Digital Bonds

4 1.4 - Flores de Sakura


Notas iniciais
Olá. Peço antecipadamente minhas desculpas sinceras pela demora extrema do capitulo. Mas não tive tempo para escrever desde o inicio do novo ano. Em compensação, o capitulo tem o tamanho de dois. Espero que gostem. E façam suas apostas para os novos Digimons.

Você tem algum inimigo? Algumas pessoas diriam que não, outras diriam que têm vários, mas temos sempre que nos lembrar de que nossos inimigos não devem ser... Inimigos.

Já parou para pensar porque ele não gosta de você? Talvez você possa consertar isso. Talvez vocês possam quebrar essas paredes que estão entre vocês dois. Lute por ele. É sempre melhor ter um amigo do que um inimigo.

I

E o tempo logo passou, e o sol estava para se pôr naquele fim de tarde. A folhagem das árvores estava ganhando um tom laranja, como tudo que aquilo que o olho podia ver. O mundo digital estava pronto para receber a noite. Os três grupos que os escolhidos haviam formado tinham voltado para o seu ponto de encontro: a entrada da vila. E agora, os cinco humanos e o coelho falante estavam a conversar.

– Então, você sabe se isso vai me matar? – Dizia Kyosuke, agachando-se para conversar com o coelho, que ora era o guia deles naquele lugar. O pequeno olhou atentamente o bracelete que ele estava usando e respondeu com um sorriso:

– Não. É apenas um item de Evolution Route (Rota de Evolução), nada para se preocupar.

– Evolu... O quê? – Perguntava o garoto agachado.

– Vou explicar para vocês. – Respondia Lopmon.

Nós Digimons crescemos e ficamos mais fortes, iguais a vocês humanos. Também mudamos as nossas formas e acabamos ganhando novas habilidades e poderes. Isso nós chamamos de Evolução. Ou Digievolução, em outros lugares. Enfim, nós dividimos as evoluções em seis estágios: Baby (Bebê) I e II, Child (Criança), Adult (Adulto), Ultimate (Perfeito) e Mega (Mega). A cada estágio, o Digimon fica mais forte, e consequentemente, diferente.

– Em que estágio você está Lopmon? – Perguntou Ray, o tamer do coelhinho.

– Child. E vai ser aqui que vou ficar, sem a sua ajuda. – Respondeu.

– Como assim? – Perguntou o tamer.

– Vou explicar.

Seraphimon pôs regras bastante claras para aqueles que não entregassem a vida para ele. Os Digimons que não desistissem da sua vida normal e continuassem a viver normalmente no mundo digital seriam obrigados a permanecer no estágio Child. Por isso nenhum outro Digimon pode desafiar Seraphimon, pois é impossível derrotar um Mega sendo apenas uma mera criança. Por isso que precisamos de vocês.

– Ainda não entendi a parte que a gente entra, cara. – Rannyson interrompe o pequenino.

– Vocês são as novas Chosen Children (Crianças Escolhidas). Vocês podem nos ajudar a evoluir. – Respondia Lopmon.

– Ah, então vamos tentar. – Ray se posicionava ao lado de Lopmon e fazia alguns gestos aleatórios com o seu novo Digivice. – Evolua!

Nada aconteceu. O garoto de jaqueta verde apenas acabara de pagar um mico à frente de vários Digimons que estavam lá, ainda a fazer os seus afazeres diários. Todos os seus amigos estavam a dar gargalhadas. E o pobre Lopmon havia ficado envergonhado.

– Acho que não funciona com a gente. – Ray fala em sua defesa. Enquanto isso, Jullie para de rir e junta os fatos, e aparece de repente na frente do garoto e leva o seu Digivice.

– Onde você conseguiu ISSO? – Perguntou ela.

– Eu ganhei junto do Lopmon. – Diz Ray, enquanto afasta a garota de perto dele, tomando de volta o aparelho.

– Como assim? Vocês foram a um leilão?

– Ele é meu Tamer agora. – Disse Lopmon, enquanto pulava no meio dos dois.

– “Tamer”? – Pergunta Jullie.

– Ele vai me treinar, e assim eu irei evoluir. – Responde o coelhinho, estufando o peito.

– Ah, eu quero o meu Digimon também. – Grita Jasmine, entrando na briga.

– É, se ele tem, a gente quer um também. – Reclama Kyosuke.

– Calma gente, não funciona assim. Vocês tem que conquistar o coração de um Digimon. – Respondia Lopmon, caindo para trás. E assim, Jullie olha para Jasmine com um “olhar 43” e falam em sincronia, acompanhado de um bater de mãos:

– Missão conquistar Digimons, começar!

– Essas meninas são doidas, só pode. – Kyosuke fala quando ver a loucura das duas.

– Qual é Kyo, vamos ficar pra trás? – Pergunta Rannyson.

– Claro que não, tanto como eu declaro uma aposta.

– E é? – Jasmine escuta e começa a falar. – Qual seria a aposta?

– A dupla que chegar com os Digimons primeiro ganha.

– Ganha exatamente o quê? – Pergunta Jullie.

– Dignidade. Ficarão nos devendo um favor. – Responde Rannyson.

– É, isso daí que ele disse. – Diz Kyosuke.

– Trato feito? – Pergunta Rannyson.

– Muito feito. – Responde Jasmine.

Jasmine aperta a mão do seu irmão e Jullie aperta a mão de Rannyson. É, os irmãos eram conhecidos por estar sempre se desafiando e as suas apostas e brigas sempre acabavam com resultados nulos. Ou os dois desistiam ou sempre acabavam do mesmo modo. Na escola eram conhecidos como “Os irmãos briguinha”. Nem precisa dizer por quê.

– Vocês vão sair por ai à noite? É perigoso, cara. – Dizia Ray.

– Não é uma noite que vai me impedir de ganhar uma aposta de merda. – Respondia Kyosuke, com o seu tom brigão de sempre.

– Vocês são agitados, não é? – Disse Lopmon, com aquela típica gota de suor na testa.

– Vamos lá! – Gritava Jullie. E esse foi o ultimo tilintar do sino. Os quatro começaram a correr em direção ao noroeste da cidade, onde ficava a praça da fonte. Ray e Lopmon sobraram naquele lugar. Então o garoto gritou:

– Não se esqueçam de encontrar a gente na mansão no alto da montanha! – Abaixando o tom de voz ele continuou – É lá que você mora né?

– Não é bem a minha casa, mas, agora já é tarde, né. – O pequeno Digimon começa a rir após essas palavras, e então, ele e o seu novo tamer começam a andar em direção a uma pequena mansão no alto de uma pequena montanha. O ponto mais alto da cidade.

...

– O que foi que ele disse mesmo? – Perguntava Rannyson.

– Sei lá. – Respondeu Kyosuke.

II

As duas garotas, uma que usava uma blusa vermelha e a outra um vestido verde, estavam a procurar por seus companheiros à luz da lua. A esta hora, o lindo pôr-do-sol já havia acabado e o vento havia ficado mais frio e mais forte. Se os barulhos de pessoas e Digimons conversando não fossem tão altos, daria para se ouvir o vento tenebroso da noite. E naquela linda noite, as garotas passeavam e observavam as pequenas criaturas. Qual daquelas poderia ao menos estar conectada a elas?

– Não vejo nenhum Digimon que realmente se pareça comigo por aqui. – Dizia Jasmine, desanimada.

– Se você não achou, quanto mais eu. Acho que será impossível pra mim achar um Digimon pequeno e...

– Brigão. – Jasmine interrompia Jullie.

– É, isso daí mesmo. – Completava a outra.

– E quanto mais se for uma Digimon garota. Espera, existem Digimons garotas, né?

– Eu sei lá, a gente se preocupa com isso depois.

E assim, as duas se cansaram e se sentaram em um banco perto da fonte. A pequena “praça da fonte” era cercada por árvores de diversas cores, e tinha uma grama linda e macia. Os ladrilhos do caminho eram alaranjados e fora de forma. Pareciam pedras que foram quebradas aleatoriamente e cravadas ali mesmo. Mas, de algum jeito, aquilo tinha ficado perfeito. E a fonte era feita de pedra e suas águas estavam a brilhar com a linda luz da lua. A estátua da qual a água fluía tinha um formato de cobra ou algo parecido, e a água saia da ponta da sua boca. Alguns rumores contavam que aquele Digimon que estava esculpido se chamava Seadramon. A água que estava a sair do topo daquela estátua deixava o clima mais úmido e frio, extremamente aconchegante para quem havia se preparado. Mas não as garotas, que por ironia do destino, não cobriam as pernas adequadamente. Sentadas, as duas conversavam.

– Está ficando frio aqui, não é? – Jasmine estava a puxar assunto.

– Demais. Vamos embora. – Dizia Jullie, com uma cara de tristeza. Não haviam encontrado nenhum rastro de Digimon para elas.

– Talvez, não tenhamos um.

– Não fale assim Jasmine. – Jullie tentava consolar a sua amiga. – Em algum lugar dessa vila há um Digimon, assim, a cara da gente. É só a gente esperar.

– Okay. – Jasmine respondia com um tom baixo e vazio. Logo se via alguém conhecido andando por ali, e indo falar com elas duas.

– Moça, não chore. – Era Palmon. A que antes estava lutando pela sua pequena semente. Estava a passar a sua “mão-de-raízes” nos cabelos de Jasmine, para que a mesma não chorasse.

– Você aqui? Como vai, plantinha? – Jullie pergunta, levantando a mão para bater na da Digimon lutadora. A mesma bate na mão da menina de vermelho e fala:

– Estava dando um passeio noturno, estive bem cansada depois de hoje à tarde, mas não consigo dormir sem respirar esse ar úmido da noite. O que vocês fazem por aqui?

– Ah... Estavamos apenas passeando um pouco. – Jullie fica desesperada por um segundo, por não poder contar sobre sua missão de “pegar Digimons”.

– Ahhh. – Jasmine se levantou e esticou os braços para se “espreguiçar”. – Vamos voltar o nosso passeio. Venha com a gente plantinha.

– O nome é Palmon. – Dizia a outra.

– Sim, Palmon. – Jasmine segurava na mão dela e as três começavam a passear e conversar.

III

Os outros dois garotos andavam pelo outro lado da praça da fonte, um pouco mais longe das meninas. Eles andavam em direção a um pequeno banco banhado pela sombra de uma árvore de cor azul, se houvesse sol ali. Os dois se sentavam naquele lugar o começavam a observar a paisagem. Até que viram que um pequeno coelho, exatamente igual à Lopmon, estavam em cima da estátua da fonte. Os dois correm até lá para retira-lo daquele lugar.

– Ei, ei, ei Lopmon, saia daí! – Gritava Rannyson.

– Vire aqui sua peste! – Kyosuke agarrava Lopmon pelas orelhas e vira-o para ele. Então eles pararam e viram que aquele não era Lopmon. Tinha algumas pequenas diferenças dele. A primeira era a cor, que ninguém havia notado, no caso. Aquele Digimon era branco e verde, ao contrário de Lopmon que era marrom e rosa. Ele também tinha uma aparência parecida com a de um cachorro, algo como um Terrier. Poderia o nome dele ser Terriermon? O pequenino pulou das mãos de Kyosuke e ficou em pé nas bordas da fonte e apontou pra eles com as suas pequenas mãos.

– Quem vocês acham que são!?

– Ah, desculpa cara, a gente achou que você era um amigo nosso. – Dizia Rannyson, balançando as mãos em defesa.

– Ainda bem que descobriram que não sou, idiotas. – O coelhinho branco vira a cara para os dois com desprezo e nojo.

– Ei, seu filho de uma égua, a gente pediu desculpas. Larga de ser fresco. – Kyosuke jogava “pedras” no pequeno Digimon como se ele tivesse matado toda a família deles.

– Por acaso você quer lutar, seu pedaço de bosta? Aposto que ganho de você na hora. – O pequeno Digimon pulou para o topo da ponte e desafio Kyosuke. Ele sabia que Kyo não poderia ganhar, porque ele era um humano, e humanos não tem poderes.

– Você não pode ganhar, e ele sabe disso. – Rannyson sussurrava no ouvido de Kyosuke. – Vamos embora.

– Isso não acabou! – Kyosuke apontou para o pequeno e foi embora. Infelizmente ele não o deixou ir. O Digimon pulou para frente dos dois garotos e discursou:

– Eu juro pelo meu nome que vou acabar com você aqui e agora!

– Pode vir! – Kyosuke puxou a briga, e assim, tudo começou.

IV

Ray e Lopmon se encontravam no lugar mais alto da cidade, algo como um santuário. Era como uma pequena mansão no topo de uma montanha. Os dois estavam sentados olhando para a paisagem da pequena cidade. Tudo estava ocorrendo muito bem naquele lugar. A não ser o fato de que Lopmon aparentava uma cara triste e preocupada.

– O que houve Lopmon? – Perguntava Ray.

– Eu nunca saí dessa vila. O que será que existe lá fora?

– Eu também nunca havia saído do meu “mundo”. E veja isso. Isso é incrível. – Ray cai para trás e se deita na grama para observar as estrelas do mundo digital. Não eram bem estrelas, eram mais circuitos multicoloridos. Mas não deixava de ser lindo.

– Você acha que vamos conseguir derrotar Seraphimon?

– Nunca iremos saber se a gente não tentar.

– Você tem razão. – Lopmon se levantava de onde eles estavam sentados e vai para dentro do santuário, sem demora, ele volta com uma chave na mão.

– Tome. – Ele joga a chave para Ray e ele a pega. Na chave estava escrito “Village Area”. O garoto passa uma pequena faixa de tempo pensando, e depois volta a falar com Lopmon.

– Aqui é a Village Area, certo?

– Exato. E esse é o único jeito de sairmos daqui.

– E aonde a gente usa isso daqui?

– Sei lá, temos que achar uma fechadura ou um portal. Eu não sei onde, se não já teria saído.

– Então vamos ter que procurar sozinhos não é?

– Parece que sim. – E com a deixa de Lopmon, se ouviu um grande estrondo. Os dois se levantam e olham para onde estava vindo a grande fumaça. E ela estava a vir da praça da ponte. Algo teria acontecido com os amigos de Ray, e isso eles iriam descobrir na marra. Os dois desceram a montanha em uma grande correria e fizeram seu caminho para a praça da fonte. Uma grande nuvem de fumaça estava se emanando de lá, e Kyosuke e Rannyson já sabiam o porquê.

– Da próxima vez eu não irei errar. – Declarava o pequeno Terriermon, que havia destruído a fonte daquele lugar com algum ataque superpoderoso.

– Ai meu deus, a gente precisa dar o fora daqui! – Gritava Rannyson.

– Mas o que vocês estão fazendo?! – Gritava Jullie, que acabara de aparecer ali com Jasmine e Palmon. Terriermon olha com raiva para elas e as mesmas se assustam.

– Sim, o que vocês fizeram agora? – E do lado aposto do das garotas, chegam Ray e Lopmon, dando inicio a uma grande reunião de família.

– Chamaram reforços? – Perguntou Terriermon, olhando furiosamente para Kyosuke.

– Eu nem precisava, mas, já que eles chegaram. – Kyosuke levantou os ombros e foi para trás.

– Palmon, você pode nos ajudar? – Jasmine pergunta a plantinha que mais cedo havia detonado um ladrão que se encontrava por ali. A mesma aceitou balançando a cabeça, e entrou para a batalha como um gesto de gratidão.

– Então vão lutar? Ótimo! – Grita o Terrier, com os olhos vermelhos de raiva. Algo havia de estar errado com aquele Digimon, já que os Terriermon são de natureza calma e passiva. Palmon e Lopmon haviam percebido isso, e eles estavam prontos para retirar o pequeno Digimon daquela confusão.

– Vamos lá, Jasmine! – Disse Ray, segurando o seu Digivice.

– Ahn? Espera a Palmon não é a minha Digimon. – Responde ela, com uma voz desesperada.

– Então se conecte com ela e lutem juntas!

– Palmon, você lutaria ao meu lado? – Perguntou Jasmine.

– Claro que sim! – Respondeu Palmon, já posicionada para a batalha.

E assim começaria a primeira batalha de Ray e Jasmine no mundo digital, para salvar os seus amigos dos ataques de um Digimon possivelmente maluco. E agora eles iriam ter que se virar.

V

A batalha ocorreria na praça da fonte, que agora se encontrava destruída. Fumaça voava para o sul, que era pra onde o vento estava à empurrar. E debaixo de toda aquela fumaça e destruição, estavam os cinco humanos que agora habitavam o mundo Digital. Sendo que dois deles se encontravam no campo de batalha, prontos para vencer a qualquer custo.

– Estão prontos? – Perguntou Ray.

– Sim! – Responderam os Digimons que estavam do lado dele.

– Pronta Jasmine? – Ele perguntou a ela.

– Só saberei quando começar. – Respondeu.

– Vai lá galera, estamos torcendo por vocês! – Gritou Jullie.

– Acabem com ele! – Também gritou Rannyson.

– Mostrem a essa bola de pelos do que nós somos capazes! – Disse Kyosuke.

– E lá vamos nós. – Disse Lopmon, baixinho. E a luta começou. Se algum deles tivesse prestado atenção no que estava acontecendo aos arredores, em um curto período de tempo, formou-se uma esfera colorida ao redor deles, cobrindo-os. Este era o sinal de que ninguém poderia nem sair e nem entrar na batalha. Este era o sinal de que o campo havia se formado.

– BLAZING FIRE!

Terriermon vai de investida até Lopmon, salta e lança uma rajada de pequenas esferas de fogo nele. O alvo corre para a direita e escapa do ataque. Mas enquanto ele ainda pensava, o coelhinho branco ainda estava a correr até onde ele estava, e mais uma vez ele o fez.

– BLAZING FIRE!

As esferas de fogo, que tinha uma coloração laranja, acertaram o coelho negro em cheio, o que causou uma pequena explosão. Ray vendo o que estava acontecendo ficou preocupado, e percebeu que Lopmon não faria nada até que ele o mandasse. Logo este disse:

– Lopmon, como irei te ajudar se não conheço seus ataques?

– Escute o seu coração e você saberá o que fazer. – Respondeu o coelhinho que estava no chão, a se levantar.

“Escute o seu coração”, pensou Jasmine. E assim ela deu a sua primeira ordem para Palmon, e ela a obedeceu.

– POISON IVY!

Palmon segurou o Digimon que acabara de atacar o seu parceiro e o jogou para longe com as suas raízes que se esticaram das suas mãos. O pequeno Terrier se levantou rapidamente e voltou a correr em direção aos dois lutadores. E dessa vez ele começou a girar e girar e girar até que o vento começou a agir junto a ele, e assim, ele formou um tornado.

– PETIT TWISTER!

O tornado foi em direção à pequena plantinha, que estava se sentindo confiante o bastante para não desviar do ataque. Ela olha para Jasmine e vê que ela já sabia o que devia fazer, e segue as ordens dela. Logo ela ataca abrindo a boca e usando um ataque que conseguiu parar Lopmon antes que ele chegasse até ela.

– STINKY STENCH!

A plantinha de Jasmine soltou um grande bafo venenoso para Terriermon e o mesmo parou com o seu ataque, e caiu no chão. Ele não estava conseguindo ver direito, e tinha acabado de se envenenar. Não iria resistir a mais nenhum ataque. Terriermon já estava praticamente derrotado. Até que os pensamentos de Ray chegaram a Lopmon.

“Não vou ficar para trás!”

Lopmon corre até Terriermon, que no caso era como se olhar num espelho em negativo, e o olha nos olhos. Os olhos dele estavam sem brilho. Alguém havia o possuído ou coisa do tipo, e agora Lopmon estava pronto para “despossuí-lo”. Ele olha para Ray e recebe os seus comandos, este seria o primeiro e ultimo ataque de Lopmon naquela batalha. Ele levanta as suas orelhas e começa.

– LOP PUNCH!

O pequeno coelhinho marrom começa a estapear o seu clone com as orelhas. O ataque se repetia várias e várias vezes. Os adolescentes que ali estavam o olhavam e viam como o Digimon estava sofrendo. Logo Kyosuke, pelo mais incrível que pareça, KYOSUKE interrompeu a batalha e foi até lá. Jogou Lopmon para longe e segurou Terriermon em seus braços.

– Você está bem? – Perguntou ele.

– Com certeza não, seu idiota. – Respondeu.

– Vou cuidar de você, você não merece isso tudo. Mesmo sendo um filho da égua.

– Me comovo com seus discursos. – Após isso, a Angel Bangle de Kyosuke começou a brilhar, e as feridas do Digimon que se encontrava em seus braços foram curadas. Todos se comoveram com aquilo, Kyosuke aceitou o seu inimigo.

– Quer saber? – Disse Terriermon, enquanto olhava nos olhos de Kyosuke. – Eu gosto de você.

Terriermon bate a sua orelha na cara de Kyosuke de leve, e um brilho azul começa a se fazer ali. O brilho cegou a todos que estavam lá, e Ray já havia percebido o que havia acontecido. Kyosuke foi presenteado com um Digital Device para simbolizar a união dele com Terriermon. O seu era de coloração Azul, que ironicamente o lembrou da sua pulseira que foi perdida. Mas o que importava agora era a nova união. Entre dois brigões malucos.

E do outro lado do campo, Jasmine acariciava a cabeça de Palmon, e a mesma se virou pra ela.

– Eu também quero uma Tamer, e eu escolho você. – Palmon diz essas palavras e abraça Jasmine. Ela fica sem palavras e responde com uma só palavra, cheia de emoção.

– Sim!

E a partir dessa união, uma luz verde emanou da união entre elas duas, o que cegou novamente todos daquele lugar. Jasmine foi presenteada com um Digital Device para simbolizar a sua união com Palmon. Agora elas eram Tamer e Digimon. Estavam unidas. O seu Digivice era de cor verde, também lembrando o seu amuleto, o broche de gota verde.

VI

Duas novas duplas haviam se formado naquela noite. E o trabalho das crianças já havia sido terminado. Só faltavam mais duas duplas para se formarem, e isto seria resolvido mais para frente. Agora eles só poderiam comemorar mais e mais.

E lá do alto, no santuário de Lopmon, um Digimon alto e esguio olhava para eles na luz da lua. Flores de Sakura voavam com o vento próximo a este. E a escuridão cobria o seu rosto e seu corpo. Uma sombra que intrigaria a qualquer um.

“Então eles chegaram.”, disse.

Notas finais
Obrigado por terminarem o capitulo. Comentem para eu saber se a fanfic está indo tudo okay ou não. Desculpem-me pela demora. Prometo que irei tentar postar mais cedo e postar capitulos mais curtos também. O próximo capitulo é o final da primeira saga. Então, preparem-se. Obrigado por acompanharem. E até a próxima!