de raiva.

– Existem, mas nenhum grupo como vocês. – Responde Lopmon.

– Ainda não consigo entender, porque escolheram logo nós? – Pergunta Jasmine.

– Isso eu também não sei. – Lopmon se vira para o caminho, e diz: — Talvez seja a profecia.

O coelho marrom começa a correr em frente, e os cinco amigos começam a correr atrás dele também. Cada um dos adolescentes estava com seus pensamentos embaralhados e confusos, nenhum conseguia realmente pensar no que estava a acontecer ali. Será que existe realmente alguma profecia que mostrava que eles iriam chegar a ser heróis? E como eles iriam derrubar o grande rei Seraphimon, que teria se mostrado mais forte do que todos os Digimons que lutaram contra ele? Essas perguntas tamborilavam a cabeça de cada um. Será que eles conseguiriam realmente ajudar?

II

Depois de tanta correria, o grupo chegou a uma pequena vila no meio da floresta. As casas eram coloridas e os Digimons que lá circulavam eram felizes e hospedeiros. Mesmo com a chegada de humanos naquele ambiente, eles não estranharam ou se alarmaram, apenas continuaram a fazer o que estavam fazendo. Estava ocorrendo uma promoção no mercado, podia se ouvir constantemente algo como “Rainbowhorn com 50% de desconto”. Como se eles soubessem o que é isso.

– Wow, uma cidade cheia de Digimons. – Dizia Rannyson, maravilhado com um lugar cheio de pequenas criaturas, cada uma diferente da outra. Algumas pareciam com dragões, outras com animais, peixes. As variações eram incríveis.

– Querem dar uma olhada? Nossa cidade é sustentada pelo mercado, há várias coisas interessantes para se ver por aqui. Podem ir. – Lopmon encoraja seus amigos humanos a se aventurarem em uma feira de mercado feita por Digimons.

– Vamos Jasmine, vamos procurar um anel pra mim, já que ALGUÉM me fez abrir mão do meu. – Jullie dá ênfase no “alguém” olhando fortemente para Ray.

– Eu quero alguma coisa pra colocar no braço, um relógio ou coisa do tipo, porque tô sentindo falta de algo. – Kyosuke bate nas costas de Rannyson e chama-o para ir com ele.

– Podem pegar isso daqui. – Lopmon abre suas grandes orelhas e coloca 50 moedas de Digital Money na mão de cada um, mas hesita na hora de dar as moedas a Ray. Ray acha estranho e olha com indiferença para o pequenino. – Que tal você vir comigo?

O grupo se divide em duplas. Ambos seguem para lugares diferentes da pequena praça comercial que havia ali. Kyosuke e Rannyson seguem para oeste e Jasmine e Jullie seguem para leste. Lopmon acaba levando Ray para um caminho diferente, seguiu em frente e voltou à floresta. Os dois caminham calmamente, até que Lopmon fala:

– Você sabe o quanto vocês são importantes para nós, não é?

– Claro que sei. Mas, ainda não sei como nós poderemos ajudar. – Responde Ray.

– Digimons podem criar laços especiais com humanos.

– Que tipo de laços? – Lopmon se vira para Ray e responde:

– Ligar as auras. Tornar-se um com outra pessoa.

– Como?

– Poderíamos ficar mais fortes. Juntando nossas forças com os humanos! É pra isso que vocês estão aqui!

– Para nos unirmos com vocês?

– Sim! Poderíamos ficar mais fortes, e derrotar os líderes dos países. Iriamos conseguir derrotar Seraphimon!

– Ainda não entendo. Como nos uniríamos com vocês?

– Assim.

Lopmon estende a sua orelha direita para Ray. E garoto se agacha e estende a sua mão direita para o Digimon. Faíscas de cor laranja começam a explodir naquele local, e um grande show deluzes explode diante àquela união. Faixas de luz começaram a cercar aqueles dois. Quando os dois perceberam, não conseguiam mais ver nada, a não ser uma pequena esfera laranja que agora havia aparecido diante do toque dos dois. E dentro dessa esfera laranja não havia nada mais, nada menos do que um Digital Device.

– Prazer, Tamer.

III

Kyosuke e Rannyson se encontravam no lado oeste da praça. Lá se vendiam coisas bem estranhas, como CD-ROMs e HP-Chips, que eles não faziam ideia de como usar.

– Aqui só tem porcaria, nada que preste. – Dizia Kyosuke, cheio de todas aquelas bugigangas que eles encontravam ali.

– Você não estava procurando uma pulseira nova? – Pergunta Rannyson.

– Aqui não tem nada que eu posso enfiar no pulso que não vá me queimar, congelar ou arrancar a minha mão.

– Calma! – Diz Rannyson, dando uma risada curta. – Vamos continuar procurando.

– Hm, vocês querem uma pulseira? – Um dos vendedores olha para os dois humanos e os chama para ver sua mercadoria. Os dois garotos vão até este e veem o que ele tem para mostrar.

– Sim. O que você tem ai? – Pergunta Kyosuke, com a voz arrogante de sempre.

– Tenho exatamente o que você precisa. – O Digimon que oras tinha a forma de um pássaro rosado com alguns detalhes em azul nas suas penas. Seu bico vermelho brilhava com aquele sol da manhã e suas garras, também em vermelho, eram delicadas e cuidadosas. O Digimon tirou uma pulseira dourada com algo escrito atrás dela. “Angel Bangle”, ela dizia.

– Pra que isso serve? – Rannyson indaga o vendedor esperto.

– Na hora, vocês saberão. – O pássaro rosa balançou suas penas e abriu a sua asa para os meninos. – Custa 200 D$. Mas, como vocês são visitantes, eu faço por 100.

– Rannyson! – Grita Kyosuke. – Por favor! Me empreste o seu dinheiro! Por favor!

– Calma cara, eu empresto sim. – O garoto de roxo tira o dinheiro do bolso e dá ao seu amigo. – Vamos ver como você vai retribuir.

– Okay. – Kyo recebe o dinheiro e junta com o dele, e assim, ele paga ao vendedor pela Angel Bangle. Este a coloca no pulso e ela começa a brilhar. O vendedor, um pequeno Biyomon, abriu o sorriso quando aquilo aconteceu.

Quando o brilho cessou, a barraca onde eles estavam tinha desaparecido. Os dois ficaram assustados e se entreolharam. O de azul tentou retirar o bracelete, mas ele não saia. Agora nada mais poderia ser feito. O Angel Bangle ficaria com ele. Querendo ou não.

– Vamos procurar os outros, precisamos fazer alguma coisa antes que eu morra ou sei-lá-o-quê. – Kyosuke começa a gritar que nem um louco. Ele achava que aquele bracelete iria mata-lo ou coisa assim.

– Ah meu deus, eu deveria ter ido com as meninas. – Diz Rannyson.

IV

Jullie e Jasmine estavam no lado leste da praça, onde vários Digimons estavam juntos formando um grande circulo. Algo estava acontecendo dentro daquele lugar. Elas correram e foram ver o que havia de acontecer.

– O que está acontecendo aqui? – Pergunta Jasmine a um dos monstros que estava se ajuntando ali.

– Kokuwamon roubou uma das sementes mágicas da Palmon. – Respondeu um Digimon que se parecia muito com o dragão amarelo.

– Opa! Uma briga. – Jullie abriu um caminho entre os monstros e ficou na frente para ver como a briga iria findar. Kokuwamon estava em frente à Palmon, e ela estava fervendo em raiva. Xingava-o com todas as forças, e ainda estava a correr atrás do Digimon robótico para pegar a sua semente mágica.

– Devolva! – Dizia Palmon, com a sua voz rouca e raivosa.

– Bzzz... Deixa eu pensar... Não. – Respondia Kokuwamon, com seus curtos circuitos constantes.

– Então vou pegar à força! – Retrucava Palmon.

O Digimon planta vai de arrancada para onde estava o seu inimigo e salta para o céu. Na hora que ela chega a ficar acima do inimigo, esta estende os seus dedos, que ora eram raízes, e agarra o inimigo.

– POISON IVY!

Ela o segura e arranca-o do chão. E com uma enorme força o levanta para cima e o joga para onde ele estava anteriormente, quebrando parte do chão da praça. O pequeno Digimon robótico leva um pouco de tempo para se recuperar, mas nada que demorasse tanto, depois de umas pequenas descargas ele volta a ativa como se nada houvesse acontecido.

– Essas criaturas lutam mesmo, olha só Jullie!! – Jasmine, admirada com os pequenos monstrinhos, diz essas palavras, pulando e chacoalhando a pobre garotinha de vermelho.

– Manda ver, Plantinha! – Grita Jullie, em meio à multidão. E esse grito atiça o resto daquele povo. Todos começam a gritar pelo seu lado da briga, e assim, começa a primeira batalha digimon desde que os humanos chegaram.

Kokuwamon se prepara para atacar, e mira as suas duas garras para Palmon. A Digimon planta começa a se preocupar com o que o seu inimigo iria fazer, então se prepara para contra-atacar. O robô começa a girar as suas garras e atira um grande raio elétrico em direção à Digimon.

– ELECTRO STRIKE!

Ela é acertada em cheio com o ataque e é jogada para trás. Kokuwamon não perdoa e corre rapidamente até onde Palmon caiu, antes que essa pudesse se levantar, ela a ataca novamente.

– POWER SURGE!

Um grande raio sai do topo da cabeça do Digimon metálico e faz seu caminho para o céu. Na volta, ele acerta em cheio a pequena Palmon, fazendo-a tremer com o grande choque que acabara de levar. Kokuwamon começa a rir maleficamente da desgraça da sua inimiga e se vira para ir embora com a sua semente.

– Ralé sempre será ralé. – Disse o pequeno robozinho.

– Qual é, vai deixar assim plantinha? – Grita Jasmine, de onde as duas estavam. – Você não pode desistir, não agora! Lute pelo que é seu!

– Opa, baixou a briguenta em você foi? – Pergunta Jullie.

– Só não vou deixar o mal vencer dessa vez. – Jasmine começa a esbarrar em tudo que é monstro lá naquele lugar. Ela almejava alcançar Palmon, já que a pequena estava ferida e sendo roubada para variar. Quando ela a alcança, Jasmine a ajuda a levantar-se. Palmon olha pra ela e recebe a mensagem.

“Não desista” – Diziam os olhos poderosos da garota de vestido verde.

– Volta já aqui! – Disse a Digimon, com sua voz rouca, preparando-se para atacar.

– POISON IVY!

Os dedos de raiz dela se esticaram e trouxeram o digimon metálico de volta para ela. E com sua grande força de vontade, Palmon começa a joga-lo para cima e para baixo, destruindo o chão em que ele tocava.

– Devolva. – E metia uma vez.

– Devolva. – E metia outra vez.

– Devolva! – E o estraçalhava no chão.

– Calma. – Jasmine tocava na cabeça da Digimon, o que a fez começar a chorar. Suas lágrimas eram pesadas como o ódio que estava sentindo daquele Digimon, que agora não mais dava sinais de consciência.

– Essa semente foi um presente da minha mãe. – Dizia a planta que estava a chorar. — Ela é muito especial pra mim.

– Há coisas no mundo que são mais especiais que meros presentes, pequena. Amor e amizade, por exemplo. Eles sim te darão grandes recompensas no futuro. Não se prenda a meros objetos. Faça amigos, ame. Assim você será realmente feliz. – Essas foram as palavras de Jasmine para a pequena lutadora. Que as aceitou com tanta emoção que chegou a abraçar a garota, que ora era desconhecida para ela, mas que conseguiu tocar o seu coração.

Jullie entrou no palco da batalha e pegou a semente das garras do Digimon que estava deitado no chão. Ela estendeu a mão para a Digimon chorona e disse:

– Aqui está. Pode leva-la. Mas tome cuidado com ladrões novamente.

– Muito obrigado. – A Digimon pegou a sua semente e foi embora correndo. Quando as garotas viraram as suas cabeças, não existia mais nenhum Digimon amontoado por ali. Todos tinham voltado para os seus afazeres naquela linda manhã, que mais parecia uma primavera, e não um verão. (O tempo no mundo digital deve ser diferente)

V

– E ai? Como vai ser agora? Vamos derrotar uns caras maus? – Dizia o coelhinho marrom que saltava na terra.

– Primeiro vamos procurar o resto do grupo, eles vão amar saber dessa historinha. – Disse Ray, o garoto que havia conseguido se tornar um tamer com uma grande felicidade.

...

– E agora? O que a gente faz? Corta o seu braço? – Perguntava Rannyson.

– Menino, você tá doido é? Vou procurar alguém que saiba retirar isso daqui. – Respondia Kyosuke.

...

– Pra onde será que a plantinha foi ein? – Perguntava Jasmine.

– Deve ter seguido o caminho dela, não é tão fácil ser assaltado por aqui. – Dizia Jullie, dando uma risadinha.

...

“Ah, o mundo digital é fascinante.”

Notas finais
Mais uma conclusão de capitulo aqui temos. Obrigado por ter chegado até aqui hoje, leitor. Desculpe-me novamente pela demora para postar outro episódio. Prometo que o próximo chegara até o primeiro domingo de Janeiro. E agora deixo mais uma pergunta para você, leitor: "Quais Digimons vocês querem para os outros personagens da Fanfic?" Obrigado mais uma vez, até a próxima.