Digimon Mobile Adventure

15 Capítulo 12 - Vacina Contra o Mal!


Notas iniciais
Olá, olá domadores de Digimons! Tudo bem com vocês? Aqui está o capítulo oficial 12 de Digimon Mobile Adventure. A historia vai avançando e as batalhas vão ficando cada vez mais frenéticas Mwahahahaha. Está ai outro capítulo com bastante conteúdo, informações sobre a trama e uma batalha alucinaaaaante! Sobre semana que vem, eu terei uma prova na segunda-feira e um trabalho na terça. Logo preciso estudar. Acredito que não vou entregar o capítulo na terça, certinho. Provavelmente semana que vem nem tenha. Mas vocês sabem que eu sempre compenso né? Enfim, espero que entendam. Logo a faculdade sai de férias e pretendo postar capítulos com maior frequência, portanto, aguardem! :)) Estão gostado da fic? Deem sugestões, interajam comigo, mandem mensagem e me deixem críticas. Ficarei Muito grato por isso. Se possível, como futuro escritor que quero ser, me sigam no facebook, onde criarei minha página mais tarde, e postarei histórias no futuro. Link: https://www.facebook.com/felipe.medeirospiller

Era madrugada e Takumi estava acordado. Estava sentado em sua grande mesa retangular, e escrevia na tela central de três monitores que estavam dispostos em sua frente. O espaço do laboratório era gigante e tinha o formato hexagonal; seu chão compunha azulejos cinza e paredes brancas como a neve.

As beiradas do espaço eram como palcos, altos, mas para que pudessem ver de lá. O centro era fundo, com escadas que desciam para a maior área, onde existia um grande computador de centro e quatro telões pendurados no teto.

A mesa de Takumi ficava encostada em uma grande parede, ao lado de uma janela que tinha vista para a da cidade. Ele também tinha uma boa visão do telão oeste, e nele, havia a figura de uma criatura e as siglas “TDM” ao lado. Dados e informações passavam na tela. Uma série de números zeros e números uns e, Takumi os lia como se fossem palavras.

Dispersou sua atenção um pouco, deixou a compostura de lado e, como uma criança, jogou seu corpo para trás na cadeira. Ficou pensando por algum tempo, olhando para o teto. Havia três cientistas próximos, trabalhando ao longo dos vários computadores espalhados pelo local.

– Está entediado? – Disse uma voz conhecida atrás dele.

Takumi ajeitou-se tranquilamente. Encontrou seus olhos com os de Raimond e deu-lhe um meio sorriso.

– Um pouco. Na verdade acho que eu estou cansado. Tenho trabalhado de mais – Disse em tom sincero.

– Eu imagino. Como estão os preparativos para o torneio? — Questionou.

– Estão bem. Eu já ajeito os últimos detalhes – Apontou para uma das telas em sua mesa, que mostrava uma série de códigos. Depois apontou para outra que mostrava uma interface de funções. – Nosso maior problema será a demanda de energia utilizada. Estou trabalhando em um gerador reserva e, abrindo uma conexão direta com o limbo digital.

Raimond trazia seu notebook embaixo do braço. Arrastou uma cadeira até o lado de Takumi, que lhe deu espaço e, abriu seu aparelho, exibindo também dados e mais dados.

– Eu vou lhe ajudar! – Deu um sorriso para o amigo.

– Não precisa Raimond, vá para casa descansar! – Intimou o amigo.

Raimond balançou a cabeça.

– Não, não. Eu também quero ficar e ajudar. Não se esqueça de que somos parceiros nisso. – Deu um largo sorriso.

Takumi ajeitou seus grandes óculos redondos em suas faces e, suspirou profundamente. Enfim, olhou para o amigo e deu-lhe um sorriso.

– Tudo bem, mas, você é quem vai me pagar o lanche da noite!

Raimond retribuiu o sorriso e acenou que sim com a cabeça.

Por minutos escreveram e escreveram códigos. O relógio marcou duas horas, duas e quinze, duas e meias, por fim, duas e quarenta e cinco, até que uma pequena luz vermelha tomou conta do lugar. Um baixo alarme soou.

Takumi levantou-se e caminhou até os corrimãos que separavam a parte alta da parte baixa do ambiente. Um cientista olhou para ele.

– Qual a situação? – Perguntou?

O homem digitava rapidamente em um dos teclados do grande computador central.

– Alguns Digimons selvagens invadiram a zona de intersecção e estão prestes a serem transportados para o limbo digital.

Takumi analisou as informações no grande telão. Pensou por alguns segundos e disse:

– Qual aproximadamente a relação de vivência de Digimons no limbo digital?

– Relação de vivência de um Digimon a cada 1326 metros quadrados.

Um outro cientista em outra parte do computador disse:

– Vou acionar a função deletar...

– Não! – Rugiu. Todos voltaram sua atenção a ele.

– Ma...ma..mas... O senhor Nakajima disse que poderíamos acionar a função para deletar grandes demandas de Digimons.

– Não – Disse agora, calmamente. – Não será necessário. O senhor Nakajima também me deixou encarregado de todas as decisões em sua ausência. Podemos diminuir um pouco a relação de vivência permitindo que alguns Digimons acessem o limbo digital. Isso tornara o torneio mais competitivo e, deixara aquele lugar um pouco mais vivo.

– Tem certeza senhor? Isso ira requerer muita energia. – Disse outro cientista.

– Absoluta. Nós temos demanda de energia o suficiente para aguentar um pequeno impasse desse. – Disse em tom autoritário.

Todos os cientistas ficaram quietos por poucos segundos e, voltaram a digitar em seus computadores. Takumi olhou para o telão em cima e viu a imagem de números se mexendo rapidamente. Eles representavam as dezenas de Digimons que passariam do mundo digital para o meio-plano real.

– Vamos Takumi, sente-se, por favor – Disse Raimond preocupado. Levou o amigo até a cadeira. – Porque você não vai para casa dormir. Você está muito cansado. Amanhã eu venho e lhe ajudo, ok? Ai o trabalho ficará mais tranquilo.

Takumi suspirou. Olhou com olhos frios para o amigo.

– Não é necessário Raimond, você tem estudos do Digivice para fazer e várias outras coisas. – Disse Amargamente.

– Fique tranquilo, meu trabalho está quase pronto. Ajudá-lo não vai me atrapalhar em nada. Agora vá logo antes que você me irrite. – Sorriu.

Takumi bufou.

– Ok, eu vou. Mas você vai me pagar se nossos deveres não derem certo.

– Pode deixar! – Riu e assistiu o amigo partir.

Taiming...

Sempre que era noite no mundo real, era noite no limbo digital. Ao decorrer do dia, as alterações nele feitas pelo amanhecer, entardecer e vice e versa, afetavam diretamente o meio plano, porém, o tempo no limbo digital era um pouco mais lento. Anabelle tinha ficado um dia inteiro no limbo digital e contou trinta horas que se passaram, em comparação ao mundo real.

Ela também passara alguns dias explorando o meio plano. Ela rodeou as ruas, parques e becos. Descobriu “ninhos” de Digimons e, zonas de demarcação territorial. Os Digimons vindos do mundo real realmente estavam adaptando-se aquele lugar.

Mas a aparência do lugar era sempre a mesma. Um céu escuro, que ficava pouco mais clareado de dia e, vasto, tomado por uma aurora boreal digital. O verde cibernético e o azul bebê dançavam no céu, e mais acima, parecia que a interface de um mundo digital, limitada por traços verdes escuros, marcavam o alcance daquele mundo.

Outra coisa que fizera, foi entrar em diversos prédios, casas e ambientes diversos. Muitas vezes eram escuros e poucos iluminados e, em muitos casos como empresas os computadores fantasmas eram a única coisa que iluminava.

Muitos Digimons fizeram desses lugares suas casas. A grande maioria eram pacíficos e, apenas pareciam ter vindo parar ali por casualidade. Mas em alguns pontos, Anabelle encontra focos de engrenagens negras. Muitos Digimons afetados se escondiam e sofriam sozinho até desvanecer; mas se alguém tentasse aproximar-se deles, atacavam sem hesitar com enorme poder destrutivo, elevado pelo programa da engrenagem negra.

Pelos scams e estudos feitos por ela, a engrenagem era um programa com funções virais que, tinha a habilidade de corromper e alterar a estrutura psicológica dos Digimons afetados por ela. Além disso, tornava-os agressivos e aumentavam gradativamente seu poder de batalha.

Mas para os próprios Digimons afetados, existiam consequências. O programa engrenagem negra consumia muita energia vital do Digimon e, com o tempo, ele começava a perder dados até efetivamente desvanecer. Em um caso especial, Anabelle viu um Digimon regressar um estágio evolutivo, devida a intensa perda de dados.

Quando necessário, ela derrotava Digimals encrenqueiros e também, conseguia remover a marca da engrenagem negra de alguns Digimons, quando possível. O fator engrenagem negra era complexo. Era fácil remover a engrenagem de Digimons até o nível principiante, utilizando um Digimon do tipo vacina. Mas quando o Digimon afetado é do nível campeão para cima, ele fica muito mais forte e agressivo. Se ele for do tipo vírus, é quase impossível salvá-lo totalmente. Muitas vezes a opção é destruir seus corpos.

Normalmente, quando um Digimon é derrotado, seu corpo é dividido em espécies diversificadas de dados. Uma delas é a alma do Digimon ou, também conhecida como Digimon-Soul. Uma decodificação única para cada Digimon, independentemente de sua espécie, tipo ou árvore evolutiva. Isso é o que tornava cada um único. Quando um Digimon desvanecia, sua Digimon Soul era rapidamente decodificada em um Digitama e, ele regressava a Cidade dos Começos no Digimundo para recomeçar.

Anabelle sabia disso. Ela já estivera no Digimundo. Quando era uma criança e tinha a idade de Gigi, visitou aquele lugar mágico. Lembrava da Cidade do Começo. Aqueles montes de Digimons bebês correndo de um lado para o outro e, pulando alegremente.

Não mais. Agora aquela era uma lembrança triste e distante. O Digimundo estava longe e, a única coisa que poderia fazer agora era aguardar o momento certo de agir.

Ela acabara de explorar um alto edifício e agora, analisava aquela visão apocalíptica do mundo vazio abaixo dela, do topo do mesmo. Os Digimons aprendiam a sobreviver ali mas, realmente, não vivam ali.

Plilim. Seu celular apitou. A tela holográfica se abriu e leu as informações e códigos. Mais Digimons se aproximavam do limbo digital e, logo seriam transportados para aquele mundo. Começou a ler e decodificar as informações.

– Hummm... Existe um Digimon bem interessante e raro entre esses que virão – Disse, supostamente para ninguém.

– Você quer caçar? — A voz de Guilmon saiu do Digivice.

– Não, obrigada Guilmon, você tem lutado muito por mim. Quero que descanse. – Um meio sorriso correu em seu rosto. – Nosso time cresceu. Vamos treinar nossa sintonia, certo?

– Senhora? – Uma segunda voz, agora feminina, saiu de seu Digivice.

– Materializar, Renamon!

Uma onda de luz foi arremessada de seu Digivice e, ao seu lado, uma figura alta tomou forma. A Digimon era esguia e, parecia uma raposa de pelagem amarela. Suas mãos tinham luvas roxas e, seu olhar era frio e sereno.

– Vamos Renamon. Vamos caçar!

– Claro, minha senhora. Será um prazer! – Sorriu-lhe. Então pulou de braços abertos a altura dos trinta e oito andares, até o mar de mármore digital logo abaixo. Seu corpo descia rente ao prédio e na metade do percurso, usou de suas fortes e rápidas pernas para correr a estrutura, criando atrito e permitindo que tivesse total controle sobre a queda.

Pulou e girou três vezes um alto poste instalado na calçada e se jogou até um muro utilizando como amortecedor, então aterrissando suavemente no chão. Um pequeno círculo digital apareceu próximo à orelha de Renamon e ela pousou a mão delicada nele

– Você está pronta? – A voz de Anabelle sussurrou para ela?

– Sim! – Respondeu sua domadora

– Ótimo, vá em frente e aguarde a minha chegada. Vou enviar as informações do alvo para você – Um círculo digital apareceu bem a sua frente, exatamente igual ao que representava a tela holográfica exibida pelo Digivice.

Era um mapa e representava o local onde o alvo seria manifestado. Ele piscava lentamente e pelos cálculos de Renamon, ficava a apenas alguns quarteirões dali. Começou a correr com seus braços atirados para trás e sua postura posta à frente. Renamon era muito rápida. Ela deslizava pela avenida como uma sombra amarela. Dobrou uma rua à esquerda e outra à direita, seguiu uma longa avenida e repetiu o padrão de adentrar em ruas, chegando a um grande cruzamento encruzilhado.

Os semáforos do local piscavam aleatoriamente entre as cores do vermelho, amarelo e verde. O céu estava escuro e a aurora digital dançava mais forte naquela noite.

– Você chegou ao lugar marcado? – A voz de Anabelle sussurrou novamente.

– Cheguei sim. Parece tranquilo por enquanto. Tenho permissão para atacar caso não esteja aqui? – Questionou.

– Sim. Apenas abata a presa, mas, deixe-a intacta. Eu vou domá-la. Sua forma final poderá ser de grande ajuda no futuro.

– Entendido, espero sua chegada – Disse com ansiedade.

Aguardou alguns minutos, admirando a aurora digital no céu que, esta noite estava mais inquieta e, de uma tonalidade mais clara de verde e azul. Além dela viu o surgir das estrelas no céu. Mas elas não eram estrelas e Renamon sabia disso. Os pontos brilharam intensamente e após alguns momentos explodiram em feixes que foram arremessados em diferentes direções. Diversos feixes correram e caíram como uma chuva de estrelas cadentes, atingindo o chão central ao cruzamento e explodindo em nuvens de poeira, alto o suficiente para que todo o limbo digital ouvisse.

Lentamente a fumaça desvanecia e os primeiros Digimons das dezenas que se encontravam ali foram ganhando formas. Criaturas esféricas, quadradas e outras até mesmo sem forma, miúdas, eram os Digimons da fase bebê. Renamon reconheceu um Gabumon, um Goburimon, um Coelamon que parecia ter dificuldade para locomover-se sem a água. Viu um grande Shellmon e sua grande concha e um Triceramon robusto, mas que demonstrava uma face dócil.

O mapa ainda mostrava-se ali e agora piscava mais forte e intensamente. Renamon tocou suavemente com sua pata o ponto vermelho e, uma nova interface se abriu, mostrando as informações do alvo que se parecia com um gato de pelagem escura.

BlackGatomon, é um Digimon demônio besta, uma forma alternativa de Gatomon. Ele não possui o anel sagrado em sua calda. Suas habilidades são o Soco Rápido, Chute Rápido e Olhar Felino.

Um Digimon campeão? Pensou. Renamon adorava desafios. Já não havia mais poeira e os Digimons já começavam a caminhar para diferentes direções. Procurou decididamente com os olhos semicerrados até encontrar quem procurava e, no mesmo instante os olhos de BlackGatomon cruzaram-se com os delas. Ambas entreolharam-se por alguns segundos e Gatomon soube o que aquele olhar significava.

Renamon disparou, cortando a distância de mais de trinta metros em apenas dois segundos e, atingindo BlackGatomon que já estava em posição de guarda. As duas rolaram pelo chão asfaltado e o choque assustou todos os Digimons próximos que começaram a correr de medo. Sentiu algo em seu estômago e foi arremessada para trás enquanto girava, pegou equilíbrio no ar e girou em boa posição para atacar sua presa.

– Morte Gêmida! – Rosnou! Pequenas laminas surgiram ao redor do seu corpo e com o brandir de seus longos braços foram atiradas contra o alvo.

BlackGatomon não esperava o ataque. Elevou os braços como escudo e deixou-se ser atingir pelas diversas navalhas penetrantes que explodiram em forma de cacos de vidro. Não esperou que fosse doer tanto o golpe, mas aquilo não era o suficiente para detê-la. Sua inimiga ainda caia visando tocar o chão, quando moveu-se em um golpe veloz.

– Soco Rápido! – O soco passou próximo ao rosto do alvo. Renamon era hábil e desviou em pleno ar, mas o golpe não acabara e, antes que a inimiga pudesse pensar em contra-atacar ou desviar novamente, atacou de novo. – Chute Rápido!

O golpe subiu horizontalmente enquanto BlackGatomon apoiava-se em apenas uma perna, atingindo o peito da rival. Renamon voou metros para trás com a potência do chute e tentou buscar equilíbrio para se recuperar mas, assustou-se com a figura que voava junto com ela.

– Soco Rápido! – Rugiu e o golpe fez com que parece de voar no mesmo instante e impactasse, estilhaçando o chão embaixo de si com o peso morto.

Renamon sentiu seu corpo todo doer, ainda de costas para o chão girou seu corpo e tentou se levantar, mas todo o seu corpo estava fraco.

– Muito forte! – Disse à si mesma.

– Você é boa mas, insuficiente. Vai precisar de mais que isso se quiser me absorver – Respondeu BlackGatomon.

Renamon soltou uma risada bufada.

– Eu não queria te absorver – E sorriu para Gatomon.

BlackGatomon pensou um pouco no que a oponente deitada no chão a sua frente dissera. Pensou em dizer algo, mas sentiu uma estranha pressão no ar e, ambas olharam para o céu. Uma estrela negra formada explodiu e, um feixe de luz negro desceu e caiu alguns metros próximo a elas. Uma pequena cratera abriu-se no chão e uma figura rochosa mostrava-se enquanto a poeira descia.

O inimigo tinha a marca da engrenagem negra no peito e seus olhos eram vermelhos. Meteormon parecia sofrer de muita dor e em compensação, tinha uma aura furiosa.

– Grooaaaaarrr! – Rosnou, abrindo seus braços deixando seu peito estufado e enrijecendo todos os seus músculos em forma de pedra.

– Até nesse mundo eu encontro esses caras? – Disse BlackGatomon.

Uma estranha luz tomou conta do lugar, fazendo todos olharem para o outro lado da rua. Uma forma humana ali estava, envolvida por uma aura branca. Anéis digitais envolveram Renamon e lentamente seu corpo foi recuperando-se e foi sentindo o poder que vinha. Teve certeza de ouvir sua dona sussurrar:

– Ativar Função: Digi-Evolução! – Disse Anabelle.

Renamon mudava de forma em seu casulo digital e a imensa luz ofuscava Meteormon. Agora, era uma raposa maior, que caminhava sobre quatro patas e possuía nove caudas amarelas com pontas brancas. Kyubimon era seu novo nome naquela forma.

Gatomon ficou confusa com o que tivera acontecido com Renamon, evoluir naquelas condições, era completamente incomum.

Meteormon rugiu para as duas!

– Trégua temporária? – Disse-lhe Kyubimon.

– Acho que não vou conseguir derrota-la sozinha e por mais que isso fira meu orgulho, não quero ser absorvida agora – Disse em tom sincero.

– Ótimo! – Sorriu-lhe.

As duas entraram em posição de guarda e o inimigo caminhava lentamente para fora de sua pequena cratera. Ele estendeu as duas mãos para o céu e desceu-as rugindo:

– Labareda Galáctica! – E um cometa caiu do céu.

As duas rapidamente pularam na direção oposta em que vinha o cometa que atingiu próximo onde estavam, explodindo em uma chuva de pedras. Um ataque perigoso, que poderia mata-las e elas sabiam disso.

– Fogo Infernal da Raposa! – As caudas de Kyubimon levantaram-se e esferas de fogo azul com formas fantasmagóricas surgiram. Estas foram disparadas como foguetes contra o inimigo.

O golpe atingiu Meteormon de diversas direções, machucando-o. BlackGatomon aproveitou a brecha e atacou.

– Soco Rápido! – Atravessou a distância e com um potente soco fez o inimigo deslizar para trás.

Meteormon caiu de joelho, mas foi por apenas meio segundo. Rapidamente recuperou-se e agarrou um pedregulho ao seu lado com a mão esquerda. Com grande velocidade partiu para cima de Gatomon e deu-lhe um grande soco, arremessando-a em direção a Kyubimon que não esperava o movimento. Tentou amortecer a queda da suposta colega, mas notou tarde a grande pedra atirada contra elas. Os três corpos se encontraram, impactados por grande força e velocidade, fazendo-as rolarem para trás.

– Groooaaaarrrr! – Rugiu Meteormon de dor, e a engrenagem negra marcada em seu peito pulsava.

As duas recuperaram-se e levantaram, mas o inimigo estava furioso, e antes que pudessem pensar em algo, ele atacou.

– Golpe Big Bang! – Saltou para frente atingindo grande velocidade.

– Soco Rápido! – Gatomon pulou para o lado e socou Kyubimon que rolou para o lado.

Metormon agora próximo socou BlackGatomon que era o único alvo disponível e uma grande explosão aconteceu fazendo-a ser atirada para trás. Ela ainda caia no chão quando o inimigo correu e agarrou-a ferozmente pelo pescoço. Flutuavam agora no ar.

Agarrou o braço do inimigo e olhou-o nos olhos enquanto apertava sua forte mão de pedra em seu pescoço, tentando sufoca-la.

– Olhar Felino – Sussurrou, aguentando a dor.

Seus olhos hipnotizantes começaram a afetar Meteormon que foi lentamente descendo até tocar o chão. Soltou Gatomon e ela foi lentamente dando passos para trás enquanto dançava e movia-se lentamente como a felina que era.

BlackGatomon sabia que o golpe de Meteormon era forte o suficiente para apagar as duas, por isso não poderia arriscar e atacou Renamon com força reduzida, apenas para deixa-la forte o suficiente para contra-atacar.

Ela sentiu uma estranha energia vindo de algum lugar e seu corpo foi aliviando-se da dor. Enquanto dançava, notou de relance a presença próxima da humana.

– Você pode não ser ainda minha Digimon – Disse Anabelle – Mas seu coração já aceitou essa possibilidade. Por isso, acho que consigo lhe emprestar parte de meu poder. – Segurava o Digivice apontado para a felina, que brilhava intensamente. – Vamos lá, as duas. Ativar Função: Sincronização Múltipla! – Rugiu e tocou ferozmente a tela holográfica que surgiu com a mão.

Kyubimon já estava bem posicionada para atacar e rugiu:

– Roda de Fogo da Raposa! – Seu corpo foi envolto pelas chamas e saltou para cima, girando em uma grande roda flamejante. Caiu e correu até atingir Meteormon que acordou do transe no mesmo momento. Ele tentou agarrar Kyubimon mas não conseguiu, o golpe era demais forte.

Foi arremessado para cima e, foi nesse instante que BlackGatomon sentiu o êxtase de poder correr em si. Saltou a distância até Meteormon que girava no céu.

– Rabo de Gato! – E atacou com sua cauda-chicote, mais afiada que um alfanje.

O golpe fez Meteormon ser atirado para o asfalto e rachar o pouco que restava da rua inteira. Gatomon pousou no chão cansada e sentiu um brilho iluminar em Kyubimon que, regressava para a forma de Renamon, agora ajoelhada no chão, ofegante.

O oponente estava caído no chão e agora grunhia de dor. Mesmo aqueles golpes não foram o suficiente para derrota-lo, mas pelo menos faziam-no não se mover. O celular de Anabelle vibrou e apitou. Plilim.

Uma nova mensagem havia chegado, de um domador apelidado Unbelievable TK, e dizia: Estou enviando uma nova função para você. Deu trabalho consegui-la, por isso espero que faça bom proveito!

Uma barrega de carregamento apareceu e completou-se em cinco segundos. Anabelle leu as informações e não pensou duas vezes em utilizar.

– Ativar Função – Disse, apontando o Digivice para Meteormon. – Vacina Branca!

Taiming...

Após a dura e longa batalha, as três estavam sentadas de frente umas para as outras, com as pernas cruzadas. Anabelle conseguira usar a nova função chamada de Vacina Branca para eliminar a marca da engrenagem preta.

Todo esse tempo, não dera muita atenção para sua Fazenda Digital, mas achou conveniente domar Meteormon e faze-lo uma Farm Resident.

– Então você é uma desses domadores humanos, que todos falam? – Perguntou BlackGatomon.

– Sim, é isso mesmo – Disse Anabelle com sinceridade.

– Aquilo que você disse de me emprestar seu poder e, aquilo que fez com Renamon de faze-la evoluir temporariamente. Você consegue fazer isso comigo e mais vezes? – Perguntou.

– Consegue sim! – Dessa vez foi Renamon quem disse algo. – Domadores possuem habilidades únicas.

– Eu sabia que você chegava a este mundo e, disse para Renamon abate-la para que eu pudesse captura-la. Mas além de você ser muito forte, ainda tivemos um imprevisto. – Anabella deu um meio sorriso.

– Entendo. Mas mesmo assim, Renamon foi uma incrível lutadora – Pensou por um momento e respirou fundo. – Tomei minha decisão, eu quero ir com vocês.

Anabelle e Renamon se entreolharam e sorriram.

– Ótimo! – Disse para BlackGatomon. – Bem vinda ao time – E sorriu gentilmente, o que fazia raramente.