Digimon Quest
1 Prólogo - Vamos Lutar
Notas iniciais
John Evans, um jovem de 14 anos, suava e bufava de tanto correr pelo velho castelo. Seus olhos castanhos adotaram à sua escuridão, tornando possível andar pela escadaria circular. Ao seu lado, Nicholas Lacerda, seu amigo de infância, só conseguia pensar no que poderia acontecer caso não detivessem Daemon à tempo. Enquanto isso, Carlos Silva, última peça do trio, só se concentrava em manter o ritmo da corrida e chegar lá antes que fosse tarde.
– Não! – gritou John.
O fim caminho havia chegado e não tinha nenhuma luz; uma gigante porta de metal, ao invés disso.
– Não podemos parar agora! Não depois de tudo que já passamos. MetalGreymon, vamos acabar com isso!
Com um corpo grande e resistente, eram quase seis metros de pura pele laranja e azul, com partes metálicas na cauda e no peito. Seus três chifres também estavam cobertos por metal. Com suas asas azuis dobradas, MetalGreymon mirou seu braço robótico contra a porta, disparando sua garra na direção desta, derrubando-a. Pelo intermédio de uma corrente, a garra metálica voltou ao encontro da base do punho do Digimon.
– É agora! – gritou John, enquanto corria.
Ao primeiro sinal de caminho livre, a luz tomou conta. John, que agora estava em cima de seu MetalGreymon, Nicholas, que montava seu MegaloGrowlmon, e Carlos, em seu AeroVeedramon, entraram no último ponto do castelo: um enorme laboratório experimental.
O interior daquela enorme torre era dividido entre Digimons presos, máquinas grandes e aparentemente complicadas de se mexer. A única iluminação era a provida pela Lua, invadindo o laboratório pelas janelas de barras de metal. Como era um pouco claustrofóbico, Nicholas tentou não transparecer, mas estava muito incomodado de estar ali
– Pare, Daemon! – apontou o garoto.
Dentro de um grande recipiente no meio do local, esferas brilhantes residiam presas. O agito e os golpes contra a parede de dentro indicavam que as esferas estavam tentando escapar. Ao olhar para a direita, logo após entrar no laboratório, John leu “Anticorpo-X” em um grande recipiente, porém, nada que lhe lembrasse algo importante. Todo o foco do momento estava em Daemon e no botão que este estava prestes a apertar. Os Digimons que estavam em cativeiro gritavam e xingavam, tentando escapar a todo custo.
– O DigiMundo mudou, crianças. – disse Daemon
– Você vai devolver o poder dos Digivices aos respectivos donos! – exclamou Carlos.
– Humpf... Do que eles vão adiantar se já destruí todos esses Digivices?
– Não importa! MetalGreymon, use a Kyuukyoku Shinka (Mega Digievolução)!
Determinado, John puxou algo que parecia ser um celular, porém, sem botões. Chamado de Digivice, na grande tela deste apareceu MetalGreymon com uma placa escrita “Kyuukyoku Shinka” em cima. Tudo que o garoto sentiu naquele momento foi o calor em seu peito aumentar cada vez mais, a ponto de aumentar a força do elo entre este e seu Digimon
– Vamos também, AeroVeedramon. – disse Carlos.
– MegaloGrowmon! – disparou Nicholas.
– MetalGreymon! AeroVeedramon! MegaloGrowlmon! – cada Digimon havia gritado seu respectivo nome – Kyuukyoku Shinka!
Assim como foi com John, os Digivices de Carlos e Nicholas reagiram a tantas emoções e poderes juntos. Apareceram nos três dispositivos as imagens das Mega formas dos Digimons. Um pilar de pura energia branca rodeou os Digimons; era a digievolução. Seus corpos foram diminuindo até formas humanoides, com pouco mais de 2 metros cada.
– Dukemon! – o Mega Digimon de corpo branco segurava uma lança branca na mão direita e um grande escudo na mão esquerda. Em seu peito, assim como em seu escudo, estava cravado um triangulo rodeado de triângulos menores: era o símbolo da Zero Unit.
– UlForceVeedramon! – as comuns asas do outrora AeroVeedramon agora eram grandes e majestosas asas azuis. UlForceVeedramon tinha uma armadura azul e dourada e assemelhava-se a um dragão. Em ambas as mãos, o Mega Digimon agora tinha dois braceletes, os V-Bracelets.
– WarGreymon! – o último dos três, este Mega Digimon ainda tinha os chifres de metal e o cabelo castanho de sua forma anterior. Em seus braços, lâminas retráteis podiam ser usadas para atacar. Em suas costas, um escudo aberto pela metade, que lembrava um par de asas, continha um símbolo misterioso gravado. – Dramon Killer! – gritou o Digimon.
As garras retráteis saltaram para fora. O mais rápido que pode, WarGreymon voo na direção de Daemon e atravessou suas garras pelo grande e pesado manto do Digimon. Ainda no momentum, a investida do Mega Digimon fez com que ambos quebrassem a parede do laboratório, indo de encontro com o chão do lado de fora da construção. Carlos e UlForceVeedramon, junto com Nicholas e Dukemon, voaram atrás da luta.
– Slash Nail! – berrou Daemon.
De baixo da manga esquerda do grande manto de Daemon, uma gigante garra vermelha atacou WarGreymon. Este, por consequência do golpe, teve sua armadura gravemente danificada e acabou por ser arremessado com força contra a parede da entrada do castelo antes mesmo de tocar o chão. Agora com a vantagem, Daemon parou em pé na frente do castelo com suas grandes asas negras abertas.
Dukemon e UlForceVeedramon deixaram Nicholas e Carlos no chão e foram em direção ao combate. O novo local da batalha agora era uma grande e larga ponte de pedras. Com WarGreymon ferido e fora de combate, UlForceVeedramon ativou seu sabre, que era criado a partir do V-Bracelet em seu pulso direito, e Dukemon brandiu sua lança para cima. Prontos para atacar, ambos avançaram contra Daemon.
– Ulforce Saber! – gritou UlforceVeedramon antes do impacto.
– Gram! – imitou Dukemon, ao clamar por sua lança.
– Chaos Flare! – interrompeu Daemon.
Logo após os dois Megas anunciarem seus ataques, Daemon puxou suas mangas e esticou as garras para frente. Do chão, uma enorme torre de fogo surgiu e frustrou ambas as investidas. Afetados pelo fogo das trevas do Digimon maligno, Dukemon e UlforceVeedramon retrocederam alguns passos. Nicholas e Carlos apertaram seus Digivicers com força, pensando apenas em não desistir, que a batalha ainda não havia acabado. O brilhou se tornou maior e mais intenso, dando mais força aos Digimons. Pensando no pior, Daemon também se preparou.
– Daemon Mode Change! – um raio negro surgiu de Daemon.
Antes sempre envolto por seu sobretudo misterioso, Daemon agora abdicou da peça, revelando sua verdadeira e horrenda forma. De corpo praticamente peludo, exceto pelo peito braços de pele roxa, Daemon Beast Mode – o nome que este gritou ao terminar sua transformação – revelou, além de chifres, possuir também grande presas e um longo cabelo. Totalmente transformado, voltou a atacar UlForceVeedramon e Dukemon.
Um pouco acima dali, John estava parado na frente do buraco feito por WarGreymon. Olhar a cena lá de cima, sem nada poder fazer, frustrava o jovem. Triste por não poder fazer nada e por ver seu parceiro derrubado, sem contar com a raiva de ver seus amigos sendo derrotados, o coração daquela simples criança falou mais alto que qualquer voz poderia. Em seu subconsciente, sua alma gritava pelo nome de seu parceiro abatido.
– John! – WarGreymon abriu os olhos naquele mesmo momento. – Gaia Force!
Todo seu corpo parecia pesar e ir contra sua vontade. Gravemente machucado e com um dos chifres quebrado, além do dano no peito de sua armadura, WarGreymon conseguiu sair do buraco feito na parede. Agora caído no chão, mas pronto para batalha, ergueu ambas as mãos para o céu. Após poucos segundos, uma enorme esfera de energia laranja surgiu e o Mega Digimon a arremessou contra o inimigo, acertando –o em cheio. Energizado com o poder da alma de John, WarGreymon mais uma vez ativou seus Dramon Killers e investiu contra o inimigo. Caídos, UlforceVeedramon e Dukemon ficaram a observar a volta do companheiro
– Vai, WarGr—o recipiente com as esferas brilhantes, os poderes dos Digivices, explodiu.
– John!
Aquela torre – a do laboratório – brilhou como um Sol nunca havia feito. Todo o momento parou. WarGreymon, que agora subjugava Daemon, não conseguia mais sentir a presença de seu parceiro. Uma esfera de luz tomou o lugar da torre, como se a explosão apenas continuasse sem parar. Nicholas gritou o nome do amigo, porém, não ouviu nenhuma resposta. A risada de Daemon cortou todo o momento. Sua alegria em presenciar a cena enfureceu WarGreymon.
– Hilário, não? Ele querendo recuperar os poderes dos Digivices e acabou morto por eles.
– Ele não está morto, seu maldito! – rugiu WarGreymon.
– Não? Então vamos ver se ele responde. John! – e nada.
– Maldito seja! Dramon Killer!
O ódio de WarGreymon foi resumido no tinir de seu Dramon Killer direito se soltando. Em plenos pulmões, ele gritou ao desferir o primeiro golpe, todavia, este foi pego com a gigante garra esquerda de Daemon Beast Mode. Um instante foi o suficiente para este último destruir o Dramon Killer. Novamente, mas com o esquerdo, WarGreymon atacou, levando-o também à destruição.
– Da onde.... Da onde veio esse poder? – perguntou o espantado Mega Digimon.
– Não está sentindo toda essa energia das trevas? Os dados dos Digimons que estavam presos se misturaram aos da energia dos Digivices. É tudo... Tão bom! – os olhos vermelhos de Daemon foi o sinal que Dukemon e UlforceVeedramon precisavam para intervir mais uma vez na luta.
– Ulforce Saber!
– Gram!
– Inútil! Daemon Beast Mode Ultra Shinka!
Os rastros de poeira no céu não eram rastros de poeira. A energia negativa recém convertida alimentou Daemon o suficiente para que este pudesse evoluir para um nível além do Kyuukyokutai (Mega). A explosão da evolução das trevas arremessou UlforceVeedramon e Dukemon contra a entrada do castelo. Raios negros cruzaram os céus; a Ultra Shinka das trevas estava gerando energia para abalar todo aquele continente do DigiMundo. Em meio ao caos gerado pela energia negativa, os Digivices de Carlos e Nicholas foram sugados até o centro da Ultra Shinka. Na última vez que olharam, os Digivices foram destruídos e seus poderes roubados.
– Dukemon! – gritou Nicholas enquanto corria de encontro ao amigo. – Dukemon, você está bem?
– Nicholas... O Digivice... – desmaiado, Dukemon voltou à pequena forma vermelha de Guilmon.
– Carlos... – já ao lado de seu parceiro, UlforceVeedramon retornou a forma de Veemon.
O brilho dos Digivices agora estava dentro da energia negativa. Derramando lágrimas de tristeza e derrota, Carlos socou o chão e amaldiçoou o inimigo. O brilho negro finalmente se dissipou, revelando Ultra Daemon, um Digimon Super Mega. A luz da Lua refletiu em suas novas e metálicas garras; seu peito e pés agora pareciam estar cobertos por pedaços de armadura. O olhar de cima abaixo terminou por revelar um ferido e derrotado Agumon.
– Não podemos deixar acabar assim! – gritou Carlos para Nicholas.
Todo o poder que tinha naquele momento desanimou Daemon e levou este a conclusão de que estava na hora de acabar com a batalha sem sentido. Sua garra esquerda puxou Agumon para cima e o jogou para fora da ponte; os dois garotos não conseguiram fazer nada, a não ser observar a cena. Ferido e sem espírito de luta, Agumon só conseguia pensar em seu parceiro e em tudo que sua derrota iria fazer acontecer. “Dark Spreader” foi o nome do ataque lançado por Ultra Daemon contra Agumon, ainda que com este no ar. Aparentemente o que parecia ser apenas uma áurea negra, o ataque atingiu o pequeno dinossauro amarelo em cheio. Agora caindo na imensidão do abismo abaixo da ponte de pedra, os dados de Agumon começaram a se desfazer e a se espalharem pela queda.
– Agu... Nicholas! – Carlos olhou para a outra criança, mas esta chorava agarrada ao seu desacordado Guilmon. – Veemon, Shinka! – nada aconteceu.
– Vamos acabar com isso, crianças.
O choro de Nicholas o fazia soluçar. Guilmon, que havia acabado de acordar, não tinha forças para lutar novamente e, mesmo que o tivesse, notou que o Digivice havia sido destruído. Por algum motivo, Ultra Daemon havia parado seu ataque. A dor estridente no peito de Nicholas foi repentinamente trocada por uma paz serena e pura, mais parecendo que este estava em casa outra vez do que no meio da horrível batalha. Mesmo querendo olhar para os olhos do garoto, a luz que saia de John ofuscava demais seus olhos, limitando Nicholas a vislumbrar a grande Lua atrás do amigo. A mão deste tocou o rosto do garoto que chorava.
– Você está bem, Nicholas? – perguntou calmamente John.
– John... Você... Está vivo? – um sorriso surgiu involuntariamente no rosto de Nicholas.
– Sim. Parece que meu corpo absorveu todos aqueles poderes de Digivices. Carlos – ele olhou para o outro amigo –, você está bem?
– John... Sim, estou. Mas o Agumon... O Agumon foi... – lembrar era horrível.
– Não, não foi. Levantem-se. Vamos lutar.
Não era como uma ordem, a voz de John soou mais como uma lição de vida, um ditado sagrado, do que de fato uma ordem. Só de sentir e estarem perto daquela luz, Guilmon e Veemon se levantaram sem medo e sem nenhuma dor. Tudo estava parado, até Ultra Daemon.
– John, ele pegou nossos poderes. – retrucou Veemon.
– Sim, mas vamos lutar. Pelo Digimundo; pelo Mundo Real; pelos nossos amigos; pela ordem; pela paz; pelos nossos parceiros e por nós mesmos! Vamos lutar! Vamos lutar até não conseguirmos mais ficarmos de pé, e aí...
O jovem iluminado saltou na direção do inimigo, voando como um raio na direção deste.
– Nós vamos continuar lutando! – gritaram todos garotos e os dois Digimons.
Tudo que passava pela mente de John era como estava Agumon. Apesar de saber que seu parceiro Digimon ainda estava vivo, sabia que era apenas uma questão de tempo até que seus dados sumissem para sempre. Com os olhos travados no peito de Ultra Daemon, John esticou ambos os braços para frente e formou garras com seus dedos.
– Impossível... Eu sou um Ultra Digimon! Eu sou Ultra Daemon! Algol’s Flame!
A grande boca de Ultra Daemon abriu-se e um brilhou saiu de lá. No instante seguinte, uma orb de chamas negras saiu dali, indo de encontro à John. Como se fosse nada, o destemido garoto atravessou o ataque, assim como fez com o peito de Ultra Daemon. Uma vez atrás do inimigo, o corpo deste ainda estava intacto, entretanto, duas esferas brilhantes agora ocupavam as mãos de John.
– Nicholas! Carlos! – ele as jogou para os exclamados.
– O poder... Sagrado. – murmurou um cansado Daemon.
– Warp! – gritou Guilmon, ao ver a esfera sendo absorvida por Nicholas.
– Shinka! – fez o mesmo Veemon, ao ver Carlos pegar o brilho arremessado pelo amigo.
As luzes da digievolução saíram dos peitos de Nicholas e Carlos e foram de encontro aos seus respectivos Digimons. “Aguente firme, Agumon. Eu estou indo”, pensou John antes de mergulhar no abismo.
– Veemon Warp Shinka (Mega Digivolve)... UlforceVeedramon! – no que pareceu um segundo, Veemon foi envolvido por uma forte luz azul, mostrando-se estar no nível Mega ao sumisso desta.
– Guilmon Warp Shinka (Mega Digivolve)... Dukemon! – assim como com Veemon, Guilmon chegou a sua Mega forma em um instante.
À medida que a batalha da ponte voltava a acontecer, John estava se aproximando do fundo do abismo, onde havia um pequeno rio. Ao longo da descida, a criança vira os dedos de Agumon espalhados aleatoriamente, fazendo-o se preocupar mais ainda. Caído nas pedras ao leito do rio, o Digimon vacina dinossauro não tinha mais as pernas; estas já haviam se desmaterializado a pouco tempo atrás. Somente com uma das garras, Agumon parecia estar chorando e murmurando algo em um volume quase inaudível.
– J... – ele tentava dizer o nome do parceiro que pensava estar morto.
O gentil toque do garoto acordou o Digimon.
– Vamos lutar, Agumon. – disse gentilmente.
A sensação que o Digimon sentira assemelhava-se ao de uma forte digievolução. Desperto e espantado, suas lágrimas de tristeza tornaram-se de felicidade ao perceber que o parceiro estava vivo. Quando notou, Agumon percebeu que seu corpo estava inteiro e que ele não estava mais morrendo e nem se desfazendo. O momento que seguiu mostrou o sorriso de Agumon sumindo.
– Não importa, John; ele é um Ultra.
– Idai? – perguntou calmamente.
– Como assim? – questionou espantado.
– Você acha que só Digimons que evoluem? Que só sua forma, golpes e poderes que mudam? Errado! – o garoto aumentou seu tom de voz – Humanos e corações também evoluem. Ao contrário do que a maioria pensa, não há limite para a evolução; a fé é o limite. Enquanto tivermos fé em nós mesmos e nos nossos amigos, nada pode nos parar. Vamos lutar, Agumon! Vamos evoluir eternamente e tornar nossos corações cada vez mais fortes. Vamos lutar, Agumon!
No fim deste discurso, Agumon se deu conta que estava na sua forma Kanzentai, MetalGreymon.
– Algol’s Flame! – mais uma vez, Ultra Daemon disparou a bola de fogo negro contra, entretanto, UlforceVeedramon.
– Aegis! – pondo-se na linha de frente, Dukemon ativou a defesa de seu poderoso escudo. Segurando o ataque de Ultra Daemon, o cavaleiro olhou para o amigo. – Vá, UlforceVeedramon.
– Dukemon... Obrigado! – tão rápido como podia, o Mega Digimon azul voou de encontro ao inimigo. – Dragon Impulse X!
Os espaços entre as placas da armadura de UlforceVeedramon começaram a rapidamente liberar uma densa aura azul, que em sua vez, cobriu o corpo daquele Digimon e assumiu a forma de um dragão. No momento do impacto, Ultra Daemon tentou defender-se usando energia das trevas, mas não teve sucesso. Segundos após o impacto, a aura azul sumiu e revelou o Digimon embaixo dela novamente. “Lute, UlforceVeedramon!”, gritou Carlos; “Ulforce Saber”, respondeu.
– Pelo Mundo Digital! – urrou UlforceVeedramon antes de golpear Daemon com seu sabre. – Pelos nossos amigos! – mais um golpe. – Pela paz! – e mais outro ataque.
– Dark Spreader! – no último golpe do outro Digimon, Ultra Daemon desviou e mirou um soco no rosto dele, que foi acertado. Instantes depois, a aura negra atingiu em cheio UlforceVeedramon, derrubando-o.
– Final Elysion!
Do ponto cego, durante a queda de seu companheiro, Dukemon surgiu novamente e empunhando Aegis, seu escudo, na frente de seu corpo. Partindo deste, um denso raio de energia branca foi contra Daemon. Em uma batalha mais de intenções do que de fato poder, os Digimons ficaram parados: um atacando e o outro resistindo ao ataque.
– Vai, Dukemon! – o brilho no peito de Nicholas aumentou.
– Pelos nossos... Amigos! – ainda mais denso, o raio quebrou a defesa de Daemon e passou a subjuga-lo. – Pela Ordem!
– Pelo Mundo Real! – gritou Carlos.
– Basta!
O tom de voz de Daemon estava denso e pesado. Em instantes, o Digimon maligno segurou a cabeça de Dukemon e fez um grande buraco no chão com esta. Caído, o cavaleiro escarlate tentou-se levantar, entretanto, fora acertado com mais um raio de aura negra. UlforceVeedramon, que agora estava novamente de pé, teve seu sabre destruído e grande parte de seu corpo danificado por apenas uma bola de fogo de Daemon.
– A brincadeira acabou.
– Daemon! – gritou John.
– Hã? – o Ultra Digimon virou-se na direção da voz. – Não me faça ter que matá-los novamente.
Um WarGreymon brilhante segurando um garoto pela mão era o foco do momento. Deixado gentilmente no chão pelo seu Digimon, John cerrou os punhos e se preparou para a batalha.
– O que vocês vão fazer? Eu sou um Ultra Digimon! Algol’s Flame! – mais uma vez, Ultra Daemon cospiu a bola de chamas azuis.
– Idai!? Nós vamos lutar! – gritou WarGreymon, que não recebeu dano nenhum do golpe.
– Como pode?
– Nós não evoluímos apenas em aparência, mas também em coração, e nesse momento nós temos vários deles! Poderes dos corações de centenas de humanos e seus parceiros digimons! – o corpo de John também brilhava tão forte, se não mais, que o de WarGreymon. – Juntos, podemos evoluir até o infinito.
– John... Eu estou sentindo algo forte... Algo dentro de mim! – berrou o antes derrotado Digimon.
O momento foi rápido demais e ninguém viu ele chegar. Um enorme dragão vermelho, de asas laranja, cabelos amarelos e chifres brancos apareceu nos céus acima da batalha. Seus olhos estavam mirando atentamente em todos ali presentes, até que enfim parou em WarGreymon. Desconhecido por todos ali, o Digimon Dragão certamente chamou a atenção dos presentes. Ao redor de seus chifres, quatro esferas brilhantes flutuavam de forma aleatoriamente controlada.
– O que você está olhando? Algol’s Fla—antes que pudesse disparar seu ataque, algum tipo de pressão ou força bloqueou os poderes e os movimentos de Ultra Daemon; era o misterioso Digimon dragão.
Dado um alto e intimidador rugido, o poderoso dragão vermelho avançou na intenção de WarGreymon. Sem saber o que deveria ser feito, este ficou parado apenas para ver o que estava prestes a acontecer. No momento certo do impacto, o dragão desfez-se em chamas, chamas estas que invadiram a armadura de WarGreymon.
– WarGreymon! – clamou um desesperado John.
– Esse poder! WarGreymon Ancient Legendary.... – e este fora o último instante claro antes de toda a confusão.
Algum tipo de digievolução estava acontecendo. Raios vermelhos desciam os céus para causar confusão e destruição ao redor do castelo e além. Agora empunhando uma grande espada, o que uma vez era WarGreymon avançou contra Ultra Daemon. Em instantes, o Super Mega Digimon teve seu corpo atravessado pela lâmina sagrada da misteriosa forma do parceiro de John. A força do golpe levou a dupla até a esfera de luz que uma vez fora um laboratório.
– WarGreymon! – implorou de forma alongada.
A sensação seguinte foi de uma pura lucidez. Na verdade, aquela lucidez que as pessoas têm após acordar de um grande pesadelo. O vento gelado tocou as testas suadas de Nicholas, Carlos e John. A luz do Sol dançou pelos castanhos cabelos da segunda criança, que levantou primeiro da grama. As memórias dele estavam todas embaralhadas, assim como as das outras duas crianças. Ofegantes e confusos, levou um tempo para que alguém transmitisse estar realmente consciente. Os passarinhos cantavam, dando um ótimo cenário para aquele dia feliz e de crianças brincando na praça. Carrinhos de bebês, sorvetes e algodão doce decoravam o que mais parecia ser um domingo de família. De volta ao mundo humano, as três crianças estavam sozinhas, sem Digimons e Digivices.
– Agumon?
Sempre estarei postando imagens dos Digimons para melhor aproveitamento.
Fale com o autor