Notas iniciais
Sempre estarei postando essas informações para melhor aproveitamento. Olá, pessoal. Antes de começar esta história de Digimon, venho por meio desta nota deixar alguns avisos sobre esta fanfic: 1- Ela não se passa em nenhum dos outros universos e realidades mostradas nas séries, filmes e mangás. Apesar de ainda utilizar as mesmas regras e conceitos, este é um universo total e completamente novo. 2- Afim de situar os leitores, gostaria de deixar um breve resumo sobre os tipos de evolução e digiescolhidos :Níveis de poder: Fresh (Younenki; bebê); In-Training (Younenki II; bebê II); Rookie (Seichouki; criança); Champion (Seijukuki; adulto); Ultimate (Kanzentai; perfeito); Mega (Kyuukyokutai; supremo); Ultra (Super Mega ;poucos digimons chegam até esse nível) Digievoluções (Shinka): Com Digimental (digiegg): Digimental são pequenos objetos personalizados que dão somente a alguns Digimons o poder de evoluir até um Armor Digimon, que tem o poder de um Seijukuki (Adulto); Normal: Com os sentimentos dos humanos e digimons sendo combinados e transformados em força através do Digivice, o digimon evolui em sua cadeia normal; Jogress: Onde dois digimons do mesmo nível se unem em um Digimon de poder maior. Ex: Seijukuki (adulto) + Seijukuki (adulto) = Kanzentai (perfeito) existe também quando dois digimons somente se fundem, porém, sem evoluir ; Mode Change: Quando um Digimon, seja por qualquer circunstância, muda sua forma usando algum dispositivo ou força; Spirit Evolution: Quando um Digimon evolui com o auxílio de um espírito sagrado; X Evolution: Quando um Digimon entra em contato com o Anticorpo X. Parceiros (humanos): Digidestined: Humanos destinados via alguma profecia a salvarem o digimundo de um grande mal/Digimon maligno; Digichoosen: Humanos escolhidos por algum Digimon poderoso/maligno/sagrado a salvarem o digimundo de um grande mal/Digimon maligno; Tamer (domador): Humanos que criam fortes laços por digimons e, por meio desse laço, geram a criação de um digivice. Partners (parceiros): Humanos que simplesmente se unem a um Digimon.Para melhor entendimento, sempre estarei anexando a legenda dos Digimons, com imagens dos mesmos.

Chou Shinka!

O despertador de John não era o que agora apitava alto às 06:30 da manhã, mas sim as memórias de uma outra vida que vagavam em sua mente. Passados 5 anos desde sua última grande batalha, o agora estudante de psicologia não precisava mais se preocupar em arriscar sua vida ao lado de maravilhosas, quando não assustadoras e mortais, criaturas. Prestes a chegar em sua segunda década de vida, John tinha outras responsabilidades, e travar batalhas intermináveis não estava entre elas. Ao invés, o rapaz se perguntava se deveria usar a camisa social azul escura fechada ou aberta. Aberta com certeza, pensou ele.

Trinta minutos haviam passado e o universitário estava se preparando para sair de casa. Entre algumas tropeçadas e outras esbarradas na parede, John tomou as chaves de seu carro, o qual dividia com sua irmã mais velha, e saiu para mais uma aventura de todo dia. Ao abrir a porta, o jovem sentiu os raios de sol aquecerem e energizarem seu corpo com um agradável calor. Seus olhos castanhos arderam de início, mas logo se acostumaram à situação. Parado em frente à sua casa, o carro do garoto não era muito caro, mas ajudava bastante. Merda, assustou-se ao olhar para o relógio, ele vai me matar.

Não muito longe dali, Carlos ainda estava embaraçado em seus lençóis. Em sua cama, latas de energéticos e um notebook ligado dividiam o espaço com o jovem. No instante, este acordou em um pulo. Chou Shinka!... Droga.

Tudo o que conseguia pensar era em seu amigo que estava prestes a lhe dar uma carona, amigo este que odiava atrasos. Atrapalhado por seu próprio cabelo grande e moreno, Carlos parou tudo que estava fazendo para terminar de digitar o último parágrafo de um texto aberto em seu computador. Um novo ar havia tomado o ambiente. Enfeitiçado por “Digimon Quest”, título da obra que estava escrevendo, o estudante de Literatura acordou com o som da buzina do carro de John.

– Carlos! Vamos, estamos atrasados. – gritou o motorista.

Como um raio, mas um raio atrasado, Carlos fechou seu notebook, juntou seus livros e guardou tudo na mochila. Seu trajeto até a porta foi atrapalhado por sua mãe, que, como sempre, lembrava o seu filho de tudo que estava esquecendo. Agora, um Carlos muito preocupado atravessava a porta de entrada com uma escova de dentes na boca, mochila nas costas, um saco de pão e uma lata de refrigerante na mão.

– Acho que não foi só eu que me atrasei, não é? – brincou John ao mesmo tempo em que dava tchau para mãe do amigo.

– Cala a boca. – o barulho da porta do carona fechando encerrou o assunto.

Migalhas de pão e pingos de refrigerante migravam para o chão do carro do outro estudante. Já na estrada, este reclamava com o amigo.

– É sério isso, Carlos? Eu lavei o carro no final de semana.

– Você por acaso teria uma pasta de dente e uma garrafa de água? – ignorou o outro.

– Por que... Tenho na minha mochila. O que você faria sem mim? – disse John rindo.

– Acho que... Compraria uma pasta de dente e uma água... Você se lembra, não é?

O ar de brincadeira parecia que nunca havia estado ali.

– Sim, mas e o Nicholas?

Sem nenhuma resposta do amigo, o resto da viagem seguiu com cantorias e uma alta música vinda do rádio do carro. Chegando no estacionamento da faculdade, a dupla diminuiu a velocidade ao ver um jovem de camisa preta lisa e um curto cabelo ruivo. Lado-a-lado, os jovens do carro viram que Nicholas, o rapaz de camisa preta lisa, estava ouvindo música e por isso não escutava os gritos e buzinadas que haviam dado.

– Oi, Nick! –gritou o motorista.

– Hã? – o rapaz chamado tirou os fones – Oi, galera. – Nicholas não compartilhava do mesmo entusiasmo.

Dois minutos após uma difícil busca por uma vaga de carro e os três estavam correndo por dentro da faculdade.

– Na entrada depois das aulas, beleza!? – gritou John sem olhar para trás.

Sem responder ao amigo, Nicholas e Carlos, após o término de suas aulas, estavam lá esperando o terceiro.

– Você sabe que dia é hoje, Nicholas?

– Quarta-feira? – disse de forma seca.

– Não, quer dizer, também. Você sabe do que eu estou falando, cara. Hoje fazem 5 anos que nós voltamos do DigiMundo.

O rapaz de blusa preta lisa deu dois passos lentos e aleatórios para frente.

– Vocês ainda brincam disso? – falou rindo.

– Eu não acredito que você ache mesmo que os d... – parou Carlos por um breve minuto – Que eles não existam.

– É claro que eu sei que eles existem, Carlos. Eu não sou idiota. Mas acreditar que eles não estavam interessados somente em nossa força, e acreditar que eles voltarão um dia? Isso sim é engraçado.

Carlos cerrou os olhos e esperou o grupo de cinco pessoas passar para continuar a falar.

– Eles não eram assim, Nick.

– É claro que eram; é claro que são. Os três, incluindo o Vee—Nicholas foi interrompido pelo amigo, que estava possesso.

– Não ouse falar o nome dele desse jeito, Nicholas. – quase cochichou Carlos, enquanto pegava na gola da camisa do outro.

– Cresça e amadureça, cara. Assim como todos os Digimons, Agumon, Guilmon e Veemon não passam de sanguessugas. Eu já os esqueci, agora é com você e com o John.

Quase que como um chamado, John vinha correndo na direção dos amigos enquanto estes tinham sua breve conversa. Ao chegar do rapaz, Nicholas deu um tapa para que Carlos soltasse a gola de sua camisa e, sem dizer nada ao terceiro, foi embora.

– Vamos, John. – sugeriu um decepcionado Carlos.

Tudo parecia sem sentido a não ser evitar tropeçar em algum galho de árvore. O rapaz ruiv corria com os pulmões queimando pela floresta densa e fechada. Os rugidos e explosões da batalha acontecendo logo atrás pareciam nitro nas veias do ruivo de 14 anos. O som feito por Growlmon, seu Digimon na forma campeão, ao ser arremessado em sua frente o fez imaginar se era assim que meteoros caíam.

– Growlmon!! – exclamou um jovem Nicholas.

– Ni...Nicky...

Agora no fundo daquela cratera cercada por verde, Nicholas abraçava seu ferido Guilmon. Ao redor, as árvores caídas transformavam aquele buraco de terra irregular no túmulo da dupla, ou era isso que esta pensava. Um pouco mais atrás, uma fera de cinco metros e meio de altura se aproximava lentamente. A figura roxa e de brandes braços andava curvada e de forma cautelosa, visto a força que havia acabado de usar para arremessar Growlmon à longa distancia. Uma forma corrompida e depravada de um Leomon, o digivice de Nicholas apontava o Digimon vírus como sendo um MadLeomon, estágio perfeito. A figura dos ossos da criatura saindo de sua pele assustava o rapaz, que podia sentir o ácido e venenoso bafo do inimigo de longe.

– Criança, – disse sorrindo — vou te devorar. –terminou.

– Agora, ExVeemon! – gritou uma voz conhecida.

– XV-Laser!

Um milagre veio na forma de uma letra ‘x’ azul e flamejante. MadLeomon, agora distraído, virou-se para apenas sentir algo fazendo carinho em seu rosto. Este era ExVeemon acertando um soco com toda força no rosto do Digimon perfeito. Um ar silencioso e constrangedor passou brevemente pela situação, que foi encerrada por um ExVeemon agora preso entre as garras do Digimon maligno.

– Vai, Greymon!! – gritou a longínqua voz de John, que vinha correndo atrás dos amigos ao lado de seu gigante Digimon campeão.

– John! – Carlos, preocupado com seu ExVeemon, não conteve a felicidade ao ver os amigos.

– Carlos. – chamou calmamente o amigo – Carlos.

Por um breve instante, o jovem de cabelos morenos achou que ia ficar cego com a ardente luz do sol em seus olhos. “ExVeemon...”, cochichou após despertar da lembrança.

– Você caiu no sono? De novo? Como consegue dormir tanto? – perguntou John, à medida que tentava esconder o riso. Aposto que está gastando muito tempo no leu livrinho, não?

– Por que você não cala a boca? – resmungou – Digimon Quest será um sucesso.

Carlos abriu seu notebook e se encostou no lado oposto da árvore que seu amigo estava apoiado. Aquela praça, em especial aquele canteiro de grama, era especial para o trio, no momento desfalcado. Cinco seis anos atrás naquele mesmo local, os três amigos foram transportados pela primeira vez para o Digimundo, onde encontrariam seus parceiros Digimons.

Naquela tarde, a praça estava pouco movimentada. De onde estavam, Carlos e John apenas viam uma mãe assistindo seus três filhos brincarem no parquinho.

– C, você vai me falar o que foi aquilo na faculdade?

– O que você acha que foi? – resmungou o jovem.

– Eu sei que o Nicholas pode ser meio... Difícil, mas ele também está sofrendo.

– Há! Sofrendo? Você só pode estar de sacana—um raio azul caiu a menos de dez metros da dupla.

Todo o cenário mudou após o corte azul do céu atingir o chão. Agora, a mãe corria com os três filhos para o mais longe possível do local, enquanto os dois amigos só mantiveram seus olhares fixos no chão. Um barulho alto como o de um relâmpago chamou a atenção de Carlos, para logo chamar a de John.

– Que merda é aquela, Johnny!? – disse apontando para o amontoado de nuvens convergindo em um ponto do céu.

– Você só pode estar brincando comigo. É um digiportal!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.