Digimon:origins

1 Como tudo começou


Notas iniciais
O capítulo ficou mais descritivo do que qualquer outra coisa. Prometo mais diálogos no segundo, perdão. ;;

Tóquio. Japão.

Eram 22h ( dez horas da noite ). Uma criatura trajando botas, uma capa escura e um chapéu pontudo cuja aba escondia um pouco do seu rosto estava sendo perseguido por algo que se assemelhava com um gato. A criatura fugia do gato, pulando sobre os prédios da cidade, até ser atingido por um arranhão que se estendeu por todas as suas costas e cair de uma altura de nove metros.

–

No dia seguinte, mais precisamente às 9h( nove horas da manhã ), os colégios de Tóquio batiam seus sinais. Estava na hora do intervalo. Os alunos do Ryusei Academy começavam a se exaltar. Uns lanchavam na sala, em duplas, ou grupos de três ou quatro pessoas. Outros preferiam comer ao ar livre e havia aqueles que saíram correndo de suas salas para se encontrar com os amigos de outras turmas e jogar alguma coisa, ou simplesmente conversar. Contudo, em uma das salas, alguém permanecia na mesma posição em que estivera durante todo o primeiro tempo. Yukino Kurumi ( na leitura japonesa, Kurumi Yukino ) é uma garota como outra qualquer, embora se destaque de seus amigos devido às suas boas notas. Tem a pele tão branca como a neve, como se nunca tivesse tomado sol, olhos azuis e cabelos loiros, o que chamava a atenção de todos por quem passava, a final uma loira original não era comum no Japão. E ela realmente não era totalmente japonesa. É filha de uma russa com um japonês, mas não gostava de falar muito sobre sua família. Ela não os odiava, mas não tinha o que falar deles. Nem mesmo de sua mãe, uma vez que a mesma falecera há seis anos atrás. Apesar de ser o primeiro dia do Inverno, a estação do ano preferida de sua mãe, não era essa a razão que deixava Yukino triste. Sem tirar seus olhos da janela da sala, observando os primeiros flocos de neve caindo sobre a cidade, a garota sussurrou.

–..... eles não vieram. Novamente.

Yukino referia-se à seus amigos. Não somente àqueles que eram também era seus colegas de turma. Sempre na hora do intervalo, seus amigos de outras salas vinham visitá-la, mas isso não aconteceu no dia. Aliás, não acontecia há pelos menos duas semanas. Porém, a jovem não estava surpresa. Tudo ocorria exatamente como a sua mãe planejava. A mãe de Yukino, Anastácia, foi uma das principais organizadoras e criadoras do projeto DW ( digital world ), junto com outros dois cientistas e mais um grupo que os acompanhavam e os auxiliavam. No dia em que o Digital World fosse inaugurado, oito crianças escolhidas por Anastácia seriam premiadas com seus próprios digimons e poderiam conhecer o mundo de seus parceiros digitais. Segundo Ana, a filha seria a “criança especial”, a nona, mas Yukino destruiu todas as suas chances de conhecer o mundo que sua mãe dera a vida para construir. Literalmente. Quando o sinal do fim das aulas bateu, enquanto caminhava para a sua casa em um complexo de apartamentos chamado Golden Tower, a jovem pensara sobre as ‘crianças escolhidas’.

–“Oito crianças. Certamente a maioria delas são amigos meus. Minha mãe também era muito ligada a eles. “ – dizia Yukino, em pensamentos. Ela cobriu o seu pescoço com um cachecol azul e continuou andando.

Já em casa, ela guardou a sua pasta e foi para a cozinha preparar um chocolate quente. Estava sem fome para almoçar. Quando a bebida estava pronta, pegou uma das cadeiras da sala e levou-a para perto da janela do seu quarto. Pegou a caneca com o chocolate quente na cozinha, voltou para o quarto e sentou-se na cadeira. “ Há quanto tempo eu não faço isso... “ – pensava a garota. Lembrou-se que quando era mais nova, ela e mãe gostavam de sentar-se na varanda da casa de férias, tomando chocolate quente enquanto viam a neve caindo. Ela pegou esse hábito da mãe, uma vez que isso a lembrava de sua terra natal. Estava tudo muito calmo na casa de Yukino. Não que nos outros dias fossem diferentes, mas estava acostumada a receber ligações de suas amigas e amigos, algo da qual sentia saudades. “Suas vozes.... quando as ouvirei novamente? “ – perguntava-se a jovem, enquanto olhava para o céu da janela de seu quarto. Aos poucos, os olhos de Yukino foram se fechando, até a loira adormecer em sua cadeira, ainda segurando a sua caneca cujo conteúdo já havia terminado. Algumas horas depois, Yukino voltou a abrir seus olhos, calmamente, e espreguiçou-se em sua cadeira. O frio havia deixado-a mais lenta. Contudo, ao olhar para o relógio em seu pulso, assustou-se com o horário.

–“O-Oito horas? Eu dormir tanto assim?“ – berrou a garota, correndo para a cozinha, onde deixou sua caneca na pia, e em seguida voltando para o seu quarto. Trocou o seu uniforme escolar por uma roupa mais quente: calças de nylon pretas, uma blusa azul e um sobretudo por cima da mesma cor da blusa. Aqueceu o pescoço com o mesmo cachecol que usava antes e colocou suas botas marrons e um par de luvas brancas. – “É por isso que eu já estou com fome.” – comentou a jovem.

Ao terminar de se arrumar, Yukino colocou sua carteira em uma bolsa preta, pegou suas chaves e saiu de casa. Planejava fazer um misô para o jantar, mas faltava alguns ingredientes necessários para a comida. Sendo assim, a garota arrumou-se para ir ao mercado e comprar o que precisava. Após andar durante uns dez minutos, a garota finalmente chegou ao mercado. Escolheu a dedo os melhores ingredientes que usaria no misô e foi ao caixa pagá-los. Na saída do estabelecimento, a menina abriu um leve sorriso. Lembrou-se de quando era pequena, mais uma vez. Nos dias em que sua mãe chegava tarde em casa, a jovem preparava dois pratos de misô para elas.

– " OOOOH ~ Yuki-chan! Está maravilhoso! “ – era o que sua mãe sempre dizia quando experimentava o misô da filha.

Nunca soube se o misô que ela fazia era realmente bom ou se a sua mãe estava apenas querendo bajula-la com aquilo, mas como sempre conseguia arrancar um belo sorriso da russa com sua comida, Yukino sentia-se feliz sempre que cozinhava. Para ela, aquele seria apenas mais um início de um inverno frio que se estenderia por três meses. Ao menos, era o que ela pensava. Ao passar pelo parque que havia há uma quadra de sua casa, Yukino ouviu um gemido.

–Q-Quem está aí? – perguntou a loira, olhando para todos os lados à procura daquele que gemia de dor – Onde você est-

Antes que a garota terminasse de falar, alguém caira ao lado de um banco que estava bem próximo dela, praticamente em sua frente. Ela correu até aquela pessoa cujo corpo estava coberto por uma roupa estranha, cheia de símbolos em sua capa que mal dava para ser reconhecida, uma vez que ficara bastante rasgada, assim como o restante de sua roupa e o chapéu que ele usava em sua cabeça.

–“Oi... você está bem? “ – perguntou Yukino, pegando o estranho em seus braços. Mas ao virar o rosto dele para ela, a loira assustou-se. Ele não era um humano. Por cima da gola de sua capa, a garota percebeu que a boca do rapaz era costurada, completamente diferente de tudo que ela via. – “V-Você é...? “ – começou. Mas fora interrompida pela voz de alguém –

–“Afaste-se, humana. “

Ao virar seu rosto para o lado, na mesma direção de onde o rapaz tinha vindo, Yukino observou uma criatura semelhante a um gato aproximar-se dos dois. Ela era branca, caminhava sobre suas patas traseiras e usava um par de luvas verdes com garras afiadas nas dianteiras.

–Esse cara é minha presa. – disse a gata, ameaçando-a com o olhar.

–Digimons...no mundo real? – sussurrou Yukino, ainda em choque pelo que via. Não conseguia entender como aqueles dois poderiam estar em seu mundo.

Percebendo que a garota não iria se afastar do rapaz com a aparência de um bruxo, a gata preparou-se para atacar, mas foi surpreendida por um ataque de seu alvo. Ao abrir os seus olhos, o digimon levantou o bastão que carregava e gritou.

–Thunder Cloud!

Os raios gerados pelo Digimon acertaram um dos postes que havia ao lado deles, explodindo bem na frente da gata, que protegeu seu rosto dos destroços com seu braço direito. Porém, ao voltar seu olhar para os dois, percebera que não havia mais ninguém ali.

– “Droga... Uma distração! Maldito Wizardmon! “ – bradou Tailmon, irritada com o feito do bruxo.

Notas finais
Cena ecchi já no segundo capítulo, heim? -QQN Espero que tenham gostado. Não esqueçam de deixar um comentário, isso me incentiva a continuar escrevendo. Kissus *-*